1938- A INCORPORAÇÃO DO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da USP (FFCL-USP)

A INCORPORAÇÃO DO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO PELA FFCL-USP: HIPÓTESES PARA ENTENDER UM CAMPO CINDIDO ; BONTEMPI JR., Bruno – PPGE: História, Política, Sociedade, PUC-SP –bontempijr@pucsp.br GT: História da Educação / n.02 Agência Financiadora: CNPq (trecho do trabalho que nos interessa)

Em outubro de 1937, Fernando de Azevedo convocou uma reunião extraordinária da Congregação do Instituto de Educação da Universidade de São Paulo, para que fosse apreciado um anteprojeto de mudança de seu regulamento, com vistas a criar um Instituto de Pesquisas Educacionais. O novo Instituto reuniria os laboratórios e as pesquisas, apartados das cátedras, e sua direção ficaria a cargo de um professor.

A iniciativa de Azevedo atendia em parte às inquietações disseminadas entre os professores do Instituto diante da “divisão de trabalho intelectual” instaurada quando de sua incorporação, em 1934, à Universidade de São Paulo (USP). Em seus regulamentos, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) e o Instituto de Educação (IE) diferenciavam as funções e responsabilidades previstas para os seus respectivos catedráticos do seguinte modo: enquanto que, para os da FFCL, a pesquisa e produção do conhecimento ocupavam um lugar privilegiado, par a os do IE a exigência era ministrar um “ensino eficiente”.

Os docentes do IE aprovaram as alterações no regulamento da instituição, dentre as quais, a sua nova denominação de Faculdade de Educação, que lhe conferia uma prerrogativa até então reservada à FFCL: o direito de produzir altos estudos e ciência.

Foi, assim, criado o Instituto de Pesquisas Educacionais, do qual participariam catedráticos e primeiros assistentes, submetidos a regime de tempo integral, e que seria constituído pelos laboratórios de Biologia Educacional, de Psicologia Educacional, de Estatística, do Laboratório de Pesquisas Sociais e do Centro de Documentação Social e Etnográfica (Evangelista, 1997, pp. 242-243).

Em 1938, porém, alegando que um dos principais objetivos da FFCL era justamente preparar o magistério secundário, o Governo do Estado de São Paulo extinguiu o IE, para atribuir a formação pedagógica em nível universitário à FFCL, em sua Seção de Educação (depois, Seção de Pedagogia), desfazendo de um só golpe as expectativas do projeto de Azevedo e dos professores do Instituto.

O mesmo decreto que regulamentou o fechamento do IEUSP determinou a transferência dos professores efetivos da Escola de Professores para a FFCL da USP, fazendo com que esta passasse a contar, já a partir do segundo semestre de 1938, com novos professores, acompanhados de alguns de seus antigos assistentes.

Como lembra Querino, assistente de Roldão Lopes de Barros, a recepção e os primeiros tempos dos professores e assistentes transferidos do IE para a FFCL não foram momentos agradáveis. As situações desconfortáveis vividas por alunos e professores ligados às novas cátedras e aos novos cursos da parte pedagógica indicamter vigido uma espécie de “estatuto informal” a incorporar os novos cursos e cátedras no conjunto da FFCL da USP.”

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