Antes de ir-se ao Colégio São Bento, Oswald de Andrade foi aluno do Jardim de Infância e da Escola-Modelo Caetano de Campos.

Oswald de Andrade

 (in: Acervo do jornal O Estado de São Paulo)

oswald-de-andrade2(blog do amstalden)

José Oswald de Sousa Andrade
11/1/1890, São Paulo (SP) – 22/10/1954, São Paulo (SP)

Oswald de Andrade é o poeta que melhor representou a fase inicial do movimento modernista. Após estudar no tradicional Colégio São Bento, onde faz amizade com o futuro poeta Guilherme de Almeida, ingressa na Faculdade de Direito. Em 1909, assina a coluna “Teatro e Salões” como crítico teatral do Diário Popular. Lá  escreve até 1911, quando funda o semanário O Pirralho. Nessa época, viaja com frequência ao Rio de Janeiro e participa da boemia dos escritores cariocas. Proveniente de uma abastada família, tem a oportunidade de interromper o curso de Direito para conhecer a Europa em 1912, quando visita diversos países e entra em contato com o futurismo ítalo-francês, movimento artístico e literário do início do século 20 que tem como seu principal expoente o poeta italiano Filippo Marinetti.

Retorna ao Brasil acompanhado da estudante francesa Henriette Denise Boufflers, que se tornaria sua primeira esposa, com quem tem o filho José Oswald Antônio de Andrade, nascido em 1914. Participa de reuniões artísticas no salões aristocráticos da cidade, conhece o artista plástico Lasar Segall e faz jornalismo literário. No jornal A Cigarra, escreve trechos de seu romance que viria a ser integralmente publicado somente dez anos depois, “Memórias Sentimentais de João Miramar” (1924). Em 1916, publica, em parceria com o amigo Guilherme de Almeida, as peças “Mon Coeur Balance e Leur Ame”, cujos trechos são recitados pela atriz Suzanne Després no Teatro Municipal. Retorna ao curso de Direito e passa a fazer parte da equipe do Jornal do Comércio, trabalhando como redator.

A amizade com Mário de Andrade tem início em 1917, mesmo ano em que defende a pintora Anita Malfatti das críticas feitas por Monteiro Lobato no artigo “A propósito da exposição Malfatti”, publicado em 20 de dezembro de 1917, no jornal O Estado de S. Paulo. Nos anos que precederam a Semana de Arte Moderna, funda o periódico Papel e Tinta, em conjunto com Menotti del Picchia, colabora no Correio Paulistano, escreve artigos sobre o escultor Victor Brecheret, sobre o poeta Alphonsus de Guimarães, Mário de Andrade e a linguagem modernista, e participa de uma caravana paulista ao Rio de Janeiro para fazer propaganda do modernismo, tornando-se um dos líderes do movimento e o grande articulador da Semana.

Os anos de 1923 a 1930 marcam o período de sua produção mais modernista. Nessa época, torna-se colaborador das revista Klaxon e Terra Roxa, publica os romances que compõem a sua trilogia do exílio, “Os Condenados”, “A Estrela de Absinto” e “A Escada Vermelha” e divulga seus programas estéticos nos manifestos “Pau-Brasil” (1924) e “Antropofágico” (1928). É nessa época de intensa produção literária que conhece a pintora Tarsila do Amaral, com quem parte para a Europa e passa diversas temporadas vivendo entre Brasil e França. Ali, realiza conferências e homenagens, e tem a oportunidade de entrar em contato com as vanguardas artísticas europeias.

Com a crise da bolsa de 1929, passa dificuldades financeiras e vive um período turbulento em sua vida pessoal. Rompe com Mário de Andrade e se separa de Tarsila do Amaral para se casar com a escritora Patrícia Galvão, a Pagu, com que tem seu segundo filho. Em 1930, filia-se ao Partido Comunista Brasileiro e, no ano seguinte, é várias vezes detido. Nessa época, dirige o jornal O Homem do Povo e publica as peças “O Homem e O Cavalo” (1934) e “O Rei da Vela”, além do romance “Serafim Ponte Grande” (1933).

Na década de 1940, casa-se novamente outras duas vezes, publica os dois volumes do romance “Marco Zero” (1943 e 1945), e presta concurso para a cadeira de Literatura Brasileira na USP, onde obtém o título de livre-docente em 1945 com a tese “A Arcádia e a Inconfidência”. Em 1953, publica a série “Das memórias” no jornal O Estado de S. Paulo. Embora tenha se candidatado duas vezes à Academia Brasileira de Letras, não chegou a ser eleito. Faleceu aos 64 anos, deixando sua poesia como herança e influência para o movimento que viria a seguir: a vanguarda concretista.

oswald-01
(gente que educa)

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