PARTE II – Caetano de Campos – As irregularidades no preenchimento de cargos das escolas normais do Estado de São Paulo!

 

FEVEREIRO

02/02/1949 (OESP)

Primeiras impressões do Concurso para o provimento de cátedras do magistério secundário e normal do Estado, realizado no prédio da Escola “Caetano de Campos”.

O resultado do Concurso poderá ser afetado pela decisão do Tribunal de Justiça sobre o mandado de segurança impetrado pelos ex-alunos das faculdades de Filosofia, (…) através do advogado dr. Antonio Mendonça, documento único em nossa história educacional de protesto contra a incúria, a inépcia e o desgovernos imperantes na administração de nosso ensino. (…)

Nossos códigos (leis- nota minha) permaneceram sempre num nível muito elevado, traduzindo aspirações e princípios  que não condiziam com as nossa verdadeiras necessidades.

(…)

O nosso Estado possui, não somente a sua Faculdadede Filosofia, onde se formam os legítimos professores do ensino secundário, mas ainda a maior parte dos estabelecimentos de ensino de grau médio oficiais do País, tornando obrigatória a exigência de qualificação ao magistério. De fato, seria impossível recrutar entre autodidatas o grande número de professores  necessários para o preenchimento das vagas.  (…)

O atual Concurso permitirá, sem dúvida, uma recuperação de nossos ginásios e escolas normais. Se o Executivo permitiu que se inscrevessem indevidamente  elementos sem qualificação universitária específica, pretendendo minorar, com esse novo erro, a extensão dos erros passados, quando nomeou em caráter interino, esses mesmos elementos, é preciso reconhecer que  a realização do Concurso redime em parte o Governo dos desmandos passados.

Desde 1943 não se realizam concursos para provimento de cátedras em nosso Estado, onde a avaliação das capacidades pedagógicas do professor fica impossível de ser feita.

(…)

Em 2° lugar temos que levar em conta a instabilidade em que vivem os professores do interior “ a dependência dos chefetes da politicalha local”.

Lemos ainda que “ é lamentável a falta de muitos professores universitários nas bancas para avaliar candidatos que regerão as mesmas matérias que eles.

 

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