Era o “Nosso Esforço” controlado pela censura? Ana Regina Pinheiro pequisou e achou: correspondência de dona Carolina Ribeiro “ABERTA PELA CENSURA”.

5.2.2- Correspondência de dona Carolina Ribeiro(subtítulo meu, w.s.l.)

Queridos leitores:

Então as mentalidades não evoluem nunca na extrema-direita brasileira!

Segundo o que vem abaixo(belo trocadilho, hein?!), morram de rir!

Primeiro, o DIP exigir a passagem pela censura de um jornalzinho escolar feito por crianças de até 11 anos;  abrir as correspondências que chegassem de qualquer lugar da América Latina ao “Nosso Esforço”; ter o mesmo nome que o departamento salazarista de censura.

Falta de imaginação?

Então os caetanistas da década de 30 eram assim tão perigosos que comiam seus coleguinhas do Jardim da Infância?

Procurarei uma lista de personalidades que estudaram no curso elementar da Escola Caetano de Campos durante a década de 30; veremos se o DIP era um organismo realmente “inteligente”!!!

Pior; lembram-se de quandos os PM de São Paulo e seus cães pastores-alemães invadiram as salas do Jardim da Infância à busca de participantes de uma passeata contra a ditadura?

Se não lembram é que não leram Caetano de Campos: memórias de uma aluna bem(e mal) comportada!

Boa leitura, então.

A-braços censurados;

wilma;

26/08/12.

PS: a palavra jornalzinho, vinha com a grafia da época, jornalsinho; censurei para ver se achava prazer.

5.2.2- Correspondência de dona Carolina Ribeiro(subtítulo meu, w.s.l.)

3002 foto teseDoc4 (clique aqui para ver a foto dos perigosos alunos da Caetano de Campos na década de 30)

Pautando suas ações nos passos trilhados pelo grande mestre Caetano de Campos, de cuja memória sentia-se guardiã, Carolina Ribeiro também permaneceu firme em seus propósitos em defesa da tradição paulista, das qualidades morais e das virtudes cristãs necessárias à formação dos educadores. Não podemos desconsiderar, porém, sua ampla relação profissional com setores renovadores e a relativa autonomia que transparecia em suas críticas às “ondas reformistas” que se iniciara com a Revolução de 1930, sob o risco de deixar escapar rastros da memória, ambigüidades presentes nas articulações e disputas cotidianas, tecidas em projetos pedagógicos e concepções educacionais que cristalizaram, na cultura escolar, rivalidades e modos específicos do fazer político. Assim, passando pelo fazer político específico deste grupo e por suas escolhas, podemos atribuir o papel de guardiã da memória a Carolina Ribeiro, que se tornou porta voz privilegiada dos educadores paulistas a partir do espaço escolar. Voltando a Gomes (1996), mencionada anteriormente que, em 1991, coletou o depoimento de Alzira Vargas, que se autointitulava guardiã da memória, notam-se algumas similaridades entre as duas narrativas: a manutenção de um núcleo de pensamento quase fechado que a autora denomina “trabalho de solidificação da memória” e a concepção do guardião como um sujeito “colecionador de objetos materiais”. Segundo Gomes (1996, p. 7):

O guardião ou o mediador, como também é chamado, tem como função primordial ser um ‘narrador privilegiado’ da história do grupo a que pertence e sobre o qual está autorizado a falar. Ele guarda / possui as ‘marcas’ do passado sobre o qual se remete, tanto porque se torna um ponto de convergência de histórias vividas por muitos outros do grupo (vivos e mortos), quanto porque é o ‘colecionador’ dos objetos materiais que encerram aquela memória.

Motivada pelo lugar que ocupava na educação paulista, Carolina “refaz o passado segundo os imperativos do presente, de quem rememora ressignificando as noções de tempo e espaço e selecionando o que vai e o que não vai ser ”dito“, bem longe, naturalmente, de um cálculo apenas consciente e utilitário” (GOMES, 1996, p. 6). Portanto, a consideração sobre a memória que pretende resguardar deve passar pelo crivo do historiador, no resgate dos nexos existentes com o grupo social a que pertence e que legitimaram sua atuação em prol da educação primária e normal; mas também, nos conflitos que resultavam suas intervenções públicas. Como é o caso, apresentado a seguir, das habilidades de negociação que necessitou para enfrentar a censura e garantir a continuidade da publicação do Jornal Nosso Esforço, no ano de 1940.

Neste sentido, para essas educadoras não era suficiente guardar apenas as correspondências e as anotações que faziam, a lápis, ensaiando a resposta formal que remeteriam aos seus interlocutores. A memória dos processos educativos escolares também está delineada nas marcas encontradas na maior parte dos envelopes, guardados nos dossiês, com todas as anotações e informações da postagem. Foi a partir das marcas de um envelope que se tornaram visíveis os vestígios da censura, que adentrava a escola, na década de 1940, como veremos a seguir.

O Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) e seu braço, o Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda (DEIP), instituições encarregadas de censurar os setores da imprensa durante o Estado Novo controlavam, também, as matérias que seriam publicadas nos jornais escolares do Estado de São Paulo, enviando cartas-padrão sugerindo poesias permitidas para publicação. Além disso, encontrei evidência de que as correspondências endereçadas à escola eram violadas pelo Departamento responsável pela censura, neste período, sobretudo as que chegavam de países latino-americanos, como a correspondência, recebida em outubro de 1944, originada do Teatro Infantil Juancho – Organismo de arte al servicio del nino, de Buenos Aires- Argentina, que solicitava o envio de um número do Nosso Esforço para compor uma exposição de trabalhos executados por crianças (Dibujos, Títeres), e um stand para a exposição de todos os jornais e revistas dos países da América Latina, que ocorreria na primeira quinzena de dezembro, do mesmo ano.

Acompanhando os ensinamentos de Jacques Le Goff (2003) a respeito do tratamento a ser dado ao documento, é pertinente descrever as marcas do envelope, localizado juntamente à correspondência da Argentina, por conter evidências do diálogo (ou da ausência dele) entre essa escola pública e o Estado. O envelope preservado, apresentado a seguir, possui um lacre lateral com a seguinte inscrição em português: “ABERTA PELA CENSURA”

Para além da constatação das marcas deixadas pela censura, o ato de guardar este documento é emblemático. Pode-se inferir que é um indício da autonomia relativa destas educadoras e da intencionalidade presente na condução e preservação de uma determinada memória da educação, ressignificada.

Em outra situação, ocorrida em 1940, a escola foi impedida de imprimir o Jornal Nosso Esforço. O fato, relatado a seguir, ocorreu em plena vigência do regime autoritário varguista, o Estado Novo – abordado por Bomeny (2001) como um regime ambíguo que se estabeleceu entre a necessidade de atrair intelectuais para a montagem do Estado Nacional e o caráter autoritário.

A educadora recebeu uma correspondência, datada de 10 de outubro de 1940, da Tipografia das Escolas Profissionais Salesianas, responsável pela impressão do Nosso Esforço, que alegou estar impedida de fazer a impressão de periódicos de qualquer natureza, sem a devida autorização do DIP e reproduzia o seguinte comunicado:

A partir de 1º de Outubro próximo o jornal, revista, periódico ou qualquer orgam de imprensa que não estiver registrado ou não houver pedido o seu registro será impedido definitivamente de circular. Por equidade o D.I.P. receberá até 30 de Setembro próximo pedido de registro dos jornais ou periódicos que já circulavam anteriormente a 30 de Março passado e que deixaram de fazer esse registro.

As OFICINAS GRÁFICAS que imprimirem qualquer jornal, revistas ou boletim que não tenham obtido autorização do D.I.P. para circular ficam sujeitas às penalidades previstas em lei.

Estas providências são extensivas a todo o território nacional.

Alertada para a necessidade de registro do Nosso Esforço junto ao DIP, Carolina Ribeiro iniciou um processo junto a este órgão com o objetivo de manter a publicação do“jornalzinho das crianças”. A situação perdurou por mais de um mês até que um desfecho fosse alcançado.

Desta forma, dois dias após o recebimento da carta da tipografia, em 12 de outubro, portanto, Carolina escreveu a Lourival Fontes, Presidente do DIP à época, expondo as razões de sua desatenção a uma determinação deste Departamento. O centro de sua argumentação foi o fato de que um jornal escolar não atendia aos requisitos exigidos para a inscrição de periódicos junto ao DIP, tais como: carteira profissional de jornalista e inscrição no Registro da Profissão Jornalística. Vejamos:

Exmo. Sr. Dr. Lourival Fontes – M.D. Diretor do Departamento de Imprensa e Propaganda

Tomo a liberdade de me dirigir a V.Excia. a fim de solicitar seus bons ofícios, no sentido de ser solucionada uma situação embaraçosa em que me encontro, a respeito do assunto que passo a expor:

Em 1936, desejando aproveitar boa vontade de algumas crianças do curso primário do então Instituto de Educação, apoiei e incentivei a fundação, pelos alunos daquele curso, de um jornalzinho que, logo depois, passou a ter o nome de ‘Nosso Esforço’.

Dirigido exclusivamente por alunos do curso primário daquele Instituto, hoje Escola Caetano de Campos, esse jornalsinho não contem sinão matéria educativa, em grande parte consistente em provas escolares, cuja divulgação a direção desta Escola permite, de vez que a feitura do jornal é fiscalisada por uma professora.

Por sua própria natureza – jornal de crianças, dirigido por crianças – esse orgam jamais poderia pretender seu registro do DIP, uma vez que seus dirigentes nunca

37 Esta carta e as comentadas na seqüência, até a página 129, compõem o processo relativo ao registro do Nosso

Esforço no DIP e estão arquivadas no dossiê do 10º aniversário do jornal, comemorado em poderiam preencher os requisitos para isso indispensáveis, como sejam: – matricula do jornal, inscrição de seus diretores e redatores na Associação de Imprensa local, obtenção, para os mesmos, de carteira profissional e sua inscrição no Registro da Profissão Jornalística, etc. Daí não ter a direção desta Escola cuidado do assunto.

Ocorre que agora a tipografia onde é impresso o jornal acaba de me inteirar de que não poderá continuar sua impressão sem prévia licença desse Departamento.

Não podendo obter o registro do jornal no DIP, pelas razões acima expostas e não desejando, por outro lado, ver suspensa a realização de tão bela e proveitosa iniciativa dos alunos do curso primário desta Escola, tomo a liberdade de solicitar de V. Excia. se digne autorizar a Tipografia da Escola Profissional Salesiana, onde é impresso o jornal a continuar na execução desse serviço, visto parecer-me não estar aquela publicação enquadrada entre as que têm sua existência regida pelas leis relativas à Imprensa.

Para conhecimento de V.Excia. junto a este alguns exemplares daquele jornalzinho.

Contando com a boa vontade de V. Excia. Na solução desse assunto, aproveito o ensejo para, juntamente com os meus agradecimentos, apresentar-lhe meus protestos de alto apreço.

Não é mera retórica a seguinte colocação:

Dirigido exclusivamente por alunos do curso primário daquele Instituto, hoje Escola Caetano de Campos, esse jornalzinho não contem sinão matéria educativa, em grande parte consistente em provas escolares, cuja divulgação a direção desta Escola permite, de vez que a feitura do jornal é fiscalisada por uma professora.

A professora fiscalizadora, em questão, é Iracema Marques da Silveira, mas o argumento de Carolina, de que se tratava de um jornal escolar com estrita função pedagógica e dirigido a um público restrito, é bastante instigante e relevante para a reflexão aqui proposta. Quais as razões para que um jornal escolar infantil fosse censurado?

Com base nos dados obtidos em investigação, no mestrado (PINHEIRO, 2000), tais como a impressão do jornal ser realizada por uma gráfica a partir de 1940, alterando totalmente seu formato, é possível inferir que havia uma tentativa de aproximar a apresentação gráfica do Nosso Esforço aos padrões dos meios de comunicação de massa, compondo uma nova estratégia editorial para o jornal. Assim, o jornalzinho passou de uma média de 7,25 páginas para 15 páginas, neste ano (…), e atendia a um padrão gráfico comum aos jornais de grande circulação. Este dado é relevante para a caracterização e o levantamento da peculiaridade deste jornal em relação a outros periódicos que foram censurados no mesmo período; todavia, não encontrei evidências de que esses fatores tenham sido determinantes para o seu enquadramento na legislação que instituía a censura. O que parece preponderante na atitude da Tipografia das Escolas Profissionais Salesianas é o atendimento a uma determinação legal de um Departamento de Estado.

Sem obter resposta, Carolina Ribeiro recorreu à Associação Paulista de Imprensa que, no dia 17 de outubro, representada por seu vice-presidente, Eduardo Pellegrini envia uma carta a um amigo, funcionário do DIP, com o seguinte teor:

Para Meu presado Jarbas

D. Carolina Ribeiro, directora da Escola Normal ‘Caetano de Campos’, recorreu à A.P.I., no sentido de obter sua interferência para um feliz desfecho do caso que ocorreu com um jornalzinho de creanças, editado, com fins educativos, pelo curso primário daquela escola.

O assumpto foi convenientemente explanado em offício por ella dirigido ao Lourival, de que junto uma cópia para seu conhecimento. Está ella com o numero de outubro já prompto, apenas aguardando o pronunciamento do DIP a respeito.

Será possível a você intervir no caso, abreviando e tornando feliz a solução que desejamos? É o que lhe peço com todo o empenho.

Envio-lhe os meus agradecimentos e um grande abraço.

Em 31 de outubro, nova correspondência é emitida por Eduardo Pellegrini dirigida para a Superintendência de Ordem Política e Social, Serviço de Controle à Imprensa, aos cuidados do Tenente José Porphirio da Paz, reafirmando a solicitação de “providências necessárias afim de que seja autorisada a impressão e publicação do jornal infantil ‘Nosso Esforço’, editado pelos alunos do Curso Primário daquela escola”. A autorização foi concedida e registrada na mesma folha, com inscrição à caneta: “autorizo a publicação acima referida”. A autorização fora oficializada somente no dia 18 de novembro do mesmo ano, ou seja, a exatos um mês e seis dias da primeira solicitação, em carta endereçada não diretamente à escola, mas ao presidente da Associação Paulista de Imprensa, que mediou à solicitação, e assinada por Arnaldo Fábregas, Secretário da Divisão de Imprensa do DIP:

“De ordem do senhor Diretor de Imprensa, cabe-meinformar-vos que o jornal ‘Nosso Esforço’ da ‘Escola Caetano de Campos’, por sua natureza está isento de registro neste Departamento”.

O caminho percorrido para que o pedido de autorização chegasse até seu destinatário foi apresentado detalhadamente porque possibilita proceder a algumas reflexões. Em primeiro lugar, as datas das cartas para registro no DIP demonstram que o processo perdurou por mais de um mês até o atendimento do pedido de Carolina e a liberação do jornal para impressão. Foi um tempo de espera, consideravelmente longo, desde a primeira correspondência, passando pelo pedido de mediação para que a entidade paulista interviesse – junto a um órgão público federal, o DIP – até a resposta ao pedido que, de tão óbvia, chega a expressar certa indiferença à demanda da escola. Indícios importantes para indagar sobre quais seriam, de fato, os vínculos de Carolina com o Estado Novo.

Ao examinarmos atentamente o teor da correspondência que envia a Lourival Fontes veremos que obedece a todas as regras da formalidade, sem deixar transparecer sinal algum de familiaridade com o poder, representado pelo órgão máximo de controle da imprensa e propaganda do Governo Vargas. Creio ser esta uma forte evidência de que o Nosso Esforço não era um jornal oficial e, até aquela data, não correspondia ideologicamente aos interesses do Estado Novo. Caso contrário, Carolina teria justificado a liberação de maneira mais convincente, talvez, demonstrando que publicava matérias de interesse desse governo. Outro dado importante é que Carolina Ribeiro recorreu ao presidente da Associação Paulista de Imprensa, que parecia estar afinado com a política do Estado Novo. Os documentos apontam que, este sim, se retratou a Lourival Fontes com a maior intimidade. O tratamento dado à Carolina Ribeiro, no entanto, não demonstrou existir afinidade, nem qualquer tipo de pacto entre eles. Por fim, o representante da Associação Paulista de Imprensa solicitou a intervenção de um funcionário, buscando uma resolução a contento para o caso, significando estar o problema ainda sem solução.

Em 17 de outubro de 1956, na comemoração do 20º aniversário do Nosso Esforço, Carolina não faz referência direta ao episódio do DIP, mas deixa entrever um retrospecto de dificuldades para a concretização deste projeto. Enalteceu as finalidades do jornalzinho e recordou as lutas e os esforços para a manutenção de sua publicação, em discurso, sob o título:

“20 anos de esforço”:

NOSSO ESFORÇO, festeja seu vigésimo aniversário e só Deus sabe quão grande e meritório foi esse esforço de alguém que não quer que seu nome apareça.

Através desses 20 anos, muita cousa mudou e tanta cousa aconteceu!

Dificuldades sem conta surgiram a tornar mais árdua a tarefa e mais áspero o caminho de quem somente busca o Bem e o Belo na educação da criança, e unicamente ambicione a grandeza da Escola Paulista. Porém, tudo foi levado de vencida, e, ao reunirem-se, na Biblioteca da Escola Primária da Praça da República, os “jornalistinhas” de hoje e os primeiros que cuidaram do “Nosso Esforço” e que hoje são “gente grande” – professores, médicos, advogados, engenheiros – como foi bom verificar-se que produziu cento por um a benéfica influência dessa escola de força de vontade, dessa forja de caráter, desse cadinho de dignidade que é a “Biblioteca Caetano de Campos”.

“Nosso Esforço” está de parabéns; viveu e cresceu, e tem de continuar; pois se foi vitória sua, subsistir na adversidade, fraquesa seria parar quando a estrada se alarga e se apresenta mais suave.

-Os louros da vitória, porém, a quem devem caber? Que digam as professoras da Escola, e que o proclamem os pequenos jornalistas de hoje e os de ontem que já são grandes.

Eu sei bem quem os merece, e, por isso bendigo a que é a alma dessa maravilhosa realidade (RIBEIRO, 1956).

A “alma” a que se refere Carolina é Iracema Marques da Silveira que mantinha o jornal nesta época, na qual Carolina já havia deixado a escola.

Esse processo nos remete, mais uma vez, aos indícios sobre duas profissionais que, provavelmente, não se curvavam diante de medidas governamentais que, em sua opinião, interferiam na autonomia do ensino paulista. No caso de Carolina Ribeiro é também um bom exemplo de que esta educadora esteve sempre próxima à Escola “Caetano de Campos”.

Retomando as questões deste capítulo, considero que Carolina constantemente discordava ou, quando era possível, ignorava determinações do Estado, apoiada em mecanismos peculiares de ação e estratégias que compartilhava com outros educadores. Deixou suas críticas registradas em escritos (discursos, artigos, entrevistas, palestras e poesias) que se constituíram em importantes fontes documentais sobre os fatores que interferiram no processo de escolarização, das décadas de 1930 e 1940, em São Paulo.

Esse post foi publicado em escola vanguardeira TESE de A.R. Pinheiro.. Bookmark o link permanente.

4 respostas para Era o “Nosso Esforço” controlado pela censura? Ana Regina Pinheiro pequisou e achou: correspondência de dona Carolina Ribeiro “ABERTA PELA CENSURA”.

  1. Pingback: Era o “Nosso Esforço” controlado pela censura? Ana Regina – Blog | Via Media

    • Senhora: poderia enviar-me a sua resposta na integralidade porque apenas consegui abrir o começo; agradeço-he desde ja e a felicito pela tese.
      Cordialmente, wilma <legris

      • Ana Regina Pinheiro disse:

        Olá, Wilma, eu estava fazendo uma pesquisa quando localizei seu blog. Foi uma boa surpresa, fiquei muito feliz que minha tese tenha sido tão bem aceita por quem vivenciou, de fato, a Escola Caetano de Campos. Com certeza ela é dedicada a todos vocês. Gostaria muito de conversar com você sobre novos temas que tenho pesquisado e sobre possibilidades de publicação desta pesquisa, na íntegra, Meu e-mail é: aregin@uol.com.br. Aguardo seu contato! Abraços!

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