Parte II – Julho 51- ENORMES irregularidades no Instituto de Educação Caetano de Campos; felizmente o professor José Feliciano pode ser homenageado no meio de tanto tumulto!

JULHO de 1951

07/07/1951

As irregularidades no Instituto de Educação Caetano de Campos

Rio (“O Estado” –por telefone)

Concluído o inquérito sobre as várias irregularidades cometidas no ginásio do Instituto de Educação Caetano de Campos, a Diretoria do Ensino Secundário resolveu aplicar a pena de suspensão por 30 dias aos inspetores do ensino secundário Nair Gama Wright, Jorge Barifaldi Hiro, Lucia Biumem e Manoel do Carmo, responsáveis por dicidia ou  ignorância das ocorrências ali verificadas; declarar inedôneos para o cargo de diretor do estabeleimento de ensino secundário o sr. Francisco Cimino(Vieira de Melo- nota minha)  e Nair de Barros, o primeiro, responsáel pelas ilegalidades apuradas e a segunda por inúmeras alterações em notas de alunos; suspender por um ano de exercício no magistério, os professores: Afifi Fonseca Jabali, Antenor Aquino, Hernani Rodrigues, José Bueno de Azevedo Filho, Mario Calazans e Nelson Carmelo Marzu, que alteraram dolosamente notas de alunos; determinar a suspensão a partir do 2° semestre do corrente ano letivo das classes do 2° ciclo do secundário que funcionam irregularmente no Instituto de Educação Caetano de Campos, bem como determinar a transferência dos alunos para outro estabelecimento que preencha as exigências regulamentares; anular os exames de admissão cujas notas, ficou provado, terem sido dolosamente alteradas, tornando sem efeito todos os atos escolares praticados posteriormente pelos alunos ilegalmente beneficiados; solicitar à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo a aplicação das penalidades cabíveis aos citados diretores e professores do referido Estabelecimento de ensino, bem como aos professores do ensino normal Luis Vieira de Melo e Antonio Henrique Ribeiro, também responsáveis por irregularidades apuradas no correr do inquérito.
A diretora do Ensino Secundário, sra. Lucia Magalhães, sugeriu àquelas autoridades seja incluída nas mencionadas penalidades, para advertência, a secretária Maria de Medeiros, por ter cumprido as ordens ilegais de seus superiores.

 

08/07/1951 (OESP)

Irregularidades no Instituto de Educação Caetano de Campos

Esteve ontem na redação desta folha o dr. José Bueno de Oliveira de Azevedo Filho que nos solicitou a publicação da seguinte declaração firmada pela sra. Maria de Medeiros, diretora administrativa e visada pelo sr. Mario Marques de Oliveira, diretor superintendente do Instituto de Educação Caetano de Campos , com as firmas devidamente reconecidas, a propósito da notícia publicada hoje pelo “Estado”, na seção Rio, sobre “As irregularidades do Instituto de Educação Caetano de Campos

“ São Pulo, 7 de julho de 1951.

Declaração.

De ordem do sr. Diretor superintendente, declaro que o professor José Bueno de Oliveira Azevedo Filho não foi convocado e não participou dos exames de admissão ao ginásio deste Instituto, realizados em dezembro do ano p. findo”.

 

14/06/1951 (OESP)

(grande foto, diferente desta)

Realizou-se ontem à noite, no auditório do Instituto de Educação Caetano de Campos  a “Homenagem ao professor José Feliciano de Oliveira”.

Na sessão ontem realizada no Instituto de Educação Caetano de Campos, a homenagem que os ex-alunos, amigos e admiradores do professor José Feliciano de Oliveira resolveram prestar-le por motivo do seu regresso à Pátria, depois de uma ausência de 40 anos. A sessão foi presidida pelo sr. Juvenal Lino de Matos, secretário da Educação, tendo tomado lugar à mesa o sr. Altino Arantes, presidente da APL, representantes das autoridades e de associações de classe. Usou da palavra em nome dos ex-alunos, o professor Lino de Moraes Leme, que fez um retrospecto do seu contato com o ilustre educador quando aluno da Escola Normal. A seguir, coube a palavra ao professor Américo Antunes de Moura, que falou da “Academia Paulista de Letras e fez várias cnsiderações sobre a influência benéfica recebida do prof. José Feliciano e que le firmou as diretrizes na sua formação intelectual.

Relembrou igualmente a ação que lhe exerceu no espírito e na mente a Escola Normal, relatando vários episódios da sua vida de estudante. Também falou o dr. Cornelio Teani, em nome da turma de 1913, a última da qual fôra eleito paraninfo o professor José Feliciano de Oliveira.

A professora d. Elvira de Moura Santos Bastos, como colega de turma, saudou, pelas ex-alunas a senhorita Dolores Charlotte Feliciano de Oliveira que, comovida, agradeceu.

A seguir o sr. José de Oliveira Orlandi leu diversos telegramas e comunicações de amigos e ex-alunos e um ofício em que o presidente da Associação dos Alunos da Escola Normal da Praça, sr. Romulo Pero, oferecia como homenagem daquela entidade ao ilustre educador, uma medalha comemorativa do primeiro centenário do ensino. normal em S. Paulo.

Por fim, falou o professor José Feliciano de Oliveira para agradecer a manifestação de seus ex-alunos, amigos e admiradores. Reportando-se a vários tópicos das saudações, acentuou que durante 66 anos seguiu, nas suas lições, uma doutrina  sem espírito de agressão. E nisso  acredita estar toda a influência que exerceu em seus alunos. Discorreu sobre as vantagens da Educação, sobre a instrução nos processos de estudo e pôs em evidência a marcha de espírito na aquisição de ideias duradouras. Recordou os seus cursos em Paris, na Sorbonne, onde as suas exposições eram sempre ouvidas com interesse. Acentuou o papel preponderante do método aderente à doutrina, capaz de levar as impressões à abstração e esta às imagens e por fim às ideias, sem cair no domínio da quimera.

O seu discurso que foi ouvido atentamente provocou prolongada e intensa salva de palmas da assistência.

Tanto à entrada como à saída do professor José Feliciano de Oliveira os alunos do IECC formaram alas e o aplaudiram com entusiasmo.

Prestou concurso à festa de ontem a Banda da Guarda Civil.

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Do nosso colega Humberto Migiolaro.

COLUNA MESTRA    Diário Botucatu     

Humberto Migiolaro                                 hmigiolaro@lpnet.com.br

 

BRINCANDO DE RODA

 

Há determinada época da vida em que as pessoas começam a ficar mais dadas a recordações. Isso é comum, acontece com quase todo mundo. O passado passa a nos seduzir, as cores das lembranças tornam-se vívidas, atraentes, os sons, imagens e sentimentos nos encantam. A qualquer momento esses eventos nos inspiram, nos transportam para um tempo que filtrado com os recursos da imaginação nos lançam a lugar imaginário onde a realidade e a fantasia se chocam, se misturam, se confundem. As recordações assumem caráter de fatos de momento, e a cada lembrança se transformam de maneira sutil. Acrescentam-se ou suprimem-se dados à realidade virtual, chegando o momento da dúvida ou pressentimento se as coisas aconteceram mesmo, e se assim foram ou como teriam sido na realidade. Nossa mente é máquina perfeita de sonhos e fantasias, de difícil manejo, nos conduz muitas vezes a seu bel prazer, nos domina e nos torna passivos de ocorrências limítrofes entre o real, o desejado, o estorvo, o fantástico, o idealizado, o falso e o verdadeiro, tudo misturado, levando nossos sentimentos aos extremos da dúvida, às vezes incômoda, de sanidade ou claudicação mental. Mais se vive, mais se expõe a esse delicioso e muitas vezes perigoso choque entre verdade e mentira.

Eu era feliz e não sabia… Ataulfo nos conduz ao passado em ritmo de samba-canção. As cores abrandadas, as dores atenuadas, as angustias esquecidas, as tristezas amainadas, as dificuldades superadas, as emoções filtradas. Eu era feliz e não sabia… Serve pra tudo, mas seria possível ser feliz e não se saber? Não seriam os fatos e os momentos distorcidos pelos confortáveis comandos do descompasso entre o presente tumultuado de mil frentes, cores e sentimentos e o passado filtrado, idealizado, depurado do joio inconveniente? Nossa mente é hábil a fazer das recordações página escrita a lápis. A emoção, essa incontida sensibilidade que comanda nossos sentidos, sentimentos, recordações, sonhos, fantasias, realidades idealizadas, mentiras tornadas fatos, verdades sepultadas nas covas do tempo que as aniquilam.

Ataulfo fazia jogo de cena e de palavras. Impossível o cotejo de coisas e fatos separados pela impenetrável barreira do tempo e do espaço. Que saudade da professorinha… Seria tão saudosa? E as temíveis palmatórias, seriam facilmente esquecidas? Como era seu hálito em plena segundona às 7,30. “É zero e …rua!” E lá se ia vermelho de camarão abrir a porta em direção à diretoria. Onde andará Mariazinha, meu primeiro amor, onde andará? Talvez longe, bem longe, talvez viva ou não, talvez capenga, obesa, caquética, sorriso de prótese, arrastando bengala, ou, quem sabe, bela, feliz, vivida e conservada. Os olhos mais azuis, azuis da cor do mar, diria Maia, corpo esbelto, caminhar sensual, como na Ipanema de Vinicius.

Eu igual a toda a meninada, quantas travessuras… Jogos de botões pelas calçadas. Recordação idealizada… Como ficou aquele carinha malvado que lhe atazanava, lhe roubava as bolinhas de gude e passava os dedos de carvão lhe imundando a face? E todos se riam, você no meio da roda, no meio da rua, no meio da calçada, no meio do pátio querendo um buraco pra sumir, quando lhe puxaram o elástico do calção revelando cueca vermelha toda desbotada mostrando a espinha inflamada coberta com fita durex. Hoje tudo se transformou, até seu nome mudou, “bulling”. No páteo apenas rodinha de tabefes. Aos domingos missa na matriz da cidadezinha onde nasci… E os intermináveis sermões da voz chiada do pároco no alto falante bem acima de sua orelha. A missa não terminava, Glorinha não aparecia e o moleque da frente soltava gases.

O Brasil de braços dados na Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Os pais doavam alianças, as meninas de mini saia verde-amarelo. Ame-o ou deixe-o. Somente o deixaram os adversários empurrados pela derrota, às vezes pelas armas. Ninguém segura a juventude do Brasil! Dom, Ravel e Simonal na geladeira das esquerdas festivas. Inimigos ocultos nos porões, lâmpada 220 na face suada. Seria mesmo tudo verdade, ou “marketing exagerado” de inimigos? Brasil: ame-o ou deixe-o. Você não o amou nem o deixou; vibrou na Copa, se enrolou na bandeira, viu a “ditadura rodízio” se extinguir de própria vontade com data e hora marcada. O último Presidente, sem apetite, saindo pela porta dos fundos, a galera sofrendo com gol do portenho: “La mano de Dios”.

Tancredo entorpecido, dor de barriga inoportuna, Hospital de Base, bisturi de encomenda, bem ao sabor do Maranhão, tudo menos oposição.

As meninas eram lindas, charmosas, cheias de graça. Brincavam de esconde-esconde. E como se escondiam nas saias pelas canelas e botões até o pescoço. A imaginação galopava, o desejo disparava ao simples caminhar perseguido pelo olhar. Brincavam de boneca, cochichavam e se enrubesciam.

A pátria sempre ameaçada pelos “patriotas. O mundo ameaça desabar, balança mas não cai. E agora, irmãozinho cabelo de prata? E então garota dos sonhos, subindo cansada a Augusta barulhenta? Vamos nos dar a mão e sentar na pracinha. A gente era feliz e não sabia. Mas, quem sabe hoje a gente esteja apenas

            BRINCANDO DE RODA

1961- Humberto, ao centro, sentadinho no chão.

1962; 4a série F, o segundo dos sentados, da direita para a esquerda com a imensa malinha sob as pernas é o Humberto.

Primeira fila, SENTADOS, DA DIREITA PARA A ESQUERDA:
Marcondes, Humberto Migiolaro, Fairbanks de Sá, X, X Professora Maria Luiza, Tsuyoshi Mine, Janjão, Fafá, Abrão Papautsky.

Em pé, fila do meio: da esquerda para a direita: Afonso Eduardo Asterito, Gambá, Leonardo Trisciuzi, Manuel Cútolo, Luiz Gonzaga, Antônio Carlos e Luiz Carlos Ascar (gêmeos)

Em pé, fila de traz: da esquerda para a direita:
Sérgio De Lorenzi, Waldir Fortes Arruda, X, Girafa, José Roberto Fernandes, Ariovaldo Bracco, Cláudio da Fanfarra, X, Wladimir Gubeissi Pinto.

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Belas Artes agradece àqueles que aceitaram o seu convite.

 

imagemA Belas Artes gostaria de agradecer sua presença na 3ª edição do Fórum Belas Artes de Economia Criativa. Ocasiões como a do Fórum são muito importantes para potencializar e valorizar as ideias como fonte de riqueza, além de ser uma ótima oportunidade para troca de conhecimento, de experiências e para contribuir com a discussão sobre o potencial das indústrias criativas.
 
Para quem não compareceu, a cobertura completa das palestras já está disponível nas redes sociais da Belas Artes, nos perfis no Facebook, Instagram e Twitter. Além disso, fique de olho no Observatório Belas Artes de Economia Criativa, pois o conteúdo dos dois dias do evento será divulgado detalhadamente nos próximos dias.

 

Creative Journey, material entregue para os participantes, também pode ser baixado neste link. Esta jornada criativa vai abrir possibilidades e fornecer ferramentas para você desenvolver uma atitude empreendedora perante a vida, seja na criação de um negócio próprio, em uma empresa nova, ou mesmo inovando dentro de uma empresa já estabelecida ou até mesmo no desenvolvimento de um projeto social, artístico ou cultural.
 
Aproveitamos para parabenizar os participantes Arthur Eric Reis Guimarães e Clecio de Lima, que participaram da atividade de análise de perfil empreendedor – Qemp -, desenvolvida por Dario Vedana, Professor da Belas Artes e Gestor do Núcleo de Empreendedorismo e Inovação da instituição. Ambos ganharam bolsa de 100% no curso de pós-graduação em Gestão de Economia Criativa.

Obrigado a todos! 🙂

 

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Parte II Abril de 1951- Acusações à direção do IE Caetano de Campos

Queridos leitores;

este post deveria ter sido colocado anteriormente; peço-lhes desculpas pela minha distração.

Abraços confusos,

wilma.

17/11/2017.

ABRIL 1951

07/04/1951 (OESP)

Assembleia Legislativa

Acusações à direção do IE Caetano de Campos

A sessão da Assembleia Legislativa foi ontem presidida pelos senhores Diogenes de Lima, Nelson Fernandes, Jânio Quadros e Osni Silveira.

Antes de ser dada a palavra ao primeiro orador inscrito, pediu-a pela ordem o deputado Cid Franco, a fim de referir-se a um requerimento que apresentara, solicitando informações a respeito de fatos  que estariam ocorrendo no IE Caetano de Campos. A direção desse educandário acaba de determinar o fechamento do Centro Caetano de Campos, órgão representativo de seus alunos, por haver apontado graves irregularidades na administração da escola, inclusive o funcionamento incorreto da cooperativa ali existente, que há 3 anos é explorada comercialmente por um dos professores, com a permissão do diretor-superintendente.

Acresce que a diretoria da cooperativa não tem sido renovada, mediante eleições anuais, o que é do conhecimento de todos os alunos e também foi objeto da denúncia partida do Centro Acadêmico.

O fechamento do Grêmio Estudantil – prosseguiu o orador – é uma arbitrariedade tão grande como o seria , por exelmplo, a interdição do Centro Acadêmico XI de Agosto pela Congregação da Faculdade de Direito. O senhor Teixeira de Camargo, em parte, declarou que o referido órgão fora realmente fechado pela dreção do Instituto, por motivo de quebra da disciplina interna, e até que se encerre  a sindicância aberta para apurar as ocorrências. Retrucou o sr. Cid Franco que a sindicância em apreço, antes de investigar questões relacionadas com a disciplina dos alunos, deveria destinar-se à apuração das denúncias que pesam sobre os ombros de diretores e membros do corpo docente do estabelecimento.

O requerimento aludido pelo orador pede que o Executivo responda aos seguintes iténs:

  1. Está a Cooperativa escolar do Instituto Caetano de Campos regularmente no Departamento de Assistência ao Cooperativismo?
  2. Tem havido eleições anuais para a renovação da diretoria, desde a fundação, há 3 anos, de acordo com o art. 31 dos estatutos? (não reeleição dos diretores para o exercício social imediato)
  3. Tem a cooperativa escolar enviado o balancete ao Departamento de Assistência no Cooperativismo e cópias das atas das eleições anuais?
  4. Continuam os seus fundadores pertencendo à Cooperativa?
  5. Chegou ao conhecimento do sr. Governador, antes desta denúncia, que um dos professores do estabelecimento é quem explora, há tres anos, com permissão do diretor-superintendente e fins comerciais, a cooperativa escolar do IECC, conforme poderá provar uma sindicância entre alunos de todos os cursos?
  6. Em caso afirmativo, Não constituiria a irregularidade referida no itém anterior um gravíssimo precedente, que autoriza a imitação do exemplo em outras escolas públicas?

O presidente anunciou que a  Mesa iria enviar o requerimento ao chefe do governo doEstado , ontem mesmo, remetendo cópia ao secretário da Educação.

O sr. Jânio Quadros, autor de outro pedido de informações sobre o fechamento do Centro Acadêmico Caetano de Campos, solicitou que a Mesa tomasse idênticas providências em relação ao seu requrimento.

 

15/04/1951(OESP)

Comemoração do Dia Panamericano no Instituto de Educação “Caetano de Campos”.

Resumo:

Solenidade realizada ontem, às 11 horas, pela direção da Escola perante numeroso público formado de alunos e professores,  representantes consulares do México, Honduras, Haiti e S. Domingo.

Francisco Cimino, diretor da Escola, abriu a sessão, presidida pelo cônsul do México.

O aluno do ginasial, Antonio Aggio, discursou após as breves palavras do cônsul, seguido pelo professor Bueno de Azevedo Jr. , catedrático de História do IECC, enaltecendo figuras como as de Bolívar, San Martin, José Bonifácio, Monroe e Franklin Roosevelt.

A comemoração foi findada com o Hino Nacional entoado pelos presentes.

 

20/04/1951 (OESP)

Festival Artístico Beneficiente

Realiza-se a 23 do corrente, às 21 horas, no IE “Caetano de Campos”, um festival artístico organizado por “Catalonia-Sociedade Paulista de Cultura”. O programa compreende coros pelo Coral Paulistano, sob a regência do maestro Miguel Arquerons e solos de guitarra pelo guitarrista espanhol Carlos M. Carrion, que já se fez ouvir , com êxito, nas principais cidades da Europa.

A receita desse festival reverterá em benefício da Associação Paulista de Combate ao Câncer.

21/04/1951 (OESP)

Assembleia Legislativa

Violência contra um aluno do IE Caetano de Campos

 

Resumo:

Relato do incidente:

1-O Centro Acadêmico Caetano de Campos foi sumariamente fechado e o seu presidente, que fazia ato de delação das irregularidades ocorridas na Escola e apoiava a greve às aulas dos alunos, foi preso arbitrariamente mas já se encontra em liberdade.

2- O orador  encaminhou à Mesa um requerimento pedindo uma Comissão de 5 deputados  para entender-se com Lucas Garcez.

O deputado Mario Calazans informou que o chefe do Executivo lhe garantira a solução do caso.                  ²

 

26/04/1951 (OESP)

Preparadores do Ensino Médio, reagem às falhas dos regulamentos dos concursos de ingresso ao magistério Público, secundário e normal.

Bastante expressivo é o art. 14 da lei 650, de 28 de fevereiro de 1950. Determina que “para o provimento dos cargos de preparadores das cadeiras de Ciências, História Natural, Química e Física, será exigido o certificado de conclusão do 2° ciclo colegial, ou diploma de farmacêutico ou dentista, respeitada a situação dos ocupantesatuais que possuam diploma de professor normalista ou certidão de curso secundário.”

Além de reconhecer uma situação irregular ( a existência de preparadores que possuam apenas  diplomas da escola normal ou de colégio) afastando os únicos candidatos que possuam habilitação específica  para o preenchimento destes cargos, licenciados pela Universidade, teoricamente a ser ocupado por pessoa de confiança do catedrático.

As nomeações são feit as sem audiência dos catedráticos e dos diretores das escolas; a Associação dos ex-alunos de História Natural da FFCLUSP levou um ofício ao sr. Governador do Estado,onde fica claro que o legislador néao teve nenhuma preocupação de se inteirar da natureza das matérias do currículo do curso secundário ou das finalidades das muitas faculdades componentes da Universidade.

O governador teve simpatia aos universitários, mas quando estes procuraram o secretário da Educação, o mesmo fez-se de surdo, não querendo prejudicar o seu círculo de amigos e subordinados, que usufruem de suas “nomeações”.

E

“ A infecção adhemarista.”

(de um onservador político)

O caso do I. E Caetano de Campos transcende da esfera educacional-administrativa para constituir um teste do que foi a infecção “ademarista”, que ainda intoxica São Paulo. Por ele se vê que nada escapou à depredação dos bárbaros que invadiram São Paulo pela mão dos comunistas para destruir em quatro anos patrimônios materiais e culturais que custarão grandes esforços e dilatado tempo para a sua restauração.

O ensino paulista desfrutava dantes honroza primazia pelo seu adiantamento e pela sua organização. As escolas oficiais faziam-se respeitadas em todo o Brasil, não só pela sua estrutura, mas também pela seriedade da direção, que lhes imprimia orientação honesta e segura.

Entre elas, orgulhamo-nos sempre da Escola Normal da Praça, que teve nos últimos decênios tantos nomes e hoje se denomina Instituto de Educação “Caetano de Campos”. Foi ela a matriz do ensino primário que formou S. Paulo e se projetou direta e indiretamente por todo o País.

Um dia, porém, foi suficiente para o governo o sr. A. De Barros. Em consequência, a Escola da Praça, padrão de orgulho da educação em S. Paulo, sofreu deturpações, os amolgamentos, as triturações por que passou todo o aparelho oficial paulista. E a vergonha está consumada: o Departamento Nacional de Educação nomeou uma comissão de sindicância para devassar os erros e abusos cometidos no Instituto de Educação Caetano de Campos.

Quando já se viu coisa parecida? Quando precisou o poder federal intervir numa escola estadual para punir atentados à lei e à moral? As nossas escolas secundárias sempre foram “modelo”(com “s”) como honestidade de direção, a lisura da organização ; hoje, depois do “flagelo ademarista” de que ainda não nos curamos, S. Paulo vai passar pelo vexame de uma sindicância que jamais devíamos admitir sequer como uma possibilidade…

Oxalá se comprove que estamos em fase de cura. Para isso é imprescindível que cessem as intervenções que ainda repontam, com o intuito de refrear a ação da comissão, que não foi desejada, antes foi combatida em altos órgãos do Estado. E aí está

Porque se apela para o professor Lucas Garcez, pedindo-lhe que fiscaliza diretamente o caso, no que compete ao governo estadual. Sem a sua fiscalização, que deve ser vigilante e enérgica, haverá embaraços que serão a continuação de crimes cometidos pelo “ademarismo” ao Instituto de Educação Caetano de Campos, e contra o ensino paulista em geral.

(…

25/04/1951 (OESP)

Notícias Diversas

O caso do IE Caetano de Campos

O Departamento Nacional de Educação vai proceder rigorosa sindicância  – designado novo superintendente

 

Quando o professor Francisco Cimino ainda era diretor interino do IE “Caetano de Campos”, houve denúncias de graves irregularidades naquele estabelecimento. Para apurá-las , a U.D.N. formulou um requerimento de informações na Assembleia Legislativa. O Executivo, porém, como de regra, não deu a menor atenção ao requerimento que não teve resposta.

Depois, aconteceu que o sr. A. de Barros enviou à Assembleia um projeto de lei que criava o cargo de superintendente do Instituto. Era a maneira de colocar aquele professor na efetividade da direção da Escola, com funções superpostas a de diretor. De novo intervindo na matéria, a bancada da U.D.N., pelo seu representante na Comissão de Educação e Cultura deu cerrado combate a esse projeto, sem lograr derrotá-lo. A Assembleia aprovou, afinal, sem tomar conhecimento das razões que impunham a sua rejeição.

O resultado de tantos erros aí está.  Depois de peripécias que são do conhecimento do público, o sr. Secretário da Educação viu-se compelido a pôr à disposição , no seu gabinete, o diretor do Instituto e também um auxiliar acusado de irregularidades.

O remédio é pelo menos estranho e para o assunto queremos as vistas diretas do professor Garcez, governador do Estado.

Então, dois funcionários caem em situação tal que precisam ser afastados do cargo, por isso recebem um prêmio, pois que é prêmio adi-los ao gabinete do Secretário, sem função, sem trabalho, mas com vencimentos integrais?

(…)

Foi feito um grande esforço no Departamento Nacional de Educação para abafar o caso; mas  o Departamento não esteve por esta solução; ao contrário, mandou instaurar sindicância para a apuração de culpas.(…)

Para ocupar o cargo de superintendente do IECC, vago com o afastamento do professor Francisco Cimino, foi ontem designado o professor Mario Marques de Oliveira, diretor do Ginásio Estadual “ Antonio Firmino de Proença”. (…)

Foi designado o técnico de Educação Joel Aguiar para, na qualidade de representante da S.E., acompanhar a sindicância.

Com estas providências voltou a reinar a calma entre os alunos daquele estabelecimento de ensino, que encerraram a greve, voltando às aulas, uma vez que, doravante as autoridades competentes se encarregarão de verificar as ocorrências, estudar e proporas providências cabíveis.

26/04/1951(OESP)

Assembleia Legislativa

As graves ocorrências  do Instituto de Educação Caetano de Campos.

Pelo sr. Cid Franco foi retirado o seu requerimento que pleiteava a constituição de uma comissão especial de deputados para entender-se com o sr. Governador do Estado, à propósito da situação dos alunos do IE Caetano de Campos, assim como de outras graves irregularidades ali ocorridas. Declarou o parlamentar socialista que a proposição em apreço estava superada  pelos acontecimentos posteriores, já que o Executivo afastou o diretor do Estabelecimento e alguns de seus auxiliares comprometidos, fazendo restabelecer a normalidade.

Antes disso, porém, o sr. Cid Franco pronunciou longo discurso, exibindo documentos que comprovam a série de erros e desmandos cometidos pelos professores Francisco Cimino e Vieira de Melo.(nas linhas finais ficamos sabendo que ambos foram comissionados na pasta da Educação- wilma).

Este último, segundo o orador, fez de sua missão educacional um comércio. Tornando-se o dono do bar existente no interior da Escola e o concessionário do fornecimento de refeições aos alunos e aos membros do corpo docente. Protestou o orador contra as acusações feitas pela direção do Instituto ao presidente do Centro Acadêmico Caetano de Campos, apontado como comunista, só pelo fato de denunciar o que ali se passava de criminoso e desonesto.

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Parte II Junho 1951- Homenagem ao professor José Feliciano de Oliveira

JUNHO 51

03/06/1951 (OESP)

jundiahy antiga – blogger

Professor  José Feliciano(imagem acima)

Homenagem  por ocasião do seu retorno

Chegará depois-de-amanhã a santos, em companhia de sua filha adotiva, senhorita Dolores Charlotte Mes, de regresso ao Brasil, o professor José Feliciano de Oliveira.

Em sinal de regozijo pela sua volta à Pátria, ex-alunos e amigos irão promover-lhe uma homenagem, tendo para isso realizado uma reunião, anteontem no Instituto de Educação Caetano de Campos, à qual compareceram os srs. Américo Brasiliense Antunes de Moura, da Academia Paulista de Letras, Augusto Ribeiro de Carvalho, Romeiro Pereira, deputado estadual; Arnaldo Laurindo, presidente do Centro do Professorado Paulista; Mario Marques de Oliveira, diretor superintendente do Instituto de Educação Caetano de Campos e presidente da Associação dos Prosfessores Secundários do Estado de São Paulo; Solon Borges dos Reis, presidente da União Paulista de Educação; Maximo de Moura Santos e Elisário Rodrigues de Souza, chefes de serviço do DEE; José de Oliveira Orlandi, diretor da biblioteca “Professor Otavio Mendes”, do Instituto de Educação Caetano de Campos; Alfredo Gomes, diretor do Colégio Estadual e Escola Normal “Fernão Dias Pais”; Djair Ribeiro da Costa, da Secretaria da Educação; dr. Salvador Rocco, da Associação dos Ex-alunos da Escola Normal; dr. Lino de Moraes Leme; Cimbelino de Freitas e Olavo de Carvalho.

Os presentes decidiram organizar uma grande comissão de homenagem ao ilustre educador José Feliciano, tendo como presidentes de honra os senhores , prof. Lucas Nogueira Garcez, governador do Estado; Diogenes Ribeiro de Lima, presidente da Assembleia legislativa e Altino Arantes, presidente da APL.

O programa constará da recepção do professor José Feliciano, no dia 5, em Santos e am dia a ser determinado, haverá uma sessão cívica no Instituto de Educação Caetano de Campos.

Para recebê-lo em Santos, haverá um ônibus à disposição de ex-alunos e amigos, que partirá da Praça da República.

Informações com José Oliveira Orlandi, 36 19 55.

(J. Feliciano, o 2° , o mais alto de todos, da esquerda para a direita, durante a direção de Gabriel Prestes na ENC)

05/06/1951 (OESP)

Para comemorar o 30° aniversário do paroquiato do vigário da igreja  N.S. da Consolação, ser-le-á feita uma homenagem, cujo programa é o seguinte:

  1. Missa solene às 8 horas, celebrada pela sua suma Antonio Alves de Siqueira
  2. Sessão Literário-musical, às 21 horas no auditório do IECC.

 

09/06/1951 (OESP)

Professor Carlos Alberto Gomes Cardim (imagem)

ieccmemorias

Depois de uma vida cheia de serviços à causa da instrução pública do País, falecido nesta Capital, em 02 de junho de 1938, o professor Carlos Alberto Gomes Cardim, que além de numerosos outros cargos ocupou o de diretor do Instituto de Educação Caetano de Campos, à Praça da República.

Logo depois de sua morte, constituiu-se nesta Capital, uma comissão composta dos senhores desembargadores José Augusto de Lima, dr. Emydio Lima Moreira, dr. Atugasmim Medici, professor Victos Miguel Romano e dr. Clovis de Oliveira, com o fim de promover justas homenagens à sua memória.

Em 1950 , a comissão promoveu significativas manifestações por ocasião da passagem do 12° aniversário de falecimento do educador. Dentre outros atos, foi no dia 2 de junho inaugurada a herma de bronze e granito no jardim do IECC.

A comissão que se  encarregou da homenagem, publica agora um folheto, no qual dá conta  de suas atividades. Além do noticiário da vida do ilustre mestre, dados biográficos, etc.., contém o folheto os discursos pronunciados  na ocasião, notícias divulgadas pela imprensa de São Paulo, assim como fotografias das cerimônias.

Trata-se, como se vê, de nova homenagem à memória de Carlos Alberto Gomes Cardim, exemplo de dedicação à causa do ensino, e cuja vida teve por base “o coração, o caráter e a educação. “

12/06/1951 (OESP)

Professor José Feliciano de Oliveira

Realiza-se amanhã, às 20 horas, no auditório do IECC, uma sessão cívica em homenagem ao professor José Feliciano de Oliveira.

A solenidade é promovida pela Comissão de recepção ao grande educador paulista, presidida pelo sr. Lino de Matos, secretário da Educação.

Farão parte da mesa, além das autoridades e seus representantes, o presidente da comissão, os senhores  Lino de Moraes Leme, Constancio Teani, que o saudará pelos ex-alunos; dona Elvira de Moura Santos Bastos, que, como colega de turma saudará a professora Dolores Charlotte Feliciano, filha adotiva, secretária e assitente do professor Feliciano; professores mario Marques de Oliveira, diretor do IECC, que o saudará em nome da Escola Normal e o professor Americo de Moura, ex-aluno e membro da APL.

São convidados de honra, os senhores Lucas Nogueira Garcez, governador do Estado; Cantidio Nogueira Sampaio, secretario da Educação e Cultura da PMSP, Altino Arantes, presidente da APL, Djair Ribeiro da Costa e deputado Romeiro Pereira, representantes da cidade de Jundiaí; professores João Lourenço Rodrigues e dona Maria Augusta Veiga Marcondes, contemporâneos de José Feliciano na Escola Normal e o sr. Arnaldo Laurindo, presidente do Centro do Professorado Paulista.

São convidados para o ato todos os admiradores e ex-alunos do ilustre homenageado.

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Parte II – Maio de 1951; bolsistas do IECC homenageiam Sílvio Romero.

MAIO 51

12/05/1951 (OESP)

Realiza-se hoje, às 19h30, nas dependências do Instituto de Educação Caetano de Campos a prova escrita dos exames de oficial de farmácia.

16/05/1951 (OESP)

Educação Física – (seção feminina) – A apuração final dos trabalhos  do concurso de ingresso de Educação Física será realizada no dia 21 do corrente no auditório do Instituto de Educação Caetano de Campos.

24/05/1951 (OESP)

Centenário de Sílvio Romero(imagem)

Prosseguindo  nas comemorações do Centenário de Sílvio Romero, a serem realizadas em diversas cidades do Estado, a Instrução Artísica do Brasil, em cooperação com o Clube Folclórico Sílvio Romero, promovem hoje, em Jacareí, uma sessão ao Cine-Teatro Jacareí. O programa compreende uma palestra sobre Sílvio Romero e “Serão brasileiro”, ato artístico pelos bolsistas do Instituto de Educação Caetano de Campos.

30/05/1951 (OESP)

Centenário de Sílvio Romero

Filatélica Vitória Régia

Em prosseguimento às comemorações do Centenário de Sílvio Romero, promovida pela Instrução Artísica do Brasil, em cooperação com o Clube Folclórico Sílvio Romero do Instituto de Educação Caetano de Campos, o sr. Bueno de Azevedo Filho pronunciará, hoje às 20 horas, no Centro Ciências, Letras e Artes de Campinas, uma palestra sobre aquele escritor seguida de uma palete musical a cargo da pianista Ondina Sampaio Reginato, detentora da bolsa de estudos “ Lahyr Costa Rego”, da IAB.

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Pascal Reich, caetanista helvético, convida vocês para vê-lo no Brasil.

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