VIII – a) Inglez de Souza quer reabrir a Escola Normal da Capital para agraciar protegidos com postos importantes.

30/01/1880 (APSP)

“Biblioteca útil”

Nome da obra publicada com a colaboração dos doutores Américo de Campos, Américo Braziliense, Antonio Caetano de Campos, Garcia Redondo , França Leite, F. Rangel Pestana, Joaquim Ribeiro de Mendonça, Luiz Pereira Barreto, Miranda de Azevedo, Sylvio Romero, José Leão, Júlio Ribeiro…

 

(Os autores da obra, direta ou indiretamente foram os alicerces intelectuais da nova ENC, quando Caetano de Campos reorganizou a escola quando dela foi diretor)

 

FEVEREIRO DE 1880

1°/02/1880 (APSP)

Festejada a edição de Abilio Marques com o título Biblioteca útil

Obra publicada com a colaboração dos doutores Américo de Campos, Américo Braziliense, ACC, Garcia Redondo França Leite, F. Rangel Pestana, Joaquim Ribeiro de Mendonça, Luiz Pereira Barreto, Miran,da de Azevedo, Sylvio Romero, José Leão…

1° volume : « O espírito positivista de Auguste Comte

Preço : 1$000/exemplar.

15, 18 e 22/02/1880 (APSP)

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Lendo os artigos do jornal « A província de São Paulo » ficamos sabendo que o deputado  Inglez e Souza colocou um projeto na Assembleia provoncial tentando Ressuscitar a Escola Nrmal da Capital ; a notícia veio à tona aos 15 de fevereiro de 1880.

Nessa sesssão da Assembleia,, o administrador da Província, sr. João Baptista Pereira, que havia fechado a escola, acha que o que era imprestável naquela instituição  não seria menos medíocre se seguisse as sugestões de Inglez de Souza :  podemos ler as matérias que deveriam ser ensinadas e os vencimentos de 1.800$000 para professores ; Inglez de Souza sugeria também que os postos fossem vitalícios e oferecidos por nomeação.

No artigo do dia 18 de fevereiro, um leitor que também leu sobre o tema em outros jornais (A Tribuna e Correio Paulistano) alerta que a razão do projeto do deputado é apenas de beneficiar um apadrinhado seu para ocupar o posto mais importante !

Já no artigo do dia 22 de fevereiro, uma análise situacional é realizada pelo jornalista, evidenciando que se trata de um projeto de deputado conservador que não é defendido pelo liberal Baptista Pereira.

Trecho a conservar :

22/02/1880 (APSP)

«  E, deveras, quem hoje estuda atentamente esse projeto reconhece o pouco que  entre nós vale a instrução popular; porque, quando os próprios administradores  reconhecem que a província tem as suas escolas em lastimoso estado, e que o plano fundamental do ensino é ainda  pautado por um tipo acanhado (cit. relat. Pag. 22) , não se pode, por certo, aceitar uma medida que , como base de todas as outras, acanha ainda mais esse tipo, já por si incapaz de satisfazer as exigências atuais, e piora as condições do elemento de civilização mais poderoso com que o presente e o futuro podem contar.

É deficiente o plano apresentado, porque torna a escola normal inferior às escolas primárias do regime atual e imprópria para operar reformas regeneradoras do futuro.

Reaparece a ideia , é verdade, mas a coisa vem defeituosa, inferior à que se abandonou por imprestável, quando, ao contrário, deveria ser apresentada como a roda principal da próxima organização, que a necessidade e os brios da província estão a reclamar.

O projeto atual, coarctando (restringindo- nota minha) o programa, vasa num molde enfesado os professors, para dar-lhes, antieconomicamente, vantagens que não estão na proporção das habilitações possuídas.”

 

13/03/1880 (APSP)

Assinala o artigo as inconveniências do projeto de Inglez de Souza, que deseja que os professores da Escola Normal sejam nomeados e não precisem passar nenhum concurso, que aliás, reconheceu  esses privilégios mas os queria manter pelo menos para a primeira rodada de professores nomeados…

O analista convém que o concurso é o único meio justo de se escolher os mais aptos para os postos…

23/03/1880 (APSP)

Carta ao Presidente da Província de alunos que tiveram a suspensão do curso normal e não puderam continuá-lo para obter o título de professor e, como mesmo escrevem, o direito de um aumento substancial de mais de mil contos no ordenado.

Assina (no singular) « um professor  (…) que é liberal de convicção, amigo da monarquia e quase republicano ». (bem em cima do muro – nota minha)

Inglez de Souza pela Wikipédia:

Cronologia

  • 28 de dezembro de 1853 – Nasce em Óbidos (Pará)
  • 1875 – Escreve O Cacaulista, publicado em Santos em 1876
  • 1876 – Forma-se pela Faculdade de Direito de São Paulo
  • 1877 – Publica em Santos O Coronel Sangrado
  • 1878 – Em maio é nomeado Secretário da Relação de São Paulo no Governo do Conselheiro João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu; em dezembro casa-se em Santos com Carlota Emília Peixoto, sobrinha-bisneta de José Bonifácio de Andrada e Silva;[13] funda o jornal Diário de Santos; funda o jornal Tribuna Liberal; funda com o Dr. Antônio Carlos a Revista Nacional de Ciências, Artes e Letras; elabora o projeto de criação da Escola Normal de São Paulo
  • 1880-1881 – Deputado da Assembleia Legislativa Provincial de São Paulo (Império: 23ª Legislatura)
  • 1881 – Funda a revista A Ilustração Paulista
  • 1881-1882 – Nomeado Presidente da Província de Sergipe (Lei Saraiva)
  • 1882 (Março a dezembro) – Nomeado Presidente da Província do Espírito Santo
  • 1882-1883 – Deputado da Assembleia Legislativa Provincial de São Paulo (Império: 24ª Legislatura)

Perde a nomeação à Assembleia Geral e abandona a política

  • 1883 – Advoga em Santos
  • 1888 – Escreve O Missionário
  • 1890 – Muda-se para São Paulo e durante a política do encilhamento funda o Banco de Melhoramentos de São Paulo
  • 1891 – Publica O Missionário, escrito em 1888.
  • 1892 – Muda-se para o Rio de Janeiro, então capital do Brasil
  • 1894 – E convidado e aceita lecionar na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro
  • 1896 – Participa da criação da Academia Brasileira de Letras e redige o projeto de estatutos.
  • 1897 – Na sessão de 28 de janeiro foi nomeado tesoureiro da Academia.
  • 1898 – Publica Títulos ao Portador no Direito Brasileiro
  • 1899 – Revisa e publica a segunda edição de O Missionário
  • 1902 – Nomeado diretor da Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro
  • 1908 – Presidente do Instituto da Ordem dos Advogados; preside o 2° Congresso Jurídico Brasileiro
  • 1916 – Representa o Brasil no Congresso financeiro Pan-Americano em Buenos Aires, Argentina, no qual é escolhido Presidente da Comissão para a unificação da legislação sobre letras de câmbio
  • 1918 – Nas eleições nacionais de março, foi eleito deputado federal pelo Pará, seu estado natal
  • 6 de setembro de 1918 – Morre no Rio de Janeiro aos 64 anos
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