Notícia fresquinha: Cásper Líbero também foi caetanista!

Acervo/Gazeta Press( foto: wwww.museudatv.com.br/…/e acervo da Gazeta press)

Hoje, lendo um artigo do jornal OESP do ano de 1900, descobri que Cásper Líbero foi aluno da nossa escola.

Em 1900 ele estava no 4° ano Primário, na classe do Professor Romão Puiggari e um de seus trabalhos foi exposto na Festa de fim de ano da Escola ; era a pintura de uma âncora – justamente o que mais pode atrair um futuro jornalista !

Coincidência, a normalista Elvira Brandão, já casada, também tinha um trabalho seu ali apresentado.

O que me interessa agora é falar sobre Cásper Líbero, pois vivi meus primeiros anos de vida na Fundação que leva o seu nome ; ía com o meu pai visitar os amigos na redação do jornal A Gazeta, entre eles o meu padrinho Américo Bologna que dirigia o jornal e outros colaboradores dele, como Paulo Bonfim.

Era no Auditório que eu ouvia a Orqustra Sinfônica da Rádio Gazeta e meu primeiro compositor clássico ficou sendo Borodine, por causa da escolha de sua obra para as « chamadas » da estação.

Também fomos durante muitos sábados ao último andar, onde era servida a deliciosa feijoada, sempre a ouvir « ao vivo » as vozes de Vilma Bentivegna e de Idê(Aidée?) Brasil.

O fotógrafo do jornal vinha tirar fotos dos comensais e me levava à sala escura de revelação antes de fazer a tiragem da nossa fotografia e me presentear come ela.

Nas noites de 31 de dezembro, a festa era no balcão do 1° andar, onde havia o disparo para a corrida e a chegada dos vencedores da Corrida de São Silvestre.

Martin Jayo realizou uma monografia sobre Cásper Líbero, daqual me permito copier e colar alguns trechos, como também colocar a minha famosa colher!

Afinal, estou escrevendo sobre um colega, ainda mais importante do que nós !

 

« Natural de Bragança Paulista, no estado de São Paulo, Cásper Líbero nasceu em 2 de março de 1889. Seu pai, Honório Líbero, médico e político, foi um dos primeiros intendentes daquela cidade. De família abastada, Cásper recebeu uma educação aristocrática, primeiro em Bragança, onde passou a primeira infância, em seguida em São Paulo, para onde se transferiu com a família aos onze anos de idade ».

Aí que entra a Escola Caetano de Campos, que ele frequentou até entrar na Escola de Direito do Largo São Francisco, de onde saiu sem jamais exercer a profissão de advogado pois, no mesmo ano entra no jornalismo, como repórter do vespertino A GAZETA, o mesmo jornal que alguns anos depois será seu.

« Os primeiros anos da carreira jornalística já revelam o dinamismo e o empreendedorismo que marcariam as fases posteriores da vida de Cásper Líbero. Em 1911, Cásper se transfere para o Rio de Janeiro e é um dos fundadores do jornal Última Hora, engajando-se na campanha de Rui Barbosa pela Presidência da República. Em 1913, de volta a São Paulo, funda a Agência Americana, primeira agência noticiosa brasileira. Em 1914, ingressa na redação d’O Estado de S.Paulo, de onde logo retorna ao Rio de Janeiro, desta vez como diretor da sucursal d’O Estado. Deixa o jornalismo por um curto período, no ano de 1917, para assumir cargo público como procurador da Fazenda Nacional no Estado do Mato Grosso. Renunciando ao cargo, retorna a São Paulo ainda em 1917, e volta a atuar como jornalista n’A GAZETA”.

Cásper Líbero comprara um jornal dirigido à aristocracia cafeeira e ao PRP, com a mísera tiragem de 2.000 exemplares.

Quando  em setembto de 1929 foi eleita a brasileira Yolanda Pereira  para Miss Universo, seu jornal que havia mudado de cabo, endereçando-se aos trabalhadores e imigrantes e aos membros da nova classe média paulista,  atiragem do jornal chegoou a 200.000 exemplares.

Além do mais, além de ter mudado a linha editorial do jornal, comprou rotativas  alemãs de última geração para a sede, concebida de A a Z para abrigar TODAS as equipes e setores de A Gazeta, onde funcionava a linotipia e a impressão.

Por isso foi A Gazeta, o primeiro jornal a imprimir a cores, e se diversificar com edições infantis(A Gazetinha) esportivas, culturais e femininas.

Quando Getúlio chegou a coisa mudou de figura porque seus aliados simplesmente destruíram o que puderam no prédio da futura avenida Cásper Líbero.

O proprietário, partiu para o exílio para não ser morto na rua e de lá desenvolveu uma estratégia de aproximação com o governo Vargas, unicamente com o fito de salvar o jornal, o que pôde ser feito desde a sua volta, com a indenização por perdas e danos bem quentinha vinda dos cofres do Palácio do Catete.

Ao morrer em 1943, havia Cásper Líbero deixado um testamento para que a sua obra continuasse a existir, transformando-a em “fundação » legada aos seus funcionários e com a obrigação de se criar ali uma Escola de Jornalismo, como foi o caso.

Gente do bem !

Abraços livres,

wilma,

29/04/13.

http://www.youtube.com/watch?v=c1u8two02C0&feature=player_embedded

Nota: para mais informações leiam a monografia de Martin JAYO

in: RJ :BR Revista de Jornalismo Brasileiro, 1a ed. 1° semestre 2003.

 Todas as demais ilustrações e o vídeo provém do blog de Fernando Morgado.

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