Priscila Ferraz não é uma rabugenta, “une enmerdeuse”, “une chiante”.

 

 

Revue ELLE; elle.fr

 “(__Rabugenta(enmerdeuse), não!)

Diz-se chata!
Rabugenta, eu?
Priscila Ferraz

Eu não! A vida é uma festa para quem sabe apreciar.
Todos os dias pela manhã, ao acordar, podemos tomar a decisão de sermos felizes, ou, simplesmente, ficarmos arengando sobre qualquer evento diferente daquele que estávamos desejando, que aliás nem sempre é o que seria melhor para nós.
Eu, desde sempre em minha família, procurei cultivar o hábito de aceitarmos os fatos como se apresentam, e crer que sempre é o melhor para nós. Poderíamos alegar que é um pouco o jogo da Poliana, mas pelo menos fica mais fácil de levar a vida, ainda mais se considerarmos que somos impotentes em relação à maioria dos acontecimentos.
Sempre podemos enxergar as coisas pelo lado positivo. Um dia chuvoso nem sempre é ruim, se encararmos que as plantas e o ar agradecem muito pelas gotinhas. Conheço algumas pessoas que só conseguem enxergar o lado ruim das coisas e estão sempre reclamando, mas nem por isso tomam alguma atitude na vida para tentar melhorar qualquer coisa, sempre acham que a responsabilidade de tudo é dos outros. Em contrapartida, há outros que tomam as rédeas de suas vidas e tratam de melhorar aquilo que é possível.
Quantas vezes estive em passeatas, trabalhando em prol do que achava justo, juntamente com meia dúzia de gatos pingados? Surpreendentemente, nenhum daqueles queixosos que citei há pouco.
Todas as manhãs acordo pensando no que de bom a vida me trará naquele dia. Vejo como está o tempo lá fora e faço minha programação, nem sempre a que eu tinha planejado na véspera, e lá vou eu a caminho de ser feliz.
Muitos hão de pensar: é fácil falar quando tudo está correndo bem, mas não se enganem, todos têm os seus problemas, mesmo que imaginários, que, aliás, são os piores.
Para se chegar a uma posição confortável na vida, muito trabalho teve que ser despendido, muito sapo teve que ser engolido, muitas lágrimas derramadas. Em outras palavras: todos falam das pingas que eu bebo, mas sobre os tombos que eu tomo ninguém se manifesta.
Quando vejo aquelas senhoras que trabalham para assistir aos mais necessitados, fico imaginando como terá sido sua vida. A maioria hoje está viúva, mas ali naquele momento têm alegria e satisfação, encontrando suas amigas, falando sobre assuntos de seu interesse.
Procuro me cercar de amigos proativos e me afastar das pessoas que só sabem se queixar. Uma reclamaçãozinha sempre acalma a alma, mas fazer disso a razão de sua existência é pedir pra ficar abandonado. Tento seguir a postura de algumas pessoas que conheço, que só sabem dizer palavras de carinho e estão sempre acompanhadas de filhos, netos e bisnetos.
Oxalá eu seja abençoada como elas. Sei que ainda estou muito longe de atingir esse objetivo, mas se considerar o ponto de partida, já caminhei um bom pedaço.
Estou me esforçando. Quero estar sempre em boa companhia. O dia hoje está radiante!

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