PARTE II – Caetano de Campos” – outubro de 1943.

05/10/1943 (OESP)

Biblioteca “Paulo Bourroul”.

Palavras de Afonso Schmidt ao microfone da Rádio Cruzeiro do Sul

(A.Miranda)Afficher l'image d'origine

(resumo)

Inauguração da placa “Paulo Bourroul” na Biblioteca da Escola Normal Caetano de Campos em presença do professor Teotonio Monteiro de Barros, secretário da Educação, representantes de outras autoridades, membros da família Bourroul, professores e alunos daquele Estabelecimento.

( Paulo Bourroul; ieccmemorias)1882-1884 Paulo Bourroul diretor 5

No mesmo dia, às 12 horas, era lida ao microfone da Rádio Cruzeiro d Sul:

“Seria curioso estudar o início de algumas famílias paulistanas, principalmente daquelas que, pelas mais altas virtudes, se fizeram credoras da simpatia e da admiração da coletividade.

(…)

(lemad – Ladeira do Porto Geral)
Afficher l'image d'origineLadeira Porto Geral com a rua 25 de março, em 1915.

Não sabemos há quantos anos desembarcou em teras brasílicas o primeiro dessa estirpe (Bourroul-nota minha). Sabemos apenas (…) que na velha ladeira  do Porto Geral, menos rua que caminho, havia uma farmácia com esse nome (…) que nossos avós chamavam de botica (…) conhecida como Nhô Camilo Boticário.

Foi nesse tempo que a palavra “bondade” começou a ser gêmea da palavra “Bourroul”.

(…) O Nhô Camilo Boticário, foi durante muitos anos o amparo daquela pobre gente morando lá para as as bandas da Penha , do Marco da Meia-Légua, da estrada do São Bom Jesus do Brás. (…)

Foi nessa farmácia que o velho Camilo criou, educou e formou os filhos. Entre os quais, aquele a quem os paulistanos devem conhecer como o dr. Paulo Bourroul, e que há dois anos, na data de hoje, já muito entrado em anos  cerrou docemente os olhos  (…) .

Foi esse bondoso dr. Paulo Bourroul, casado com dona Sebastiana Bourroul, pai do dr. Celestiano Bourroul, a quem Martins Pontes cantou em versos a excelsa bondade, que muito trabalhou na Escola Normal. Ainda estudante, chamado para professor desse nobre Estabelecimento. Ali ensinou durante muitos anos. Uma de suas obras foi a biblioteca, uma biblioteca  que tem crescido com o tempo, mas que, já nos primeiros dias, prestava preciosos serviços aos estudantes pobres. Depois, deixou a Escola Normal, exerceu funções de maior relevo, mas nunca esqueceu aquela sala, aqueles livros, aqueles estudantes vergados sobre as lições.

A direção da Escola Normal, numa justa homenagem a quem tantos serviços prestou, resolveu dar à biblioteca, o nome de Paulo Bourroul. (…)

A Rádio Cruzeiro do Sul, que sempre refletiu o pensamento e a emoção da nossa gente, rejubila-se com esse ato de justiça  ao preclaro, ao digno cidadão paulista. A Biblioteca Paulo Bourroul, da Escola Normal, lembrará às gerações futuras que por lá forem passando o nome de um cidadão exemplar, membro de uma família de cientistas que, como disse nas primeiras palavras, põem a gente em dúvida. Neles, não se sabe o que mais apreciar; se a inteligência ou a bondade.”

 

22/10/1943 (OESP)

Espetáculo Beneficiente de Fantoches

Cruz vermelha Brasileira

Realizar-se-á no próximo dia 28, às 21 horas, no auditório da Escola “Caetano de Campos”,  a representação da comédia intitulada “O homem que perdeu a alma”, que terá o desempenho do corpo cênico do Primeiro Teatro de Fantoches do Brasil.

Trata-se de uma sátira interessantíssima, de autoria da escritora Lair Veiga Lacerda, na qual são postas em relevo figuras do atual momento político (período da Intervenção – nota minha).

Os ingressos para esse espetáculo serão adquiridos ao preço de 15 cruzeiros.(…)

Afficher l'image d'origine(Coleção Sérgio Mendes)
Afficher l'image d'origine(Mercado Livre)

26/10/1943 (OESP

Concurso de Pedagogia e História da Educação para a Escola Normal “Caetano de Campos”

 

O professor Paulo Sonnwend, assistente da 1ª seção(Educação) da Escola Normal Oficial desta cidade ( Santa Cruz do Rio Pardo – nota minha) foi aprovado nas recentes provas do concurso realizado nessa capital para o preenchimento da vaga na cadeira de Pedagogia e História da Educação da Escola Normal “Caetano de Campos”.

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