PARTE II – CAETANO DE CAMPOS – Final do ano 1929…

Pouca coisa apareceu na imprensa sobre a ENC em dezembro de 1929. Aliás, desde que Arthur Bernardes exerceu a presidência do Brasil, aplicava-se a censura tanto na vida de todos os dias, como nos jornais. Idém na época de Washinton Luiz.

Não devemos nos esquecer que a ENC, ligada que estava aos políticos do Estado, que ainda por cima se alternavam com os mineiros na presidência do país, refletia o pensamento e as normas das oligarquias “café”, da dupla “café-com-leite”.

Para entendermos a evolução de tudo o que aconteceu na nossa escola quando vocês lerem os próximos episódios da PARTE II, segue no final deste post um documento cinematográfico no qual guardei apenas os 17′.

Abraços revolucionários,

wilma.

17/05/2016.

DEZEMBRO(1929)

 

21/12/1929(OESP)

Nomeada d. Amélia da Silva Pinto para exercer o cargo de substituta efetiva da Escola Modelo “Caetano de Campos”, anexa à ENC.

 

A revolução que foi golpe!

(título meu)
(Tirado da Wikipédia porque estou com trabalho atrasado; mil perdões!)

Em 1929, lideranças da oligarquia paulistana romperam a aliança com os mineiros, conhecida como política do café-com-leite, e indicaram o paulista Júlio Prestes como candidato à presidência da República. Em reação, o Governador de Minas Gerais, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada apoiou a candidatura oposicionista do gaúcho Getúlio Vargas.

Em 1 de março de 1930, foram realizadas as eleições para presidente da República que deram a vitória ao candidato governista, que era o governador do estado de São Paulo, Júlio Prestes. Porém, ele não tomou posse, em virtude do golpe de estado desencadeado a 3 de outubro de 1930, e foi exilado. Getúlio Vargas assumiu a chefia do “Governo Provisório” em 3 de novembro de 1930, data que marca o fim da República Velha no Brasil.

A sucessão do Presidente Washington Luís

A conturbada sucessão de Washington Luís ocasionou a Revolução de 1930.

Na República Velha (1889 – 1930), as eleições para presidente da república ocorriam em 1 de março e a posse do presidente eleito ocorria em 15 de novembro, de quatro em quatro anos. Como não existiam partidos políticos organizados a nível nacional na República Velha, cabia ao presidente da república a condução de sua sucessão, conciliando os interesses dos partidos políticos de cada estado. A eleição para escolha do sucessor do presidente Washington Luís, que governava desde 1926, estava marcada para 1 de março de 1930. A posse do seu sucessor deveria ocorrer em 15 de novembro de 1930.

Na República Velha vigorava a chamada “política do café-com-leite“, em que os presidentes dos estados (nome que recebiam, à época, os governadores de estado) de São Paulo e de Minas Gerais alternavam-se na presidência da república. Assim, de acordo com esta “política do café-com-leite”, Washington Luís deveria indicar, para ser seu sucessor, o presidente de Minas Gerais Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, ou o vice-presidente da República, que era o mineiro Fernando de Melo Viana, que já fora presidente de Minas Gerais, ou outro líder político mineiro. O nome do ex-presidente Artur Bernardes foi lembrado, mas não era aceito por muitos, especialmente por Antônio Carlos. O nome de Melo Viana foi vetado por Artur Bernardes e por Antônio Carlos.

Porém, no início de 1929, o presidente da República, Washington Luís, fluminense da cidade de Macaé e radicado em São Paulo desde sua juventude, tendia a apoiar o presidente de São Paulo, Júlio Prestes, que pertencia ao Partido Republicano Paulista, ao qual também pertencia Washington Luís.

              (Time)Afficher l'image d'origine

Em 29 de março de 1929, o jornal norte-americano The New York Times informava que os cafeicultores de São Paulo dariam um banquete a Júlio Prestes em Ribeirão Preto e o apoiariam para a presidência, e esperavam o apoio dos demais estados produtores de café. O jornal relatava ainda que Minas Gerais estava politicamente dividida.

O presidente de Minas Gerais, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, quebrando o compromisso assumido com Washington Luís de só tratar da questão sucessória a partir de setembro de 1929, envia uma carta, datada de 20 de julho de 1929, a Washington Luís, na qual indica Getúlio Vargas como o preferido para candidato à presidência da república para o mandato de 1930 a 1934. Dizia Antônio Carlos na carta: “Com o objetivo sincero de colaborar para uma solução conciliatória e de justiça, julguei acertado orientar-me na direção do nome do doutor Getúlio Vargas, por ser o de um político que se tem destacado no apoio firme e na completa solidariedade à política e à administração de V. Ex.”[6]

O termo “solução conciliatória” significa um candidato não paulista e não mineiro, como havia ocorrido em 1918, com a escolha do paraibano Epitácio Pessoa como candidato à presidência da República. Washington Luís, então, devido ao lançamento da candidatura Getúlio feita por Antônio Carlos, iniciou o processo sucessório consultando os presidentes dos estados (naquela época havia 20 estados no Brasil), e indicou o nome do presidente do estado de São Paulo, Júlio Prestes de Albuquerque, paulista, como o seu sucessor, no que foi apoiado pelos presidentes de dezessete estados. Os três estados que negaram apoio a Júlio Prestes foram: Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba.

Até hoje, lê-se na bandeira da Paraíba a palavra NÉGO (do verbo “negar”). O telegrama do presidente da Paraíba João Pessoa, conhecido como o “Telegrama do Négo” (antigamente grafado Nego), é datado de 29 de julho de 1929, nove dias após Antônio Carlos lançar Getúlio Vargas candidato à presidência da república. No telegrama, João Pessoa, relatando a decisão tomada pelo Partido Republicano Paraibano, dizia: “Reunido o diretório do partido, sob minha presidência política, resolveu unanimemente não apoiar a candidatura do eminente dr. Júlio Prestes à sucessão presidencial da República”.

        
                              
                                                                              (FAHESA/ITEPAC)
                                                                      Afficher l'image d'origine
                                                                                                    Afficher l'image d'origine(E. PESSOA in Wikipédia)                         

 

Era comum, naquela época, as negociações políticas, chamadas démarches, se fazerem, especialmente, através de longas cartas. Washington Luís divulgou pela imprensa várias cartas que recebeu de Getúlio Vargas e de Antônio Carlos de Andrada para provar que não impusera o nome de Júlio Prestes como candidato à sua sucessão. Antônio Carlos chegou a ser considerado pré-candidato à presidência da república, como mostra uma marchinha da época, de autoria de Freire Júnior, cantada por Francisco de Morais Alves e que se tornou uma profecia:

(Fragmento de A Revolução de 1930 – Resumo – Vídeo Escola; 1980)

 

Afficher l'image d'origine(Wikipédia)
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