iecc-memórias – CLXXXVII – Guerra de egos II – PP(do Estadão) X Cyridião Buarque.

Enquanto isso, no Estadão,  do  31/10/1912… (aqui bem resumido)

                                 (Gabinete do chefe de redação do jornal OESPin: São Paulo Antiga)

…na coluna NOTAS PEDAGÓGICAS , P.P., o opositor direto às ideias de Cyridião Buarque ataca novamente com o subtítulo :« Defesa que não defende” – O inventor das normas primárias com ensino primário.

P.P. ataca outra vez Cyridião Buarque, utilizando como argumento, a reinterpretação da própria defesa do nosso lente em carta endereçada e publicada pela redação do jornal OESP.

O perspicaz P.P. argumenta que basta observar as crianças e jovens da sua própria  família para ver o nível de ensino que lhes é dado pelos « professores » da escola pública; ele ainda acode à uma lembraça no seio de seus familiares: quando havia 20 anos, um de seus irmãos  aprendia a ler pelo método analítico da palavração, ensinado por Kopke, época em que se preferia o método da silabação… e pelo visto foi um sucesso.

Diz ainda o colunista, que o método analítico somente obteve lugar de honra no processo de alfabetização em 1906, graças a Oscar Thompson… e que o aprendizado da leitura era seguido através da cartilha de… Nestor Arruda.

P.P. insite que o nosso lente desprezava, naquela época, o ensino científico literário diante das futuras professoras, preparadas então com ensinos de ordem  geral e profissional, que aos olhos do colunista, seriam…primários.

 

Na edição de  1°/11/1912, dia de finados, o lente da Escola normal  da Capital, Cyridião Buarque, responde ao sr. PP na mesma coluna  Notas Pedagógicas, visando o reestabelecimetos dos fatos, justificando que sobre a formação dos professores, ele já enviou o seu artigo doutrinário nos Estados, através do Governo Federal.

O lente Cyridião Buarque, se regozija das atribuições do redator polemista escondido sob o pseudônimo de P.P.,  que, segundo ele,  é descrito como « ignorante » no quesito “leitura analítica”.

 Escreve-lhe uma professora de nome Rosina  Nogueira Soares, aos 31 de outubro de 1912, dando seu depoimento sobre o sucesso daquele método de « palavração » que ela havia aplicado no Colégio Andrada, em São Paulo, desde 1891.(cuja  missiva se encontra na mesma coluna)

P.P. não tarda a responder publicamente no dia  03/11/1912, sempre na mesma coluna, “Notas Pedagógicas”.

Vejam a  submanchete:

“Via de turco na pedagogia indígena” – O ensido de metodologia na Escola Normal

 Uma enorme coluna assinada pelo beligerante P.P. trata o nosso lente Cyridião Buarque de turco desorientado, que faz de suas derrotas, vitórias( trata-se de uma metáfora sobre a situação nos Balcãs , pois ali , exatamente naquela época estava em guerra, com a Turquia invadindo a Albânia- nota minha)

E ataca o nosso lente sobre o fato de  não ter usado o método analítico de alfabetização por falta de mestras competentes, fazendo-o apenas uma vez, quando recebeu  uma professora vinda do estrangeiro capaz de fazê-lo.

Par provar, P. P. usa  a cartilha onde Ubaldo Rangel Pestana aprendeu a ler que era… a de João de Deus!

                                                           (CRE M. COVAS)
                              (in: Francisco Keil do Amaral)                                                      

E declara que Cyridião Buraque elogia a cartilha do professor Arnaldo Barreto, esse mesmo método que fez marcha a ré no ensino do método  analítico.

(in Espaço Educar, blog)

O objetivo do arguto P.P. era de atacar a “Educação Nova” do projeto que Cyridião Buarque apresentou ao Congresso Estadual para a reforma do ensino público e, ainda o acusa de não conhecer as novas práticas metodológicas aplicadas no Uruguai, na Argentina, na Suiça e nos EUA.

E assina : P.P..

                                                        

NOTA:  Caso os leitores estejam completamente perdidos, recomendo começarem pelo começo, lendo os dois posts abaixo:

iecc-memórias -CXLIX – 1912 – Sai ou não sai a Reforma do Ensino?

24/10/1912.(lido no jornal OESP)

iecc-memórias – CLI – Guerra de egos: Cyridião Buarque e P.P..

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