1883 -(a)- Rangel Pestana “bota a boca no trombone” na tribuna da Assembleia Provincial de São Paulo.

1883 – 1° trimestre

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17/02/1883 (APSP)

Assembleia Provincial (resumo)

Rangel Pestana apresenta largo  projeto (n° 1) no qual aparece uma emenda oferecendo um plano completo para a criação de uma escola agrícola, visto a tendência do monopólio do café e do açúcar na lavoura paulista, distanciando-se ambas de outras produções.

Finda a discussão do Art. 2°; ouviu-se que na escolha do plano do edifício destinado ao estabelecimento do ensino secundário se atenderá à conveniência do mesmo funcionar nos locais da Escola Normal da Província, aproveitando os laboratórios e gabinetes que foram criados.

 

20/02/1883 (APSP) (resumo)

Anuncia a volta do dr. Paulo Bourroul, diretor da Escola Normal, de sua viagem à Europa.

E

discussão na Assembleia Provincial quando os liberais criticam o que fez o presidente da província em relação à Escola Normal,  que segundo a lei do 20 de abril lhe permitia reabrir a  mesma, mas não o permitia nomear “comissão” alguma.

 

24/02/1883 (APSP)

Rangel Pestana assina a 1a coluna desta edição, cobrando da administração a “reforma da Instrução Pública,visto que há oito dias  o processo corre impresso e com parecer.

Rangel Pestana coloca tres questões sobre a dita reforma: a organização dos conselhos  na capital e nos municípios, o programa de ensino na Escola Normal e a separação do ensino religioso.

Acredita o editoralialista, que o projeto possa ser aprovado em seis dias.

A comissão formada é constituída por personalidades cultas como Américo Braziliense (1), Ingles de Souza (2), Vicente Mamede (3), Godofredo Furtado,   além do próprio Rangel Pestana; este, porém,  lamenta ter entrado para a comissão quando o trabalho da mesma já estava praticamente pronto.

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                             (1-Pró-Memória de Campinas-SP – blogger e 2-Quiosque de letras)

 

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28/02/1883 (APSP)

Assembleia provincial (resumo)

Frederico Abranches critica o conselheiro Laurindo por não ter maximizado as questões da nova Escola Normal e de não ter elaborado um plano sobre a Instrução pública, realizando-o sem  levar em conta as ciências modernas, sem dirigir-se às pessoas habilirtadas à discussão do mesmo , mas apenas  com o intuito de nomear uma “comissão” .

 (Ingez de Souza sentiu-se “atacado”.)

 

04/03/1883 (APSP)

Na Assembleia Legislativa, o orador Rangel Pestana atacou o administrador Francisco de Carvalho Soares Brandão pela “marmelada” na nomeação da sua professora predileta, filha de grande família pauslista por outra, no lugar meritório da normalista formada pela Escola Normal, através de engavetamento do processo …

 

06/03/1883 (APSP)

Foi enviada uma carta aos senhores deputados provinciais, assinada por Olympio Catão, declarando ser injusta a nova reforma da Escola Normal para os normalistas de 1876 e 1877 .

 

11/03/1883 (APSP)

Ainda na Assembleia provincial…

 Relatada a discutida nomeação da professora dona Irene Castello Branco, pelo sr. Manoel Marcondes, seguida pela nomeação do conselheiro Soares Brandão, para professora da Escola anexa à Escola Normal , aquela que se recusou a passar os exames.

O artigo relata ainda o boato de uma série de cadeiras em transação na Escola Normal !

 

17/03/1883 (APSP)

Assembleia Provincial

Rangel Pestana  ( jornalista, deputado e diretor do Liceu de artes e ofícios) na tribuna:

(resumo)

 

Volta à tona o assunto sobre a Escola Normal que deveria ser a matriz de ensino de qualidade para professores; o deputado critica o fato do presidente Soares Brandão ter abandonado a Escola Normal às moscas durante 6 dias, quando Vicente Mamede deixou o posto para ser lente na Faculdade de Direito.

O mesmo ocorreu quando o sr. Dr. Godofredo Furtado substituiu professor ausente; idém para a não nomeação do professor  dr. Benevides, por ser ele oposição aos conservadores.

Um professor interino, irregularmente deveria ocupar a cadeira da direção da Escola Normal, mas recusou o cargo escutando Rangel Pestana, amigo seu, para que finalmente o sr. Benevides fosse ali nomeado diretor.

Idém para o afastamento de Paulo Bourroul; e graças a interpelação que R. Pestana fez no seu jornal, acomodou-se a situação nomeando-se interinamente o médico Dr. Carlos Botelho para as cadeiras de Bourroul.

Rangel Pestana contesta  essa contratação pela absoluta ignorância pedagógica do médico substituto de Bourrol,  nomeado interinamente e que por sinal é o proprietário do jornal Ypiranga.
Pestana acrescenta  que o doutor Botelho  sentou-se com a banca examinadora para avaliar os alunos sobre matérias que ele mesmo desconhecia, realizando ali “aprovações de compadre”.

Rangel respondeu ao presidente sobre insinuações sobre ter querido ser diretor da Escola Normal, com o qual rebateu desenrolando um novelo de propostas recebidas que ele, Pestana, teve para ingressar na Escola Normal e de a todas declinou para guardar sua independência como jornalista.

Ainda para ressaltar irregularidades do presidente Soares Brandão, Rangel volta à história da abertura dos concursos para a EN, fechados imediatamnte depois que a nomeação de compadres pareceu-lhe arriscada, visto que nos exames de julho e agosto  feitos pelos opositores da 1a e da 2a cadeira, o número de ‘aprovados plenamente’ punha em risco a distribuição dos cargos aos amigos !

E continuou o deputado a relatar sobre o convite que lhe havia sido feito para integrar a banca examinadora da EN, para a qual ele  aceitou o convite, cuja participação era:

  1. Sem remuneração;
  2. Tendo ao lado dois outros professores da Escola;
  3. Com a condição de criar um crivo reprovatório aos candidatos inaptos que não poderiam ser aprovados por « proteção ». E considera que « o concurso «  era mera comédia, pelo fato dele não mais ter sido chamado à banca alguma,  pois foi  substituído em outras bancas por um idoso « muito bonzinho » – que aprovava quem… e pelo filho de um chefe político do 1° escalão, bem coagido a tomar certas posições.(Precisamos descobrir esses dois nomes! – nota minha)

31/03/1883 (APSP)

Retificação do jornal sobre alguns lapsos da véspera–

“Trata-se do sr. Dr. Antonio da Silva Jardim, e não o sr.Antonio da Silva Jr., como por engano foi publicado ontem, o inscrito para a cadeira de Português na Escola Normal.”

 

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