Sipáticos criminosos no pátio do IECC.(anos 50/60)

Queridos leitores: 

Nos anos 50 e 60 nem todas as famílias de crianças de classe-média possuíam carro, mas a televisão já fazia parte dos equipamentos em grande parte dos lares paulistanos daquela estirpe.

Quando o comercial surgiu nas telas de TV, virou uma espécie de hino no recreio da escola; a criançada se dispôs a imitar os seus personagens e a cantar as suas famosas melodias; foi o caso do comercial da  loja da Barão de Limeira, do 477, a famosa Casa Zacharias.

Clarimunda era papel reservado para as meninas, enquanto os outros gangsteres ficavam à disposição dos garotos.

A Rede Zacharias teve início como Casa Zacharias. Fundada em 1934, foi pioneira no Brasil a oferecer troca de pneus em ambiente fechado, modelo de atendimento seguido, posteriormente, pelos seus principais concorrentes. Ao longo destes anos de história, a filosofia da empresa baseou-se na satisfação total do cliente, procurando antecipar seus anseios e mais uma etapa inovadora: todos os serviços realizados na parte baixa do veículo, atualmente conhecidos como “undercar” (amortecedores, molas, freios, etc.), eram efetuados num só lugar.

Cartaz dos “inimigos públicos” procurados pela polícia

Grande sucesso na hora do recreio foi também o diálogo entre James, o mordomo, e a senhora da alta-sociedade que prepara o salão para um jantar de gala, numa época em que em casa usávamos o Detefon dentro das famosas bombas de flit.

“James, as toalhas estão sobre a mesa?

(James), verifique se o lustre se acende; coloque os talheres de prata…

E não se esqueça de vaporizar o salão com Raid!”

Ainda não se conhecia os danos provocados pelo CFC, nem os males causados por pesticidas em geral e, mais tarde, sobretudo no setor da agricultura, quando esta se tornou industrial em larga escala. 

Na euforia da chegada do progresso, inocentes lares abriram suas portas para as ondas hertezianas sem  desconfiarem que a “grande” cultura que deveria com elas entrar, teve, com o passar do tempo, uma substituta infame com a função de massaficação da mediocridade.

Infelizmente, os sucessores dos sipáticos criminosos de mentirinha da nossa infância são agora os verdadeiros criminosos da cultura, da educação e da sociedade em geral, seja nos comerciais, nos jornais televisados, nas novelas ou na programação geral.

Abraços engraXados, picados e doloridos,

wilma;

26/06/12.

 

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