iecc-memórias – CCLV -Escola Normal da Capital, berço da Psicologia Escolar no Brasil.

Queridos leitores:

abaixo vocês encontram o quadro encabeçando o artigo publicado pelo CRP SP, com o qual me deparei quando buscava mais informações sobre as atividades do Laboratório de Pedagogia Experimental da Escola Normal da Capital(nosso Caetano de Campos) do professor Quaglia e do mestre convidado, Ugo Pizzoli.

Abraços fuçados,

wilma.

20/01/15.

A Psicologia Escolar e sua história (1)

de Maria Fernanda Costa Waeny
e  Mônica Leopardi Bosco de Azevedo

images(ieccmemorias)

Escolas Normais
Em 1911, as escolas complementares paulistas passaram a ser denominadas Escolas Normais Primárias, com curso de 4 anos de duração, na qual uma das cadeiras era Pedagogia. No ano seguinte, em 1912, a cadeira de Pedagogia passou a compreender três disciplinas: psicologia, pedagogia e metodologia.
Em 1912, Clemente Quaglio organizou a passou a dirigir o Gabinete de Psicologia Experimental da Escola Normal da Praça da República, em São Paulo. Ugo Pizzoli foi contratado em 1914 pelo Governo do Estado de São Paulo para modernizar e dinamizar esse laboratório. Ele então criou o Laboratório de Pedagogia Experimental da Escola Normal de São Paulo, na gestão de Oscar Thompson. O gabinete era constituído por duas salas, uma para os exames “somato-anthropologicos e esthesometrica e esthesioscopica“ e outra para o “exame psicológico das funções mentais elevadas“. Também foi denominado por Gabinete de Psychologia e Anthropologia Pedagógica. Neste mesmo ano, 1914, apareceu o livro O Laboratório de Pedagogia Experimental, editado por este órgão. Esse laboratório mais tarde foi transferido para a cátedra de Psicologia da Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de São Paulo.
Em 1925 Lourenço Filho reativou o laboratório, desta vez contando com a colaboração de Noemy da Silveira Rudolfer, João Batista Damasco Pena, Branca Caldeira, Irene Muniz e Odalívia Toledo.
O laboratório resultou na criação do Serviço de Psicologia Aplicada (à educação), sob a direção de Noemy Rudolfer. Este serviço originou o Laboratório de Psicologia Educacional do Instituto de Educação (ex-escola normal) da Praça da República. Após a criação da Universidade de São Paulo, este laboratório foi transferido para a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL-USP) da rua Maria Antônia. Depois, ampliado e modernizado, converteu-se no laboratório da cadeira de Psicologia Educacional e originou diversas pesquisas, entre 1940 e 1970.
A Escola Normal de São Paulo foi representante importante para o desenvolvimento da Psicologia no Brasil em geral e da Psicologia Educacional em particular, graças às atividades de ensino da Psicologia, à produção de seu laboratório, aos cursos ministrados por psicólogos estrangeiros, mas sobretudo por ter sido a base para a Cátedra de Psicologia Educacional, da seção de Pedagogia da FFCL-USP.
As Escolas Normais foram o alicerce para as futuras seções de Pedagogia da FFCL-USP, nas quais a Psicologia foi introduzida como matéria de ensino superior.

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