PARTE II – Caetano de Campos – 1947

JANEIRO de 1947

Eventos (in Wikipédia)

JANEIRO de 1947 (OESP)

05/01/1947 (OESP)

Casas de Ensino

Instituto de Educação “Caetano de Campos”

Curso Ginasial– realizam-se , terça-feira, às 13 horas, os exames de segunda época das 4as  séries  dos alunos do Ginásio, de acordo com o horário afixado.

Curso Normal – realizam-se , terça-feira, às 14 horas, os exames do 1° ano do Curso Normal, de acordo com o horário afixado (provas orais).

Devem comparecer com urgência à secretaria do IECC, das 12 horas em diante, os seguintes alunos do curso de instrução pré-militar: Fernando Júlio Paranaguá Coutinho, Luis Edmundo  de Souza e Mauri Demange.

E

1° Centenário do Ensino Normal

Encontra-se à disposição dos diretores das Escolas Normais do Estado, na secretaria do IE Caetano de Campos, à Praça da República, os prêmios conferidos  às normalistas que mais se destacaram na Campanha de Alfabetização de Adultos, bem como as medalhas ao melhor aluno de cada estabelecimento de ensino normal em 1946, por motivo do transcurso do 1° Centenário do Ensino Normal em São Paulo.

 

As pessoas que cederam por empréstimo livros e material didático para figurar na Exposição do 1° Centenário do Ensino Normal , devem reclamá-los na secretaria do IE Caetano de Campos, até o dia 10 do corrente, diariamente, das 12 às 16 horas.

CURIOSIDADE SOBRE O COLEGA FERNANDO J. P. COUTINHO

FERNANDO JULIO PARANAGUÁ COUTINHO (1930-2011)

O aposentado de “rodinhas no pé”

ESTÊVÃO BERTONI
DE SÃO PAULO

Bastava Fernando Julio Paranaguá Coutinho meter uma ideia na cabeça para ir pesquisar tudo sobre ela. Foi o que aconteceu com o mel.
Mesmo com uma aposentadoria boa, dos tempos de fiscal de renda, decidiu vender o fluido açucarado feito pelas abelhas. Visitou fabricantes para saber detalhes, comprou um carro espaçoso, encheu-o com mel e saiu por aí vendendo o produto. Até que um dia se cansou.
Fez tantas coisas e mudou-se tanto que os filhos diziam que ele tinha rodinhas nos pés. Depois do mel, começou com plantações em casa.
Filho de um médico do Exército e de uma dona de casa, Fernando nasceu no Rio. Aos cinco, quase morreu de pneumonia e, aos sete, perdeu a audição do ouvido esquerdo por problemas de saúde. Aos 14, veio para SP.
Após começar como fiscal, foi transferido para cidades do interior de SP. No trem, conheceu a primeira mulher, com quem teve três filhos.
Morou em Araçatuba (SP) e em Campinas (SP), onde se formou em economia na PUC. Nessa época, montou uma banquinha de livros em frente à faculdade. Com o golpe de 1964, teve de esconder as obras onde deu. Algumas nunca mais encontrou.
Separou-se e casou-se de novo. Aos 55, teve mais um filho. Andava sempre com um lenço no bolso e dizia: “Homens de valor usam lenço”.
Superou cânceres de próstata, rim e intestino, mas teve problemas cardíacos. Por ter sobrevivido a 16 cirurgias, dizia ser mais forte que a morte. Desejando ser cremado, visitou alguns crematórios para saber como funcionavam. Morreu no sábado, aos 81.

coluna.obituario@uol.com.br

Anúncios
Esse post foi publicado em Parte II- Caetano de Campos - O QUE FOI PUBLICADO SOBRE A ESCOLA NORMAL A PARTIR DE 1920. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s