“Ou as saúvas acabam com o Brasil, ou o Brasil acaba com as saúvas !”(M. Lobato)

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Iguarias Paulistanas

Os paulistanos de antigamente comiam coisas muitos estranhas.

Música

11/07/18 09:49 – Atualizado em 11/07/18 09:51

Résultat de recherche d'images pour "formigas fritas"Guia Para Turista

São Paulo é uma cidade famosa pelos seus restaurantes e sua boa comida. É possível encontrar aqui os cardápios mais variados e restaurantes especializados na culinária de países distantes. Existe um restaurante polonês em Pinheiros, a Casa Búlgara no Bom Retiro, que faz burekas inesquecíveis, um pequeno restaurante turco – não sírio ou libanês, turco mesmo – no Brooklin e muitos outros de comidas exóticas e quase desconhecidas.

Mas acho que não existe nenhum de comida paulista tradicional, que sirva os pratos que deliciavam os nossos antepassados, antes da chegada dos imigrantes que implantaram novos hábitos e internacionalizaram os costumes. Sobrevive apenas o velho cuscuz de peixe que os bandeirantes comiam e é só.

Umas das iguarias mais tradicionais dos velhos paulistas, era consumida quase em segredo. No fim do século 19 e início do 20 nenhum paulistano “de raiz”, como se diz hoje, teria coragem de consumir em público os apreciadíssimos içás. Embora o prato tivesse muitos fãs, a medida que a cidade foi se tornando mais cosmopolita, o hábito foi sendo relegado ao fundo das casas e poucos ousavam admitir o seu consumo.

Se você, meu bom ouvinte, ainda não entendeu bem do que se trata, é fácil explicar. Os içás eram as formigas que no começo da estação chuvosa saiam aos milhares, em revoada. O costume era fazer as crianças caçarem esses bichos e depois de arrancarem as asinhas, as senhoras os fritavam com manteiga, em tachos de ferro e serviam o resultado com farinha. Era considerado uma iguaria e consta que Monteiro Lobato era grande apreciador. Mas o hábito não era nada elegante e o consumo era meio secreto.

Quem não era de São Paulo estranhava muito e um estudante carioca da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, compôs uma quadrinha apenas para provocar os paulistas.

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“Comendo içá, comendo cambuquira
Vive a afamada gente paulistana
A mesma a quem chamei gente caipira
Que parece não ser da raça humana.”

Image associéeelo.pro.br

Recitar essa quadrinha na velha faculdade, era briga certa.

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Caetano de Campos – II – 1982 – Sobrou apenas o nome “Caetano Campos”…

1982

NADA ENCONTRADO NO ACERVO DO JORNAL OESP RELATIVO AO IECC OU A ESCOLA CAETANO DE CAMPOS DA PR. ROOSEVELT em Janeiro, Fevereiro, Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro.

São PauloAntiga – Anexo da Escola

19/03/1982 (oesp)

 

Mães exigem reformas no Caetano de Campos

(resumo)

3.000 alunos estudam na Escola Caetano de Campos da Praça Roosevelt e cerca de 70 se reuniram com Stalin Chamas e Laila Nasser para encontrar solução aos problemas visíveis: falta de vidros nas janelas, canos de esgoto quebrados, carteiras e portas deterioradas, prédio sem pintura, falta de filtros para a água de beber.

O Governo se abstém e até o dinheiro da “caixa escolar” foi usado para certos consertos na Escola.

Além dos problemas de manutenção, as críticas atingem também a falta de faxineiros e de porteiro.

Résultat de recherche d'images pour "escola caetano de campos praça roosevelt"Folha.com – Blogs – Mural
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Felicidades para a Renée, Kathy e Jeanny!

Nossa colega caetanista, Renée Lebrun  de Vielmond, aniversaria hoje, deixando saudades para mim e para Edell.

Dia 10 de Julho foi a festa de aniversário da Kathy Hartley e amanhã há de ser um belo dia para sua irmã, Jeanny, que também faz anos!

Abraços natalícios;

wilma.

14/07/2018.

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Renato Castanhari Jr. desvenda o segredo da montanha

O SEGREDO DA MONTANHA

por Renato Castanhari Jr.(caetanista, por favor!)

Enquanto o mundo se preparava para acompanhar o maior evento esportivo do planeta, um time infantil de futebol tailandês entrava em uma caverna para se abrigar da chuva. Nove dias depois, as crianças e seu técnico foram localizados, ao mesmo tempo em que Neymar deitava e rolava no campo despachando os mexicanos.
O mundo, que parava para torcer para os seus heróis de calção e chuteiras, agora parava para orar e torcer por aquele time preso na gruta.
Interessante esses momentos onde deixamos de olhar apenas para si e passamos a nos preocupar e emocionar com seres que nem fomos apresentados. É um sinal tênue, remoto, que temos sim algo maior, lá no fundo da gente, do que apenas interesses em como anda o nosso próprio umbigo. E se pararmos um instante para detectarmos esse sentimento fugaz, vamos perceber como ele é intensamente prazeroso, maior do que muita coisa que valorizamos e que é, de verdade, fugaz.
O mais bonito é ver que esta chama que se acende não leva em conta a nacionalidade, cor, preferências de credo, políticas ou sexo daquele com quem passamos a nos preocupar ou torcer para que se dê bem. Seja ele da seleção da Nigéria, da Islândia, ou do time dos garotos presos na caverna. É a identidade simples e básica do ser para o ser, o bem pelo bem, sem olhar a quem. E neste momento, dá para sentir algo que a gente pensava não ter solução: nós não somos ainda um caso irremediavelmente perdido, apesar de todo o resto que corrobora para pensarmos assim.
Ficar preso em uma caverna escura, sentindo frio, fome, dores, medo, abandono, tem muito a ver com sentimentos íntimos que temos no nosso dia a dia, cercado de pessoas, amigos, familiares, colegas.
Quantas cavernas distintas já não tivemos pela frente na vida? Escuras, apavorantes, inundadas de preocupações, a ponto de não enxergarmos saídas possíveis.
Em algumas, o socorro demorou para chegar, o de fora ou mesmo aquela força que sempre está dentro da gente mesmo. No fim, sempre surgiu uma saída, mesmo que em algumas vezes com um remédio desagradável, difícil de engolir. Com escoriações, machucados, fraturas, cicatrizes, não importa, a caverna ficou no passado, o que não significa que outras não estão por vir, por aí.
A seleção brasileira já havia ticado o bilhete de volta, e o time tailandês não.
Foi preciso que uma seleção de voluntários de diversas nacionalidades se unisse. Ciência, tecnologia, coragem e humanidade. Uma receita não tão desconhecida, mas cada vez mais surpreendente quando damos de cara com ela. Este toque de solidariedade parece surgir apenas nos momentos extremos, basta ver no nosso dia a dia quantas crianças carentes, necessitadas, massacradas pela indiferença e insegurança existem por aí sem que nada ou quase nada seja feito. Mas antes de apontar o dedo por esta realidade, melhor agradecer e festejar esta ação coletiva.
Que como tudo, teve um preço. Saman Gunan doou sua vida em troca daquelas presas na caverna, enquanto cumpria com sua missão de levar os tanques de oxigênio. Merece ser reverenciado. O médico e mergulhador australiano, Richard Harris interrompeu suas férias e foi decisivo no sucesso da operação de resgate. Merece ser reverenciado juntamente com a equipe de anônimos que vieram em socorro aos “Javalis Selvagens”, nome do time tailandês.
Platão já havia abordado “O Mito da Caverna” em tempos remotos. Discorria sobre prisioneiros, desde o nascimento, acorrentados em uma caverna que passavam o dia todo olhando a parede do fundo, iluminada pela luz gerada por uma fogueira. Na parede, eram projetadas sombras de pessoas, animais, se movimentando no ir e vir. Era apenas o que eles faziam, a vida deles era restrita a essas imagens, aquilo era o mundo real descrito por eles. Tal qual nós, que nos baseamos, vemos e acreditamos em projeções distorcidas criadas pelos propagadores de dogmas, informações, culturas, aprisionados em nossas cavernas. Nós e nossas realidades partidárias, que só se tornarão verdadeiras, sem deturpações, no momento em que nos libertarmos das correntes das cavernas em que nos encarceramos.
Portanto, o segredo está na lição dada pela solidariedade humana, hoje praticada em momentos extremos, de crise, como a que aconteceu na Tailândia. E que alimenta a chama da eterna indulgência, que cada um carrega dentro de si, apesar do verniz social, da camada de gesso da ganância e do culto ao próprio umbigo, que alguns acumulam e se entopem.
O segredo está em acreditar que existe saída, apesar da escuridão, do medo, da aparente solidão, das projeções distorcidas da realidade, do aparente caos, da falta de opção, da falta de socorro. Ele virá, do seu interior, dos que estão à sua volta ou daqueles que estão em outro plano, que certamente sabem o plano de quem organizou este programa de férias que vivemos.
Assim, movemos uma montanha. Venha quantas vierem.

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José Eduardo Abreu Sodré Santoro, caetanista da minha turma, grande leiloeiro!

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Leilão da Copa Sodré Santoro acontece às quintas-feiras

in: Issuu.com

ieccmemorias- Seria ele como tio, governador?

Leilões de veículos geralmente apresentam lotes com características bastante variadas um em seguida do outro. Por exemplo, carros batidos junto com modelos em boas condições. A Sodré Santoro mantém uma linha de leilões para produtos ou conjuntos de lotes especiais, que recebem um tratamento diferenciado de divulgação e são vendidos em eventos à parte.

O primeiro ocorreu há quatro anos, com a oferta de um avião Cessna Citation. O próximo será uma sequência de seis pregões batizada de Leilão da Copa. Ela colocará a venda veículos em condições especiais – com até quatro anos de uso e baixa quilometragem – provenientes de substituição de frota de diretoria, ou seja, carros seminovos e sem avarias.  Entre os modelos, haverá Camaro, S10, Ônix, Cruze, Montana, Tracker, entre outros. A expectativa é que os lotes sejam vendidos com desconto médio de até 30% em relação ao valor de mercado.

O Leilão da Copa acontecerá todas as quintas-feiras, entre os dias 21 de junho e 26 de julho, às 10h, nos modos presencial e online. Como trata-se de uma venda especial, os interessados podem conferir os modelos pelo site www.leilaodacopa.com.br e, posteriormente, efetuar cadastro para se habilitar e enviar os lances.

“O Leilão da Copa é destinado a quem busca fazer um bom negócio, com a vantagem de saber que o veículo tem procedência segura. Todas as informações sobre o bem constam no edital que disponibilizamos no site”, explica Flavio Cunha Sodré Santoro, leiloeiro oficial da Sodré Santoro.

Os veículos do Leilão da Copa estão disponíveis para visitação prévia nos dias dos leilões, a partir das 8h, no pátio de Guarulhos da Sodré Santoro (Rodovia Marginal Presidente Dutra, km 224, Vila Augusta, Guarulhos).

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Alberto Teixeira acerta na lata!

Nem tudo Résultat de recherche d'images pour "vale quanto pesa"

 

 Desde os meus bons tempos da infância e juventude sempre fui educado dentro de princípios muito simples, porém verdadeiros, sábios e honestos. Terminei o 2º grau cursando, como opção, Ênfase em contabilidade e não o magistério, que é o que havia.

Chegou então o tempo de tirar meu serviço militar obrigatório; pensando que sabia muito sobre disciplina, tranquilamente ingressei no exército brasileiro. Ledo engano: lá é que descobri o que realmente é  “contábil” e o que significa  disciplina, rigor das horas,  retidão exigida até no lustrar do calçado,  motivo para exagerado esmero, e assim saí e toquei em frente até hoje; mas quando penso que já sei o bastante aparece um daqueles “fantasmas” da vida !

Veio até minha oficina um amigo com seu carro francês – um Citroen relativamente novo pelo pouco uso e muito bem conservado; mas ferro enferruja e isso é regra que não se muda!

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Uma simples troca precisava ser feita:  um condutor de água foi substituído por um novo e  a peça ficou mais barata que a mão de obra.

Essa marca de carro tem fábrica no Brasil, mas ainda é nova no mercado se comparada às marcas tradicionais – o mundo avança a passos largos e a tecnologia idém – , logo, como já dizia meu pai,  se faz mister atualização de conhecimento, com novos componentes eletrônicos, tudo em nome do conforto de seu proprietário.

No entanto, nem tudo que reluz é ouro. Terminada minha parte no trabalho, o carro em questão apresentou falhas e precisou de um ajuste com equipamento específico de alta tecnologia, o chamado “raster”(um simples computador que conectado ao automóvel que corrige sua programação original).

Mais uma vez esbarro num daqueles paradoxos que estão mais para filosofia de boteco; sem ter o equipamento por não ser especificamente da minha área de atuação, recorri à um concorrente, o tal “expert” em “raster”; ele veio e conectou o raster no carro e procedeu à leitura do sistema; aí eu lhe perguntei:

– Então, qual é a falha ?

– (Engasgo do parceiro) Seu Alberto: temos de desmontar e testar alguns componentes para dar um diagnóstico final.

–Ok! O que isso vai custar ?

–Bom; só depois de feito o trabalho é que poderei lhe dar um valor exato.

“Raios”, pensei: “este sujeito está me tirando de burro”.

Não satisfeito fui ter com o proprietário da empresa; falei com ele que me mandou outro ASPONE (assistente de p….. nenhuma) sem saber o que dizer. O  segundo expert deu algumas sugestões óbvias:

– Olhe seu Alberto, completou na lata: só para abrir a ordem de serviço isso custará aproximados 500 reais!

Já eram 17:30; Dei-lhe uma desculpa e vim com o Citroen par minha oficina, literalmente cuspindo marimbondo!

               Résultat de recherche d'images pour "cuspir marimbondos"Fio de Ariadne.com

Depois de me sentir um idiota diante daquele  garoto de vinte anos de idade, aquilo não foi a sentença final – e então comentei com meus dois filhos:

– Temos um abacaxi para descascar; vamos usar o que sabemos e pedir ajuda ao Dr. Google.

Pimba!

Em dez minutos achamos a anomalia do carro, uma simples troca da bomba de combustível, e pronto: 75 reais.

O meu cliente já havia dito ontem que se fosse o caso, levasse o carro numa oficina tal, de confiança.

–Amigo, eu os conheço mais ainda.

Acertamos o preço do conserto do carro dentro dos parâmetros éticos que qualquer profissional deva  ter.

Infelizmente, parece que alguns seres humano já nascem com um parafuso solto e esse defeito deveria ser ajustado imediatamente pelos nossos pais.

Mas um dia é sempre diferente do outro e, assim, temos a oportunidade de mostrar quem e como realmente somos; sempre.

 

Alberto

Mato Grosso do Sul – Brasil

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Caetano de Campos – Parte II – 1981 – A nossa escola morreu! Rosolia partiu…

Queridos leitores;

Em Janeiro, Fevereiro, Março, Maio, Junho, Julho, Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro de 1981, NADA FOI ENCONTRADO NO JORNAL OESP RELATIVO AO IECC OU ESCOLA CAETANO DE CAMPOS DA PR. ROOSEVELT.

Nossa Escola, enterrada viva, apenas sobrevive como centro administrativo e como memória daqueles que por lá passaram…

Continuarei a pesquisar o Acervo do jornal OESP até 2018, para ver e informar a vocês sobre as bagatelas que sobraram…

Abraços fantasmados,

wilma.

12/07/2018

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03/04/1981 (oesp)

“Um mestre extraordinário”

Sr.: “Não importa na vida a morte quando se deixa uma obra em que se possa sobreviver”.

Com esta mensagem de otimismo e crença, deixada em carta a seus filhos, faleceu em janeiro último

Orestes Rosolia, mestre extraordinário, provavelmente um dos remanescentes daqueles antigos educadores, hoje tão raros, cuja cultura e saber resplandeciam.

É provável, senhor redator, que dentre os inúmeros jornalistas de O Estado – na faixa dos 40-50 anos – haverá alguns que tiveram o privilégio de conhecer Orestes Rosolia.

Na década de 40, Oreste Rosolia pontificava no então austero e digno Colégio Paulistano, na Rua Taguá, no bairro da Liberdade.

Era o Colégio Paulistano, talvez, o mais afamado dos colégios paulistas, pois, recrutava seus mestres entre aqueles, já professores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade São Paulo. Era comum,  mesmo, adentrar as salas do Paulistano, alunos do último ano daquela faculdade, escolhidos que eram pela sua inteligência e saber (Roque Spencer Maciel de Barros, colaborador deste jornal, é um exemplo).

Orestes Rosolia, dentre todos, era o maor, sem dúvida alguma. Sua presença era gigante, sua palavra incisiva, seus gestos delicados e amenos.

Orestes Rosolia morava há 150 m do Colégio Paulistano e isto era nescessário diante do número relativamente grande de aulas que ministrava.

Fomos, senhor redator, por vários anos, seus alunos; por outros tantos, vizinho de sua casa e, tanto quanto eu possa dizer, amigo de seus filhos.

A figura de Orestes Rosolia se completava admiravelmente porque à figura do historiador se sobrepunha o humanista por excelência.

Cultor da língua e da história pátria, deixou ainda, algumas obras, das quais “Marília, a noiva da Inconfidência”, belíssimo romance histórico; pude, desde menino, ler trechos em sua própria casa.

A notícia de seu passamento pegou-nos longe de São Paulo. Mas era inevitável que parássemos um pouco para recuar no tempo e lembrar com saudade imensa, momentos magníficos de nossa vida escolar e da qual Orestes Rosolia era a figura eminente.

Quem haverá de negar a beleza das aulas de História da Civilização que Rosolia nos transmitia, com romances e encanto? Ou seriam mais belas as aulas de História do Brasil?

A legião de normalistas da tradicional Escola Normal Caetano de Campos, por certo, se lembrarão do grande mestre que ali militou por vários anos, tendo mesmo se aposentado como seu diretor.

Após sua aposentadoria no serviço público, Orestes Rosolia levou para o Colégio Dante Alighieri toda a força de sua experiência, ali desenvolvendo suas últimas atividades.

Mas foi no Colégio Paulistano, senhor redator, que Orestes Rosolia afirmou-se como educador, transmitindo a toda uma geração de jovens, lições de cultura, de saber, de brasilidade, de amor.

Orestes Rosolia dignificou a sua profissão dando ao país que amou, à cidade em que sempre viveu e às escolas onde professou o seu saber, com seu trabalho, o mais belo exemplo de civilidade, aliado à nobreza de espírito que caracterizava sua alma.

Com a morte de Orestes Rosolia, desaparece parte de uma época em que a educação dos jovens podia ser medida pelo respeito que tinham pelos mestres e pela cultura profunda que caracterizava estes mesmos mestres.”

José Carlos Barbério  (foto), Capital

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E

22/08/1981 (oesp)

Provas do Supletivo profissionalizante

Exames para habilitação de Laboratório de Prótese Odontológica e Ótica serão realizados na Escola Caetano de Campos, Praça Roosevelt, 1111.

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