iecc-memórias – CCCXLI – Homenagem ao professor Macedo Soares.

28/03/1918(OESP)

                  20141219 Praca da Republica - Busto Prof Macedo Soares 01.jpg(busto do professor com erro na data de falecimento – Praça da República-São Paulo, agora na Luz) – wikimedia commons

NOTICIAS DIVERSAS
Escola Normal da Capital
Homenagem ao professor Macedo Soares

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“Comemorando o 30° dia do passamento do dr. José Eduardo de Macedo Soares, a Escola Normal, cuja congregação pertencia ao extinto, mandou ontem rezar uma missa e realizou uma sessão solene. As 8 e meia horas, na matriz da Consolação, presente a numerosíssima assitência, efetuou-se a primeira dessas cerimônias, sendo celebrada pelo monsenhor dr. Camillo Passalacqua, lente da Escola. A solenidade foi abrilhantada de uma pequena orquestra constituída por alunos da Escola Normal Primária, sob a regência do maestro João Gomes Jr..

Ás 14 horas, já o Salão Nobre do Jardim da Infância, severamente ornamentado, estava repleto de alunas e de alunos que iam tomar parte na sessão cívica. Entraram então no recinto, acompanhando os sres. José Eduardo de Macedo Soares Filho(deputado federal) dr. JoséCassio de Macedo Soares(seguem os nomes de todos os familiares presentes – nota minha) – Oscar Thompson, diretor Geral da Instrução Pública e A. Amaral, diretor da EN do Distrito Federal e os lentes das EN Secundária e Primária da Capital.
Gomes Cardim abriu a sessão discursando(segue um discurso enumerando os “grandes mortos” que passaram pela ENC – Caetano de Campos, Godofredo Furtado e Sá e Benevides, ocupando quase duas colunas e colocando o seleto finado como uma síntese dos demais falecidos- nota minha).
Seguiu-se o discurso de Cyridião Buarque.
Um retrato de Macedo Soares, desenhado na lousa pela professora Carlota do Amaral, foi descoberto ao público.

O professor sugeriu um epitáfio para o túmulo do antigo colega:
“Na família educador, na escola pai” (provavelmente invertendo os adjetivos que a revisão e a tipografia deixaram passar – nota minha).
Falou também o professorando Narbal de Marsillac Pontes, pelo Grêmio Dois de Agosto.
A orquestra de alunos finalizou a cerimônia com as seguintes obras :
– « Lamentação”(Reutsch)
– « Marcha Funebre »(Chopin)
– « Ave Maria »(Gounod).”

Os Macedo Soares*

Os descendentes de Joaquim Mariano de Azevedo Soares e de Maria de Macedo, atuaram em várias áreas da vida nacional. Entre seus dez filhos estavam Joaquim Mariano de Macedo Soares, Antonio Joaquim de Macedo Soares e José Eduardo de Macedo Soares.

 

Joaquim Mariano de Macedo Soares formou-se em Medicina, participou da guerra do Paraguai como médico militar e dirigiu o Hospital flutuante Anicota. Foi diretor do Hospital Militar de Andaraí e do Instituto dos Meninos Cegos. Teve quatro filhos, entre os quais Samuel de Macedo Soares, nascido em Niterói, farmacêutico, que se estabeleceu em Jacareí e que também teve quatro filhos, inclusive Milton de Macedo Soares, que se mudou para Santos.

 

Antônio Joaquim de Macedo Soares tornou-se magistrado, publicou várias obras jurídicas e agiu em favor de escravos ilegais, ficando conhecido como “juiz redentor”.

 

José Eduardo de Macedo Soares fundou um colégio em São Paulo e introduziu aperfeiçoamentos pedagógicos no país. Seu filho e homônimo, jornalista e político, fundou dois jornais oposicionistas e participou do levante do forte de Copacabana. Outro filho foi o biografado, José Carlos de Macedo Soares.

 

Os generais Edmundo de Macedo Soares e Edmundo de Macedo Soares e Silva e o almirante Celso Aprígio Macedo Soares Guimarães, tiveram atuação destacada na área militar.

 

Na Misericórdia de Santos atuam três gerações de médicos dessa ilustre família. Milton de Macedo Soares, nascido em Jacareí em 1902, formou-se pela Faculdade de Medicina da Praia Vermelha do Rio de Janeiro em 1926, e veio trabalhar neste Hospital como cardiologista. Seu filho Eduardo Vargas de Macedo Soares e os netos Milton de Macedo Soares Neto e Alberto de Macedo Soares também são distintos médicos santistas.

nota minha: José Carlos de Macedo Soares, filho, foi brilhante embaixador e seu filho, o neto, jornalista dos mais competentes em São Paulo; Carlota de Macedo Soares, arquiteta famosa e musa de Elisabeth Bishop, também era do mesmo clã.
* in: A Revista das Santas Casas
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