Paulo Bonfim também foi caetanista.

 Paulo Bonfim também foi caetanista.

(wilma s. legris)

Queridos leitores:

Quando eu era pequenina, de uns quatro aninhos apenas, frequentava os locais da Fundação Cásper Líbero, onde funcionavam a Rádio Gazeta e o jornal do mesmo nome.

Meu padrinho, Américo Bologna, era o diretor do jornal, e era ali que meu pai ganhava alguns extras fazendo revisão.

Naquela redação, conheci o Príncipe dos poetas, que assinava uma coluna e que me dizia seus poemas de viva-voz quando eu aparecia por lá.

Saindo da redação de A Gazeta, muitas vezes entramos no auditório onde era dado algum concerto.

Aos sábados, íamos com frequência , ao meio-dia, ao último andar daquela entidade aonde era servida a tradicional feijoada no seu restaurante.

Paulo Bonfim também às vezes comia por lá, escutando Vilma Bentivegnia…

Anos se passaram, fiquei sem aquele pai sedutor, a Fundação mudou-se para a Avenida Paulista, meu padrinho sumiu, eu mudei de terra, mas há alguns anos reencontrei Paulo Bonfim na cerimônia de despedida do meu tio Nelson como presidente do Tribunal Eleitoral de São Paulo; o poeta já estava bem velhinho mas todo vigoroso, pois o seu discurso foi um dos mais comoventes.

Naquela época eu não sabia que tínhamos sido colegas, embora em anos tão diferentes…

Com a possibilidade de pesquisa à distância, encontrei alguns dados que podem ser motivo de uma boa leitura àqueles que queiram continuar comigo, mesmo que seja de mais longe.

Abraços poéticos, wilma.

29/07/12.

O poema Cantiga de Amor, reproduzido a seguir é de autoria de Paulo Bonfim. Tenho certeza que vocês reconhecerão a inspiração do poeta.

Entre os plátanos da Praça!

São as crianças antigas

Que vêm chegando de longe

Com seus chapéus, com seus sonhos,

Vestindo seus uniformes,

Que o tempo vai desbotando

Nas velhas fotografias!

Quanta saudade-menina

Correndo pelos recreios,

Galgando as escadarias,

Voltando à sala encantada,

Brincando de recordar!

Entre os plátanos da Praça

As gerações se sucedem;

– A escola se transformou,

A cidade é diferente,

Só as crianças não mudam,

Pois nelas o céu se esconde

A vida tem olhos mansos,

A esperança é uma cantiga

Canção de roda que as horas

Vão dizendo bem baixinho;

– Ciranda do meu São Paulo,

Ciranda dos corações,

Jardim da Infância de sempre!

Ex-aluno da Escola da Praça o poeta Paulo Bomfim guarda, na memória, o retrato da escola que permaneceu e enraizou-se na sociedade paulista. Escrito para comemorar os 70 anos do Jardim da Infância, em 1966, este poema testemunha o encantamento da escola pública em um passado que permanece vivo, expressando a memória herdada (POLLAK (1992) que opera uma espécie de projeção e identificação com determinado passado distante do espaço-tempo vivido.

As lembranças do prédio escolar, do uniforme e das brincadeiras de roda rememoram aspectos da dinâmica escolar e preservam elementos culturais que ficaram incorporados, definitivamente, aos costumes da cidade e à atmosfera urbana que muda e transforma tudo à sua volta.

A saudosa escola do poema de Paulo Bomfim erige-se, nas primeiras décadas da

República, modernizadora dos métodos de ensino e das práticas pedagógicas, que deveriam

funcionar em espaços próprios à atividade escolar e que cultivaram uma cultura específica da escola.

Paulo Bomfim é, como demais documentos escolares, produto da cultura escolar que incorpora um modo de fazer específico da escola, “um solo configurado, isto sim, por camadas mais entre -mescladas que sobrepostas que, ao modo arqueológico, é possível desenterrar e separar”.(Texto encontrado na Net)

Queridos leitores:

Antes que vocês me tomem por uma amiga-da-onça, gostaria que soubessem que anteontem fiquei muito preocupada ao chegar numa antiga propriedade de Charentes Maritime onde não havia o WI FI!

Como estar presente entre vocês e levar-lhes a minha contribuição tão bem intencionada?

Hoje me encontro em Pons, num café da praça principal, a 2Km ou 3Km do local de hospedagem, onde o patrão me empresta a sala do restaurante à partir das 15 horas.

Antes de viajar de férias, andei preparando alguns artigos para vocês em Paris, para que lhes fossem debitados pouco a pouco, deixando-lhes o prazer da leitura cotidiana; se ontem faltou artigo é porque deixei o cabo do computador na casa da fazenda e, a bateria do meu  Acer encontra-se mais morta que Inês.

Abraços litorâneos,

wilma.

30/07/12.

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