AMÉRICO BRASILIENSE ANTUNES DE MOURA

AMÉRICO BRASILIENSE ANTUNES DE MOURA

365 DIAS DE HISTÓRIA DE MUZAMBINHO

Quarta-feira, 18/2/2015

in: HistoriadeMuzambinho.Blogspot.Com especial para Muzambinho.Com

EDIÇÃO 49

Américo de Moura: um erudito na História de Muzambinho

Otávio Luciano Camargo Sales de Magalhães

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                                            (Foto de “O Estado de S Paulo” de 21 de julho de 1953.)

 

Vamos apresentar a história de um muzambinhense, descendente de Pedro de Alcântara, que venceu num concurso para o celebrado Colégio Culto à Ciência, de Campinas, o professor Otoniel Motta e o famoso político Raul Soares.

(America Pink – Colégio Culto à Ciência)Afficher l'image d'origine

Américo Brasiliense Antunes de Moura, filólogo, historiador, genealogista, professor do magistério público secundário de São Paulo. Foi membro da Academia Paulista de Letras, da Sociedade Paulista de Escritores e da Sociedade Paulista de Filologia. Também do Instituto Histórico e Geográfico, Instituto Heráldico Genealógico e Sociedade Científica de São Paulo.

Américo de Moura nasceu no Retiro das Palmeiras, em Santa Bárbara do Oeste, em 7 de julho de 1881, filho de Francisco Antunes de Moura, que foi Secretário da Câmara de Muzambinho e Amélia Lucinda da Mota. Ele foi batizado em Muzambinho com quase 2 anos de idade.

Existem dúvidas sobre seu nascimento, pois, apenas em 1922, num discurso de formatura, declarou o seu local de nascimento, tendo sido registrado como nascido em Muzambinho. Vários autores questionam que ele tenha nascido em Piracicaba devido aos cargos públicos ocupados pelo seu pai em Muzambinho na época de seu nascimento.

Seu pai Francisco Antunes de Moura nasceu em 1853 em Campo Largo-SP e faleceu em 19 de setembro de 1902 em Santa Cruz do Rio Pardo, tendo como filhos Rafael Moura, Américo Brasiliense Antunes de Moura, Lucinda de Moura Araújo, Maria de Moura Azevedo e Joaquim de Moura. Lucinda Moura era casada com João Gonçalves de Araújo, proprietário das terras onde hoje se localizam o Estádio Antônio Milhão e a Escola Agrotécnica Federal – tinha fama de mandar matar seus desafetos; a filha de Lucinda, chamada Maria de Araújo, foi casada com Hugo Bengston, importante político de Muzambinho.

Sua mãe, Amélia Lucinda da Mota, nasceu em Muzambinho em 31 de outubro de 1863, onde foi batizada em 10 de novembro. Amélia era neta de José Pedro de Magalhães, terceiro filho e filho homem mais velho de Pedro de Alcântara Magalhães, fundador de Muzambinho. Após ficar viúva ela voltou a morar em Muzambinho, até falecer em 1945, o que fazia com que Américo de Moura muito frequentasse Muzambinho.

Francisco Antunes de Moura casou com Amélia Lucinda de Moura em 24 de maio de 1876, em Muzambinho, e lá teve seu primeiro filho, Rafael de Moura em 1877, tendo nascido o segundo filho, Américo Brasiliense, em Santa Bárbara do Oeste em 7 de junho de 1881. Os outros filhos dele, Lucinda de Moura Araújo[2], nascida em 30 de junho de 1884 e Maria de Moura Azevedo, nascida em 1888, ambas nasceram em Muzambinho.

Américo de Moura foi casado com Lídia de Almeida Moura, contraindo núpcias em 23 de junho de 1904, em Sorocaba, e teve como filhos dr. Francisco Moura,  nascido em 16 de abril de 1905 em Campinas, engenheiro químico industrial, casado com Lourdes Tupi Caldas ou Lourdes Lousada Caldas; João Antunes de Moura, nascido em 3 de novembro de 1906 em Campinas, casado com Yolanda Evangelista; Américo de Moura Filho, nascido em 2 de novembro de 1908 em São Paulo, químico; Maria Virgínia Antunes de Moura, nascida em 15 de novembro de 1909, em Campinas, professora; Lídia de Moura Ferreira, nascida em 14 de julho de 1911, em Campinas, professora, casada com Jayme Pereira Ferreira; Joaquim Clemente de Almeida Moura, nascido em 22 de novembro de 1914, em Campinas, casado com Leonilda Carbonari; Rafael de Moura e Amélia de Moura, os dois últimos não citados na notícia de falecimento do mesmo e nem possuem data de nascimento em suas biografias, podendo não ter existido ou serem natimortos.

Américo de Moura era cunhado do presidente do Tribunal de Contas de São Paulo, Genésio de Almeida Moura e do professor da USP Pedro de Almeida Moura.

 

Suas primeiras letras fez em Muzambinho, cidade natal da mãe e do irmão mais velho, onde morou de 1887 a 1890. Entre 1890 e 1899 trabalhou, morando em Guaranésia, Batatais, Sorocaba e São Paulo, e também Muzambinho. Apenas em 1900 pode ingressar na Escola Normal.

Formou em 1903 pela Escola Normal de São Paulo. Em 1904 conseguiu um emprego na Escola Normal de Campinas, na cadeira do curso Complementar, não sendo porém, catedrático.

Se destacou por ter sido o primeiro catedrático do Ginásio Estadual “Culto à Ciência”, segunda escola pública mais antiga do estado de São Paulo, e mais antiga do Brasil não localizada numa capital, vencendo em concurso público Raul Soares e Othoniel Motta, o primeiro, importante político mineiro que poderia ter chegado a presidência de república se não morrido jovem, o segundo, que hoje dá nome para a terceira escola mais antiga de São Paulo, em Ribeirão Preto. Lecionou por lá e 1906 até 1914.

Após brilhantes provas de concurso, tendo como competidores o dr. Raul Soares de Moura e professor Otoniel Mota, foi nomeado em 8 de outubro desse ano para a cadeira de português, o professor Américo Brasiliense Antunes de Moura que exercia o cargo de professor na antiga Escola Complementar desta cidade. O professor Américo de Moura, inteligente e estudioso, deixou o exercício da cadeira em 14 de abril de 1914, por ter sido nomeado lente da Escola Normal Secundária da Capital do Estado. (N.A.: O Dr. Raul Soares foi, posteriormente, eleito Governador do Estado de Minas Gerais) Fonte: http://cultoaciencia.net/monografia2.htm

Foi também catedrático de Português em São Paulo, lecionando até aposentar na Escola Normal da Capital, tendo lecionado entre 1914 e 1935 naquela escola e de 1935 a 1937 no Colégio Universitário de São Paulo.

Enquanto lecionava formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, concluindo em 1920.

Após sua aposentadoria se tornou professor de Filologia Românica, Português e Literatura Brasileira na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da PUC-SP, a partir de 1940, até falecer.

Colaborava para diversos jornais e foi autor da obra sobre os primeiros povoadores de São Vicente.

Foi um dos organizadores do IV Centenário de São Paulo.

Sua biografia consta no livro Who’s Who in Latin América, Part VI, Brazil, de Ronald Hilton, publicado pela Stanford University Press, na Califórnia em 1948.

Entre suas obras está “Ensaio de filologia” publicado em Campinas em 1912; “O Problema do Trabalho”, 1921; “Antologia da Língua Nacional, 2 volumes”, 1944 e 1948. Além de outros obras como “Os Primeiros Povoadores Paulistas”.

O processo 3.854, de 1953, de Miguel Sansígolo de outro, deu origem ao Projeto de Lei 191, de 1.953, que denomina Rua Américo de Moura a Rua Gravataí, antiga Travessa Olinda, compreendida entre a Praça Roosevelt e a Rua Caio Prado, na Consolação. Américo de Moura residiu no bairro Consolação desde quando veio para São Paulo em 1914. Na placa deverá conter “Rua Américo de Moura – Educador – Filólogo – Historiador – 1881 1953”. O projeto foi arquivado em 3 de maio de 1957 pois a Lei 4.939/56 deu nome de Américo de Moura para a Praça C no Butantã.

A Lei 1277, de 18 de março de 1955, de Campinas, dá nome de Américo Brasiliense Antunes de Moura a rua 4 dos jardins “D. Bosco e Campinas” com início na rua 8 e fim na rua 6, sancionada pelo prefeito A. Mendonça de Barros.

Faleceu em 21 de julho de 1953, com 72 anos, e foi velado em sua casa na rua Augusta 90, levado para o cemitério do Redentor.

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