iecc-memórias – CCCXLVII- Comemoração da Batalha do Riachuelo com a participação da ENC em 1918.

11/06/1918(OESP, com artigo semelhante publicado aos 09/06/1918 para antecipar e aos 12/06/1918 para descrever o acontecido)

 Afficher l'image d'origine(Jornal do Brás-Barroso)

 

Comemoração da Batalha do Riachuelo
(resumo)

A cerimônia a ser realizada no Parque Antártica, constará, entre outros momentos, do juramento à Bandeira, a ser prestado pelos reservistas do Collegio Mackenzie e da Escola Normal da Capital, antes da saída do préstito.
Os oficiais a participarem de batalha estarão uniformizados em tecido de flanela e os demais em brim caqui.

(parque Antártica -1918 para outro evento)

A Escola Normal de São Paulo apresentará uma companhia de guerra com o efetivo de 150 homens e a respectiva banda de cornetas e tambores, para receber em formação da senhorita Florita de Almeida Prado, com uma bandeira em gorgorão de seda, bordada a prata por : Lila Figuiero França Leite, Georgina Hadler e Chiquita Simões Pinto, alunas da ENP sob a direção de dona Sarah Ribeiro, inspetora daquela escola. Essa companhia vai desfilar com aquela do Collegio Mackenzie, perfazendo 300 homens, para acompanhar em seguida a 43a coluna em direção do centro da cidade, às 15 horas; tudo organizado pela Liga Nacionalista.
Formação da passeata:
a) Banda de clarins à cavalo formará tres fileiras na rua Barão de Itapetininga em direção ao Viaduto do Chá ;
b)À sua retaguarda, teremos a Marinha ;
c) Enfermeiras da Cruz Vrmelha segurão depois da Marinha ;
d) As alunas da Escola Normal prosseguem-no com 5m de distância entre um bloco e outro ; desfimam depois:
e) Piquete de cavalaria e o 43° de caçadores ;
f) Membros do conselho deliberativo da Liga Nacionalista;

(Desfile cívico promovido pela Liga Nacionalista, em comemoração à Batalha de Riachuelo)

g) Veteranos do Paraguai;
h) Representantes do comércio e da sociedade;
i) Tiro Naval de Santos;
j) Escoteiros;
k) Populares e outras associações.

Segue no artigo a descrição do trajeto percorrido e o nome das autoridades presentes.

 

Batalha do Riachuelo pela Wikipédia:

 

A Batalha Naval do Riachuelo, ou simplesmente Batalha do Riachuelo, travou-se a 11 de junho de 1865 às margens do arroio Riachuelo, um afluente do rio Paraguai, na província de Corrientes, na Argentina.

Essa é considerada pelos historiadores militares como uma das mais importantes batalhas da Guerra do Paraguai (1864-1870).

 

O cenário

A bacia do rio da Prata era estratégica para as comunicações entre o Oceano Atlântico e os contrafortes orientais da Cordilheira dos Andes. O transporte de pessoas, animais e de mercadorias era feito pelos rios, uma vez que quase não havia estradas até à segunda metade do século XX. O país que controlasse a navegação de seus rios, mas principalmente a sua foz, controlaria o interior do território e a sua economia.

O Paraguai não tinha uma saída direta para o mar, uma vez que a bacia estava em mãos da Argentina e do Uruguai, este último em constante disputa entre os interesses da República Argentina e do Império do Brasil. Por essa razão, as fortificações mais importantes do Paraguai tinham sido erguidas nas margens do baixo curso do rio Paraguai.

No início do conflito, as tropas paraguaias já haviam ocupado áreas da então Província do Mato Grosso (atual Estado do Mato Grosso do Sul), no Império do Brasil, e da República da Argentina. Se vencessem a batalha do Riachuelo, poderiam navegar livremente pelo rio Paraguai, descer o rio Paraná, conquistar Montevidéu no Uruguai e, de lá, ocupar a então Província do Rio Grande do Sul. Formar-se-ia assim o Grande Paraguai, que se abriria ao comércio atlântico com as demais nações.

Antecedentes da batalha

 

Coube ao Almirante Joaquim Marques Lisboa, Visconde de Tamandaré, depois Marquês de Tamandaré, o comando das Forças Navais do Brasil em Operações de Guerra contra o Governo do Paraguai. A Marinha do Brasil representava praticamente a totalidade do Poder Naval presente no teatro de operações. O Comando-Geral dos Exércitos Aliados era exercido pelo Presidente da República da Argentina, General Bartolomeu Mitre. As Forças Navais do Brasil não estavam subordinadas a ele, de acordo com o Tratado da Tríplice Aliança. A estratégia naval adotada pelos aliados foi o bloqueio. Os rios Paraná e Paraguai eram as artérias de comunicação com o Paraguai. As Forças Navais do Brasil foram organizadas em três Divisões – uma permaneceu no Rio da Prata e as outras duas subiram o Rio Paraná para efetivar o bloqueio.

Com o avanço das tropas paraguaias ao longo da margem esquerda do Paraná, na Província de Corrientes, Tamandaré resolveu designar seu Chefe do Estado-Maior o Chefe-de-Divisão (posto que correspondia a comodoro, ou almirante de uma estrela em outras Marinhas) Francisco Manuel Barroso da Silva, para comandar a força naval que estava rio acima. Barroso partiu de Montevidéu em 28 4 1 865, na Fragata Amazonas, e se juntou à força naval em Bela Vista. A primeira missão de Barroso foi um ataque à cidade de Corrientes, que estava ocupada pelos paraguaios. O desembarque ocorreu, com bom êxito, em 25 de maio. Não era possível manter a posse dessa cidade na retaguarda das tropas invasoras e foi preciso, logo depois, evacuá-la, mas o ataque deteve o avanço paraguaio para o sul, ao longo do Rio Paraná. Ficou evidente que a presença da força naval brasileira deixaria o flanco dos invasores sempre muito vulnerável. Era necessário destruí-la, e isso motivou Solano López a planejar a ação que levaria à Batalha Naval do Riachuelo.[1]

Os combatentes

 
Batalha Naval do Riachuelo: momento decisivo, quando Barroso põe a pique o Jejui (aquarela do Almirante Trajano Augusto de Carvalho).

A esquadra paraguaia, partindo de Humaitá na na noite de 10, devia regular a sua marcha de modo a atingir a esquadra brasileira nas primeiras horas da madrugada de 11 de junho. Cada um dos navios paraguaios devia abordar um dos navios brasileiros. Se algum destes conseguisse repelir a abordagem, teria a sua retirada cortada por uma bateria previamente assestada no barranco sobre o canal Riachuelo, duas léguas abaixo da cidade de Corrientes. Ide e trazei-me os navios brasileiros! foram as palavras de Lopes quando terminou a proclamação que dirigiu à sua esquadra no momento da partida de Humaitá. A distancia poderia ser percorrida em cinco ou seis horas, mas uma avaria no vapor Iberá não permtiu efetuar a surpresa antes do romper do dia, e só às 9 horas as duas esquadras se avistaram.[2]

 

 

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Uma resposta para iecc-memórias – CCCXLVII- Comemoração da Batalha do Riachuelo com a participação da ENC em 1918.

  1. Dois logradouros paulistanos homenageiam a Batalha do Riachuelo:

    a Rua do Riachuelo, no centro antigo,

    e a Avenida Onze de Junho, no bairro da Saúde.

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