Herbert Levy, caetanista e oportunista!

Herbert Levy

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Vasculhando os arquivos do Jornal O Estado de São Paulo, encontrei uma nota sobre Torneio Regional Esportivo promovido ela Liga de Amadores de Futebol e patrocinado pela Federação Paulista de Atletismo no Clube Paulistano em finais de 1926.

A Escola Normal da Capital competiu e seus representantes foram
Luiz Thadey Haller e Octavio S. Vianna(corrida de 100m), Duilio Marone e Octavio Vianna(salto em extensão) Duilio Marone (salto em altura) ; Duilio Marone e Herbert Levy(arremesso de disco); Herbert e Horold Levy, e Octavio S. Vianna(natação).

Naquela época Herbert Levy contava com 15 anos e já corria atrás do sucesso e da fama e, lendo sua biografia, constato que como todos os oportunistas, os fins lhe justificavam os meios; o importante era levar vantagem, método que  continua ocorrendo no nosso meio!

Aproveitou-se de quatrocentões que se desfizeram de suas terras; passou por muitos partidos da direita e puxou o tapete de Roberto Simonsen, provavelmente seu rival no ramo da cafeicultura.

Morreu rico e famoso, mas aqui entre nós, sua condição moral não me parece das melhores; pessoalmente, não gostaria de ter sido sua filha!

 

Vasculhando mais um pouco sobre Herbert Levy, encontrei algumas linhas a seu respeito, que resumo abaixo:

“Nascido em 2 de novembro de 1911 em São Paulo e ali falecido aos 15 de janeiro de 2002, Herbert Levy foi um empresário, político e banqueiro brasileiro, formado em Ciências Políticas e Sociais pela ESPSP, tendo na década de 40 fundado o Banco da América que se ligou ao Itaú em 1969;  ali foi o presidente do conselho por dezessete anos.

 

Fundador dos jornais Gazeta Mercantil e Notícias Populares, Levy atuou como deputado federal por dez mandatos consecutivos, entre 47 e 87, tendo passado pela UDN , Arena, Partido popular, PDS, PFL e PSC; foi secretário da Agricultura do Estado de São Paulo no governo Abreu Sodré.

Foi também um ferrenho opositor do governo de João Goulart. Com o advento da redemocratização do país, foi um dos principais financiadores da vitoriosa campanha de Jânio Quadros à  prefeitura de São Paulo(1985).

Ainda como fazendeiro e agricultor, adquiriu a Fazenda Santa Maria que pertenceu ao doutor José de Queiroz Aranha e anteriormente ao barão de Anhumas, Manuel Carlos Aranha.

Logo após o Golpe, o deputado Herberti Levy conseguiu criar uma CPI da Comal, a empresa de exportação de café de Simonsen. Na CPI, Levy conseguiu que o novo regime cancelasse a licença da empresa para comercialização de café, sem que ela tivesse um único título protestado.

Quando o novo governo, ignorando acordos assinados pela Comal com as autoridades monetárias, concluiu que a empresa tinha para com o Estado uma dívida de café no valor de US$ 23 milhões, Simonsen ofereceu seu vasto patrimônio como garantia para continuar operando. O Banco do Brasil fez as contas e concordou com a proposta, mas, logo em seguida, voltou atrás. O incrível é que depois, ainda em plena ditadura, Levy viu rechaçadas pelo Supremo Tribunal Federal todas as acusações que fizera à Comal. Mas as empresas de Simonsen, àquela altura, já tinham sido fechadas, fracionadas ou vendidas.”(wikipédia pt)

 

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