O pai da Cláudia L. G. Damiani – caetanista dos anos 50 e 60.

Você me levava à Praça da Republica para dar de comer aos patinhos e ao Cine Ipiranga para assistirmos aos filmes de bang- bang que tanto gostava. Me levava ao Fasano da Barão de Itapetininga para me ensinar a tomar chá ( sinto dizer que isso não adiantou, até hoje não gosto de chá ), à Dulca para comermos a bomba de chocolate e ao Le Casserole, no Largo do Arouche, para me ensinar a comer ” com modos finos ” como dizia. Me levou para o mundo da poesia com ” olha o dragão que vai comer a lua ” e me ensinou os primeiros passos de tango ( eu adorava ver você e minha mãe dançando e, quer saber? – até hoje eu amo dançar ). Me deu meu primeiro Vinicius de Moraes que se transformou na paixão e foi me levando, devagarinho, para o seu mundo da arte ( que ficou para sempre aqui dentro e muito me ajudou quando precisei ). Você me deu tanto amor que ninguém o substituiu quando foi embora, me deu tanta vida mas a vida te levou embora muito cedo. Isso não foi justo mas sei que ainda cuida de mim, dos seus netos e agora dos seus bisnetos (tem um aí com você e a minha mãe, né?) e sei, também, que de onde estiver, estará ensinando as crianças a brincar, a ler e a dançar, exatamente como fez comigo. Essa foi a herança que o senhor, seu Damiani, deixou e agradeço a Deus por cada dia que segurou na minha mão . Obrigada por ter sido meu pai. Te amo. Muito.

(Roubado do Facebook; mas não é delicioso?)

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