Paulo Cardim: não à burocracia

Blog da Reitoria nº 475, 22  de fevereiro de 2021

Por Prof. Paulo Cardim

“Ensinar exige rigorosidade metódica” (Paulo Freire)

“Avaliar também” (Paulo Cardim)

Hierarquia é definida, em vários dicionários, como organização fundada sobre uma ordem de prioridade entre os elementos de um conjunto ou sobre relações de subordinação entre os membros de um grupo, com graus sucessivos de poderes, de situação e de responsabilidades.

No âmbito militar, a hierarquia é indispensável à coesão das corporações. Na área civil a hierarquia continua sendo a mesma das instituições militares, mas nem sempre é seguida, em especial, na área pública. Nas organizações da livre iniciativa, até nas que usam a administração horizontal, a hierarquia permanece, com a clara definição de atribuições e responsabilidades, mesmo quando acontece a delegação de competência. A administração horizontal elimina a burocracia, mas não a hierarquia.

Empowerment, fortalecimento ou empoderamento, em uma tradução livre, tem sido abordado, por alguns autores, como uma alternativa à hierarquia, quando se pensa na rígida hierarquia militar. Na área pública, a delegação de competência depende, necessariamente, de autorização legal. No setor da livre iniciativa essa delegação deve ser prevista em documento interno: contrato, protocolo, estatuto, regimento ou similares.

Para Luiz César Araújo, em Gestão de pessoas (São Paulo: Atlas, 2006, p. 241), hierarquia é definida como a “criação ou o fortalecimento do poder decisório nas mãos das pessoas da organização. Pretende-se com a tecnologia, portanto, conceder às pessoas oportunidades de participarem ativamente do processo de tomada de decisão (e, também, decidirem)”. As tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs) oferecem inúmeros instrumentos que podem viabilizar uma gestão desburocratizada. A tomada de decisão pode passar, com a velocidade desses instrumentos, por vários setores da organização em poucos segundos. A análise dos setores envolvidos, dependendo do grau de dificuldade na solução dos problemas, pode ser rápida e segura. Se um empregado ou agente público leva ao seu superior hierárquico um problema e não apresenta a solução ele, na realidade, é parte do problema.

A Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal, aplicável a todos os Poderes da União ‒, Legislativo, Executivo e Judiciário ‒, define como deve ser exercida a função de agente público. Segundo o art. 2º dessa lei, a “Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência”. Esse dispositivo se aplica, portanto, nos atos de delegação de competência e do exercício desta. Outros dispositivos definem as regras para a delegação de competência na Administração Federal:

Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos.

Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial.

Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes.

Art. 13. Não podem ser objeto de delegação:

I – a edição de atos de caráter normativo;

II – a decisão de recursos administrativos;

III – as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.

Art. 14. O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial.

§ 1º O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos, os limites da atuação do delegado, a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível, podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada.

§ 2º O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante.

§ 3º As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado.

Independente de pública ou da livre iniciativa, qualquer membro de uma organização deve ter presente a satisfação do cliente ‒ na área pública, os administrados, o povo enfim; na área privada, o cliente, sempre; nas instituições de ensino, os estudantes e seus responsáveis.

Disciplina, competência, independência intelectual e autorrespeito são elementos indispensáveis à hierarquia e à delegação de competência. Abraham Lincoln (1809/1865), um dos presidentes dos EUA mais sérios e dignos do cargo, afirmava que “o auto-respeito é a raiz da disciplina; a noção de dignidade cresce com a habilidade de dizer não a si mesmo”. Esses valores têm realce nesta era, em que a chamada Revolução Industrial 4.0 está sendo desenvolvida vertiginosamente, como marca deste século 21.

“Dizer não a si mesmo” dá dignidade a quem exerce funções públicas e nas organizações da livre iniciativa. Na área pública, infelizmente, há um desprezo ou relaxamento à Lei. Na área privada, com mais liberdade para reduzir a burocracia ao mínimo possível, já sentimos a evolução para o empreendedorismo. E a delegação de competência insere-se nessa área.

HIERARQUIA E DISCIPLINA ‒ SIM; BUROCRACIA ‒ NÃO!

“É mais fácil governar um povo culto, cioso de suas prerrogativas e direitos, que tem nítida a compreensão de seus deveres, que um povo ignaro, indócil, sem iniciativa e inimigo do progresso”.

“O papel da instrução é preparar e formar homens capazes e úteis à sociedade; o papel do governo é fornecer meios fáceis de se adquirir a instrução, disseminando escolas e patrocinando iniciativas boas confiadas à competência e ao amor de quem promove   tão nobilitante tarefa”.

Prof. Carlos Alberto Gomes Cardim

Diretor da Escola Normal Caetano de Campos

Educador e Inspetor de Alunos, 1909

Irmão do fundador do

Centro Universitário Belas Artes de São Paulo

Pedro Augusto Gomes Cardim.

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Poema da caetanista Marly (Vignoli) Lamarca

Esse poema faz parte de uma antologia:

Nossa colega caetanista sobe seus degrauzinhos a cada dia que passa…

Afinal, o que ela faz é obedecer à dona Therezinha, que a criou para que ela chegasse ali onde Marly se encontra!

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Myrthes Suplicy Vieira

Conversa franca ao pé do ouvido com o presidente do
Clube Militar

Prezado general,

Li com surpresa e um tantinho de preocupação suas reflexões sobre o caso do deputado Daniel
Silveira. O senhor faz uma série de questionamentos sobre o que acredita ser um viés do STF
ao julgar a fala do deputado bolsonarista como crime inafiançável, em contraste com a inação
do mesmo tribunal diante dos pronunciamentos de políticos e jornalistas “de centro
esquerda”.


Um ponto em especial chamou minha atenção – o de número 6 – e é sobre ele que quero
comentar, agregando minhas próprias reflexões. Nele, o senhor indaga literalmente: “Por que
os ilustres ministros do STF pensam que apoiar o regime militar que foi instaurado a partir de
1964 é crime, quando uma grande parcela da população tem saudades daquela época?”.


Para começar, considero verdadeira sua afirmação de que uma parcela da população brasileira
vem manifestando há cerca de 2 anos o desejo de retorno ao regime militar de exceção. É
inegável que uma série de manifestações de rua foram feitas nesse sentido, algumas até
mesmo bastante agressivas, explicitamente apoiando o fechamento do Congresso Nacional e
do Supremo Tribunal Federal e pedindo a volta do Ato Institucional nº 5.


O problema, neste caso, não é a meu ver decidir se esse sentimento é legítimo ou não, mas
sim saber determinar com precisão o tamanho dessa parcela. Não sei quais critérios o senhor
utiliza para chamá-la de “grande” ou de “boa parcela da população”, como divulgado por
alguns órgãos de imprensa. Sejam eles quais forem, no entanto, é preciso examinar com mais
cuidado as verdadeiras dimensões do fenômeno.


Tomando por base uma pesquisa Datafolha de junho de 2020, sabemos que, na visão de 78%
dos brasileiros, o regime militar constituiu-se claramente como uma “ditadura” – uma vez que
foi exatamente através da decretação do AI-5 que o poder executivo de então determinou o
fechamento do congresso e suspendeu as garantias constitucionais. E, segundo a Constituição
de 1988 – que, diga-se de passagem, o presidente da república jurou defender, assim como os
militares a ele subordinados – são crimes previstos: promover a insurreição armada contra os
poderes do Estado, atentar contra o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do
Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação”.


Além disso, essa mesma pesquisa mostrou que, há menos de um ano, um número recorde de
75% de brasileiros dizia apoiar a democracia e apenas uma minúscula parcela de 10%
considerava a ditadura “aceitável”. Se essas contas estiverem corretas, como parecem estar, é
logicamente inevitável concluir que restariam apenas 22% de brasileiros comungando do
entendimento de que o regime militar fundou a democracia tal qual a conhecemos hoje – e,
mais importante, uma parcela que, por nenhum critério quantitativo, poderia ser chamada de
“grande”. Da mesma forma, se apenas 10% da população considerava então a ditadura
aceitável, parece pouco provável que um segmento maior do que esse sinta hoje efetivamente
“saudades” daquela época.

Assim, desculpe a franqueza, general, a resposta que o senhor buscava nesse quesito é
simples: os ministros do STF não pensam que se trata de um crime; eles têm certeza disso,
ancorados no texto constitucional. Permitir que esse grupo minoritário e seus representantes
políticos continuem a tentar impingir sua visão a respeito do regime político-institucional ideal
à expressiva maioria da população que pensa diferente seria um contrassenso. Não há,
portanto, caro general, sentimento popular saudosista nenhum que subsista à tese de
inconstitucionalidade da proposta. Quaisquer apoiadores de um novo golpe militar, sejam eles
congressistas ou cidadãos comuns, precisam consequentemente, ser impedidos legalmente de
dar voz ao arbítrio – sob pena de serem incursos na Lei de Segurança Nacional. Veja só a
ironia, general, um instrumento emprestado da própria ditadura, que é válido até hoje.


Não lhe parece estranho ainda que tanto o deputado Daniel Silveira quanto o próprio
presidente da república, democraticamente eleitos pelo voto popular, aproveitem-se de sua
pretensa “liberdade de expressão” para fazer seguidos pronunciamentos contra a mesma
democracia que os elegeu? Ou que um deputado federal que argumenta com tanto fervor que
o STF “não serve para p***a nenhuma” apele para as cláusulas de liberdade de expressão e
imunidade parlamentar, ambas existentes apenas no âmbito da democracia e do estado de
direito, para não ser punido?


Precisamos ainda, general, analisar qual é o perfil exato dessa parcela da população, seja ela
grande ou pequena, que sente saudades dos anos de chumbo. Minha experiência anterior com
pesquisas de opinião pública dita que estamos provavelmente falando de cidadãos
pertencentes à classe média e média alta, empresários e profissionais liberais, todos
ideologicamente alinhados com partidos conservadores (de centro, centro direita ou extrema
direita) e mais velhos (acima dos 50 anos), que se beneficiaram de alguma forma com o regime
de exceção. Digo isso porque me parece que o restante da população, em especial as pessoas
pertencentes aos estratos socioeconômicos mais baixos, está tão às voltas com a necessidade
de garantir sua própria sobrevivência que devem ignorar as consequências factuais da troca da
democracia pela ditadura, assim como o impacto que esses conceitos exercem sobre sua
qualidade de vida.


Falando nisso, prezado general, quais seriam os benefícios reais que a intervenção militar e a
volta do AI-5 trariam aos brasileiros neste momento? Na sua visão, haveria maior geração de
empregos, redução do custo de vida, melhorias na infraestrutura de serviços, facilitação do
acesso à educação, saúde e habitação, combate mais efetivo e rápido à pandemia de
coronavírus, menos corrupção, mais segurança? Honestamente, a julgar pela atuação média
dos atuais militares à testa de ministérios e empresas estatais, parece-me pouco provável que
eles fossem efetivamente implementados.


O único “benefício” que consigo deduzir da volta desejada da ditadura seria o de retirar desse
estrato da população a angústia de ter de fazer escolhas. Afinal, haveria sempre um grande
pai, um pastor, um guia iluminado a lhes dizer o que é melhor para suas vidas, o que devem ou
não devem fazer e pensar, as fontes de informação mais fidedignas que deveriam consultar, o
tipo de educação a dar a seus filhos, etc. – o que representaria, sem dúvida, para eles uma
enorme e gratificante sensação de alívio.


Finalmente, caro general, ainda que mal lhe pergunte: que tipo de apoio internacional o
senhor crê que o Brasil receberia caso o novo golpe militar venha a acontecer de fato? Em
1964, o país ainda podia ser considerado uma ilha de prosperidade isolada dos desafios do resto do mundo, sabíamos que podíamos contar com o apoio e o incentivo entusiasmado dos
Estados Unidos e ainda prevalecia entre nós o medo do comunismo – mas agora???

icrei.fr

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Dona Clarinda enviou-nos esta foto de classe

Foto de classe de Nina Maria Cerqueira Leite – professora Clarinda Mercadante

Parece ser uma imagem do ano 1962.

Pelo que li, a professora tem boas recordações da turma e eu, olhando essas carinhas penso estar sentada ali;porém, não estava, pois em 65 terminei a 4a série do ginasial.

Classes numerosas, nunca apresentando dificuldades no quesito comportamental; meninas que hoje são senhoras da minha idade, quem sabe mestras, mães ou avozinhas; talvez cursaram biologia, impregnidas pela personalidade de Clarinda… Vai saber?!

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José Horta Manzano – do BrasilDeLonge

O distinto leitor há de se lembrar daquele obscuro senador flagrado em outubro passado com cédulas de dinheiro encafuadas na cueca e enfiadas naquele lugar onde, em princípio, se costuma inserir supositório. Um senador da República (como é mesmo o nome dele?) devidamente eleito para representar de seu estado!

Ressalte-se que, à época, foi revelada a suspeita de ser ele chefe de um bando criminoso, autor de ‘desvio’ (=roubo) de recursos públicos da Secretaria da Saúde de Roraima. Da Saúde! De Roraima!

Na época, subitamente acometido do decoro que lhe havia faltado ao preparar as notas para o transporte, pediu afastamento das funções. A velhinha de Taubaté acreditou que ele não voltasse mais. Qual o quê! Só tinha se escondido por algum tempo pra esperar baixar a poeira. O homem está de volta pra enriquecer o Senado da República com sua nobre presença.

Notas devidamente preparadas para transporte

No Brasil, o caradurismo está se tornando atitude corriqueira. Dá pra desconfiar que não é de hoje que isso acontece, visto que nossa língua tem um balaio de termos que, de perto ou de longe, se aproximam da expressão cara de pau. Vai aqui uma listinha (não exaustiva) com mais de 40 palavras. Pra facilitar a conferência, pus em ordem alfabética.

arrogante
atirado
atrevidaço
atrevido
audacioso
audaz
cafajeste
caradura
cara-lisa
cara-seca
cínico
debochado
desabrido
desabusado
desaforado
desavergonhado
desbriado (=sem brios)
descarado
desembaraçado
desfaçado (=dado à desfaçatez)
deslavado
despejado
despudorado
destravado
desvergonhado
devasso
escandaloso
folgado
imoral
impertinente
impudente (=sem pudor)
impudico (=sem pudor)
indecente
indecoroso
insolente
irreverente
ousado
petulante
procaz (importação direta do latim)
protervo (importação direta do latim)
safado
sem-vergonha
sórdido
sujo

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MÁRIAN BATTISTELLA

                  FACE ENIGMÁTICA

                   (Soneto Clássico)

Quem trabalha em tua face enigmática?

Quem a esculpiu tão fria de sentimentos?

Tão empedernida, dúbia e sorumbática…

Quem a enrijeceu, provocando-me tormentos?

.

Na linha de frente, ambição pervertida

marcou teu semblante, teu olhar que desvias

do foco que evitas, pois na tua vida

domina a avareza que tanto aprecias.

.

Do teu visual deverias cuidar-te,

embora eu pressinta que nesta encarnação

pouco ou quase nada surtiria efeito.

.

És insensível à literária arte,

e espírito retrógrado, sem noção,

em tua face opera somente o imperfeito.

Rasputin

MAGISTER DIXIT  –  O  MESTRE  DISSE
                 (Soneto Clássico)
     Ao  Mestre  GERALDO TOLOSA
 
Em aprazíveis dias, não a Faculdade,
mas um conjunto locado na São Bento,
frequentei, apóstola da fidelidade
aos meus sonhos de maior merecimento.
 
Lá, com empenho, uma turma agregou-se
para assimilar o ensino com critério
de quem para o Direito consagrou-se,
por seu vocacionado magistério.
 
Magister dixit, na  primeira preleção,
o que esclarece, instiga e impressiona,
pois abordou o tema “evolução”.
 
Ninguém evolui se não  desenvolver
as fases do método que proporciona,
disse o mestre, como se auto conhecer.
biblioteca.ibge.gov.br

bibliomania-divercidades.blogspot.co

MÁRIAN BATTISTELLA

Poetisa, Trovadora, Haicaísta, Caetanista (IECC)

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Paulinho Schiesari – com ou sem acento

https://brainly.com.br/tarefa/32441248

PORTUGUÊS NÃO É PARA AMADOR

“Um poeta escreveu: Entre doidos e doídos, prefiro não acentuar.
Às vezes, não acentuar parece mesmo a solução.
Eu, por exemplo, prefiro a carne ao carnê.
Assim como, obviamente, prefiro o coco ao cocô.
No entanto, nem sempre a ausência do acento é favorável…
Pense no cágado, por exemplo, o ser vivo mais afetado quando alguém pensa que o acento é mera decoração.
E há outros casos, claro!
Eu não me medico, eu vou ao médico.
Quem baba não é a babá.
Você precisa ir à secretaria para falar com a secretária.
Será que a romã é de Roma ?
Seus pais vêm do mesmo país ?
A diferença na palavra é um acento; assento não tem acento.

Assento é embaixo, acento é em cima.
Embaixo é junto e em cima separado.
Seria maio o mês mais apropriado para colocar um maiô ?
Quem sabe mais entre a sábia e o sabiá ?
O que tem a pele do Pelé ?
O que há em comum entre o camelo e o camelô ?
O que será que a fábrica fabrica ?
E tudo que se musica vira música ?
Será melhor lidar com as adversidades da conjunção ”mas” ou com as más pessoas ?
Será que tudo que eu valido se torna válido ?
E entre o amem e o amém, que tal os dois ?
Na sexta comprei uma cesta logo após a sesta.
É a primeira vez que tu não o vês.

Vão tachar de ladrão se taxar muito alto a taxa da tacha.
Asso um cervo na panela de aço que será servido pelo servo.
Vão cassar o direito de casar de dois pais no meu país.
Por tanto nevoeiro, portanto, a cerração impediu a serração.
Para começar o concerto tiveram que fazer um conserto.
Ao empossar, permitiu-se à esposa empoçar o palanque de lágrimas.
Uma mulher vivida é sempre mais vívida, profetiza a profetisa.
Calça, você bota; bota, você calça.
Oxítona é proparoxítona.

Na dúvida, com um pouquinho de contexto, garanto que o público entenda aquilo que publico.
E paro por aqui, pois esta lista já está longa.
Realmente, português não é para amador!”

Se você foi capaz de ENTENDER TUDO, parabéns!! Seu português está muito bom!

Maravilha! Sensacional! Do site portugueselegal.com.br

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O ieccmemorias.wordpress.com recomenda livro de Modesto Carvalhosa

Prezados,


O livro “Uma nova constituição para o Brasil: de um país de privilégios para uma Nação de oportunidades”, de minha autoria, publicado pela Editora LVM, mostra que as crises políticas que se sucedem no Brasil devem ser debitadas a uma estrutura de Estado que nos leva à permanente insegurança jurídica e ao descrédito institucional, acarretando um atraso social que nos coloca sempre nos piores índices de desenvolvimento humano e educacional e numa decadência econômica a olhos vistos, decorrente da recessão ou dos baixíssimos índices de crescimento.


No Brasil, o Estado é hegemônico. Essa dominação é fundada numa oligarquia que tem como instrumento a Constituição de 1988, que outorga privilégios institucionais à classe política e ao estamento burocrático, em detrimento daqueles que trabalham e empreendem no setor privado.


Este livro é a forma que encontrei de dizer o quanto quero bem à nossa terra e à nossa gente. Espero que este esboço de constituição receba a sua prestigiosa análise e seja discutido por diversos setores da sociedade.


Já está disponível nas seguintes livrarias:


MARTINS FONTES: https://www.martinsfontespaulista.com.br/uma-nova-constituicao-para-o-brasil-932904/p

LIVRARIA DA VILA: https://www.livrariadavila.com.br/nova-constituicao-para-o-brasil-uma-728067/p?idsku=728067

LIVRARIAS CURITIBA: https://www.livrariascuritiba.com.br/uma-nova-constituicao-para-o-brasil-lv471359/p?idsku=429218

LIVRARIA CULTURA: https://www3.livrariacultura.com.br/uma-nova-constituicao-para-o-brasil-de-um-pais-de-privilegios-para-uma-nacao-de-oportunidades-2112283227/p

AMAZON: https://www.amazon.com.br/nova-constitui%C3%A7%C3%A3o-para-Brasil-Oportunidades/dp/6586029236


Cordial abraço,


________________________________
Modesto Carvalhosa

istoe.com.br

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Lembrança de um autor precioso do caetanista Mário Sérgio Loschiavo

Nunca fui CDF e tenho sérias resistências aos acadêmicos e ao academicismo, mas vi no jornal do dia 15 de fevereiro de 2021,algumas linhas sobre a morte de um autor, que me acompanha desde o primário na Caetano de Campos e que eu nem sabia que ainda estava vivo.

Por motivos que não sei explicar, ano passado, comprei o mesmo livro em sua versão revisada.

Valeu Domingos Paschoal Cegalla e sua Novíssima Gramática que me fez entender a diferença entre aposto e vocativo.

“Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão”.(Art.19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 10 de dezembro de 1948).– citação de D.P.C. no http://ricardorcavalcanti.blogspot.com/

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Renato Castanhari Jr. – Quarta-feira de Cinzas

Quarta-feira de Cinzas, que se esfarelou sob os pés dos passistas que só andaram pela casa, não teve samba na avenida, alegria contida, só o vírus desfilou neste carnaval de iras. Fantasia? Só das coisas mudarem, melhorarem, mas está mais para a grande ilusão de carnaval. E se acabar na quarta-feira. O Cordão do Bola Preta perdeu pro Bloco da Fase Vermelha. Na Marquês de Sapucaí o desfile de poucos carros, nem um pouco alegóricos, sem camarotes, nem famosos, só mestre sala, quarto, cozinha e banheiro. Nada do Galo da Madrugada, nem do Olodum, nem do abre alas, quem passa está de máscara, negra, branca, azul, quando está. E as pastorinhas? O arlequim está chorando e não é pela colombina. A gente sabia que seria um novo ano, igual na dificuldade de ir e vir, de conseguir emprego, serviço. Igual em pedir um dinheiro aí. Igual em ver político fazendo politicagem. E sapo de fora chiando. A mesma merda, mudam os sapos. Mas sem carnaval? No país do carnaval? Não tem vacina contra isso. Um novo ano diferente, que não começa depois do carnaval, e parece não começar mais. Que acaba com a nossa paciência, que já terminou e continua terminando, como um saco sem fundo. Sem saco! De saco cheio.

E sem vacina. A vacinação que recomendava a prioridade de atender o grupo de risco, idosos e profissionais da saúde, vacina fura-filas que vão de esteticistas a professores de pilates, os mais chegados que alardeiam a conquista nas redes sociais. Nessas horas, se conclui o que os exames do dia-a-dia atestam: é mais fácil controlar as mutações e o mal causado por vírus e bactérias do que os causados por seres humanos. Mas o novo ano está aí, esperando pela fantasia, de rei, ou de pirata, ou de jardineira. Vai ter que dar, vai ter que dar. Ou não. A gente vai ter que trabalhar muito mais o ano inteiro por um momento de sonho. Com que roupa, eu vou? Até amanhã, se Deus quiser.

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