PARTE II – Caetano de Campos – Março de 1939.

Março 1939

Apesar do “Diário Oficial” publicar todas as comunicações administrativas da Escola Normal Modelo e da FFCLUSP, podemos constatar que o jornal OESP, outrora vetor daquelas informações, retoma essa responsabilidade.

O fato da FFCLUSP estar abrigada no 3° andar do prédio da nossa escola deve ter sido um estímulo para que os professores da Escola Normal, do Jardim de Infância, do Primário e do Ginásio Oficial, assim que pais de alunos e estudantes no final do ciclo pudessem assistir a tudo que ocorresse no Salão A. Guião.

Quem não fosse leitor do jornal OESP provavelmente teria tido muitas dificuldades para obter o conteúdo das informaões necessárias para frequentar a escola da Praça; sem contar que os pais analfabetos sequer poderiam imaginar o processo de ingresso de seus filhos na ENM e em suas escolas anexas.

07/03/1939 (OESP)

Casas de Ensino

Escola Normal Modelo

Devem comparecer à Secretaria da ENM para tratar de assunto de seu interesse: Donas Antonieta Costa, Maria Thereza Silva Hellmeinsten, Maria de Lourdes Anderos, Maria Elisaberta Peixoto, Jenny Baptista Pinto, Maria da Gloria Carminati, Marcy de Assis Brasil, Helena de Arruda Ramos, Georgette Mardirous; e os senhores Geraldo Arone, Américo de Carvalho Braga e Carlos Eugênio Guimarães.

As transferências para o curso ginasial fundamental vão se realizar no dia 11 do corrente e as provas do concurso de transferência serão feitas de acordo com o horário afichado no saguão da ENM.

15/03/1939 (OESP)

Casas de Ensino

Escola Normal Modelo

Encerraram-se ontem, definitivamente, as matrículas na Escola Normal Modelo no curso Ginasial Fundamental.

As aulas desse curso vão se iniciar hoje(segue o quadro dos horários por série – nota minha).

18/03/1939 (OESP)

Escola Normal Modelo

(Itapetininga – Vox Arhenas)carolina Ribeiro

Hoje, às 10 horas, no Instituto de Educação, à praça da República, tomará posse do cargo de diretora da Escola Normal Modelo, para a qual foi recentemente nomeada, a exma. Sra. Professora dona Carolina Ribeiro. Estas altas funções, no nosso aparelhamento educacional, lhe serão transmitidas pelo professor Antonio Firmino de Proença, que acaba de ser aposentado naquele cargo, após mais de 30 anos de serviços prestados ao Estado, no magistério.

(Ciber educare) Afficher l'image d'origine

26/03/1939 (OESP)

Casas de Ensino

Escola Normal Modelo

A diretoria da ENM convocou todos os professores  contratados e designados, do Curso Normal, para uma reunião no próximo dia 28 do corrente, às 16 horas, naquele estabelecimento de ensino.

Deve comparecer à secretaria da Escola Normal Modelo, com a possível urgência, para tratar de assunto de seu interesse, o sr. Enéas Federico.

28/03/1939 (OESP)

Concurso de História da Civilização Brasileira.

Ontem, às 20 horas, o candidato único ao concurso assim intitulado, Alfredo Ellis Junior, submeteu-se à prova de arguição sobre o tema “Meio século de bandeirantismo”; a banca examinadora foi composta pelos seguintes membros: Ernesto Leme, Pedro Calmon, Affonso Taunay, Basilio de Magalhães e Max Fleiuss.

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(…)

Hoje será sorteado o ponto sobre o qual o candidato deverá fazer a prova didática, amanhã, às 14 horas, no Salão Nobre da FFCL, no edifíco da Escola Normal Modelo( atualmente, Sala Álvaro Guião; nota minha)

29/03/1930 (OESP)

“Um educador paulista”, por Primitivo Moacyr.

 

(resumo)

Artigo comportando tres colunas sobre o diretor dos estudos na Província (de São Paulo; nota minha)  onde atuou de 1850 a 1873, o magistrado dr. Diogo de Mendonça Pinto.

Tema: ”A aula desta capital com título de “Escola Normal” não satisfaz o seu fim”. (1855 – relatório sobre o ensino normal).

E o conferencista enumerou as razões como: superabundância de matérias a cargo de uma cadeira, falta de exercícios práticos em algumas escolas primárias, curso de 2 anos com uma hora de aula por dia, conteúdo limitado…

“Em 1858 voltava a assinalar a deficiência do ensino normal, suprimido em 1856 e propunha  a criação de uma escola com dois professores e sistema de internato” (…) além de restaurar o dispositivo da lei de 1846, sobre as pensões outorgadas.

Em 1864 elogiara o magistrado a reforma do ensino decretada pela Assembléia Leguislativa, embora assinalasse dois grandes males: a falta de professores habilitados por não terem frequentado escolas normais, mal pagos, incultos, sem conhecer a pedagogia e a metodologia, sem vicação para o magistério e a disseminação das primeiras letras.”

Mais tarde, o dr. Diogo Mendonça relembrou que reformas não faltavam, mas que estavam fora do debate público.

Também relatou sobre o aparecimento de liceus e colégios particulares na região e que eles também trabalham defazendo à necessidade, com conteúdos às vezes duvidoso.

Desvincular o ensino dos partidos políticos seria uma solução proposta no seu último relatório (1872), devendo o mestre instruir seus alunos ao serviço de todas ideologias (liberais ou republicanas), para livrar o povo do obscurantismo.

Muitos cargos do governo, como o de inspetor geral da educação eram obtidos sob a pressão, relativa as influências políticas…

Como sempre, as  inteligentes reflexões citadas acima vão ser contrariadas com os artigos que seguirão! – (nota minha)

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