Humberto Migiolaro, caetanista dos anos 50/60.

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COLUNA MESTRA –
Humberto Migiolaro

MUITO PRAZER, BRASIL

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Nosso país é lindo, cheio de encantos mil, maravilhoso do Oiapoque ao Chuí. Temos poetas a cantá-lo tempo todo, com arte, graça, encantamento, louvando sua beleza, seus montes, valas e cascatas. País de paz, de futuro, de gloria no passado; estabeleceu suas dimensões continentais a partir da refinada cultura portuguesa da época dos descobrimentos, saudados nos cais pelas jovens mocinhas francesas, pelas Escolas de Samba e por batalhão de mulatas. Acolheu e incorporou a cultura africana estabelecendo indissolúvel elo de saberes, conhecimentos e passividade.

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Seus primitivos colonizadores souberam de forma justa desenvolver a terra e a cultura indígena, convidando outros povos africanos a participar do grande projeto cultural do Portugal Alem-Mar. Sólidas e confortáveis embarcações transportavam populações que buscavam a paz e o futuro em pacíficas terras, em que se plantando todas dariam. Não fora por acaso que os transatlânticos de Cabral beijaram, criando intenso arrepio, as doces costas da Bahia. “Terra a Vista”, do alto do mastro gritou o grumete. A terra era à vista, mas aceitava cartão de crédito, dividia em boletos e concedia confortável desconto no dinheiro (dólar, euro, reais, coroas ou guaranis).

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Um país abençoado por Deus e bonito por natureza, saudavam os mestres-salas, visto do avião com o Cristo Redentor, braços abertos sobre a Guanabara. Cabral aportou e fez o que podia e devia. O povo irmanado jogava flores em culto ao Senhor, a Iemanjá, Buda, Ogum e aos bispos da Universal. Cortou suas matas, nasceram usinas, criaram centros urbanos planejados, onde a ordem e o progresso viviam em cumplicidade. O tardio descendente de Cabral, dando seu sangue, alma, diamantes e sacrificando dias e família, completou a obra dedicada à modesta esposa, denodada em favor dos frascos, comprimidos, shoppings e sacrificados jantares filantrópicos. Rio, Rio de Janeiro, eu gosto de você.

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Terra onde a lei impera, não distingue cor, religião, posse ou posição, mesmo que incômoda. Fiéis servidores, por vezes nem tanto, sabem o peso da espada justiceira. Nos portais do Supremo, cega, a balança equitativa, ameaça à espada indiscriminada. “Dura Lex Sed Lex”, doa a quem doer diria o candidato.

 

Cresceu a nação à sombra e água fresca da verdade, do denodo de suas lideranças e da glória de seus augustos defensores. Povo ordeiro se abriga no conforto de seus lares sacrificando a liberdade das ruas e vielas em razão da prole cujas mãos estendidas do Estado cuida de justo porvir. Injustiças? Quem não as conhece?. Vez ou outra, autoridade ou simples mortal ousa o desacato de sua Magna Carta, compêndio do saber, da proteção das pessoas, fiel inspiradora de todas as ações em seu território. De imediato clamam os senhores da pátria contra o infiel usurpador das verdades pétreas contidas nas páginas sagradas da Constituição Cidadã.

 

Cada cátedra do Supremo, um trono ao saber, ao conhecimento, à austeridade, à probidade, à independência e à autonomia. Fiéis guardiães das verdades supremas, em raros e eventuais discordes emitem o brado retumbante da Justiça e da Lei igual para todos, mesmo em tempo de chuva.

O peso da punição apavora os infiéis que ousam o desacato, a burla do alheio, a ofensa aos supremos bens da família de Deus e da Liberdade.

A sociedade como um todo isola seus usurpadores, eventuais criminosos que do ostracismo de suas modernas masmorras sorvem dos preparados o conhecimento e recuperação de costumes. Criminosos, raros, mas existem. Excluídos do convívio da populaça civilizada penitenciam nos límpidos cárceres as ações que os desviaram do Bem e da Verdade. Banidos e ignorados purgam seus deslizes no desprezo da sociedade. Lideranças infiéis, genuflexas juram fidelidade eterna às leis. Encaram seus desvios como fraquezas eventuais e fazem votos de resignação e respeito à sociedade. Devolvem ao tesouro os despojos das lutas inglórias e nas sombras da nação pagam resignadamente pelos erros cometidos por fraquezas de momento.

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A harmonia é o tom da brasilidade: Harmonia dos Poderes, das famílias, das facções que democraticamente buscam estabelecer a nobreza de suas verdades. Ideais relações de trabalho, dispensam quase que permanentemente a intervenção de cortes ou árbitros em raras desavenças. O trabalho enobrece o homem, e este abençoa o pão, o conforto, a proteção aos familiares, a Sabedoria distribuída gentilmente em suas instituições de ensino, as vias de transporte, os céus azuis e nuvens escuras que lavam os solos.

Contendas ínfimas, o atacado resolvido, cuidam-se das superficialidades de dependências de subalternos às comunicações extemporâneas e fora do expediente do pródigo leque de trabalho.

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Bem vindos turistas e alienígenas. Venham sorver de mancheias o Saber, Urbanidade e a Felicidade de um povo tropical. (Em fevereiro, fevereiro, tem carnaval). Qual Disney em tempo real rola emoção de salvas de balas perdidas, por vezes encontradas. Venham aprender como minorias suplantam maiorias, como ilusões garantem realidades, como versões substituem fatos. Irmanem-se conosco nessa intensa busca do prazer, da verdade e da felicidade total. Esqueçam tudo o que aprenderam, assentem-se em nossos modestos bancos escolares e se deslumbrem nos vídeos de encomenda, da dignidade de uma nação onde se canta a mulher brasileira em primeiro lugar. Marias e Clarices, choram na pátria mãe gentil a perda de seus filhos caídos nos mutirões da luta dos morros, comunidades, presídios e facções. O futuro a Deus pertence, não somos donos de nada, mas, louvamos a Ele a pródiga natureza que nos envolve e, a sórdida, ingrata e pífia nação que nos devolve.

MUITO PRAZER, BRASIL

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José Pereira de Queiroz Neto foi caetanista de pé torto!

Para começar, fui aluna na USP do professor Queiroz; peço-lhe desculpas de ter entrado na Universidade sem o preparo que convinha, apesar de ter tido bons resultados no vestibular; sofria nas aulas, com as curvas de nível, bússola, teodolito, tabelas, ph do solo, etc..

Segundo: o nobre professor talvez não tenha gostado de haver sido aluno do Jardim da Escola Normal da Praça porque, sobrinho de dona Carlota Pereira de Queiroz, talvez tivesse de ter com ela um comportamento reservado quando ela estivesse presente; imagino que dentro da Escola ela fosse mencionada o tempo todo e talvez deva ter servido de modelo em relação ao pequeno José.

Carlota foi professora do Jardim de Infância, diretora do mesmo e, depois, seguiu para a Faculdade de Medicina; o mais importante, porém, Carlota Pereira de Queiroz foi a primeira mulher deputada no Brasil!

Vocês podem percebê-la, representada em foto no porta-retrato que se encontra à direita da imagem, durante a conversa do professor na entrevista.

Maria Hebe Pereira de Queiroz, ilustre professora da USP, e Luiz de Queiroz, que fundou a Escola Superior de Agronomia de Piracicaba, também  são parentes  próximos. E agora, José?

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Proclamada!

uramento constitucional, óleo de pt:Aurélio Figueiredo (Museu da República, Rio de Janeiro). Após a promulgação da 1ª Constituição Republicana do Brasil, assumem o poder os Marechais Manuel Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto.(in Portugal Wikipédia)

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Proclamação da República…

Uma reflexão sobre um certo 15 de novembro e a proclamação da república

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Em 1889 o Brasil ingressa no grupo de nações que aderiram à forma republicana de governo, seguindo uma tendência que vinha sendo predominante no mundo ocidental. Curiosamente, a maneira pela qual o país inaugura sua nova fase ocorreria através de um regime que, de algum modo, contraria a própria ideia da república, uma vez que o movimento de caráter militar se ergueria ao poder através da deposição da monarquia.

O modo súbito e em princípio “ordeiro” com o qual os militares assumiriam o poder – imortalizado na clássica cena do Marechal erguendo sua espada no Campo da Aclamação (atual Campo de Santana) – acabaria sendo bem capitalizado pelo grupo que “proclama” a república, que pôde ser veiculada como se sugerisse uma espécie de consenso, isto é, a ideia de que se tratava de algo natural e cíclico, um passo espontâneo e inevitável nos rumos da nação.

Mas os dias que se seguiram ao 15 de novembro tratariam de mostrar que de modo algum o movimento dos militares representava os anseios da maioria do povo brasileiro. Isso porque revoltas explodiriam em vários pontos do país, incluindo exemplos dentro dos próprios círculos do Exército. A historiografia produzida a partir da chegada dos militares ao poder caminharia no sentido de minimizar o fato de que a maior parte das instituições pouco participara das discussões acerca da implantação da nova forma de governo. Nem mesmo havia unanimidade nas próprias fileiras do Exército, uma vez muitos militares mantinham suas convicções na monarquia e jamais foram chamados para os debates, ao passo que ficariam de fora muitos civis adeptos da república.

E quem eram afinal os militares que tomariam a iniciativa da deposição da monarquia? Para entender o processo é importante compreender o papel de alguns personagens envolvidos nos acontecimentos. E nesse particular a figura que primeiro salta aos olhos não era a de um dos oficiais do Exército, mas do tenente-coronel Benjamin Constant, professor da Escola de Engenharia da corporação, uma das instituições mais prestigiadas do país. Positivista convicto e adepto das crenças cientificistas, seria uma das vozes mais eloquentes em favor da necessidade de instalar a república, e muito acabaria fortalecido devido a sua influência sobre muitos jovens estudantes que constituíam a chamada “mocidade militar”.

Alguns estudiosos, contudo, defendem a tese de que, apesar de suas convicções, Constant não via a passagem para o regime republicano como prioritário, de forma que sua destacada atuação dentre os membros da cúpula de militares republicanos teria se dado muito em função do engajamento político dos jovens estudantes da Escola de Engenharia, que acabariam por reforçar-lhe a liderança.

Deodoro da Fonseca seria outra figura importante, até porque ajuda a compreender como funcionou a instalação do novo regime. Mais identificado como um oficial ligado às tropas, isto é, de maior ascendência sobre militares de patentes inferiores, e pouco relacionado às instâncias técnicas ou intelectuais do Exército, o marechal seria alçado à liderança do movimento menos por suas convicções políticas do que por seu envolvimento com as causas dos militares na sua relação com o governo imperial.

É que as forças armadas passariam a ocupar, desde o fim da Guerra do Paraguai, quando começam de fato a ser organizadas, uma posição de relevância na vida pública. Esse poder adquirido pelos militares estaria por trás de muitos conflitos com o governo imperial envolvendo discordâncias que iam de salariais a reivindicações de autonomia e que aparecem com mais força a partir de 1884, durante as chamadas “Questões Militares”.

Deodoro não era propriamente um republicano e parecia mais inclinado a se colocar como um garantidor do império. No entanto, sua presença era fundamental para passar a ideia de que o movimento republicano constituía um anseio geral dos militares. O comprometimento do marechal com o prestígio das forças armadas teria sido decisivo para sua atuação, motivo pelo qual fora levado a sair de sua própria casa, onde se encontrava seriamente doente, para comandar as tropas que já se rebelavam. Na sede do governo Deodoro não declara de imediato a deposição do imperador, com o qual, ao que parece, buscaria entender-se. Seu alvo era a dissolução do ministério, chefiado naquele momento pelo visconde de Ouro Preto, conhecido pela sua falta de habilidade que muitas vezes injuriara as Forças Armadas.

A quartelada liderada pelo marechal seria bem-sucedida inclusive pela pouca efetividade na defesa do palácio, o que atesta, na visão de alguns historiadores, o caráter de obediência das tropas a determinações de militares de alta graduação e “espírito de caserna” como Deodoro. Esse fator poderia explicar que tropas organizadas e bem armadas como as que tratavam da segurança de autoridades do império fossem sobrepujadas por uma guarnição de militares revoltosos que sequer puderam contar com as condições estratégicas que seriam desejáveis para um movimento de tomada do poder, já que muitos especialistas, dotados de treinamento e táticas militares, não estavam entre os rebelados.

A partir da demonstração de força dos militares republicanos, simbolizados na figura triunfante de Deodoro, as coisas foram avançando da simples discordância quanto ao ministério constituído pelo imperador para a deposição da monarquia e a decretação da nova fase republicana. O novo regime se consolidaria rapidamente, com o exílio relâmpago da Família Real e a pouca contestação por parte de outros setores da sociedade, que só mais tarde compreenderiam que o movimento era de caráter conspiratório, não se tratando apenas de um procedimento de manutenção da ordem supostamente quebrada em função de um ministério mal constituído.

Como apontam muitos historiadores, o movimento republicano não seria apenas um resultado do anseio de um grupo de militares e certamente não seria bem-sucedido se não contasse com o interesse de importantes setores das elites nacionais. Cartas que o imperador D. Pedro II havia trocado com a Princesa Isabel, que assumira o comando da nação quando de sua longa estada na Europa para tratar da saúde, levaram estudiosos a levantar a hipótese de que o imperador, confrontando-se com a realidade das nações europeias – já em franco processo de industrialização – e assim constatando a necessidade urgente de reformas no país, já buscava preparar as bases para um Terceiro Reinado. Nele certamente as elites de base agrária teriam espaço reduzido, perdendo terreno para a chegada de forças mais preparadas para viabilizar o ingresso do país em nova fase.

Vale ressaltar que a estratégia de chegar ao poder sem despertar na sociedade, pelo menos inicialmente, maiores manifestações de contrariedade acabaria redundando no curioso fato de que a república se estabeleceria de fato, mas não seria oficialmente proclamada, o que só viria a ocorrer em 1993 durante o plebiscito no qual a população brasileira rejeitou o parlamentarismo e a volta ao regime monárquico e afiançou a república através do apoio ao presidencialismo.


Por Sandro Gomes | Professor, escritor, mestre em literatura brasileira e revisor da Revista Appai Educar.

 

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Orquestra Murilo Alvarenga na Hebraica, domingo às 12 horas

Orquestra ao Meio Dia

A Hebraica apresenta a Orquestra Murilo Alvarenga.
Cantoras convidadas: Catarina Marcato e Rita Valente
Entrada franca – Informações 3818-8888
  • Domingo, 17 de novembro de  2019
  • Teatro Arthur Rubinstein

    Rua Hungria -1000, 01455000 São Paulo
    facebook.com

 

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Nota social no plural: caetanistas no Facebook

Pascal Reichen, entrevistado em novembro, por Igor Duarte da Rede TV, para o jornal do Boris Casoy, antes de retornar para a Suiça.

Guilherme Braga, da mesma turma de Reichen no IECC, comentando livro e fazendo festa com colegas da Poli.

Vignoli, também da turma, aniversariou em novembro.

Roberto Secio, aluno do IECC bem mais tarde, virou “conde” e patrocina concurso de “misters” e de misses em São Paulo.

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A álgebra na formação dos professores do primário; Ana Maria Basei, (UNIFESP) busca informações.

A pesquisadora Ana Maria Basei entrou em contato conosco, pois necessita de dados complementares sobre a presença de álgebra na formação dos professores do primário, no período 1880-1920.

Quem dispuser de algum documento que lhe possa ser de utilidade, seria interessante contactá-la:

Ana Maria basei anambasei@gmail.com

Agradeço por ela;

Abraços caetanistas,

wilma.

1024 × 756
Is Algebra Necessary? – The New York Times
nytimes.com

Bom dia, Wilma! Tudo bem?

(…)
Estou desenvolvendo uma pesquisa de doutorado ( UNIFESP) sobre a presença de álgebra na formação dos professores do primário, no período 1880-1920, e estou com dificuldades para localizar documentos do início do século XX.
Preciso saber que conteúdos de álgebra estavam presentes na formação.
Já visitei alguns lugares como: Arquivo Público, Biblioteca da FE USP ( acervos especiais), o Centro Mário Covas, arquivo da Escola Normal de São Carlos, entre outros locais.
Gostaria de saber se você tem alguma sugestão de local onde talvez eu poderia encontrar documentos. Ou, se você sabe de alguém que poderia ter material guardado, como cadernos de álgebra do período entre os anos 1900 e 1920.

Desde já agradeço pela disponibilidade!
Um abraço
Ana Maria Basei

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