iecc-memórias – CLXXXV -Falecimento de Horace Lane, que com Caetano de Campos e Gabriel Prestes deixou sua marca na Escola Normal da Praça.

Horace Lane dirigiu o Colégio Mackenzie, de orientação presbiteriana, até 1912, quando foi substituído pelo Rev. Donald C. McLaren.

Podemos ler no Portal do Mackenzie  que a personalidade de Lane se voltou inflexivelmente para a introdução, na sociedade brasileira, da filosofia educacional, métodos, organização e escopo da escola norte-americana – em todos os níveis, do Jardim de Infância à Universidade(…) 2011 – 

Segundo Boanerges Ribeiro(1) ele observa que esse sistema leva em consideração o indivíduo integral, treinando a mente, o coração e a consciência para o desenvolvimento do caráter, um caráter cristão, e que as Escrituras Sagradas, como fundamento da educação, fornecem a única base ética sobre a qual se pode organizar a sociedade com segurança.

 O jornal O Estado de São Paulo publicou aos 29/10/1912, na coluna Falecimentos, ilustrada com um dos primeiros clichês fotográficos da imprensa da época, a notícia do desaparecimento do educador Horace Lane, com o teor biográfico que se encontra resumido abaixo e que se encaixa cronologicamente no iecc-memórias de hoje:

                                       (in: blog da E.E.Horácio Manley Lane, São Roque – SP)          

FALECIMENTOS

Morre Horace Lane(1837-1912) que junto a miss Browne revolucionou o ensino paulistano através dos conhecimentos embasados nas  na nova pedagogia americana, francesa, inglesa e suiça.

Em 1855 estabeleceu-se na Capital Federal(Rio de Janeiro – nota minha) e trabalhou no colégio João Kopke e outros colégios, daquela vez, paulistanos, como o Glória e o Colégio dos beneditinos .

De  volta ao Rio, casou-se em 1863 e dedicou-se ao comércio.

Voltou para São Paulo, mas com o falecimento da esposa, viajou para Minas onde, em Ouro Preto foi responsável pela nova iluminação pública, a querozene,  daquela cidade.

Regressou aos EUA e de lá voltou diplomado em medicina; foi quando aceitou o convite para dirigir uma pequena escola protestante, a Escola Americana, funcionando na rua de São José, em 1883.

Júlio Ribeiro e Rangel Pestana, eram educadores da mesma escola.

Dali, a Escola Americana cresceu e evoluiu ao Colégio Mackenzie, nome dado à instituição em homenagem ao seu maior mecenas, um capitalista americano.

Versado em zootecnia e agricultura, Horace Lane sempre foi muito consultado por autoridades paulistas sobre esses setores.

O sr. Herculano de Freitas, do senado, fêz-lhe um discurso de pesar, proposto e aceito pela bancada através de um voto de pesar constando da ata daquela sessão .

O Mackenzie foi ele e, por extensão, a Escola Normal e as suas escolas anexas à Escola da Praça, às quais emprestou seus conhecimentos e até mesmo alguns professores que revolucionaram o ensino público que engatinhava no Estado de São Paulo.

Para conhecer o papel de H. Lane, ler: 

iecc – memórias XI – Rangel, que amava Caetano e Maria Guilhermina, que não amava Browne, que amava Oscar…

(1) RIBEIRO, Boanerges; A Igreja Presbiteriana no Brasil, da Autonomia ao Cisma (São Paulo: O Semeador, 1987), 15-26.

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