iecc-memórias – XLII- Jornal do Commercio também entra na briga entre Gabriel Prestes e Kopke.

 Jornal do Commercio também entra na briga entre Gabriel Prestes e Kopke.

(Duel au bois de Boulogne en 1874  – wikipédia)

11/01/1897;  OESP

Sob o título “A Instrução Pública de São Paulo – VII”, a edição do jornal de 11 de janeiro de 1897, relata e comenta as frases registradas durante a diatribe de duas grandes personalidades paulistas.

Segue um resumo, às vezes com toques pessoais de impertinência desta sua copista:

Através do Jornal do Commercio, o professor Kopke tece uma série de comentários sobre a organização pedagógica da Escola da Praça, ao qual o diretos da « nossa escola »(nota minha), Gabriel Prestes reage através do  jornal OESP .

Para o professor Kopke, que tanscrevera no Jornal do Commercio a frase escrita no no livro dos visitantes, por Luiz Pereira Barreto em rápida visita à Escola Caetano de Campos-   Tudo perfeito. A futura Pátria aqui está – reage imputando uma distração de Pereira Barreto: talvez  o visitante não tivesse percebido os « horários disparates de funcionamento do Jardim da Infância : apenas 25 minutos de recreio entre as 10 horas da manhã e as 15 horas, com crianças e professores provavelmente deveras cansadas – um verdadeiro slave driving, segundo os critérios de Clemence Dulkes e outros do dr. Harris.

Gabriel Prestes contesta   que exista uma maior falta  de relaxamento das crianças,  que segundo os autores supra-citados, eles mesmos prevém cinco recreios curtos e picados como mais indicados .

Escreve Prestes que os recreios da Escola Caetano de Campos não foram suprimidos, mas combinados com outras atividades pedagógicas e exercícios calistênios* ;  os argumentos que educadores e higienistas conferiram deixam claro que na « nossa escola »(nota minha) não existe esses perigo descrito pelo professor Kopke pois cada estabelecimento de ensino deve estabelecer suas atividades segundo suas características.

São os seguintes motivos que impede esse tipo de regime na Escola caetano de Campos:

–          São 18 as classes de ensino preliminar e complementar ;

–          Se houvesse 5 recreios, entre idas e vindas seriam necessários 55 minutos gastos nos corredores.

–          Sabendo-se que o Curso Normal se encontra em aula, o barulho das 700 crianças soltas no pátio cinco vezes por dia, afetaria as condições de qualidade de calma na escola.

–          O articulista crê que dois recreios separando três períodos de trabalho sejam o bastante e acrescenta dois pontos :  o limite do período escolar diário e a divisão do mesmo que, segundo  Ruy Barbosa em seu Relatório, sugere a duração dos períodos diários semelhante àqueles dos países estrangeiros, na realidade bem maiores que o aplicada na escola Caetano de Campos.

Então, escreve Prestes, seria  mais oportuno  a consultar a Comissão dos Quinze,  de 1893 , publicada  em 1895 nos EUA e da qual participara o dr Harris (e 14 outros educadores ) a quem se refere com apreço, o professor Kopke.

Ali a sugestão para a modulação diária  é a seguinte  para cada exercício:

–          15’ para as classes de 1° e 2° anos

–          20’ para as classes de 3° e 4° anos

–          25’ para as classes de 5° e 6° anos

–          30’ para as classes de 7° e 8° anos

Quanto ao total do trabalho diário, deve variar de  2H24’ para os primeiros anos de 3H45’ para os últimos. Questão : o que fazer com o tempo excedente ? Recreios ? Ou recreios combinados com os meios  de disciplina e de tempo ?

Prestes escolhe a última ideia e diz que ainda vai continuar sua explicação em outro artigo.

Esse diagnóstico e o tratamento apropriado saiu assinado por Gabriel Prestes no jornal OESP no dia 9 de janeiro de 1897, embora publicado dois dias depois.

Abraços recreativos,

wilma.

25/04/13.

* Exercícios calistênicos são uma forma dinâmica de exercícios que consistem numa mistura de simplicidade, as vezes ritmo, movimento e poucos equipamentos (muitas vezes nenhum). São feitos para desenvolver a força e flexibilidade, com movimentos como balanços, saltos, giros e chutes, usando apenas o corpo como resistência.

 

Esse post foi publicado em Publicações do jornal 0ESP desde 1894 sobre o IE Caetano de Campos. Bookmark o link permanente.

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