Meia-noite em Paris: 41.623 visitas no nosso blog!

Caros Amigos:

Novamente agradeço aos meus leitores pelo sucesso que este blog vem conseguindo, inclusive motivando outros caetanistas a manter blogs similares e até a criar eventos.
Nada seria do ieccmemorias.wordpress.com se não houvesse tantos amigos dantão e de então, com vontade de saber e com ensejo de participar deste meio de informação e de comunicação.
Não é à toa que eu também me esforço para “segurar a peteca”, buscando, pedindo, encontrando gente interessante por aqui(de passagem ou estabelecida), viajando, pesquisando e procurando as pessoas.
Quando o blog foi criado eu não imaginava a dimensão que ele teria.
Agora, assim que saio da cama, o primeiro reflexo pavloviano é o de ligar o computador para medir a temperatura das participações e ao mesmo tempo verificar se alguém teve a feliz ideia de nos mandar algo de interesse geral.
Meu arquivo de fotos ultrapassa, e de longe, o milhar; o número de comentários também chega ao milhar e todos que me são endereçados tem uma resposta personalizada.
Se não houver pelo menos uma matéria por dia, em menos de um ano chegamos a quase 400 artigos de qualidade e de tamanho diferentes, mas todos eles escritos ou transcritos com amor e dedicação: passo pelo menos 6 horas diárias pensando em vocês e escrevendo para vocês. E com que indescritível prazer de escritora!

Se as estatísticas, que hoje a esta hora indicam 262 consultas para o 31/08/11, saíram 5 horas antes que a madrugada chegue nas terras ultra-atlânticas é por uma simples razão:
Amanhã serei operada e mesmo assim providenciei um estoque de temas para o período em que estiver me recuperando. Se puder, logo na sexta-feira incluo outra matéria.
E se não o puder? Quase 61 anos, três tromboses, anestesia geral…Sejamos realistas: ninguém é indispensável e muito menos eterno!
Se eu tiver de abotoar meu blazer Yves Saint Laurent, deixei alguns dispositivos para que as coisas prossigam em boa paz:
a) designei meu grande amigo José Horta Manzano como sucessor do blog, inclusive por que ele tem todasa as ferramentas e senhas para fazê-lo; vocês verão que ele escreve melhor que eu;
b) meu computador com todos os dados devem passar às mãos deste artista, poeta e amigo para que ele tenha a tarefa facilitada;
c) tanto meu irmão(Paulo Schiesari Filho) como meu editor(Heitor Paixão- LUNA EDITORIAL) estão intimados a publicar o livro finalizado de Crônicas e Contos Crueis, com as despesas garantidas pelo meu maridão;
d) caso eu não possa lhes dedicar a obra por questões de finitude de existência, procurem-na para que tenham uma boa lembrança de mim; não quero ser esquecida pelos amigos que vocês mostraram ser nesses 11 meses e meio.
e) dia 11 de Setembro (de 2011), a mais fatídica data da História Contemporânea Mundial coincide com o primeiro aniversário do nosso Blog e até lá chegaremos às 42 mil consultas; conto com vocês!

Agora se todo esse arranjo terá sido por nada, quem sabe comemoraremos o aniversário do Blog em São Paulo, porque de todo modo terei de viajar para cuidar do segundo livro.

Abraços para todos,
Wilma
1°/09/11(aqui em Paris)

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6 respostas para Meia-noite em Paris: 41.623 visitas no nosso blog!

  1. Eloísa Maria Rocha Salvato disse:

    Não deixe de acreditar na ajuda divina e em toda corrente de pensamentos positivos, que nós seus amigos formamos. No dia 20 nos encontraremos na Caetano. Beijos, Eloísa.

  2. Acho que nos encontraremos antes para festejar o “nat” do blog!
    bjs
    wilma

  3. José H. Manzano disse:

    Querida Wilma,

    Que horror! Um ‘post’ com cheiro de epitáfio! Xô! Não vale a pena chamar desgraças, elas se encarregam de vir sozinhas. Quando bem entendem, evidentemente.

    Talvez a estas alturas você já esteja “passando sur le billard”(1) e só possa reintegrar nosso mundo daqui a algumas horas. Espero sinceramente que, assim que se dissipem os vapores que a anestesiam, você se palpe e descubra que, goste ou não, ainda lhe falta percorrer um bom trecho de caminho neste ‘vale de lágrimas’.

    Não sei quanta estrada ainda temos pela frente — nem gostaria de ter essa informação, para ser sincero. Como você bem sabe, tenho alguns aninhos mais que você e, como todo mortal, aqueles achaques que só quem já experimentou as delícias da “melhor idade” pode entender. Melhor idade… quá!

    A visita ao seu blogue, cara Wilma, está-se tornando um hábito, que digo?, um vício, uma necessidade diária! Já está emparelhando com o Estadão, leitura diária obrigatória desde que comecei a passear pela internet, treze anos atrás. Posto que me sinta comovido e, sobretudo, honrado pela delegação com que você me premia, confesso não ter ânimo para levar adiante esse encargo.

    Quando a gente passou a vida sendo muita vez obrigado a fazer trabalhos nem sempre gratificantes — simplesmente para poder sobreviver e seguir adiante — sente-se muito feliz com o desaparecimento desse fardo. Em palavras mais cruas: estou mais fugindo de obrigações do que correndo atrás delas. Cheguei a uma idade em que, quando não quero, ouso dizer não.

    De qualquer maneira, sinto-me totalmente inapto a manter o blogue na, digamos assim, “linha editorial” que você lhe imprimiu neste primeiro ano. Ele é o seu retrato. Ao contrário de você, pessoa de espírito aberto, tolerante e conciliador, sou muito mais cortante, rigoroso e freqüentemente ríspido. O blogue não seria mais o mesmo e não tenho certeza de que os visitantes continuassem tão numerosos como hoje. Enquanto você está mais para ‘mãezona’, eu estou mais para ‘père fouettard’(2).

    Portanto, criatura, faça um esforço, lembre-se de Lázaro, levante-se e ande!

    Saúde e paz a todos!

    José. H. Manzano

    (1) Billard, que, em sentido literal, é nossa conhecida mesa de bilhar, é palavra usada na gíria francesa para designar a mesa de operação.

    (2) Père fouettard (de ‘fouet’ = chicote) é um personagem imaginário que se contrapõe, em certas regiões da França, ao Père Noël (Papai Noel). Enquanto o Père Noël traz presentes para as crianças bem comportadas, o Père Fouettard vem, com seu chicote, castigar as que se tiverem comportado mal. É um pouco como nosso bicho-papão, como a ‘cuca’, como o ‘boi-da-cara-preta’.

    Que não se vexem os caros co-caetanistas. Não tomem essas citações por esnobismo. Wilma e eu nos comunicamos assim mesmo. Nós, os imigrantes de longa data, somos todos dessa maneira: misturamos um pouco línguas, expressões, sentimentos, visões de mundo. Os primeiros vinte anos de vida são importantíssimos, marcam um indivíduo para sempre. Mas os quarenta anos seguintes, transcorridos noutras plagas, distorcem um bocado nossa maneira de enxergar a vida, mesmo que a gente negue isso de pés juntos. Numa certa altura da vida, nos damos conta de que temos um pé lá e outro cá. Fazer o quê? Como se diz por aqui, é impossível refazer a História.

  4. Alcides Akiau disse:

    Bom dia, José H. Manzano.
    Para que palavras ? Você já disse tudo – por todos os caetanistas ! Espero conhecê-lo pessoalmente. Um abraço. aakiau@hotmail.com

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