HURRA !

wilma legris

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Aniversário do caetanista Durval Barcelar Jr.

Que grupo gostoso, com colegas caetanistas da minha época!

Durval foi o aniversariante, mas olhando para a imagem, todos parecem fazer aniversário.

Reconheço algumas carinhas: Jorge Bernaba Jorge, coleguinha de classe que morava no meu bairro e virou médico, Durval, Cleide Anauate, Fábio Taioli, Cris Grego, Flávio Di Fiore.

Felicidade para todos vocês! E viva o mes de setembro!

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José Horta Manzano

Tout ça pour ça?

José Horta Manzano

Artigo publicado pelo Correio Braziliense de 24 setembro 2022

“Tout ça pour ça” é expressão que os franceses utilizam para indicar que um grande esforço deu resultado pífio. Tudo isso pra isso?

Bolsonaro botava fé na ida à Inglaterra para o funeral de Elizabeth II. Assim que a nota de falecimento chegou, postou na rede um texto enigmático em que elogiava a falecida e explicava: “porque não foi apenas a rainha dos britânicos, mas uma rainha para todos nós”. O sentido da frase não ficou claro. De que maneira teria ela sido uma rainha para todos nós? Talvez fosse apenas uma tentativa canhestra de saudar uma personalidade importante. Quase todo o mundo tinha simpatia pela rainha da Inglaterra; de lá a considerá-la “nossa rainha”, há uma boa distância. Ficou esquisito.

Seu comitê de campanha julgou que estar presente na cerimônia fúnebre seria ótima oportunidade para dar ao bom povo a ilusão de ter um presidente influente, aceito nos altos círculos da governança planetária, enfronhado com os grandes deste mundo. O decreto de luto nacional de três dias saiu rápido, em edição extra do Diário Oficial. Note-se que o Brasil não é integrante do Commonwealth e que Bolsonaro, diferentemente de Lula, FHC e Dilma, nunca se encontrou com a rainha.

Ficou a incômoda impressão de que o luto decretado tinha um fundo interesseiro. O presidente pareceu estar pedindo para ser convidado para o funeral. Até os ladrilhos da Abadia de Westminster sabiam que nem todos os dirigentes do planeta seriam convidados. Sabia-se que ninguém que pudesse criar constrangimento receberia convite. Mas… e Bolsonaro? Ele já criou caso com tanta gente! Charles III é fervoroso militante da causa climática, enquanto nosso presidente milita pelo fim da floresta amazônica. É lícito crer que foi o receio de não ser convidado que impeliu o capitão a ser tão obsequioso.

Deu certo. O convite veio, com direito a cumprimentar o rei. O soberano não concedeu mais que um minutinho a cada dirigente estrangeiro, mas o importante é que Bolsonaro conseguiu ser retratado ao lado dele. Na foto, o capitão parece sorridente demais para um encontro com quem acabava de perder a mãe. Deu tapinha no ombro do rei, numa intimidade inusitada, gesto lesa-majestade. Mas a foto saiu. Vai ajudar na eleição da semana que vem? Que acredite quem quiser.

Bolsonaro pernoitou na residência de nosso embaixador. Ruidosa recepção matinal defronte à sacada o esperava, preparada por apoiadores paramentados como manda o figurino: todos de amarelo, alguns enrolados no lindo pendão da esperança. Na hora, levei um susto ao imaginar que nossos compatriotas que moram no Reino Unido fossem todos bolsonaristas. Por ingenuidade ou malícia, o capitão pareceu achar a mesma coisa. Tanto é que, sentindo-se elevado às nuvens, fez discurso de improviso. Inflamado, acusou antecipadamente o TSE de fraude caso ele não vença no primeiro turno.

Após reflexão, percebi que minha primeira impressão estava errada. Nós, brasileiros do exterior, não lemos todos pela mesma cartilha. Aqueles que vociferaram na tranquila manhã londrina, em pleno período de luto e recolhimento nacional, não eram representativos da colônia brasileira. É que os não bolsonaristas – lulistas, ciristas, tebetistas, abstencionistas – aproveitaram o feriado para dormir até mais tarde. Iam lá se expor à violência gratuita de devotos ensandecidos? Ainda não enlouqueceram.

Dois dias depois, no discurso de abertura dos trabalhos na ONU, o capitão teve grande oportunidade de redimir-se. Mas subiu ao púlpito e não decepcionou: leu um texto com algumas platitudes e muitas inverdades. Descreveu um Brasil de folheto turístico, de deixar o País das Maravilhas com inveja. Achei até que, ao final da fala, a plateia se fosse levantar em peso para precipitar-se ao consulado do Brasil para solicitar um visto de permanência. Conhecendo o capitão, ninguém se levantou.

Ao fim e ao cabo, Bolsonaro perdeu excelente oportunidade de dar uma trégua aos eleitores que pretende conquistar. Desaparecer do cenário por alguns dias teria sido bom para sua campanha, visto que não proferiria as habituais ofensas que freiam sua subida nas pesquisas. Só que, mesmo no exterior, ele persistiu em deteriorar a própria imagem. Foi jogo de resultado zero.

Tout ça pour ça? Manda outra, capitão! Com essa, vosmicê deu com os burros n’água.

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José Horta Manzano

Tout ça pour ça?

José Horta Manzano

Artigo publicado pelo Correio Braziliense de 24 setembro 2022

“Tout ça pour ça” é expressão que os franceses utilizam para indicar que um grande esforço deu resultado pífio. Tudo isso pra isso?

Bolsonaro botava fé na ida à Inglaterra para o funeral de Elizabeth II. Assim que a nota de falecimento chegou, postou na rede um texto enigmático em que elogiava a falecida e explicava: “porque não foi apenas a rainha dos britânicos, mas uma rainha para todos nós”. O sentido da frase não ficou claro. De que maneira teria ela sido uma rainha para todos nós? Talvez fosse apenas uma tentativa canhestra de saudar uma personalidade importante. Quase todo o mundo tinha simpatia pela rainha da Inglaterra; de lá a considerá-la “nossa rainha”, há uma boa distância. Ficou esquisito.

Seu comitê de campanha julgou que estar presente na cerimônia fúnebre seria ótima oportunidade para dar ao bom povo a ilusão de ter um presidente influente, aceito nos altos círculos da governança planetária, enfronhado com os grandes deste mundo. O decreto de luto nacional de três dias saiu rápido, em edição extra do Diário Oficial. Note-se que o Brasil não é integrante do Commonwealth e que Bolsonaro, diferentemente de Lula, FHC e Dilma, nunca se encontrou com a rainha.

Ficou a incômoda impressão de que o luto decretado tinha um fundo interesseiro. O presidente pareceu estar pedindo para ser convidado para o funeral. Até os ladrilhos da Abadia de Westminster sabiam que nem todos os dirigentes do planeta seriam convidados. Sabia-se que ninguém que pudesse criar constrangimento receberia convite. Mas… e Bolsonaro? Ele já criou caso com tanta gente! Charles III é fervoroso militante da causa climática, enquanto nosso presidente milita pelo fim da floresta amazônica. É lícito crer que foi o receio de não ser convidado que impeliu o capitão a ser tão obsequioso.

Deu certo. O convite veio, com direito a cumprimentar o rei. O soberano não concedeu mais que um minutinho a cada dirigente estrangeiro, mas o importante é que Bolsonaro conseguiu ser retratado ao lado dele. Na foto, o capitão parece sorridente demais para um encontro com quem acabava de perder a mãe. Deu tapinha no ombro do rei, numa intimidade inusitada, gesto lesa-majestade. Mas a foto saiu. Vai ajudar na eleição da semana que vem? Que acredite quem quiser.

Bolsonaro pernoitou na residência de nosso embaixador. Ruidosa recepção matinal defronte à sacada o esperava, preparada por apoiadores paramentados como manda o figurino: todos de amarelo, alguns enrolados no lindo pendão da esperança. Na hora, levei um susto ao imaginar que nossos compatriotas que moram no Reino Unido fossem todos bolsonaristas. Por ingenuidade ou malícia, o capitão pareceu achar a mesma coisa. Tanto é que, sentindo-se elevado às nuvens, fez discurso de improviso. Inflamado, acusou antecipadamente o TSE de fraude caso ele não vença no primeiro turno.

Após reflexão, percebi que minha primeira impressão estava errada. Nós, brasileiros do exterior, não lemos todos pela mesma cartilha. Aqueles que vociferaram na tranquila manhã londrina, em pleno período de luto e recolhimento nacional, não eram representativos da colônia brasileira. É que os não bolsonaristas – lulistas, ciristas, tebetistas, abstencionistas – aproveitaram o feriado para dormir até mais tarde. Iam lá se expor à violência gratuita de devotos ensandecidos? Ainda não enlouqueceram.

Dois dias depois, no discurso de abertura dos trabalhos na ONU, o capitão teve grande oportunidade de redimir-se. Mas subiu ao púlpito e não decepcionou: leu um texto com algumas platitudes e muitas inverdades. Descreveu um Brasil de folheto turístico, de deixar o País das Maravilhas com inveja. Achei até que, ao final da fala, a plateia se fosse levantar em peso para precipitar-se ao consulado do Brasil para solicitar um visto de permanência. Conhecendo o capitão, ninguém se levantou.

Ao fim e ao cabo, Bolsonaro perdeu excelente oportunidade de dar uma trégua aos eleitores que pretende conquistar. Desaparecer do cenário por alguns dias teria sido bom para sua campanha, visto que não proferiria as habituais ofensas que freiam sua subida nas pesquisas. Só que, mesmo no exterior, ele persistiu em deteriorar a própria imagem. Foi jogo de resultado zero.

Tout ça pour ça? Manda outra, capitão! Com essa, vosmicê deu com os burros n’água.

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Fabio Ortiz Jr. ; posso discordar dos tres últimos parágrafos?

O Brasil e a hora da verdade (59)

Correio da Serra, Santo Antonio do Pinhal, SP, Set 2022

Diário do fim d(e um)o mundo (28)

Chegou a hora da verdade. De fato várias delas, verdades e horas.

Este último artigo antes das eleições gerais de 2022 no Brasil (presidência, governos de estado, senadores, deputados federais e deputados estaduais) traz à minha mente antigas recordações e alguma urgência.

A cena é clássica, seja “vivida” nos pesadelos humanos (o início da minha adolescência foi povoado por eles), seja verificada na realidade como já o foi por tanta gente.

Estamos encalhados no cruzamento da ferrovia. Ao longe, o trem se aproxima, seu barulho num crescendo natural. Como reza o protocolo, sua locomotiva soa o apito, avisando da aproximação.

Na plataforma da estação alguns, dentre os muitos que ali esperam, começam a ficar apreensivos. O carro não dá sinais de conseguir se mover, seus ocupantes se esforçam e se angustiam (em meus pesadelos eu estava sempre a pé e só, paralisado sobre os trilhos).

Dentre os que observam, alguém poderá dizer-se ‘otimista’, pois “é claro que o carro conseguirá sair a tempo dos trilhos”; já outro alguém seria um ‘pessimista’, pois “é evidente que o carro e seus passageiros serão esmagados”.

O fato é que o carro está encalhado, sem força pra mover-se, e o trem já se aproxima com uma inércia tal que não conseguirá frear, ainda que o maquinista seja um ser responsável e não um psicopata.

Conheço as palavras ‘otimista’, ‘pessimista’ e seus respectivos significados. Na vida adulta deixaram de fazer parte do meu vocabulário, pois diante da realidade não têm significado prático algum, já que revelam apenas uma aposta, talvez algum desejo.

Carro encalhado no cruzamento versus trem que não vai frear: aqui não é possível brincar a respeito de “quem vai desviar primeiro”…

O trem vindo na linha, o carro enguiçado no cruzamento, diagnóstico da situação feito e prognóstico delineado: qual a ação possível e necessária?

Do carro alguns saíram para empurrá-lo, mas há outros lá dentro que não conseguem se mover sozinhos. Ainda que saíssem, a colisão poderia tombar o trem.

Qual a ação que impedirá o desastre?

Entre os observadores na plataforma há algumas autoridades. Poderão promulgar uma “lei que obrigue o trem a parar”, sobrepujando as leis da Física? Poderá dali um líder religioso fazer o carro “se mover em nome de Deus”? Poderá boa parte da plateia fechar os olhos, revogar a realidade e dizer que “aquilo não está acontecendo”?

A esta altura você, leitor, leitora, já sabe com certeza qual é a única ação salvadora. E ela já está acontecendo.

Com você, várias daquelas pessoas na plataforma, não sendo ‘pessimistas’ nem ‘otimistas’, mas sim realistas (no sentido de compreenderem os fatos e agirem de acordo), se anteciparam e correram a ajudar os que tentavam desencalhar o carro para longe dos trilhos e do desfecho fatal. Essa força e lucidez, reunidas, fizeram a diferença.

Não será difícil perceber que só é possível compreender o rumo que nossa vida toma se compreendermos o lugar e o tempo onde ela se dá.

Sem compreender sua história – a história de sua cidade, a história da região, do país onde a cidade está, a história do continente, do mundo em que este país está –, sem alcançar isto, continuaremos a servir de pasto fértil para falsos líderes, exploradores da fé, rachadinhas, orçamentos secretos, milícias, “juizticeiros”, vendilhões da pátria, propaganda travestida em “notícia”, mentiras, ignorância, fome, miséria, ódio, violência.

Continuaremos no inferno como gado assolado por demônios, no caso do Brasil, ou como bucha de canhão num moedor de carne, caso de Ucrânia e Europa.

Recomendo enfaticamente que você comece (se é que já não o fez) a estudar a história de todos nós, que é também a história de sua vida.

De qualquer maneira, estarei aqui para ajudar na medida de minhas forças e conhecimento, como venho fazendo neste jornal desde 2005.

A exemplo dos pesadelos, só temos duas opções para nos libertarmos: reunimos nossas melhores forças e, mesmo no sonho, enfrentamos o bicho; ou então acordamos e agimos.

Estamos a poucos dias do primeiro passo ao nosso alcance para começarmos a mudar o rumo. E será apenas o primeiro passo de uma longa jornada: é preciso que a eleição da aliança progressista liderada pela chapa Lula-Alckmin seja logo definida de forma categórica, irrefutável, no primeiro turno.

Mais: basta olhar para os últimos anos desde 2013 para que se compreenda a necessidade absoluta de elegermos um congresso (Senado e Câmara Federal) que esteja à altura deste projeto de recuperação do Brasil. Sem isto, nada feito.

Mais ainda: é preciso garantir a posse e o pleno exercício deste poder renovado eleito. É preciso que isto se dê como um processo de educação nacional para que nunca mais os retrocessos vistos e sofridos se repitam em nossa história.

Há mudanças geopolíticas gigantescas em curso.

Tradução em miúdos: estamos dando adeus a mais de 500 anos de exploração do mundo pelas potências que tiveram origem na Europa do século 15.

Portugal e Espanha, logo seguidas por França, Inglaterra, Holanda, Itália, Bélgica e Alemanha, exerceram sua sanha colonialista, escravocrata, extrativista e imperialista por praticamente todo o mundo, no que foram sucedidas ao longo do século 20 pela frenética exploração imperialista dos EUA, a ex-‘ditadura perfeita’ que, após reinar absoluta desde 1990, hoje se desmantela a olhos vistos.

Na história humana nenhuma queda de império foi algo “bonito de se ver”: muita dor é condensada, muita gente morre, a miséria torna-se insuportável, a fera enlouquecida não poupa ninguém.

Mas enfim um novo poder se eleva, um novo mundo se torna possível e se realiza.

É até emblemática a morte da rainha Elizabeth II neste momento mundial (em 1968 a vi em pessoa desfilando em frente ao meu colégio).

É toda uma concepção de mundo, caduca, cheia de pompa artificial, mas bem planejada em seus fins, que se vai. O mundo está enfim se despedindo da perversa hegemonia anglo-saxã.

Observe fatos: olhe uma representação do mundo, do planeta Terra, olhe um mapa-múndi.

Se puder, olhe o Google Earth para uma visão mais realista.

Qual a maior porção de terra? Onde estão mais de 50% da população mundial?

Qual a maior porção de riquezas naturais? Onde estão as maiores fontes de energia?

Que países têm apresentado o maior desenvolvimento no século 21? Onde estão as principais iniciativas políticas, econômicas nestes últimos 20 anos?

Que países estão propondo e executando programas de desenvolvimento conjunto, um futuro compartilhado em benefício de todos e sem interferências internas nos destinos dos povos?

A estas e muitas outras boas perguntas a resposta é: Ásia.

Voltaremos a isto após as eleições.

Peut être une image de texte qui dit ’Brasil 2015, 2016, 2017, 2018... 2022: entre o trem desgovernado assalto ao trem pagador’

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Cissa comemora a Primavera…

mas aqui é o Outono…

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Dalton Sala

PEQUENO POEMA EM PROSA 

Hoje eu vi um homem feliz: foi bem assim: eu estava saindo de casa, trocando as sombras do saguão do prédio onde moro pela luz do sol pleno da avenida São Luiz no centrão de São Paulo ao meio da tarde e, justo quando eu estava abrindo a porta, ele passou na minha frente: careca, africano, uma beleza de ser humano: um negro alto, forte, retinto, cor de ébano, físico bem feito e andar gingoleante, esbanjando saúde: eu saí na rua um pouco atrás dele e fui andando e observando o crioulo bulindo com todos que passavam e eu achei que ou era maluco ou que estava bêbado ou drogado (o centro da cidade de São Paulo está cheio disso e eu já ando prevenido)… e vinham vindo três policiais militares armados e de cara feia e o negão foi direto para eles e eu pensei: lá vem encrenca e da grossa… mas não veio: o nego buliu, os policiais sorriram e aí eu entendi: nem maluco, nem bêbado e nem drogado: ele estava apenas feliz – coisa rara, muito rara no centro da cidade de São Paulo – e seguia em frente brincando e arreliando todo mundo e eu atrás dele só olhando, pois íamos na mesma direção e quando cheguei na estação de metrô da praça da República esquina com a rua Sete de Abril, mesmo ao lado do Instituto de Educação Caetano de Campos, o homem feliz que tinha chegado um pouquinho antes de mim já estava dançando solto na porta de uma loja que tinha uns autofalantes irradiando música para atrair clientela; e o negão dançava e dançava bem e dançava com toda vontade e eu parei e fiquei olhando um tempinho e depois desci as escadas do metrô em direção ao que eu devia fazer e ele ficou lá dançado contente da vida e eu segui meu caminho feliz porque havia visto um homem feliz.

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Mensagem de Paulo Cardim pelos 97 anos da Belas Artes

Olá, #TimeBelasArtes,  

Somos pioneiros nas áreas da Economia Criativa há 97 anos e, juntos, formamos cidadãos para um novo mundo. Um mundo em que é preciso aprender a aprender sempre, e que somos protagonistas da nossa própria história.  

Para celebrar, convidamos você para dois momentos muito especiais, o Creative Day Edição de Aniversário e para as aberturas das Exposições Des-Modernidades, do Prof. Marcos Lopes, e Modernismo no Acervo MUBA.  

Abertura exposições: 23 de setembro na Belas Artes Vila Mariana, às 20h 
Creative Day: 21 a 23 de setembro   
PROGRAMAÇÃO CREATIVE DAY 👇
QUAL ARQUÉTIPO VOCÊ VIVE?   Nesta oficina com a Prof.ª Fernanda Zerbini, você vai perceber que temos arquétipos diferentes para cada contexto. Venha para esta oficina teatral e arquetípica.  Data: 21/09/2022 
Horário: 19h00 as 20h00   
Unidade: Campus – Vila Mariana   Inscreva-se!COLORAÇÃO PESSOAL  Ministrado pela Prof.ª Adriana Masili, esse workshop é voltado para o universo cromático, você vai aprender teoria, psicologia, dimensão das cores e suas características. Data: 22/09/2022 
Horário: 19h00 as 20h00   
Unidade: Campus – Shopping Cidade jardim  Inscreva-se!
METAVERSO  Ministrado pelo Prof. William Castro,  via Zoom. Nesse encontro vamos debater a respeito da tênue fronteira entre o mundo digital, o mundo real e as relações efêmeras que cercam estes dois âmbitos.  Data: 22/09/2022 Horário: 19h00 as 20h00Unidade: Sala Zoom  Inscreva-se!FOTOGRAFIA DE MODA Ministrado pelo Prof. Vanilson Coimbra, o workshop traz reflexão sobre a imagem de moda atual e o diálogo com o consumidor do futuro. Além, da exposição de fotos dos alunos dos cursos livres de fotografia e de editorial de moda. Data: 23/09/2022 Horário: 15h00 as 16h00Unidade: Campus – Vila Mariana  Inscreva-se!
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Vera Lucia posa com a bandeira do Brasil numa época sombria da nossa terra

A foto foi encontrada na pg Facebook da nossa colega, mostrando uma imagem controvertida,quando o ensino oficial era obrigado a “comemorar” a Revolução de 64.

Espero que nossa bandeira represente novamente o orgulho da brasilidade e volte aos céus quando o Brasil realmente tiver condições morais de poder fazê-la subir através do pendão da esperança.

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José Horta Manzano

Darwinismo social

José Horta Manzano

Semana passada, o Estadão publicou editorial intitulado Darwinismo Social de Bolsonaro.  Me pareceu excelente definição do modo malvado e mesquinho com que o capitão espezinha as camadas mais humildes da população. É aporofobia(*) pura exercida por um indivíduo de espírito fundamentalmente escravagista.

O Darwinismo Social é doutrina impiedosa, que não cabe em nosso modelo ocidental de democracia. É parente próximo do Eugenismo, que preconiza o abandono – ou até a eliminação – dos elementos mais frágeis da sociedade.

A amputação de 60% da verba destinada ao programa Farmácia Popular está em perfeita sintonia com a ideologia bolsonárica: vence o mais forte, os fracotes que se lixem.

Na mesma linha está o veto presidencial do aumento da verba para a merenda escolar – que está congelada há 5 anos (1 ano de Temer mais 4 do governo atual).

Em numerosas ocasiões, especialmente nos momentos mais agudos da pandemia, Bolsonaro deixou claro seu desprezo pelos cidadãos que mostravam ter medo de apanhar a doença. Caçoou dos que morriam de falta de ar. Tratou de maricas os que se vacinavam. Exortou o bom povo a deixar de lado a vacina e optar pela cloroquina.

São gestos que casam com a doutrina do super-homem e da vitória dos mais fortes em detrimento dos mais fracos, exatamente como na selva de Tarzan. Não há pensamento mais tóxico e mais explosivo para tornar inviável a convivência num país tão desigual como o nosso. O “pensamento” bolsonárico é poderoso freio a nosso avanço no processo civilizatório.

Um dos sinais mais significativos da transformação de uma sociedade primitiva em uma sociedade avançada e democrática é justamente o cuidado dedicado a seus membros mais frágeis. No caso do Brasil, a franja vulnerável é constituída pelos miseráveis, pelos famintos, pelos menos favorecidos, pela infância, pelas minorias étnicas e raciais. São justamente os que precisam da merenda escolar e da Farmácia Popular.

Cortar verbas que deveriam ser dirigidas aos que vegetam nas bordas da nação equivale a arremessar esses indesejáveis ao mar e seguir o barco. Cada ato emanado desse governo vem encharcado de injustiça.

É inacreditável que um em cada três eleitores ainda apoiem a reeleição desse indivíduo. Me recuso a acreditar que um terço dos brasileiros concordem com esse Darwinismo Social. Acho que eles, principalmente os que se consideram cristãos, não entenderam o que está ocorrendo.

(*) O termo aporofobia define o ódio e o repúdio à pobreza e aos pobres.

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