PARTE II – Caetano de Campos – A Escola Caetano de Campos em 1942.

                 Afficher l'image d'origine(Brasil na II Guerra Mundial)
(wikipédia portugal)

O Brasil, embora, na época, estivesse sendo comandado por um regime ditatorial simpático ao modelo fascista (o Estado Novo getulista) dos Países do Eixo, acabou participando da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) junto aos adversários destes, os Países Aliados. Em fevereiro de 1942, submarinos alemães e italianos iniciaram o torpedeamento de embarcações brasileiras no oceano Atlântico em represália à adesão do Brasil aos compromissos da Carta do Atlântico (que previa o alinhamento automático com qualquer nação do continente americano que fosse atacada por uma potência extracontinental), o que tornava sua neutralidade apenas teórica.

                                    Afficher l'image d'origine(PUC RIO)

O povo vai às ruas após meses de torpedeamento de navios mercantes brasileiros, mas é após as propostas feitas pelos EUA de financiar a construção da CSN, entre outras propostas de auxílio à economia nacional, que, finalmente o Brasil declarou guerra à Alemanha nazista e à Itália fascista, em agosto de 1942. Sendo, na época, um país com uma população majoritariamente analfabeta, vivendo no campo, com uma economia com foco principal voltado para exportação de commodities, uma política internacional tradicionalmente isolacionista com eventuais alinhamentos automáticos contra “perturbadores da ordem e do comércio internacionais”, sem uma infraestrutura industrial-médico-educacional que pudesse servir de sustentação material e humana ao esforço de guerra que aquele conflito exigia, o Brasil não apenas se viu impedido de seguir uma linha de ação autônoma no conflito como encontrou dificuldades em assumir mesmo um modesto papel. A Força Expedicionária Brasileira, por exemplo, teve sua formação definida na Conferência do Potengi, logo após a Conferência de Casablanca, mas sua criação foi protelada por um ano após a declaração de guerra

Afficher l'image d'origine (Carmem Miranda -Tok de História)

Por fim, seu envio para a frente de batalha foi iniciado somente em julho de 1944, quase dois anos após a declaração. Tendo sido enviados cerca de 25 000 homens, de um total inicial previsto de 100 000. Mesmo com problemas na preparação e no envio, já na Itália, treinada e equipada pelos americanos, a Força Expedicionária Brasileira cumpriu as principais missões que lhe foram atribuídas pelo comando aliado.

(NOTA: clicando nas palavras e termos  sublinhados, você obtem informações adicionais)

http://henriquemppfeb.blogspot.fr/2015/06/a-coca-cola-chega-no-brasil-com-segunda.htmlAfficher l'image d'origine

1942 – ANO   CONTURBADO

O QUE SE LIA NO JORNAL OESP:

DISCURSOS PATRIÓTICOS- PÉROLA BIGTON(ex-aluna da nossa Escola) FAZ CHAMADAS PARA CONFERÊNCIAS PATRIÓTICAS- O EXÉRCITO SE MOBILIZA – EXERCÍCIOS PASSIVOS DE ATAQUE SANTIAÉREOS – ETC..

 

Sobre a Escola “Caetano de Campos” NADA foi encontrado no jornal OESP  em JANEIRO DE 1942 .

FEVEREIRO 1942

24/02/1942 (OESP)

Resultado dos Exames de Admissão na Escola “Caetano de Campos”

Chamada para hoje às 8 horas(seguem os números dos inscritos)

Resultado dos exames de admissão realizados sábado:

Dulce Lisboa do Nascimento

Sonia Penteado dos Santos

Ligia Nogueira

Leila Roda

Vilma Antonieta Reginato

Marina Bertachi (citada em outra reportagem)

Veronica Komaroff

Josefina Elisa de Tomasi

Clotilde Vasque Uremen

Clarice de Souza

Tereza Cristina Fernandes

Regina Helena de Paiva Ramos

Julio César Neto

Thomas de Aquino

Hélio Silveira

Roberto d’Alessandre

Luiz Carlos Farias Santos

Flavio Del Nero

Guilherme Augusto do Amaral

Augusto Luiz Gomes Pinto

Ernani Tavares da Silva

José Soares de  Camargo Jr.

João Gualberto Rangel

(Segue uma lista de alunos reprovados.)

 

Exames realizados ontem:

Rita Maria José Padim

Fulvia Odilia Campos

Maria Auxiliadora Fuler

Lia Aguilar

Maria Julia do Amaral Antunes

Margarida Maria Cintra de Oliveira

Ivone Tereza dos Santos Almeida

Luci Fleury Bueno

Clarice Marques

Adelina Riggio

Maria da Penha Reda

Thais Furtado de Carvalho Silva

Terezinha do Menino Jesus Cunice

Marilda Correia Silveira

Suzana dos Santos Villaça

Roberto Muniz Rebouças

Aurélio Formicola

Flavio José Magalhães Villaça

Raul Vilmar de Toledo Fernandes

Fernando Artiaga

Paulo Eduardo de Araujo

Benjamin R. Pinheiro

Rui Monegone Pedroso

Milton de Castro

Sérgio Ibaê Pires Correia

(Segue a lista dos reprovados mais um aviso para o começo dos exames vestibulares ao Curso Normal e outro chamando alguns alunos a se apresentarem na Secretaria da Escola.)

Interessante ver os sobrenomes dos alunos que frequentaram o Curso Normal na Escola “Caetano de Campos” no ano de 1942; 14/39 de origem  europeus (inteiramente ou mixtos).

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