Para comemorar o “Dia das mães”, mesmo com um pouquinho de atraso!

Afinal, todos os dias são delas!

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Aulas de dança de salão

Marta Souza Ramos e Felix Massimo estão dando aulas de dança de salão no Studio Suzana Andersen, na Rua Augusta, 2467 conj 11 tel 3063-3943, as sextas feiras das 20:30 as 21:30hs.

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Marian BATTISTELLA

PRESA NOS LAÇOS DOS  PASSARINHEIROS

        (Soneto Clássico Personalizado)

Presa nos laços dos passarinheiros

estive e estou e,  às vezes, da amargura

tento livrar-me, porém, sinto que é dura

a minha luta contra os embusteiros.

.

Em Comissão, sim, de Direitos Humanos,

fui enlaçada por total maniqueísmo,

e não duvido, em meu claro psiquismo,

que foi início de muitos desenganos.

.

Fui massacrada com força tão potente

por um conluio em defesa de juízes

que me senti entre milhões de infelizes.

.

Gente graúda esmaga brutalmente

e tripudia com botas bem pesadas

cujo barulho se mistura às gargalhadas.

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Procurem participar!

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Primeiro Encontro Cultural Brasil – Portugal

2021

CONGRESSO INTERNACIONAL SOBRE (mas não só) A CULTURA E AS ARTES NO CONTEXTO DOS ESTADOS NOVOS PORTUGUÊS (1933-1974) E BRASILEIRO (1937-1945): reflexões históricas sobre a atualidade e a importância da resistência cultural às ditaduras.

O congresso MODERNISMOS PRA LÉ E PRA CÁ reúne acadêmicos e intelectuais das áreas das ciências sociais e humanidades em um diálogo transatlântico sobre as relações – semelhantes e díspares – entre os Movimentos Modernistas ocorridos em Brasil e Portugal. Embora particularmente focado na relação, múltipla e complexa, entre os modernismos e os Estados Novos português e brasileiro, o encontro visa promover uma discussão contextualizada, abrindo-se, assim também, a contribuições que, explorando outras geografias e cronologias, permitam aclarar processos de longa duração e fenómenos globais. A análise do papel das diversas disciplinas artísticas – das artes visuais às performativas, incluindo também a literatura – na construção, legitimação e resistência aos (para)fascismos em questão é ainda o mote para uma reflexão, que se crê imprescindível, sobre o lugar da arte no exercício de uma cidadania crítica e ativa.

Entre os eixos temáticos que articulam o desafio de discutir os modernismos português e brasileiro de que o congresso tratará, incluem-se os seguintes:

1.       Patrimônio cultural, identidade nacional e história oficial: os mitos do moderno e suas (re)significações, apropriações e desdobramentos.

 2.      Modernismo e modernização: agendas e agentes de transformação social.

3.       As geografias do moderno: hibridismo, circulação, interação e revisitação crítica na prática artística modernista.

4.       Historiografia do modernismo: transformação, contestação e desafios por cumprir.

5.       Moderno e colonial: percursos e discursos entre Portugal, Brasil e África.

          Para maiores informações:

LINK PARA O SITE

https://modernismos2021.wordpress.com

PARA OS INTERESSADOS EM PARTICIPAR

https://modernismos2021.wordpress.com/chamada-call/

FACEBOOK

https://www.facebook.com/congressomodernismos

PROPOSTAS, RESUMOS, PERGUNTAS, DÚVIDAS E OUTRAS QUESTÕES

congressomodernismo2021@gmail.com

INSCRIÇÕES

https://modernismos2021.wordpress.com/inscricoes/

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Para participarem no 11 de maio de 2021

Peut être une image de texte qui dit ’DESENVOLVIMENTO ይዳይ PROFISSIONAL 1 Dia 11/05 14h às 15h30 TEMA: Memória Escolar: Memória e História na Escola Prof Dr. Pedro Paulo Abreu Funari IFCH/UNICAMP .Maria Cristina Noguerol Catalan Diretora do CRE Mario Covas/EFAPE Diógenes Nicolau Lawand Equipe Técnica CRE Mario Covas/EFAPE Elaine Leite de Lima Formadora EFAPE Canal Desenvolvimento Profissional Público-alvo: QM, QAE e OSE SÃOAULO GOVERNODOESTADO ESTADO SÃOPAULO GOVERNO Secretaria da Educação’
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Mensagem do Dalton Sala!

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Renato Castanhari Jr.

DIÁRIO DE BORDO “VIDA” por Renato Castanhari Jr.

Elpídeo parecia uma estátua. Sentado na poltrona da sala, lap sobre as pernas, TV desligada à sua frente, seu olhar estava dirigido à tela, mas não via, olhos nessa direção, mente muito longe dali. Até que deu uma sacudida, como se estivesse caindo do transe. Seu olhar se voltou para a janela, um segundo depois, de volta para a tela.

Que coisa louca, hoje tive que olhar no calendário do lap para ver em que dia ao certo estava. Sabia que não era domingo porque ouvi movimento de carro na rua.

Sem vontade de entrar nas redes sociais e ver a mesma ladainha. Sem vontade de ver TV. Sem vontade de sair. Sem vontade de ficar. Incrivel!! Esse vírus contaminou a nossa vontade!! Vou mandar um zap pro Alyrio, ele sempre está fazendo alguma coisa.

Elpídeo pensou e agiu. Pegou o celular e começou a digitar.

– Fala amigo, fazendo alguma coisa?

– Fala ! Pode ser “pensando”?

– Pode. Só não pode vir com papo político, mais contaminado que UTI de hospital.

– Também acho, fora. Mas vou digitar, preguiça de falar. Meus dedos estão pedindo a ação que o corpo não tem, pode ser? afim de ler???

Sou todo “olhos”!!

– Cara, fazendo nada. Pensando muito. E a vida não foi feita pra pensar.

– Como assim?

– Assim, simples assim! Ela não resiste a questionamentos, racionalização. Por isso se cria tantas teorias para justificar. Por isso a religião cria tantos dogmas, para não se questionar, é isso e ponto.

Hummm… papo profundo…

– Quer desistir, a hora é esta!

– Não, não, vamos nessa…

– Aristóteles já dizia que onze virtudes fazem a nossa vida melhor, mais feliz: coragem; temperança; liberalidade; magnificência; magnanimidade; orgulho; paciência; veracidade; humor; amistosidade e modéstia. Mas como praticarmos essas virtudes se o nosso ego nos contamina e protege a nossa avaliação de nós mesmos?

– Pergunta difícil!

– E essa felicidade é verdadeira ou projetada? Você se preocupa em ser feliz ou parecer feliz aos olhos dos outros, ou ainda, agradar os outros para se mostrar uma pessoa legal, feliz?

– O Alyrio, para de fazer pergunta difícil!!! Desse jeito vou voltar a contar quantos grãos tem no meu saco de um quilo de arroz!!!

– Hehe… desculpe Pí, mas eu não paro de pensar no que está acontecendo, por que está acontecendo, por que estou aqui nessa confusão toda, que que é pra fazer, ficar em casa, sair de casa, por máscara, não por máscara, parar tudo, voltar tudo a funcionar.

Essa pandemia escancarou nossos extremos. Ou exageramos no medo, ou não temos o medo suficiente. E essa tendência aos extremos é que contamina nossos julgamentos. Na mídia social, tem um monte de stickers com a frase “Ditadura nunca mais”, com a intenção de provocar o atual governo. Evidente, nunca, jamais. Mas boa parte dos que publicam essa frase, idolatram, ou apoiam, ou enaltecem governos como o do Maduro, Fidel, Chaves. Não dá, ...

Opa, olha o papo político…

– Verdade, desculpa. Então, aí você começa a questionar a própria vida e se dá conta que antes dessa confusão, a gente pouco questionava, ou nem questionava, não dava tempo, tinha que acordar cedo, ir trabalhar, almoçar, voltar a trabalhar e voltar pra casa. A gente só vivia, corria atrás do rabo, e a vida passava. Agora não. E tudo acaba sendo jogado na conta da pandemia, quando muita gente já passava dificuldades, estava sem trabalho ou pouco trabalho, ou louco de vontade de mudar de trabalho. Agora é tudo culpa da pandemia, quem não tinha capacidade, ou oportunidade, ou idade para se estabelecer profissionalmente, se misturou aos que foram prejudicados pela pandemia. Nivelou geral, uma desculpa só. Por outro lado, é a insatisfação que nos movimenta a buscar, a ir em frente. Só que quando junta a insatisfação com a impossibilidade de agir por motivos que independem da sua vontade, você estanca, engessa e vai questionar a vida. E ela não tem resposta. Ela não te dá uma razão. E você passa a pensar a razão disso tudo. Pra que tanto esforço. O que se ganha com isso se a única coisa certa é que vamos morrer, do vírus, de um acidente, de uma outra doença, de velhice. Aí, tudo perde o sentido. Pra que tudo isso??? Por isso eu falo, ou a gente vive no automático, sem pensar, sem questionar, só cumprindo as tarefas da gincana, ou ferrou!!!! E o pior é que, se por outro lado, estamos plenos, satisfeitos, a nossa função é apenas respirar, felizes??? Só respirar??? Tem novos desafios?? Percebe como é sutil e fundamental esse equilíbrio da pressão e possibilidade de ação??? Você precisa estar insatisfeito, precisando sair à luta, mas o entorno tem que colaborar sinalizando espaços, possibilidades, sem te engessar. Porque se você atinge esse ponto crítico e questiona “pra que tudo isso”, sem ter uma resposta, ferrou!!!

Oi, , você está aí? ???

– Você conseguiu, Alyrio, estou indo contar os grãos do saco de arroz. Fui!!!!!

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Clarisse Leite foi …

…. uma talentuosa compositora e pianista concertista.

Clarisse saiu formada pelo Conservatório Musical fundado pelos “Gomes Cardim”, os mesmos que tiveram papel preponderante no elenco de fundadores da Escola Normal da Praça (Caetano de Campos) e que inclusive criaram um prêmio especial para os alunos que mais se destacaram, o troféu “Clarisse Leite”.

Também foi professora da Academia Internacional do Rio de Janeiro.

Clarisse estudou na França e se apresentou em muitas ocasiões no Theatro Municipal e nos salões do Hotel Esplanada.

Segundo http://pianolatinoamerica.org, o conjunto da sua obra inclui temas bem brasileiros como pode se ver abaixo.

/1956
  • Transmigração
  • Valsa etérea
/1968
  • Suíte Exótica
    1. Guerra de brinquedo
    2. E o caboclo ficou só…
    3. Tranqüilamente feliz…
    4. Página d’uma vida…
    5. Vitral (Reminiscência Bachiana)
1968/1970
  • 5 Poemas
    1. Distância
    2. Nuvens
    3. Displicência
    4. Obsessão
    5. Mar
1969/1970
  • Tombam estrelas no espaço (Valsa lírica)
/1970
  • Coleção “Trilogia Sideral”
    1. Primeiros passos na Lua
    2. Um circo em Marte
    3. Carnaval em Venus
  • Ói a sáia déla, Inderê!
/1970
  • Dona Flôr
  • Rabiscos na areia o mar apaga
1970/1971
  • Era uma velha que tinha sete filhas… (Mini-slide)
/1971
  • O jumentinho perdido em Jerusalém (Mini-slide)
  • Suíte Nordestina
    1. Baticum
    2. Prece por Maria Bonita
    3. Jagunços
/1971
  • Aboiado (Cena nordestina Nº 2) (Maxi-slide)
  • Careca o pai (Mini-slide)
  • Consumatum est (Coral)
  • Dança dos esquilos (Maxi-slide)
  • Essa ternura imensa…
  • Feche os olhinhos, que o soninho vem… (Berceuse)
  • Hyôga (Gelos flutuantes) (Maxi-slide)
  • Vendaval (Fantasia)
1971/1973
  • Minuano (Estudo de concerto)
/1972
  • Anata o aisuru (Eu te amo)
  • Chamêgo (Cena nordestina)
  • E a cabocla não ficou só…
  • Eli, Eli lamma sabactâni (Pai, por que me abandonas!)
  • Gatinho Cetim
  • Lendas… e nada mais
    1. O currupira pula na brasa
    2. A nuvem e o lago
    3. O duende louco
  • Oi xente! (Cena nordestina Nº 4)
  • Pra creança chorar (ou Pelegrina)
  • Ressurrectio (Ressurreição, 3º Coral)
  • Suíte ouro verde
    1. Jongo
    2. Você
    3. Eu nunca vou dizer…
    4. Esse encanto que você tem!
  • Tóto e Tínin (Numa caixinha iluminada)
  • Vocês que são românticos e não sabem (aos Mutantes)
/1973
  • Guerra dos Palhaços
  • N’uma cidade muito antiga…
  • O Bezouro Azul
  • O Chefe da tribo Tabarú
  • Requinte (Gavota)
1973
  • Capinando no asfalto (Fantasia paulista)
  • Domingo no engenho (Bate pé)
  • Duo Concertante n.1 (para 2 pianos)
  • Impressões Fugazes
    1. Horas de minha vida
    2. Um pouco de mar em meus olhos
    3. Se eu duvido de ti…
    4. Era uma vez um país distante…
  • Incompreensão
  • Intimidade (Noturno)
  • Marquesa de Santos (Minueto)
  • Na casaca do vovô
  • Na praça menino Deus (Recordações de Lisbôa)
  • Napolitana (Tarantela)
/1973-1975
  • Coleção Vocês do amanhã
    1. O genio mau dos rios (1975)
    2. Onde Karen mora
    3. Mitsuko em Kyoto
    4. Quem há de ser o meu amor
    5. Dança das areias…
    6. Antes do Simum
    7. Contempla o horizonte, filho! (1973)
    8. Meu Dick
/1975
  • Ascensão em dó menor
  • Ascensão em dó maior
  • Ascensão em mi menor
  • De norte a sul
    1. Sertão
    2. Rixa
  • Folguedos na Calçada (piano a 4 mãos)
    1. Lá vem ela
    2. Quem há de ser o meu amor
    3. E a última há de ficar
  • Impressões de Viena
  • Quilombo dos palmares
    1. Banzo
    2. A Fuga
    3. Libertação
1975/1977
  • Impressões de Espanha
1976
  • Ciclo de Jazz
    1. Spiritual dance
    2. São Paulo Blues
    3. Clarleston
  • Suíte Barroca (para piano ou cravo)
    1. Allemande
    2. Gavota
    3. Pavana
    4. Bourrée
    5. Sarabanda
    6. Giga
/1976
  • Trovas d’além Mar…
/1977
  • Miniaturas
    1. Lullabye (Composta em parceria com Arnaldo Dias Baptista)
    2. Onde Kelly Dança
    3. Rozinha e o pobre
    4. Dança de outros tempos (Composta por Arnaldo Dias Baptista)
  • Paisagens
    1. O canto ingênuo do arrôio
    2. Alma dos rios
?/1979
  • Novas miniaturas
    1. Riso espontâneo
    2. Hamed
    3. A caminho de Casbah
    4. Na areia deixei meus passos
  • Improvisos
    1. Você partiu sem me dizer adeus
    2. Por que?
    3. Baixinho, amada…
    4. Sumidouro
  • 3 Danças
    1. Eurasiana
    2. Etrusca (Composta em parceria com Arnaldo Dias Baptista)
    3. Vaudeville
1980/1980
  • Brasileirando (da Série Brasileira nº 1)
    1. Vestido azul de chita
    2. Minha rede e meu violão
    3. Dengue
?/ ?
  • Angústia (Estudo de concerto)
  • Dorotéia
?/1993
  • Novos poemas, II – tomo
    1. Lição do mar
    2. Na cadência do teu passo
    3. Sem você
    4. Prata nos seus cabelos
    5. Aragens
  • Últimos poemas, III – tomo
    1. O amanhã chegou
    2. Quando éramos dois
    3. Atlântida
    4. Ansiedade
    5. Conversa entre cristais

Tudo isso teria sido passado por cima se ela não tivesse sido a mãe de três artistas:

Cláudio César Dias Baptista, Sérgio Dias, Arnaldo Baptista, um deles, Arnaldo, nosso colega no Instituto de Educação Caetano de Campos, que terminou o ginasial em 1968.

Mais ainda: para aqueles que não se lembram do Arnaldo, ele e seu irmão Sérgio criaram”Os Mutantes” e acabaram mais conhecidos entre nós que a renomada mamãe!

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José Horta Manzano

por José Horta Manzano (caetanista e cronista do Correio Braziliense)

Soropango da vingança

pubicado no blog BrasilDeLonge

José Horta Manzano

Para reavivar memórias de infância.

Se meu jovem leitor está ainda na casa dos vinte ou trinta anos, o que vou dizer agora parece vindo direto do planeta Marte: nos anos 1950, as crianças do Brasil brincavam na rua. Yes! Na rua, pé no chão, em cima dos paralelepípedos! Nas pequenas e até nas grandes cidades! Era um tempo em que ninguém era obrigado a fugir de bandido nem de bala perdida. Para os brasileirinhos de hoje, deve até parecer invenção da mídia intriguenta.

Naquele tempo sem televisão e sem videogame, os maiorzinhos jogavam pelada, enquanto os pequeninos brincavam de roda. Meninos e meninas misturados, que a sexualização da pequena infância ainda não estava em voga.

No hit parade, figurava o Soropango da vingança, uma cantiga importante. Como em todos esses cantos populares tradicionais, todo o mundo conhecia a mesma melodia, mas havia inúmeras versões da letra – cada família tinha a sua. As palavras eram misteriosas, desconexas, sem pé nem cabeça, mas ninguém ligava muito pra isso. O importante era que letra e música se encaixassem. Com a repetição, a cantiga acabava se fixando na memória. A prova de que repetir é bom pra decorar está aqui: passadas tantas décadas, a gente se lembra de tudo, de cabo a rabo.

A letra que aprendi com minha turminha era assim:

Soropango da vingança
Toda a gente passa lá

A costureira faz assim,
Faz assim também assim;

A passadeira faz assim,
Faz assim também assim;

A lavadeira faz assim,
Faz assim também assim.

E aí desfilavam todos os ofícios que a criançada conhecia – e que pudesse ser mimados.

Há quem diga que Soropango da vingança era calcada sobre a antiquíssima cantiga francesa Sur le pont d’Avignon (Na Ponte de Avignon). É verdade que, depois de passar pelo filtro da língua popular, “sur le pont” pode bem ter virado “soropango”, assim como “d’Avignon” é bem capaz de ter  se tornado “da vingança”. É verdade também que o espírito da cançoneta é o mesmo. Tanto a francesa medieval quanto a nossa colonial mimam os gestos de pessoas ou de artesãos.

No entanto, em desagravo à musicalidade de nossa alma cabocla, frise-se que a melodia de nosso “Soropango” é bem diferente da francesa. Faz até parecer que o criador da cantiga brasileira pescou a ideia no original e criou melodia própria. Em todo caso, nossa versão é bem mais melodiosa que a original.

Notinha da wilma: particularmente, conheço uma melodia de Heitor Villa-Lobos, com a letra “Passa, passa, gavião; tdo mundo é bom”, que levada ao teatro pela peça Villa-Lobos para crianças, no TUCA em 2011, priviligeou as particularidades dos membros de uma orquestra:

violinista faz assim, assim, assim;

fagotista faz assim, assim, assim…

E assim vai!

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Paulo Cardim

(11) 5576-5705 | paulo.cardim@belasartes.br | www.belasartes.br

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