Poema da Jeanny.

Harthley 10

 

Ainda  hoje

 

Até hoje, anos e anos passados percorro os mesmo caminhos de antes

como os percorri um dia, ou tantos outros apenas par te ver.

Ainda dirijo, solitária,  pelas estradas entre caminhões e carros desconhecidos;

Alguns abrem para minha passagem e sonho, com se soubessem a verdade à nossa frente;

Os maiores e mais sensíveis dirigiam e abriam alas para as ilusões humanas…

 

Inda hoje, anos e anos passados cruzo mapas e caminhos antes batalhados

Só para me dirigir a uma pequena passagem e placa:

Porto Real.

O Parahiba no meio do sonho e, à minha esquerda,

Pastagens, montanhas à direita,

Um bandinho de casas,

Avenida,

E você no final.

 

Inda hoje, anos e anos passados cruzo mapas e caminhos  só para te ver

Abrir portões e fazer surpresa

Sentar quietamente,

Tomar café e falar da vida.

Ainda hoje cruzo incontáveis momentos todas as estradas

Aprecio paisagens, passo cidades históricas, permeio outras;

Volteio o rio de minha vida

Horas e horas seguidas

Só para te ver no final.

 

Inda hoje, anos e anos passados cruzo mapas e caminhos,

Eu daqui distante

Abro o mapa de vida

Ponteio um único ponto:

Porto Real a verdadeira estrada minha

Porque a percorri tantas vezes – ontem em realidade,

Hoje em meus sonhos,

Só para te ver no final!

 

 

Para minha mãe

 

 

 

Jeanny Hartley

Encinitas, CA

July 29th 2014

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2 respostas para Poema da Jeanny.

  1. Octaviano Galvão Neto disse:

    Querida amiga Jeanny;

    Que lindo o seu texto / homenagem para a mamãe Hewlayr.
    Incrível como o tempo substitui a dor da perda pela reconhecimento profundo e verdadeiro do valor e significado dos que nos acompanharam e ampararam ao longo da vida, mesmo se e quando distantes.

    As mães, neste aspecto, tendem a ser insubstituíveis.
    Abençoados todos nós que as temos (no meu caso) ou as tivemos, tão perto, tão vigilantes e cuidadosas.
    Elas estarão conosco até que possamos reencontrá-las, um dia desses . . .

    Grande beijo,

    Octaviano

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