Ladeira da Memória: o lançamento do dia 8 de stembro.

Foi numa terça-feira negra, de chuva, com relâmpagos faiscando no céu e enxurrando as calçadas de Sampa, lavando a alma e a consciência de quem as tivesse…
Eu estava no Aeoporto de Congonhas desde o começo da tempestade, precaução necessária para não perder o ônibus da TAP que me conduziria até Viracopos e que chegaria às 19 horas, quando meu colega escrivinhador estaria se preparando para receber os amigos na Livraria Cultura.
Fiquei “de fora” pela coincidência dos horários e pela insistência da chuva.
O “transfer” demorou tanto para chegar ao destino, que quase escrevo essa palavra em maiúsculas!
Fui a última cliente da companhia aérea a registrar as bagagens no hall fatasmagórico daquele aeroporto; se tivesse ido de táxi, teria perdido o avião, o voo e a esperança; aliás, os empregados de solo e os funcionários da TAP não deveriam estar contentes do trabalho extra que tiveram de realizar por causa do aguaceiro, do congestionamento lesmático desde a saída de Congonhas, na Marginal e na estrada: aquilo não andava e não rodava e não rolava nada: o motorista nem sabia quem poderia ser Renato Castanhari e, Ladeira da Memoria era tudo que ele talvez quisesse que nunca existisse na sua frente; ladeira, barranco, fôsso, fossa, água, tempestade em copo d’água, em taça de vinho, fúrias meteorológicas, ilógicas, perigo de não chegar ou de chegar ao fim, ao derradeiro.
Quando minha bagagem passou pela esteira do balcão, o funcionário ainda teve dúvidas se eu poderia ou não embarcar; coisa administrativa de quem possui dois passaportes…
Felizmente que na pressa de fechar o “guichê”, as malas deslizaram espertas pela esteirinha levando no bôjo dois quilos de picanha brasileira, único motivo de saudade reservado para Paris, depois daquela rocabolesca aventura.
Voei sem problemas numa poltrona da primeira fileira do avião, que não havia sido ocupada, perto de uma pessoa que segurou conversa comigo desde que entramos naque ônibus; foi uma compensação digna da Classe VIP!
Dali para frente, tudo deu certo: Lisboa, Orly, Paris 13, caminha fôfa, porto seguro.
Apenas faltou a festa na Livraria onde deveria conhecer um renascido das chamas, um autor, como eu, sem pretensão, que apenas como eu sonha em ser cronista, contista, artista, nós dois prontinhos para recebermos a alma pura e deschovida de um cara genial chamado Ruben Braga.
wilma;

22/09/15.

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2 respostas para Ladeira da Memória: o lançamento do dia 8 de stembro.

  1. Que ótimo texto, Wilma, o cenário foi exatamente este, caos total no trânsito, e a gente lá na Livraria Cultura que conseguiram chegar. Mesmo assim foi uma noite muito gostosa, de muitos reencontros, a presença do Alex Periscinotto que enfrentou tudo isso com 90 anos e deu seu abraço nos criativos de sua equipe. E dezenas de outros amigos também.
    Novamente obrigado pelo seu prestigiado espaço, e já estamos negociando de repetir a dose em São Paulo para que os que não conseguiram chegar possam também estar com a gente.
    E nessas negociações todas, quem sabe a gente não chegue no seu quintal aí.
    Beijo grande.

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