Texto do nosso colega Luiz Gonzaga Pedroso, surrupiado na Net e arranjado por mim!

AOS CAETANISTAS OU PARA QUEM QUISER LER UMA HiSTÓRIA DIVERTIDA

De repente
São Paulo, 04 de Maio de 2017. Horário, 00:14h. Estava quase dormindo e veio à lembrança fatos acontecidos há bastante tempo. Época, colegial, grandes amigos;  veio-nos à ideia fazer um “camping”.

Legal, era só juntar as coisas e ir.

Bem…  não tão simples assim.
Quem iria?

-Eu, Manolo (Mário Ruffolo), Banzai (Mário Eiti Miura), Nico (Moises Tesler), Chico (Chico) e … puxa, não lembro o nome da sexta peça.
Onde seria o Camping?

-Na praia de Iporanga, naquela época, final anos 60, começo dos anos 70, o acesso a esta praia era complicado; passando por Guarujá na estrada para Perequê.

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A estrada ficava meio escondida e quando acessamos, percebemos quão ruim era; mas espera aí: como fomos para lá?

Ninguém tinha carro e aí apareceu uma alma caridosa que nos transportou àquela praia: o pai do Nico, pessoa muito legal, de muito bom humor; não lembro seu nome.

No carro fomos eu, Manolo, Banzai, Nico e, lógico, seu pai. Faltava o Chico que iria no dia seguinte e o sexto elemento que seria levado pelos seus pais.
Fomos; lá chegando o pai do Nico descarregou-nos todos, a tralha toda e, se mandou, o  que era o que queríamos.

Bem… um tanto mais tarde, quando já estava tudo arrumado, chegou o sexto elemento com seus pais que descarregaram toda a tralha e … ficaram.

Oh my God!

Começamos a imaginar problemas, achávamos que eles queriam permanecer conosco e o clima começou a ficar pesado.

Felismente, antes que o caldo fervesse, foram embora no final da tarde.
Tudo  começou a ficar  bem.

No começo da noite caiu a maior chuva mas estávamos bem abrigados. Foi quando o inimaginável aconteceu: ao diminuir o impacto da chuva diminuiu escutamos um insómito
IUHUUUUUU!!!!
Juro, foi assim mesmo! Quando abrimos a barraca ali estavam eles, os pais do Sexto  com a desculpa de que não conseguiram passar na estrada por causa da chuva e, assim,  retornaram.

Nunca vamos saber a verdade. Demos um jeito na barraca e eles dormiram por lá mesmo; na manhã seguinte foram embora cedo e, graças a Deus, não voltaram.
Aí, sim, o clima no acampamento  ficou muito bom; tão bom que o nosso “arteiro-mor”, Manolo, fez uma arte.

Arteiro porque desenhava muito bem. Numa placa redonda de isopor, que eu mesmo não sei de onde surgiu, ele fez um desenho e escreveu em volta:
BARRACA PAI DE SANTO ”TAMUFU”

Arranjamos um pau longo, de uns tres metros  e fixamos-lhe a placa  e …  espetamos a chegada da clientela sentados no chão, na frente da barraca.
Imaginem a cena: havia uma mulher quarentona em uma barraca próxima da nossa (8 a 10 m)  e, com ela, três adolescentes bem mais jovens que nós; não sei o que faziam à noite e às vezes durante o dia, mas eram bem barulhentos… Estranho!
  Ali permaneceram só uns dois ou três dias. Agora, acreditem: quando aquela senhora viu a placa, veio até nós e perguntou:

Nossa, pai de santo? Ele está aí?

Quando respondemos que ele havia saído para dar uma volta, a dona se desinteressou e foi-se embora. Não me perguntem o que ela queria fazer com o (suposto) pai de santo; perdemos a oportunidade de sabê-lo!
Terminou aí?

Não! Faltava o quinto elemento, o Chico. Não sei precisar, mas uma determinada manhã, entre 6 e 7 horas apareceu o Chico, bêbado.

O Chico tinha passado a noite em umas barracas do outro lado da praia onde rolava um samba e muita bebida. Depois de conversarmos um pouco, ele nos diss que iria  nadar.

Tentamos convencê-lo pra que ele não fosse porque estava bem alcoolizado.

Não adiantou: o teimoso foi nadar e adivinhem quem foi atrás dele?

Eu, lógico!

Fiquei lá, dentro da água, perto dele, para atendê-lo em caso de qualquer eventualidade. Foi quando notei, um pouco afastado de nós, um casal que deveria ter vindo da mesma barraca que o Chico.

O estranho é que os dois faziam uma espécie de dança rítmica. Quando pararam os movimentos, se separaram e executaram uma outra dança como se estivessem se purificando. Era algo  bizarro e eu ão entendi.
Bem, chegacom essa hstória de Caetanistas; foi bom lembrar…

Tempos que não voltam mais …
(Inclusive , penso eu, que aqueles adolescentes e o casal na água …)
Abraço a todos. Se eu me lembrar de outra hisstória, a publicarei.

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