Descobrindo o Américo!

Podemos dizer que a Caetano de Campos é uma família tanto que certos colegas se casaram entre si e até os maridos de algumas estão entrando firme no blog.

Hoje recebi a carta que segue abaixo de um caetanista formado no ginasial em 1956, o Américo, a quem devo agradecer pela originalidade das fotos tomadas na escadaria e no palco do IECC, documentos que serão muito bem recebidos pelos arquivistas do CRE M.Covas.

“Prezada Wilma,

Eu sou marido da Eloísa, sua nova correspondente. Quero  lhe cumprimentar, primeiro pelo seu livro, embora não o tenha lido ainda. Vamos para São Paulo na semana que vem e a primeira coisa que faremos é comprá-lo e lê-lo. Em segundo lugar, pelo seu blog. Quantos comentários já lí. Quantos fotos me trouxeram recordações. Tenho certeza que é a oportunidade para encontros maravilhosos.

Entrei na Caetano em 1951 para cursar o ginásio e consegui a proeza de concluí-lo em 1956. Fiquei reprovado na 1ª e na 2ª séries, e na 4ª, fui para segunda época em Latim, com o Biral e em História, com o Rosolia. Na foto anexada, provavelmente de 1953, sou o mascote da Escola e carregava, orgulhoso o dístico, com o nome da Caetano. Na minha frente, nos desfiles ia somente a minha paixão oculta, a balisa, Victória Nisencwajg. Na confraternização realizada em 1997, isto foi revelado a ela, na presença da Eloísa e do marido dela. Foi muito engraçado.

Américo, o mascote da escola, normalmente carrega o dístico do IECC; foto de 1953(?) 

As grandes amizades surgiram com os colegas de classe e no Orfeão, dirigido pelo nosso padrinho de casamento, Prof. Rui Botti Cartolano. No orfeão, os encontros eram 3 vezes por semana e envolvia meninas e meninos de todas as séries. Cantamos numa missa de Páscoa, na Igreja da Consolação, tudo em Latim; na semana comemorativa do IVº Centenário da Cidade de São Paulo, na própria Caetano, com a presença do Governador Garcez; no Teatro Municipal, com a Orquestra Sinfônica, na Nuit de Bagatelle, (foto anexa) em 1956, onde também gravamos um disco com o Hino Nacional Brasileiro e o Hino a Santos Dumont. Nesse período tentei namorar com a Celise Castejon, no entanto ela se achava muito nova e não pretendia namorar. Foi uma decepção. Continuei cantando no orfeão mesmo depois de ter concluído o meu longo ginásio. Assim, participei das comemorações do Jubileu de Prata da Revolução Constitucionalista de 1932, relizada em 1957, quando comecei a namorar a Eloísa; e em agosto de 1958, quando cantamos o Hino Nacional Japonês, comemorando o Cinquentenátio da Imigração Japonesa.

Em 56, tinha muitas atividades: era da comissão de formatura; trabalhava nos bailes pró-formatura; e quase diariamente, estava às 16,30 hs. nas portas da Caetano para assistir à saida das meninas e bater-papo. Logicamente, os deveres de casa eram prejudicados. Em consequência disto, em abril, a minha 2ª época em Latim já estava decretada pelo Biral. Numa das aulas, fui chamado para fazer a análise de um trecho e falei uma grande batatada. Imediatamente ele me mandou sentar e escrever: “O NOMINATIVO É O CASO DO SUJEITO E COMO TAL NUNCA PODERÁ EXERCER A FUNÇÃO DE OBJETO DIRETO”, escreva 200 vezes para poder entrar em minha aula. Para facilitar a minha vida, contei com a colaboração de muitas meninas do orfeão, onde meu caderno circulava, até completar a tarefa.

Os professores que mais me marcaram em toda a jornada foram: Antonieta de Paula Souza, Domingos Vizioli, Eneida de Oliveira, Enio Voss, Eurico de Figueiredo, Fausto Ribeiro de Barros, Felipe Jorge, Iracema Rosa dos Santos, João da Cunha Caldeira Filho, Latife Hanse, Maria Antonieta Macuco, Maria Luiza Mistrorigo, Mário Biral, Minervina Macedo de Carvalho, Orestes Rosolia, Ramiro Catulé e Rui Botti Cartolano.

Dentre todos os colegas, alguns trazem mais recordações: Elyseu (se tornou meu cunhado), Gianesi, Maraísa, Léo, Mendelsson, Flávio Montemór, Waldir Fortes de Arruda, Waldir Cortopassi, Baléche, Celso Lerner, Cláudio Antonio, Emanuel Padilha, Francisco Sodré, Hélio Quaglia, Gualter Fontan, Bruno Rocella, Zucca, Lineu Orlandi, Maria Helena Manzano, Sérgio Buarque, Ulisses Guariba, Yara Fischmann, Aline Castejon, Wanderley Assumpção, os irmãos Aschar, Oto, Ana Maria Cruse, Isabel Cristina, Maria Helena Bresser, Paulo Machado, Barão, Sérgio de Lorenzi e outros, cujos nomes não me recordo.

1956Gostaria de entrar em contato com todos.

Abraços.

Américo.”(SALVATO)

P.S.: A foto do coral foi tirada no Teatro Municipal para a cerimônia  Nuit de Bagatelle comemorando voo do 14 BIS e Santos Dumont.

O hangar do nosso aviador encontrava-se no Parque de Bagatelle, no Bois de Boulogne.

Agradeço ao Américo pelas informações e explicações que serviram para retificar a legenda anterior que comportava erros.

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9 respostas para Descobrindo o Américo!

  1. Américo Victor Salvato disse:

    Wilma,
    O mascote sempre carregava o dístico. Já soube de outro caetanista que o transportou, provavelmente no ano seguinte. Trata-se de Humberto Migiolaro, que entrou em cantato com a Eloísa. A foto do orfeão é no Teatro Municipal, na Nuit de Bagatelle.
    Abraços.
    Américo.

  2. waldir fortes de arruda disse:

    Américo
    Eu sou Waldir Fortes de Arruda, seu colega de classe naqueles bons tempos. Entrei em
    1948 na Caetano e saí em 1959 no primeiro ano do Normal. Fui amigo de todos aqueles
    a quem você se referiu. Tenho ótimas lembranças e fotos dessa época. Em 1957 fui dire-
    tor social da comissão de formatura. Só que repeti a 4a. série. O baile foi no Aeroporto de
    Congonhas com Osmar Milani. Em 1958 fui presidente da comissão com Waldir Cortopassi,
    na Casa de Portugal com Silvio Mazuca. Abraços saudosos Waldir

  3. AMÉRICO VICTOR SALVATO disse:

    Olá Waldir! Fui ao seu baile, pois em julho de 57 começoei a namoaro a Eloísa, minha esposa, que se formou junto com você. Nos encontramos no almoço comemorativo dos 40 anos das turmas e em outra reunião só da sua turma, acompanhando a Eloísa. Foi muito bom este contato proporcionado pelo blog da Wilma, a quem parabenizo mais uma vez.
    Abraços.
    Américo.

    • waldir fortes de arruda disse:

      Oi Américo
      Aqui é o Waldir , saudoso amigo seu e de todos os demais e a quem gostaria
      de rever proximamente. Mande-me e-mail (wfarruda@yahoo.com.br) contando
      mais coisas. Abraços para Eliseu, Eloisa, e todos com quem falar.
      Abraços Waldir

  4. wilma schiesari-legris disse:

    Passarei a mensagem original ao Américo!
    abraços, wilma

  5. Fernando Amaral disse:

    Olá Wilma, tudo bem ?

    Estamos empolgados, a Roseli, eu, e outros Caetanistas, em preparar um evento para comemorar os 40 anos de formatura da turma dela no ginásio (1971).
    A medida que formos avançando te dou notícias.

    Mas o principal motivo desta minha visita é compartilhar o achado, de turma bem mais nova, que ainda não naveguei:
    http://caetanistas78.blogspot.com/2011/07/semana-caetanista-1972.html

    Abraços,
    Fernando L.M.Amaral

  6. Yara Fischmann disse:

    Olá Américo
    Sou Yara Fischmann, sua contemporânea de Caetano
    Se quiser entrar em contato comigo, meu email é yagon@webcable.com.br
    Por favor, identifique-se como “Américo Caetano de Campos ” para eu lhe conhecer
    Abraços

  7. vou mandar seus dados ao Américo; continue conosco! Abraços, wilma.

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