Priscila Ferraz aqui!

Queridos leitores;

Segue uma foto tirada na quinta-feira dia 22 durante o jantar num restaurante daqui, onde o que contou foi mesmo o encontro com o casal Arnaldo e Priscila Ferraz e seus conhecidos.

Eles estavam acompanhados de amigos do peito, todos do clube Pinheiros, e conversa vai, conversa vem, Sylvia e Gerald contaram coisas que tem a ver de perto com a minha vida, e inclusive citaram fatos que também aparecem no meu 1° livro; nomeavam parentes queridos que fizeram parte da minha infância e da infância de duas outras caetanistas, Kathy e Jeanny, por terem todos habitado no mesmo endereço da rua Rego Freitas.

O mundo cabe no botão da minha camisa e é preciso saber desabotoar o passado feliz, aquele que contribui ao presente igualmente afortunado.

Pierre encontra-se em frente do Gerald, que se sentou ao lado da Sylvia; Arnaldo, como Velasquez no quadro “As meninas”, é visto refletido no espelho desta meta-fotografia.

A personagem principal desta composição amical é a Priscila, que vai voltar a escrever inclusive para o nosso blog, depois de ter interrompido a lavra de suas crônicas para visitar a terra que me recebeu desde 78.

Vou ter saudade…

Abraços esfomeados,

wilma.

26/10/15.

2015 Priscila Arnaldo gerald e Sylvia, com Pierre

 

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(08/07/13)

“As Meninas”, de Diego Velásquez – Análise da obra

A obra “As Meninas”, é uma tela de grandes proporções  (318x276cm), que se encontra,  no Museu do Prado em Madrid. Intitulada originalmente como A Família, a tela foi salva de um incêndio que atingiu o Palácio Real de Madrid em 1750, passando ao Museu do Prado em 1819 e recebendo, posteriormente, o título de Las Meninas. Embora “menina” seja uma palavra da língua portuguesa, era usada na corte espanhola com o sentido de “dama de companhia”.

A obra seria um simples retrato de família real, ou de como se vivia na Corte de Filipe IV, se não fossem alguns elementos adicionais que a tornam uma das mais estudadas obras de arte. Uma novidade introduzida por Velázquez foi incluir-se em lugar de relevo, na cena retratada – ele pinta-se em serviço, diante de um cavalete, com os seus objectos de trabalho em punho. Nas vestes da sua capa de veludo, vê-se a cruz da Ordem de Santiago que foi incluída na tela, somente após a sua morte. Ao seu lado está, centralizada, a infanta Margarida, personagem principal do quadro. Em seu redor estão aquelas que seriam as suas damas de companhia, jovens e adultas, D. Isabel de Velasco e D. Agustina Sarmiento (que segura uma pequena jarra de barro numa bandeja de prata). Surgem ainda Maribárbola, uma anã alemã ricamente vestida e Nicolasito Pertusato, também ele anão, de família nobre italiana, divertindo-se com o cão deitado. Logo atrás surgem no meio da obscuridade, uma governanta de serviço ou dama de companhia, Dona Marcela de Ulloa com vestes de monja, a conversar com um cavalheiro não identificado, possivelmente o guarda-damas, Diego Ruiz de Azcona. Mais ao fundo um homem entra em cena e movimenta uma cortina, trazendo mais luminosidade à tela – o camareiro da rainha, D. José Nieto, fidalgo ao serviço da câmara-real que vai espreitando através do vão duma porta, no patamar das escadas.

Os dois quadros visíveis nas paredes representam cópias de telas mitológicas de Rubens e Jordaens. Porém, para os mais observadores, o elenco não está acabado. Ao fundo, numa moldura, está um espelho, onde surgem reflectidos os reis de Espanha, Filipe IV e a sua segunda esposa e sobrinha, Mariana de Áustria. Essa visão altera a ideia de que Velázquez se preparava para pintar a Infanta e as outras companheiras – parece agora que o pintor olhava para os reis e as meninas apenas assistiam à cena, como testemunhas daquele ritual. O uso do espelho, embora não exclusivo de Diego Velázquez, aumenta a subjectividade, e as controvérsias sobre quem seria, de facto, retratado.
A pintura foi terminada em 1656, data que encaixa com a idade que aparenta a infanta Margarida (uns cinco anos). Filipe IV e dona Mariana costumavam entrar com frequência na oficina do pintor, conversavam com ele e às vezes ficavam bastante tempo vendo-o trabalhar, sem protocolo algum. Isto era algo muito repetido na vida normal do palácio e Velázquez estava acostumado a estas visitas. O lugar onde trabalhava Velázquez era uma sala ampla do piso térreo do antigo Alcázar de Madrid que fora o aposento do príncipe Baltasar Carlos, falecido em 1646, dez anos antes da data de execução de “As Meninas”. É precisamente este aposento que aparece retratado no quadro.

Elementos fundamentais na obra

A Infanta Margarida: A figura central ao ser a infanta Margarida explica-se pelo facto de que, até aquele momento, a menina seria a herdeira do trono espanhol – a sua irmã mais velha estava para se casar com o rei de França, o que a excluía do acesso ao trono, e o seu irmão mais novo, que viria a herdar o trono, ainda não tinha nascido.

Auto retrato: À esquerda da composição em “As Meninas” está  Diego Velázquez a pintar. Ele segura a paleta de cores com a mão esquerda e um pincel com a direita. No peito, leva a insígnia da Ordem de Santiago. Como Velázquez somente foi nomeado cavaleiro em 1559, é provável que a insígnia tenha sido pintada após a conclusão da obra.

O espelho: Na parede de fundo do quarto retratado em “As Meninas”, um espelho reflecte a imagem do rei Filipe IV e da rainha Mariana, os verdadeiros protagonistas da obra?

Fontes: comartecultura.wordpress.com

www.artehistoria.jcyl.es

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