iecc-memórias CCCLIII – O 7 de setembro de 1918(precedido por uma crônica de urgência)

 

 

(wilma schiesari-legris)

BRASIL - UMA BIOGRAFIA

BRASIL – UMA BIOGRAFIA

Trata-se do melhor livro (de crônicas) de História do Brasil que caiu em minhas mãos ultimamente.   Lilia Moritz Schwarcz e Heloísa Starling, professoras universitárias, a primeira, de História, na UFMG, em Belo Horizonte, e a segunda de Antropologia na USP, são realmente escritoras de mão cheia e me hipnotizaram por dois dias; devorei quase 800 páginas num piscar de olhos e deixei cair o mundo que me rodeava.

Linguagem de cronista, o livro ricamente documentado com ilustrações de qualidade, é um caminho curto para se conhecer a verdadeira História do Brasil, desde o seu Período Colonial até a Abertura Democrática, e pode ser lido por jovens desde os 10 ou 12 anos , se não forem analfabetos funcionais, pelo uso de linguagem coloquial. Entretanto são principalmente os adultos que nos cursos básicos tiveram que engolir histórias da Carochinha;  lembram-se? que merecem essa leitura;  como no quesito das relações de opressão que Portugal e a Inglaterra exerceram sobre a nossa terra, que segundo o livro Histde Borges Hermida, História do Brasil, não passava de uma estorinha(para relembrar a ortografia da época) do Brazil.

Bom saber como se desenrolaram as lutas entre os soldados brasileiros contra os quilombos, verdadeios estados com todo um sistema organizado, como foram as revoluções como as Cabanadas, Emboabas, Guerra  Mascates, Inconfidência Mineira, todas as demais que as precederam e todas que as suscederam, como Canudos e outras carnificinas que nada deixam a dever às manchetes brutais que acontecem no mundo em certas partes do globo.

O brasileiro da gema não teve nada de cordial, marcando caracteristicamente o país de violência endógena, doença crônica, que perdura até hoje ante a ação e a reação.

Amarguras à parte, um tratamento muito especial é dado aos textos que buscam explicar o tráfico de escravos de autóctones, e depois o tráfico negreiro, mal conhecido da gente,  feito entre, principalmente,  os comerciantes-armadores portugueses, franceses, holandeses e americanos, lembrando aquela velha lenda do valor de uso e do valor de troca!

Quanto à desmistificação da Lei áurea, assinada na marra pela nossa princesa Isabel, faltou dizer que a maior interessada, a Inglaterra, pensava que uma vez libertos, os escravos se tornariam cidadãos consumidores daquilo que a revolução industrial produziu por lá…  e que o ilustre Conde d’Eu, segundo o professor Leandro Karnal, outro mestre que merece o meu total respeito, foi um homem absolutamente desonesto, como quase todos que pelo Brasil passaram, governaram, exploraram e mataram*.

Há muito que queria escrever esta resenha, mas tem horas em que a motivação é bem maior, lembrando que a principal escola de São Paulo ainda brindava os alunos com velhos estereótipos do Carapreta, para boi dormir.

Tive excelente professora de História durante o Curso Normal, nomeada Vera Pereira de Athayde; mas aquela que nos iniciou à disciplina, dona Maria Edith Leme(pela cidade onde o pai mandava) de Oliveira era cunhada do interventor Lucas Garcez; suspeita para lecionar essa matéria, ora bolas!

Agradeço a minha amiga Maria de Lourdes Baeta, que me encomendou a compra do livro, o qual entreguei de  segunda mão, levando em consideração o valor de uso e  de troca do produto!

Abraços revoltados,

wilma.

21/11/15.

NOTA:

*Outro historiador de confiança é o professor Boris Fausto, por favor!

 

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(Volpi – modernidadeartes.blogspot)

08/09/1918(OESP)

NA ESCOLA NORMAL
Realizou-se ontem na ENC e sua anexas, o programa rigorosamente planejado, em presença das famílias dos alunos, iniciado ao meio-dia no Jardim da Infância.
A Escola Modelo “Caetano de Cmapos” prosseguiu as comemorações às 14 horas, com todas as classes decoradas, e ilustradas as lousas laterais por motivos feitos a giz colorido.

(O grito do Ipiranga, de Pedro Américo)Afficher l'image d'origine

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José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência do Brasil, por Benedito Calixto e D. Pedro I,  de Simplício Rodrigues e Sá.

Cantos e hinos foram cantados e cada professor fez uma alocução aos seus alunos, em classe; foi entregue aos alunos um papel especial com o retrato do Patriarca da Independência, no qual eles fizeram uma composição escrita alusiva à data.
No Curso Complementar Feminino o programa consistiu na apresentação de nuúmeros, como “Pátria”, pela aluna Jandyra Pereira; “Brasil”; pela aluna Amélia Telles; “7 de Setembro”, por Marina Freire; “Ipiranga e o 7 de Setembro”, por Isolina Malatesta; “7 de Setembro”, por Ruth do Valle; “Independência ou morte”, por Enid Silva; “A São Paulo”, por Apparecida Aguiar” e o Hino Nacional cantado por todas.
No Curso complementar Masculino o programa consistiu na apresentação de números, como “A Independência do Brasil”, pelo aluno Francisco de Moura; “Independência ou morte!”, por João Alves de Lima; “A Pátria”, discurso do aluno Abílio Soares; “José Bonifácio”, por Herbert da Fonseca; Hino à Independêcia.
A parte esportiva, provavelmente a mais espetacular , teve de ser adiada para o 12 de outubro em razão do mau tempo.

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