PARTE II – Caetano de Campos- Fevereiro de 1931.

 

FEVEREIRO de 1931

A Escola Normal da Capital não recebeu nenhum artigo do jornal OESP no mes de fevereiro de 1931, embora os textos que seguem abaixo possam explicar as condições da Educação no Estado e no Brasil.

14/02/31(OESP)

(resumo)(Wikipédia)

O dr. Arthur Neiva, que  ocupou a Secretaria do Interior de São Paulo, da qual dependia a pasta da Educação, foi nomeado para assumir o governo da Bahia.

Antes de partir para o novo cargo  com o chefe de gabinete da secretaria da Agricultura, (que por sinal era o seu filho Arthur Heli Neiva), o ex-secretário do Interior foi homenageado com um almoço em São Paulo.

Dr. Neiva recebeu muitos telegramas de congratulação de diferentes interventores estaduais por todo o Brasil.

No regabofes do Automóvel Club de SP, sentaram-se à sua mesa os senhores professores da ENC: Lourenço Filho, Djalma Forjaz,  Meireles Reis Filho, Sampaio Dória. Foi Sampaio Dória quem discursou em nome dos demais.

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No seu discurso de despedida, o ilustre cientista agradeceu a homenagem e, à noite, procurado por jornalistas, pôde relatar os seus feitos em São Paulo.

Com a crise que atingiu o comércio internacional depois da quebra da bolsa de Nova Iork em 29, o orçamento destinado à Educação paulista teve uma diminuição de 5.000 contos em relação ao ano precedente; mesmo assim a Instrução Pública mereceu certas reformas, principalmente nas Escolas Normais.

Dali foi retirado o ensino do latim, embora tenham sido ampliados os horários para as aulas de inglês.

A Educação Física também não vai requerer mais exames de controle, porém poderá ser realizada em turnos fora do tempo escolar.

Havia tido em pauta uma prosposta para a criação de Escolas Normais Superiores (ou Faculdade de Educação), mas com a crise a ideia simplesmente capotou. Em compensação, a Escola Profissional Feminina receberá o título de Escola Normal de Artes e Ofícios.

Nota minha: reformado o tempo de aulas (para menos horas) no curso elementar, criadas as Escolas Normais Livres, criada a Escola Profissional Feminina e, em seguida, Masculina, vemos a “evolução” do ensino “regredir” no Estado de São Paulo.

Os interventores militares que governaram o Estado e seus aliados de farda nas secretarias, conseguiram a proeza de desfazer o que tinha de correto.

João Alberto Lins de Barros (Recife, 16 de junho de 1897Rio de Janeiro, 26 de janeiro de 1955) foi um militar e político brasileiro. Foi interventor federal no governo de São Paulo, de 26 de novembro de 1930 a 25 de julho de 1931. Sua nomeação como interventor em São Paulo foi uma das causas da Revolução Constitucionalista de 1932 que opôs os paulistas ao governo federal comandado por Getúlio Vargas após o Golpe de 1930.(Wikipédia)

Ler mais sobre João Alberto Lins de Barros:

1 João Alberto Lins de Barros: a intervenção do “cidadão fardado” nas …

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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