iecc-memórias – CLXXXI – Reforma Educacional: celeuma cruel em 1912.

22/10/1912(a partir do jornal OESP)

Quem assinava P. P. nas colunas do Estadão?

Com o projeto de 1912 de se reformar a Educação, principalmente na formação de professores, o jornal O Estado de São Paulo ataca alguns lentes da Escola Normal da Praça; trata-se de uma celeuma que durou muito tempo nas colunas do famoso jornal.

Em todo o caso, o relator do artigo publicado aos 22 de outubro de 1912 defende P.P. dos ataques de um conhecido mestre, que a ele se endereçou como incompetente.

Além de ser chamado de parvo, fiteiro, mofineiro, o  lente da Escola Normal da Capital ali atacado, tentou defender-se do mau preparo das normalistas, cujo curso de pedagogia era assegurado apenas durante um ano escolar; o que P.P. denunciou por oito anos na imprensa.

Retruca o cronista sobre a ineficácia de suas apostilas sobre os estudos de Spencer, Bain, Le Bon e outros, cujo assunto não é dominado pelos normalistas, que apresentam lacunas em filosofia…

Entendemos pelo texto, que quando Rangel Pestana o nomeou para o cargo na escola Normal talvez pensasse que estivesse seu apadrinhado à altura…

Assina : Pedagogo Fiteiro

Na mesma página do jornal daquele dia…

Na coluna NOTAS, a batalha continua, com o texto do adversário, que testemunha sobre a ata de sessão da congregação da Escola Normal, datada de 1890, onde o lente Cyridião Buarque rebate o fato de ocupar uma cadeira por indicação, que naturalmente deveria caber a um sacerdote…

Ah! Os pricípios republicanos…

Na ata da sessão da congregação da Escola Normal encontra-se um parecer de Oscar Thompson, que convocando a mesma. Deu-se a palavra ao lente M. Cyridião Buarque que deveria estudar as diferentes proposições dos demais mestres no referente às cadeiras para o ensin do magistério, com a reforma de novos métodos e processos pedagógicos, de inspiração norte-americana, além das novas bases dadas ao ensino do desenho, da ginástica, da caligrafia e da leitura.

O artigo ainda cita os cumprimentos em diversas datas quando o lente Cyridião recebeu de Jorge Tibiriçá, de Altino Arantes, dos professores da Escola Normal de Belo Horizonte e, até de um estrangeiro, que declarou ao Correio Paulistano aos 30 de agosto daquele ano o que tento resumir abaixo:

“O estrangeiro leitor tece elogios à ida do Dr Georges Dumas, à nossa Escola Normal da Praça e a todo o programa de conferências ali por ele ministrado sobre Pedagogia e, à participação de algumas normalistas com o seus trabalhos sobre o tema – de lavra do lente Cyridião Buarque”.

Outro que testemunhou em julho de 1912 a favor de Cyridião Buarque foi Lourenço Rodrigues, que lhe escreveu lindas palavras.

Assina a coluna : P.B..

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