Parte II – Caetano de Campos – Dezembro de 1953

Dezembro 1953alt

03/12/1953 (OESP)

Fabiano Rodrigues Lozano

apedu.org.br

 

Hoje às 8h30’ será realizada uma festa no auditório do Instituto de Educação Caetano de Campos, em homenagem ao Fabiano Rodrigues Lozano, que se aposentou no cargo de professor de música depois de 48 anos de trabalho.

04/12/1953 (OESP)

Publicidade para a revista ANHEMBI (Educação Cultura e Artes) com a participação do nosso professor Caldeira voltada para a música naqueles 30 dias.

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09/12/1953 (OESP)

 

Curso de férias para professores

O Departamento de Educação , pelo Serviço de Expansão Cultural, ultima a programação de curso de férias aos professores do ensino Secundário e Normal, Primário e Profissionalizante, assim como para técnicos de educação, auxiliares de ensino , diretores e vice-diretores.

Locais:

FFCLUSP

Instituto de Educação Caetano de Campos

Aliança Francesa

União Cultural Brasil-Estados Unidos

Datas:

Entre 11 e 23 de janeiro.

E

Exposição de trabalhos didáticos

A ser inaugurada hoje, às 16 horas no Instituto de Educação Caetano de Campos, mostrando: técnicas de ensino nos vários cursos, apresentando material didático e usado pelos professores.

06, 08, 11 e 15/12/1953 (OESP)

Exposição de um menino pintor no saguão do auditório do Instituto de Educação Caetano de Campos.

32 trabalhos em aquarela e óleo do jovem Geraldo Guilherme Cerati Gomes, que começou a pintar aos 5 anos de idade

08/12/1953 (OESP)

Maratona Intelectual sobre a História de São Paulo (patrocinada pela ESSO Standard do Brasil.

Premiando estudantes do secundário, mas nenhum caetanista!

12/12/1953 (OESO)

Conservatório Musical João Gomes de Araujo fará sua cerimônia de formatura dos alunos do Curso de Piano no próximo dia 15 no auditório do Instituto de Educação Caetano de Campos.

E

O inspetor geral do Ensino Secundário em S. Paulo convida os diretores dos estabelecimentos de ensino oficiais e particulares da Capital e arredores(Sto André, São Bernardo, Osasco e Sto Amaro) para uma reunião às 15 horas no Instituto de Educação Caetano de Campos. Data: 16 de dezembro, durante a tarde do mesmo dia  outra reunião para os inspetores federais, será feita no Instituto de Educação Caetano de Campos.

E

Publicação dos horários para os exames orais ao exame de admissão ao curso ginasial, a começar da data de hoje.

E

O secretário da Educação convida todos os diretores das escolas primárias e secundárias, particulares e oficiais da Capital , de escolas Normais e de Comércio para uma reunião amnhã, às 15 horas , na Sala A. Guião do Instituto de Educação Caetano de Campos, para:

  1. Tratar das normas de participção dos alunos do Primário no coral;
  2. Do desfile dos estudantes do Secundário na data do 25/01/1954 (IV Centenário de São Paulo – nota minha).

15/12/1953 (OESP)

Reunião amanhã dos Inspetores federais de ensino da Capital, às 17 horas no Instituto de Educação Caetano de Campos.

16/12/1953 (OESP).

Instituto de Educação Caetano de Campos.

Serão iniciadas, amanhã, às 9 horas, com celebração da missa de ação de graças na igreja da Consolação, as solenidades de formatura dos diplomandos de 1953 em Desenho Geral e Pedagógico e Trabalhos Manuais e Economia Doméstica do Instituto de Educação Caetano de Campos.

Os diplomas serão distribuídos pelas mãos do prof. Mario Marques de Oliveira, às 20h, no salão Álvaro Guião.

E

Curso Intensivo de férias para professores de 11 ao 23 de janeiro de 1954.

Segue a lista dos cursos promovidos por diferentes instituições, como por exemplo, os do Instituto de Educação Caetano de Campos.

 

30/12/1953 (OESP)

Música

Canto Orfeônico

A formação desses professores se faz no Conservatório Nacional de Canto Orfeônico do Rio de Janeiro ou em estabelecimentos reconhecidos pelo governo federal.

Em São Paulo, além do Conservatório Paulista de Canto Orfeônico (particular), existe um mantido pelo governo do Estado que até agora funcionou no Curso de Especialização no Instituto de Educação Caetano de Campos, que é um verdadeiro considerado um conservatório.

Esse curso já diplomou mais de uma turma de professores (nível secundário), mas o seu funcionamento vem sendo progressivamente limitado e em 1953 funcionou a última série das duas que o compõem; mas será o mesmo completamente extinto pois não serão feitas novas matrículas.

Para esse mal, a solução seria levar avante o projeto da criação de um Conservatório Estadual de Canto Orfeônico.

E

O secretário da Educação do estado de São Paulo José de Moura Rezende (foto) recebeu o governador Lucas Garcez na Biblioteca Embaixador Macedo Soares; no seu discurso, o secretário descreveu as origens daquela biblioteca, assim como o seu objetivo e citou a ideia do governo anterior de fundir a mesma à Biblioteca do Instituto de Educação Caetano de Campos, do que resultou a supressão de duas bibliotecas sem ser possível formar uma digna dessa nome. Por fim, enalteceu a atitude do governador Lucas Garcez de separar novamente as duas.

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Miriam Mehler e Renato Borghi vivem Romeu e Julieta (80), de Shakespeare, no Sesc Ipiranga*

(wilma schiesari-legris)

De algum modo vou falar de uma “colega” caetanista que não conheci pessoalmente mas de quem pude apreciar o trabalho, com gosto, durante os poucos anos que vive no Brasil.

Eu era adolescente e  “ferrada” em teatro, tanto que fazia parte do TIMOL, o Teatro da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, quando a TV Excelsior, o antigo canal 9, lançou uma das primeiras novelas “de padrão Globo”, Redenção.

Foi por aquele canal que vi, pela primeira vez, minha colega de escola trabalhando no longo folhetim dirigido por Waldemar de Moraes e Reynaldo Boury.

O papel desempenhado por Miriam na  novela não esteriotipou a atriz; pelo contrário: desde 1962 ela já fazia parte do Teatro Oficina, localizado na rua Jaceguai e ponto de encontro de diretores e atores revolucionários e nada ortodoxos.

Foi no Oficina que Miriam encontrou Renato Borghi e pela primeira vez em Quatro num Quarto (1962), contracenou com ele.

O tempo passou e agora me surpreendo com esse casal de octogenários novamente juntos no palco para viverem o Romeu e Julieta 80, com Elcio Nogueira Seixas e Carol Fabri, na montagem de Marcelo Lazzaratto.

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E me volta à mente, a aventura prodigiosa da minha colega, que criou o Teatro Paiol em 69, quando a nova Amaral Gurgel era uma avenida digna do nome e o elevado Presidente Costa e Silva ainda não passava por lá.

Ela e o marido, Pery Salles, criaram num espaço  outrora totalmente descaracterizado, um verdadeiro teatro, que foi inaugurado à flor da pele, com peça do mesmo nome. Mais que um teatro, era um ponto convergente, com o Beto e a Regina na bilheteria, as peças se suscedendo com sucesso, Abelardo e Heloísa com casa cheia, o piano no corredor, à disposição de quem quisesse ou precisasse dele; Fernando Bezerra era amigo das duplas citadas e aprendiz compenatrado quando se sentava para tocar.

A vida nos deixa surpresas boas e más, minha colega, como o vinho, foi ficando cada vez mais uma melhor atriz apesar dos percalços e as peças que a vida lhe pregou.

Eu mudei-me de país – a redundância é necessária – em busca da felicidade que, descobri, não se produzia apenas no palco. Minha colega, menos egoísta, preferiu dar felicidade aos outros e, espero a vocês também, dedicando sua vida ao público.

*Sesc Ipiranga a partir de hoje,  quinta-feira, 18 de janeiro de 2018.

(Andorra; Miriam e Renato; Acervo Flávio Império, por sinal também caetanista)
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Parte II – IE C. de Campos- outubro e novembro de 1953

OUTUBRO

07/10/1953 (OESP)

Em cerimônia presidida pelo padre Calazans no Hotel Esplanada, a V Reunião Relatória da Campanha de Fundos à Assistência Social, houve o recolhimento de doações que contaram Cr$25.000.000,00 para a Fundação, procedente de várias associações nomeadas no artigo, além do cheque de Cr$ 1.000,00 doado pelo aluno Ferrari Neto, do Instituto de Educação Caetano de Campos.

NOVEMBRO 53

03,04 e 05/11/1953 (OESP)

Audição de obras de alunos de Camargo Guarnieri

Realiza-se depois-de-amanhã, às 21 horas, no auditório do Instituto de Educação Caetano de Campos, a apresentação de composições de alunos do maestro e compositor Camargo Guarnieri.

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Segue um comentário do jornal sobre a influência da “ Carta aberta aos músicos e críticos do Brasil” que Guarnieri havia lançado há três anos.

As obras, autores e intérpretes* também se encontram ali assinaladas.

Arlete Marcondes Machado

Silvo Luciano de Campos

Osvaldo de Lacerda

Fritz Jank (pianista)

Zilda Medici Hamburger

Quarteto São Paulo

Coral Paulistano.

07/11/1953 (OESP)

Música

O compositor Camargo Guarnieri fez realizar  a 5 do corrente , no auditório do Instituto de Educação Caetano de Campos, uma audição de obras para piano, canto, quarteto de cordas e conjunto vocal de autoria de seus alunos de composição: Arlete Marcondes Machado, A. Teodoro Nogueira, G. Olivier Toni, Osvaldo Lacerda e Silvio Luciano de Campos.

Segue um comentário sobre o concerto consequente da publicação da “Carta Aberta aos músicos e críticos do Brasil”

05/11/1953 (OESP)

Reunião de Inspetores Federais de Ensino, convocando os inspetores da Capital e arredores para uma reunião, hoje, às 18 horas no Instituto de Educação Caetano de Campos (sala 325) a fim de serem traçadas as diretrizes comuns para as provas parciais e finais do ano letivo. (…)

11/11/1953 (OESP)

Audição de Harmônica no auditório do Instituto de Educação Caetano de Campos pelos alunos de Stella Lupatelli; segue o programa, com obras de Mozart, Paganini, Grieg e Rimsky Korsakoff.

07 e 19/11/1953 (OESP)

Orquestra Afrobrasileira

Sob a regência do seu fundador, maestro Abigail Moura, far-se-á ouvir a 27 do corrente, no Instituto de Educação Caetano de Campos, a Orquestra Afrobrasileira do Rio de Janeiro.

A Orquestra Afrobrasileira, criada com o fim de divulgar a música afrobrasileira, afromeríndia, ameríndia e folclórica nacional, inclui no nos seus programas temas de magia negra, ou umbanda, ritual que o ritmo desempenha função essencial. Os instrumentos tradicionalmente usados são adejá (pequeno sino), ango-puita (tipo da cuíca), canzá, urucungo (arco de madeira vibrado com varinha), afoxê (cabaça recoberta de uma rede de contas), agogô (campânulas de ferro), atabaques (tambores). Ao lado dessa música mágica, evocadora dos deuses da mitologia africana, a Orquestra Afrobrasileira divulga também produções contemporâneas reveladoras da evolução musical do negro, música cuja temática é desenvolvida e executada fora dos moldes pedagógicos da atualidade.

Programa:

I-

  • Quem tá gemendo (jongo)
  • Zum-zum-zum e Peixe vivo (folclore)
  • Paulo Afonso (lamento-canção)
  • Negro moço (apoteose negra)
  • Navio Negreiro (arranjo de Abigail Moura)
  • Rodeio em Monas (folclore)
  • Obiri olorum didé (temática negra)

II-

  • Suite Infantil
  • Deusa Oxun (invocação)
  • Leilão de Negros (pregão)
  • Na minha terra tem (canção)
  • Funeral de Zumbi (lamento)
  • O canto da Iara (lenda ameríndia)
  • Ponto de Caboclo (ritual afroameríndio)
  • Sombras que sofrem (temática negra)

 

25/11/1953 (OESP)

Convocada pela diretoria da Associação dos Professores do Ensino Secundário e Normal do Estado de São Paulo, realizar-se-á amanhã, às 16 horas, no Instituto de Educação Caetano de Campos , uma reunião extraordinária para estudar a posição da entidade em face das notícias de não pagamento das aulas extraordinárias (…)

 

27/11/1953 (OESP)

A associação de Assistência aos Tuberculosos Pobres de Pinheiros promoverá a Campanha de Natal para os filhos dos tuberculosos pobres. Com o mesmo objetivo, será realizado no dia 10 de dezembro, no auditório do Instituto de Educação Caetano de Campos um festival de arte a cargo da sra. Ana Russo Monrone, com apresentação de bailado, harmônica e canto. (…)

Revista Pesquisa Fapesp  Résultat de recherche d'images pour "instituto tuberculose sao paulo"

29/11/1953 (OESP)

Aluno chamados do Instituto de Educação Caetano de Campos:

Noturno: Raul Hermogenes, Rogerio Pereira Gonçalves; Haroldo Moreira Santos; Antonio Carlos Pereira Monteiro; Sergio de Mello Caboclo; Waldemar Martins da Silva; Arnon Guariba de Oliveira; Milton Wender Giuriato; Nelio Ivancko Salvatore Vince; Luiz Waldir Durante; Salazar Pinto da Gama; Wilson Balassini; Raphael Bialstri; Gilberto Serra; João Baptista Arruda Mota; Luiz Carlos Pimentel; Nelson Marciano da Silva.

Vespertino: Zoé Puls

Matutino: José Roberto Orosco; Orestes Rema Turano Jr.; Paulo José de Souza Camargo; Rubens Carlos da Silva Pêcego; Caio José de V. Pereira da Silva; Antonio Edison Ribeiro; Rocella Bruno; Dorotheu Ferreira de Paulo.

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José Horta Manzano, meu amigo caetanista falando sobre o…

Politicamente chato

José Horta Manzano (BrasilDeLonge; Correio Braziliense)

Artigo dedicado a fanáticos por linguagem politicamente correta e aos que anseiam pela obrigatoriedade da linguagem dita «inclusiva».

Volta e meia se alevanta uma grita contra esta ou aquela palavra, esta ou aquela expressão acusada de sexista, preconceituosa ou até ofensiva. Termos que, até ontem, se usavam na fala de todos os dias passam a cambetear e acabam por resvalar para o abismo dos proscritos. Via de regra, um exame atento revela que a acusação não se sustenta.

Já ouvi muita gente preconizando asneiras. Aqui estão algumas:

• o banimento da palavra ‘mulato’ por ser derivada de mula;

• a proscrição do termo ‘judiação’ por ser agressivo para com judeus;

• a estigmatização do verbo ‘denegrir’ por sugerir que o que é negro é ruim, conceito que ofenderia pessoas de raça negra;

• a substituição da secular expressão ‘correr risco de vida’ pela bizarra ‘correr risco de morte’.

Sou de opinião que, se é pra fazer, melhor será ir até o fim, fazer completo e benfeito. Coser um pequeno remendo aqui e outro acolá, como fez o infeliz Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), é perder tempo e esforço. Impor linguagem ao mesmo tempo «inclusiva» e politicamente correta será objetivo difícil de alcançar. Além de sair caro, periga desfigurar a língua.

Entre mil outros, vou tomar hoje o exemplo de palavras pertencentes à extensa família descendente dos latinos pater (pai) e mater (mãe). A esmagadora maioria dos cognatos seguiu a «linha paterna», se assim me posso exprimir. E designam hoje realidades que nenhuma «linguagem inclusiva» conseguirá alterar. Vamos a alguns exemplos:

Patrimônio
Impossível substituir por ‘matrimônio’, palavra que dá nome a outro fato.

Apadrinhar
Dá pra conceber algo como: «A governadora ‘amadrinhou’ a nova creche»?

Patrocinar
Imagine só: «O patrão concordou e a empresa ‘matrocinou’ o evento».

Patrício
Pense num: «Passeando no estrangeiro, dei de cara com meu ‘patrício’ João e minha ‘matrícia’ Maria». Bizarro, não?

Patrono
«José Bonifácio é o ‘patrono’ da independência e a princesa Isabel, a ‘matrona’ da abolição da escravatura.» Pode?

Padrão
Considere um: «O ‘peso padrão’ é um quilo e a ‘velocidade madrã’ é 100km/h». Sem comentários.

Patriota
Dá pra sonhar com um: «Anita Garibaldi foi uma das grandes ‘matriotas’ que nossa história registrou»?

Padroeiro
Que tal um: «São José é o ‘padroeiro’ da cidade; Santa Bárbara, a ‘matroeira’»?

Padronizar
«Convém adotar estilo ‘padronizado’ e escrita ‘matronizada’.» Chique, não?

E assim por diante.

Em menor quantidade, os descendentes da mater latina também estão na praça. E são insubstituíveis. Veja.

Matrimônio
Impossível substituir por patrimônio ‒ a vaga já está ocupada. Portanto, homens vão continuar contraindo matrimônio.

Matrícula
Mulheres se matriculam. Homens também. Onde é que já se viu um homem se ‘patricular’?

Matriz
Aceita-se «A companhia ‘matriz’». Já «O estabelecimento ‘patriz’» fica um bocado estranho.

Resumo da ópera
Com tanto problema espinhoso à espera de solução, mentes privilegiadas melhor fariam se deixassem a língua em paz para se dedicarem a empreitadas mais úteis e prementes.

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Parte II – Caetano de Campos setembro de 1953.

SETEMBRO

06/09/1953 (OESP)

15 horas: Grande Desfile Escolar no Pacaembú; precedendo a festa, os alunos do Instituto de Educação Caetano de Campos farão uma comemoração na Praça da República; o orador será o professor Filipe Jorge.

(foto de 52; caetano de campos)

11/09/1953 (OESP)

15h – Representação teatral de “ O casamento encantado”, de Lucia Benedetti, pela Cia Nemo&Martini, para os filhos dos comerciários de S. Paulo, hoje no auditório do Instituto de Educação Caetano de Campos.

Preço de Cr$5,00.

13/09/1953 (OESP)

Chegou à Capital, o sr. H.B. Maynard (foto), presidente do CIOS.

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No seu protocolo de visitas consta uma às instalações da Ligth, em Cubatão, visitas à cidade de Santos, a algumas organizações industriais de S. Paulo, ao Instituto Agronômico de Campinas, a uma fazenda de café e uma usina de açúcar

Conta também conhecer os locais onde se realizarão as sessões do Congresso Internacional, o Teatro de Cultura Artística  e o Instituto de Educação Caetano de Campos; segue-se uma reunião com a diretoria do Instituto de Organização Racional do Trabalho e almoço no Hotel Comodoro seguido de ida à Federação das Indústrias.

22/09/1953 (OESP)

O deputado Salgado Sobrinho criou incidente com seus amigos automobilistas que estacionaram 16 automóveis nos jardins do passeio diante do Instituto de Educação Caetano de Campos.

www.al.sp.gov.br  Résultat de recherche d'images pour "deputado Salgado Sobrinho"

E

Sobre os preparativos do IDORT para o IX Congresso Internacional de Organização Científica a ser realizado em fevereiro de 54, com manifestação de satisfação do sr. H.B. Maynard, presidente do CIOS, em visita a S. Paulo. Ele citou o orgulho de serem recebidas certas exposições em salas do Instituto de Educação Caetano de Campos.

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Cotas raciais & apartheid, por José Horta Manzano

Cotas raciais & apartheid

José Horta Manzano (Correio Braziliense, BrasilDeLonge)

Faz pouco mais de meio século, metade do continente africano era colônia francesa. A partir dos anos 1960, guerras e revoluções deram origem a processos de separação. Região após região, todas foram se libertando da metrópole.

Independência política, no entanto, não rima com independência cultural. Praticamente todos os novos países guardaram o francês como língua oficial e de cultura, ainda que nem sempre seja o idioma do dia a dia da população. Essa forte ligação com o antigo colonizador gerou forte pressão migratória em direção à metrópole.

A rápida expansão econômica ocorrida na Europa do pós-guerra constituiu as três décadas ditas «gloriosas»: 1950, 1960 e 1970. O reerguimento requereu importante quantidade de mão de obra. Na França, isso favoreceu maciça imigração proveniente das antigas colônias do Oriente Próximo (Argélia, Tunísia e Marrocos) e da África negra.

Chamar de «quilombos» seria rematado exagero, mas o fato é que essas populações forasteiras se instalaram nos arredores das grandes cidades, em conjuntos habitacionais construídos para classes menos favorecidas. O tempo passou. Hoje já estamos na terceira geração dos que vieram com a primeira onda de imigração. Boa parte dos descendentes continua vivendo nos mesmos conjuntos periféricos.

Por numerosos fatores que incluem baixa escolaridade dos mais velhos, condições econômicas precárias, diferenças de cultura religiosa e dificuldades de integração na sociedade francesa, os jovens dessa terceira geração chegam ao final do ensino médio com nível de aprendizado inferior ao da média nacional. É válido comparar o drama desses jovens ao dos brasileiros oriundos de camadas mais humildes: ambos os grupos enfrentam os mesmos desafios.

A solução encontrada por Paris e por Brasília, no entanto, não foi a mesma. A França reconheceu que o problema vem da base e é por lá que tem de ser resolvido. Tem reforçado o ensino médio dessas regiões. Os professores vêm sendo especialmente treinados para lecionar nas escolas da periferia. Por seu lado, o currículo é adaptado às necessidades específicas dessa franja da população. O objetivo é fazer que o certificado de conclusão da escola média desses alunos tenha o mesmo valor que o dos demais franceses. A partir daí, cada um seguirá seu caminho. Os que optarem por prosseguir os estudos estarão em pé de igualdade com os outros jovens do país.

Já as autoridades brasileiras, a meu ver, enveredaram por caminho equivocado. Deram de barato que a qualidade atual do ensino médio é insuficiente para certos contingentes populacionais ‒ e que assim continuará pela eternidade. Para dar um «empurrãozinho» nos que não têm lastro suficiente para seguir estudos universitários, arquitetaram um engenhoso sistema de quotas. É um achado. Disfarça as lacunas de aprendizado de alguns alunos e dá um jeitinho de pô-los na faculdade. Para coroar o equívoco, desprezaram a seleção por nível econômico e preferiram selecionar por critérios raciais.

Dos grandes países, o Brasil é de longe o mais miscigenado. Tentar estabelecer categorias raciais aqui é insensato. De fato, por impossível, nenhum critério para definição de raça foi instituído. A seleção funciona na base do olhômetro. Pardos e mulatos, que são produto do cruzamento de raças, têm sido arbitrariamente classificados como «afrodescendentes» quando, na verdade absoluta, são também eurodescentes. Não ficou esclarecido por que razão a ascendência africana sobrepujaria a europeia.

Os resultados deletérios já começam a aparecer. Denúncias de fraudes na autodeclaração racial pipocam nas universidades federais. Comissões estão para ser criadas com o fim específico de avaliar a veracidade de propósitos de candidatos autodeclarados negros ou mulatos. A que ponto chegamos! Na falta de elementos objetivos, dependemos de «comissão julgadora» para determinar a «raça» de cada indivíduo.

Na Europa, onde a simples menção à noção de raça dá arrepios, soluções como essa adotada pelo Brasil são inconcebíveis. A memória coletiva ainda carrega o horror da seleção racial instituída pelos nazistas nos anos 1930 e 1940, quando se ensinava à população como reconhecer judeus pela aparência.

Às vezes tenho a impressão de que estamos no caminho acelerado de instituir um apartheid à brasileira. Separação, cada um no seu canto, proibição de casamento interracial. Banheiros, bares, restaurantes, escolas, hospitais e bairros distintos para cada um, dependendo da raça determinada por uma comissão específica. Cada um carregará no bolso um documento oficial atestando a denominação racial que lhe tiver sido atribuída.

Cruz-credo! Nosso futuro está cada dia menos risonho.

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Parte II – Agosto de 1953 – Homenagens oficiais no IE Caetano de Campos

AGOSTO

02/08/1953 (OESP)

Marcado para o 19 de fevereiro de 1954 a inauguração do X Congresso Internacional de Organização Científica (IDORT) que ofereceu aos comitês nacionais algumas salas do Instituto de Educação Caetano de Campos, local onde serão feitas exposições anexas ao Congresso.

12/08/1953 (OESP)

PRO-ARTE

(resumo)

Inaugurada anteontem a nova série dos concertos Nacionais no auditório do Instituto de Educação Caetano de Campos com:

Sonatas para violino e piano ( Eva Kovack, violinista e Madaleine Bernheim, piano) – segue o programa.

E

Falecimento

Dr. Erasto de Toledo – 72 anos, advogado e lente aposentado do Instituto de Educação Caetano de Campos.

15/08/1953 (OESP)

Homenagem à memória do professor J. E. de Macedo Soares

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(resumo)

No próximo di 26 do corrente será comemorado o Centenário de Nascimento do educador, que exerceu o magistério superior e Normal, tendo sido um dos fundadores e diretor da Escola de Farmácia da Capital, assim como do Externato Macedo Soares, mais tarde transformado em Ginásio Macedo Soares, equiparado ao Colégio D. Pedro II, por onde passaram eminentes brasileiros;

Para comemorar a efeméride foi constituída a seguinte comissão:

Sr. Lucas Nogueira Garcez, presidente de honra; senador Cesar Lacerda de Vergueiro, presidente; dona Carolina Ribeiro, professor J. C. De Ataliba Nogueira, dr. Enéas Cesar Ferreira; dr. Eurico de Azevedo Sodré, professor A. de Sampio Doria, sr. Mario Sergio Cardim, dr. Eduardo Vergueiro de Lorena, professor J. Paula Santos, dr. Djalma Forjaz, sr. Eduardo José de Camargo, sr. Domingos Goulart de Faria e professor Spencer Vampré.

Programa:

Dia 22, Sessão Solene no Instituto Histórico e Geográfico de S. Paulo(14 h), de que o educador foi um dos fundadores;

Dia 26, às 9h30’, missa solene na Igreja da Consoloção, celebrada por d. Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota; à tarde, inauguração da herma do professor J.E. de MacedoSoares na Praça da República, com fala do dr. Eneas Cesar Ferreira

    Esculturas e Monumentos em São Paulo    

À noite, Sessão Cívica no Salão Nobre do Instituto de Educação Caetano de Campos, falando o professor Ataliba Nogueira(foto).

  Pró-Memória de Campinas-SP – blogger

22/08/1953 (OESP)

Semana de Caxias em S. Paulo

Iniciada hoje, anunciando o que será lido abaixo.

 

29/08/1953 (OESP)

A Semana de Caxias

Realizada ontem a noite no auditório da Biblioteca Municipal, a cerimônia comemorativa dos 150 anos de nascimento de Caxias contou com a presença de graduados militares. A abertura da sessão deu-se com a apresentação do coro orfeônico do Instituto de Educação Caetano de Campos, seguida de discurso sobre o homenaeado pelo professor Canuto Mendes de Almeida.

O encerramento da comemoração também ficou a cargo do Orfeão do IECC que entoou o Hino Nacional.

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