iecc-memórias – CCVII – Normal sedução na Escola ?

 

 

Don Giovani ou Casanova, no ano de 1913, os nomes de  alguns professores sedutores da Escola Normal da Praça chegaram às manchetes dos jornais paulistas.

Benditos foram entre as mulheres; quanto à Justiça…

                                                                                       (Toureiro português in: Historia(s) do Sporte)16/04/1913(OESP)

Abertura de inquérito por Altino Arantes, visando esclarecer as denúncias de que foi vítima o professor Gallina Jr na Escola Normal.(ver abaixo)

27/04/1913 (RESUMO do artigo do jornal OESP)

O vespertino «  A Capital » chegou à Escola Normal da Praça dia 15/04/13  trazendo como manchete « Grave imoralidade », baseada em carta recebida « em nome de um pai »; o mesmo acusou de graves imoralidades o professor Luiz Gallina JR, diplomado da EN Secundária, exercendo ali como professor de desenho há mais de tres anos.

O diretor Oscar Thompson pediu a abertura de um processo interno no dia seguinte e o primeiro dos envolvidos questionado foi o professor.

As aulas daquele professor foram suspensas e as suas alunas ouvidas, uma a uma, longe da presença do mestre.

A carta de »um certo pai » recuperada na redação do jornal «  A Capital », contava de três linhas e vinha assinada « João Sampaio Bueno » sem reconhecimento da firma, nome que não constava dos livros de matrícula da escola; a conclusão foi tratar-se de uma carta anônima e apócrifa.

Foram inqueridas 448 alunas.

O professor Gallina Junior, tem 23 anos, é casado e reside na rua Barra Funda, 158.

Acusado de desenhar figuras “calungas”, recusou a acusação e disse ter dado os pontos exigidos pelo programa.

Das 448 alunas inqueridas, 86 haviam sido reprovadas no ano anterior; algumas alunas reprendidas, deixaram entender que ele havia empregado “expressões grosseiras” – como « cambadinha de gente”.

Também o professor Manuel Baragiola recebeu acusações impressas no jornal, mas o mestre há a mais de 2o anos a serviço da EN encontra-se afastado desde outubro do ano 1912 e em fevereiro teve prorrogada a sua licença, estando em tratamento na Europa ; no entanto a carta endereçada ao jornal é datada de 30 de março de 1913, momento de ausência prolongada do mestre.

Assina o inquérito interno: Oscar Thompson.

 

15/04/13(OESP- nada a ver com sedução!)

Licença prorrogada de tres meses ao lente da Escola Normal da Capital, Carlos Lentz

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