Mensagem de Marcio Périgo

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A Casa Mário de Andrade convida profissionais de museus, bibliotecas e arquivos para participarem da oficina de ‘Pequenos reparos de livros de documentos’, que acontecerá entre os dias 6 e 10 de fevereiro, com Marlene Laky.

Com o objetivo de mostrar como o restauro e o acondicionamento interferem na integridade da obra, a oficina capacitará os participantes a intervirem adequadamente para estabilizar danos em livros e documentos.

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Fotos publicadas por Lucy Valentini

Imagem de ML Cavaletti; provavelmente do final dos anos 60 e começo dos anos 80, quando o uniforme foi mudado.

Calção bufante para as meninas e adolescentes nas aulas de esporte; nada sexys…

Fim de aula; a criançada reencontra os pais.

Fim de aula; ginasianos são fotografados.

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Mensagem de Maristela Debenest

https://imafotogaleria.wordpress.com/

Certa vez, um antropólogo inglês entrou na oca de um indígena e viu uma máquina de escrever pendurada na parede da oca como se fosse um “desutensílio”, diria o poeta Manoel de Barros.

Isso aconteceu em 1950, época em que a máquina de escrever era o símbolo técnico da cultura branca autointitulada “civilizada”. O antropólogo nada perguntou ao indígena, e retornou a Londres para tentar entender aquele ato que subvertia o significado e uso costumeiros daquele objeto.

O antropólogo consultou teses e tratados, porém nada encontrou na teoria que explicasse o gesto do indígena. Até que , de repente, ele olhou para a parede de sua biblioteca e viu um arco e flecha pendurados como objeto artístico…Então, o acadêmico compreendeu que aquilo que ele fizera com o arco e flecha, o indígena fez com a máquina de escrever…

Graças ao ato artístico-subversivo do indígena, o antropólogo compreendeu mais acerca de seu próprio “mundo civilizado” do que lhe ensinaram os livros científicos.

O indígena era o “outro” do branco, mas o branco também era o “outro” do indígena. Nem todos são brancos, nem todos são indígenas, mas todos são outros: o outro é o valor mais universal.

É essa universalidade da Diferença o que o poder paranoico mais teme, e é contra ela que ele sempre quer impor seu modo de viver homogêneo, “mesmal” ( como diz Manoel de Barros).

O indígena da narrativa nos ensina que talvez a arte e a educação comecem no olhar, um olhar que interroga e recria, também criticamente, o sentido de nós mesmos e do mundo .

Um olhar assim é sempre pensante, questionante, insubmisso , estrangeiro. Ele é estrangeiro não no sentido literal , e sim porque ele suspende nossas habituais certezas e nossos roteiros prévios acerca de como viver e agir. Ele não é um olhar de fora, mas sim um olhar ainda não colonizado por aquilo que está estabelecido e etiquetado pelos poderes dominantes.

Nesse sentido, pensar é sempre produzir em nós um devir-indígena no seio mesmo de nossa sociedade que se intitula “branco-civilizada”. É preciso construirmos um devir-indígena nos parlamentos, nas sociabilidades e também nos espaços acadêmicos onde são produzidos nossos conhecimentos.

Pensar essa Diferença que o indígena exerceu é fazer dela um “devir-outro” de nós mesmos . Precisa haver um devir-indígena em toda educação-libertária cujas lições sejam arcos e flechas em ação de resistência e defesa da comunidade, e não meros enfeites teóricos.

Para conseguirmos enxergar o que nos faz humanos nessa época trevosa, na qual até a barbárie é tecnológica, só mesmo redescobrindo em nós o olhar ancestral que também é subversivo, crítico e criativo : nada mais contrário ao olhar vestido com uniformes militares do fascista-genocida e seus garimpeiros do que o olhar nu e livre do indígena.

Por: Elton Luiz Leite de Souza

“Nós, os bruxos.” (Deleuze & Guattari)

“Tenho em mim um sentimento de aldeia e dos primórdios. Essa fascinação me levou a conhecer melhor os indígenas ”. (Manoel de Barros)

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Renato Castanhari Jr.

GERAÇÃO DOURADA


Gerações chegam. Gerações se vão. Gerações que geram respeito, Gerações que geram admiração. Gerações que ficam na História. Gerações que fazem História. Mas talvez, esta Geração que aos poucos vai se despedindo atualmente deva ser destacada, enaltecida, como única, nascida no pós Segunda Guerra, e que viveu mudanças radicais, libertadoras, aprisionadoras, comportamentais, tecnológicas.

Uma geração que cresceu jogando bola feita com as meias de seda da mãe, aquelas meias de seda que despertavam o desejo de despi-las. Uma geração que viu nascer o rei do futebol e o viu morrer. Uma geração que viu nascer o país do futebol e o esta vendo deixar de ser. Este país que foi campeão mundial e parou pentacampeão mundial aos seus olhos.Esta Geração viu nascer a televisão, viu o mundo se conectar em preto e branco e está vendo todo mundo se encontrar virtualmente.

Esta mesma geração que nasceu em um século, em um milênio e conseguiu chegar em outro século, virar outro milênio. Uma oportunidade que aconteceu para gerações que cabem nos dedos da mão.

A Geração que viu nascer a Bossa Nova, o Rock and roll, o Pagode e que não aguenta ouvir o Sertanejo Universitário. Que viu nascer os Beatles, os Rolling Stones, cresceu ao som de Tom Jobim e morre de ouvir Pablo. Que assistiu nascer nas telas Marilyn Monroe, Marlon Brandon, Jack Nicholson, Ingrid Bergman, Meryl Streep.

Uma Geração afortunada, que descia ladeira de carrinho de rolimã, bebia Crush e ainda encara uns crushs nas baladas noturnas. Que fazia a barba com navalha, escrevia cartas, que lia os livros de Antonio Maria, Hemingway, Monteiro Lobato, Drummont, Rubem Braga, no lançamento deles. Antonio Maria, o cronista preferido de um publicitário, escritor, professor desta Geração Platinum, que um vento vadio -depois de o inspirar em um texto que o levou para a saudade do final dos anos 50, 60 – o levou da gente, filho, neto, amigos.

Um vento vadio e malvado, que o fez adormecer na cadeira da varanda para não mais abrir os olhos neste mundinho que já foi muito melhor pela ação da sua Geração. Pela ação dessas suas crias, que tantas transformações viveu, surfando, se reinventando, compartilhando, acrescentando, enriquecendo, vivendo, não apenas respirando.

Uma Geração que na ânsia de participar, interagir, se sentir ainda viva, sucumbe ao lado da geração de hoje que mais assiste do que protagoniza. Uma geração de espectadores, que não tira os olhos da tela, que se alimenta daquilo que contamina a mente com uma avalanche de informações, vídeos, fakes, que reduz o vocabulário, ocupa o tempo, que parece não mais existir. Uma geração de coadjuvantes, que prefere o assistir ao agir, refém da tecnologia que ajuda e atrapalha, que facilita e embota, que agiliza e paralisa.

Assim, pouco a pouco, que parece rápido, rápido, representantes desta Geração Única, que falava ao telefone com a ajuda da telefonista e que hoje faz listas, tarefas e manda recados através da Siri ou Alexia, vão batendo em retirada. Talvez como prêmio, condecoração pelos significativos serviços prestados, recebem o passe para mudar de fase neste game da vida.

A gente se vê em breve, amigo Duboc.
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Professores do IECC

Fora dona Edith Leme de Oliveira, à cabeceira da mesa, não consegui identificar os demais.

Alguém poderia me ajudar?

José Horta Manzano nos ajudou: Grand merci!

IECC – anos 60
SALA DOS PROFESSORES
Numa manhã de inverno em que as senhôras

trabalhavam encapotadas


01


02 João da Cunha Caldeira F°
Canto Orfeônico


03


04


05


06 Domingos Vizioli
Matemática


07


08 Dalva de Oliveira
Orientadora


09


10 Vilvanita Dourado Faria Cardoso
Português


11


13 Edith Leme de Oliveira
História


14


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Mensagem de Mario Sérgio Loschiavo

Mario Sérgio, caetanista dos anos 60/70, é produtor de arte em São Paulo e convida vocês a levarem seus pupilos ao teatro.

Além de um bom momento reservado aos seus, vocês não gastarão nada pelo fato da peça ser subvencionada e, com um pouco de sorte, poderão rever nosso colega.

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José Horta Manzano

A DEMOCRACIA RESISTE

by Marcos “Quinho” de Souza Ravelli (1969-), desenhista mineiro

José Horta Manzano

Artigo publicado pelo Correio Braziliense de 28 janeiro 2023

Há sinais de recuperação da democracia ao redor do globo. Embora tímidos, acanhados e quase imperceptíveis, apontam para o lado positivo. Vamos a alguns deles.

A China, entre os países importantes, é o que tem o regime mais controlado e hermético, apesar de ser mais autoritário que comunista. Na comparação, a vida na Rússia – país onde até o vocabulário do cidadão é escrutado pra vigiar que nunca associe o nome ‘Ucrânia’ à palavra ‘guerra’ – parece solta e jovial.

Pois foi essa China que nos deu, no fim do ano passado, inesperada mostra de que o rigor das regras sociais pode ser afrouxado pela pressão popular. Quase três anos de confinamento estrito, por motivo de covid, estavam fazendo mal à economia e, sobretudo, à população. Parece que a transmissão dos jogos da Copa do Mundo deu origem à ira popular. A visão de estádios cheios de gente sorridente e sem máscara foi a gota d’água. Manifestações de indignação se alevantaram nas metrópoles chinesas, com coro de “Fora, Xi Jinping!” – afronta insuportável. Poucos dias bastaram para o rigoroso regime de “covid zero” ser abolido.

No Irã, faz meses que a população manifesta seu desagrado com o rigor da ditadura dos aiatolás. O triste destino de uma jovem que morreu enquanto detida pela polícia da moralidade pelo motivo de não usar direito o véu obrigatório foi o estopim da revolta popular. Dia após dia, a obstinada e corajosa juventude iraniana manifesta nas ruas sua insatisfação com o regime. A dura repressão já deixou centenas de cadáveres, mas a ira da população tem se mostrado à altura da mão pesada do governo. Em mais de quarenta anos de regime teocrático, é a primeira vez que o povo se queixa com tal intensidade. Pode bem ser o primeiro passo para a queda da ditadura.

Nos EUA, o campo antidemocrático liderado por Donald Trump sofreu profundo revés nas eleições de “mid-term”. Quando todos já se resignavam de assistir a uma arrasadora onda de eleitos trumpistas, o eleitorado democrata deu um sobressalto e limitou as perdas. A volta do bilionário à Presidência ficou um pouco mais problemática.

Na Itália, a primeira-ministra Giorgia Meloni vem se saindo melhor que o figurino. Ao assumir a chefia do governo, abjurou Mussolini e o fascismo, regime pelo qual havia demonstrado simpatia no passado. Juntou-se aos demais países da Otan e deu seu apoio ao envio de armas para que os ucranianos defendam seu território contra o invasor russo. Em uma palavra, a Signora Meloni civilizou-se. Fez desaparecer o lado assustador da extrema-direita. Caminha na boa direção.

No Brasil, as últimas semanas de 2022 e as primeiras deste ano foram turbulentas. Jair Bolsonaro, quando presidente, passou anos prevenindo o distinto público de que, se não fosse reeleito, se insurgiria contra o resultado das eleições. Numa preparação do que estaria por vir, chegou a avisar, ao corpo diplomático lotado em Brasília, a vulnerabilidade de nossas urnas eletrônicas.

Quando as eleições chegaram e o capitão foi derrotado, forte apreensão tomou conta da população não fanatizada. E agora? Será que o perdedor nos condenará a regredir a uma era de botas na calçada e brucutus no asfalto?

Em outros tempos, talvez a pólvora tivesse assumido o protagonismo e o país tivesse de novo mergulhado nas trevas. Numa mostra de que o horizonte nacional já está desanuviado de aventuras desse tipo, Bolsonaro emburrou, enclausurou-se no palácio e lá ficou dois meses – calado para o público externo, mas certamente ativíssimo na preparação do sonhado golpe.

O resto, todo o mundo sabe. Bolsonaro fugiu, e o 8 de janeiro viu o “Exército da Loucura” em ação. Quebraram vidros, mas não quebraram a lealdade de uma maioria de fardados responsáveis. Derrubaram peças de arte, mas não derrubaram a Lei Maior. Subiram no alto de palácios, mas não atingiram o topo do poder. O Brasil balançou mas não cedeu.

Agora, o espetáculo que nos proporcionam um ex-presidente homiziado no exterior, invasores rastaqueras na cadeia e financiadores acuados traz uma lufada de ar puro a nossa nação. É a prova de que, na hora agá, nossa democracia não se rompeu.

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Renato Castanhari Jr.

AOS ANÔNIMOS

Anonimos

Fim de tarde na mais paulista das avenidas. Se durante o dia o movimento já é ligado no automático, nessa hora o foco é chegar em casa, no bar, ao encontro.
Depois de um tempo sem respirar esse monóxido de carbono, sinto meu corpo gritar de prazer me cutucando se estou na sintonia dele. Para me colocar no clima, ele levanta o meu olhar para o topo do Conjunto Nacional, 18:30, 21º. Só faltou a marca do Itaú, que a essa hora já estaria iluminada. Minha memória assoprou, meu coração sentiu, os tempos são outros.
As pessoas andam aceleradas, como sempre. De olho no celular, como só agora.
Meu corpo me espeta com uma sensação que não consigo traduzir. Demoro um tempo tentando decifrar, olho os carros, as pessoas como um médico observa um Raio X, um olhar de fora que analisa sem se envolver. Um observador, estou com os pés atrás da linha dessa neurose urbana que já me contaminou por décadas, que já provocou todos os tipos de efeitos colaterais no trabalho, na família, nas rodas de amigos. Me sinto imune, mas meu corpo não. Ele dá sinais de abstinência, como se a visão da droga cutucasse o cérebro na área do sistema da recompensa, aquela do prazer que cega o dependente.
Começo a perceber o recado, escaneio cada um que passa, aqueles com aros enormes no lóbulo da orelha, os de cabelos descoloridos vermelhos, de terno ou shortinho com barra desfiada, decotes profundos, camiseta rasgada, como o jeans, turbante, uma pedra colada entre as sobrancelhas e um folheto pedindo doações na mão. Diferentes e iguais no descompromisso em parecer, apenas são, invisíveis e anônimos.
É isso, meu corpo vibra com a ficha que me cai, não precisamos cuidados, postura, fachada. Somos mais um nessa multidão sem rosto, e desfrutar do anonimato, não precisar do verniz social que engessa e molda, traz de volta a liberdade do ir e vir, a passos acelerados, frenéticos, tudo bem, mas soltos.
Passamos a vida querendo fazer a diferença, e nessa hora, ser mais um faz a diferença que liberta. O anonimato que elimina as expectativas, que alivia o compromisso, que dá um tempo no encargo, que desliga os holofotes. Se manter no palco cansa.
A sirene ao longe faz parte da trilha sonora, tem emergência para alguns, enquanto o carro de polícia sobe de ré na calçada onde bolivianos expõe artesanato. Novamente meu corpo desvia o olhar para o lado enquanto meu cérebro aciona a memória do incêndio que tomou conta daquele prédio.
Uma banda de anônimos toca buscando reconhecimento, a maioria passa sem olhar para o lado. Atravesso a calçada levado pelo meu corpo, que por sua vez é atraído pelo imã da livraria, onde já assisti Buñuel.
Mais uma vez, meu corpo tem arrepios de prazer enquanto corpos jazem pelos cantos, chão, pufes. Se sentem invisíveis, transparentes, com direito a ler, dormir, sonhar. Paro com os braços sobre o corrimão e tento acionar novamente a memória, “no declive as poltronas, ao fundo a tela”. Mais uma vez assumo o posto do observador, na espreita de sentir correr pela veia a necessidade biológica do dependente.
Os anônimos não me percebem como eu os percebo.
Alguma coisa acontece no meu coração. Sinto que preciso sair, lutar contra esse prazer, deixar esta cidade, que anonimamente aprendi a chamar de realidade.

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Antonio dos Santos Andrade

Museu da Imigração do Estado de São Paulo

“Sou genro do Prof Ennio Voss .
Casei com sua filha mais velha Regina Helena Voss de Andrade.
Embora não o tenha conhecido , tenho orgulho quando vejo/leio sobre ele e seu tio Pedro Voss .
Foram duas grandes figuras do ensino em São Paulo e têm colégios estaduais com seus nomes .No Ennio Voss perto de onde moramos , votam os meus filhos Talitha, Rogério e Renato , todos com sobrenome Voss de Andrade.
Fiz questão de manter o Voss nos seus nomes , com muito prazer de fazê-lo .
Abraços .”

Foto do ieccmemorias com Salvato precedendo o professor Ennio Voss

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MESMO AMADA…

A C A M A D A

A C A L M A D A

………………AINDA NÃO

A C A B A D A .

(até breve; wilma)

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