1888 – (c e d) – Medíocre administrador, desonesto, sedutor de batina, caluniador, produtor de documentos falsos sobre seus perseguidos: o cônego Manoel Vicente dirigiu a Escola Normal.

(reintegrado o “post” que havia sido publicado com atraso)

Julho de 1888.

12/07/1888(APSP)

Transcrição da resposta do cônego Manoel Vicente ao Diário Popular:

“A pressão que houve na Escola Normal foi positivista e não clerical.  Peço uma corrigenda ao seu noticiário.”

À parte a palavra “pressão”, o que se faz certo é que há luta entre a diretoria e a Escola e os elementos não clericais do corpo docente e do corpo de alunos.”

20/07/1888 (APSP)

Escola Normal

Diz o “Federalista” não ser verdade que qualquer dos professores da Escola Normal tinha renunciado à sua cadeira ou tenha pedido demissão.

22/07/1888 (APSP)

Licença de um mes para tratamento de saúde concedida ao sr. João Custodio Fernandes Silva, porteiro da Escoa Normal.

 28/07/1888(APSP°

Coluna do Editorial arguindo pelos ptofessores da Escola Normal, drs. Godofredo Furtado e Cypriano José de Carvalho que partem da escola devido aos tumultos criados pelo diretor, o cônego Manoel Vicente .

Escola Normal

(resumo)

Ambos professores preferem retirar-se da Escola Normal após o escândalo provocado desde sua volta temporária àquele  estabelecimento de ensino, pelo fato que um pai, acompanhando sua filha, não teve autorização de assistir a uma aula do dr Cypriano; o dr. Godofredo apoiou o colega.

A queixa do dr. Cypriano, materializada em folheto, deveria apoiar-se no Regulamento (segredo do ensino e privilégio aos alunos) e não no quesito “honra pessoal”.

Ironia do editorialista: “Pobre Escola Normal. Aquilo acaba em um seminário misto dos Irmãos de São José.”

(ieccmemorias)

 

Agosto de 1888.

1°/08/1888(APSP)

Concedida a exoneração do professor da Escola Normal, Godofredo Furtado.

18/08/1888(APSP)

Do governo provincial:

Foram nomeados o engenheiro civil Constante Affonso Coelho e o farmacêutico formado José Eduardo de Macedo Soares para, interinamente , regerem: o primeiro, a cadeira de aritmética e geometria; o segundo, a de física e química, ambas na Escola Normal.

Setembro 1888

12/09/1888 (APSP)

Concedida licença remunerada de dois meses a Antonio Militão de Souza Aymberê, professor de aula anexa da EN.

16/09/1888 (APSP)

Concedida licença remunerada de dois meses a Theodoro Antunes Maciel, preparador de física e química da Escola Normal.

31/10/1889

Assembleia geral da sociedade de Medicina e Cirurgia de SP;  o dr.Antonio Caetano de Campos foi eleito para a comissão de cirurgia.

http://200.144.182.66/acervo/items/show/92

Novembro

09/11/1888 (APSP)

Escola Normal

Reuniu-se ontem o conselho superior da instrução pública provincial que resolveu informar ao Governo sobre as “irregularidades” (aspas minhas) cometidas na Escola Normal pelo professor, bacharel Carlos Lessa.

15/11/1888 (APSP)

Premonição?

 Artigo  do “Boletim Republicano”, escrito em Salto de Ytu pelo professor formado pela  Escola Normal – Tancredo Leite do Amaral Coutinho que faz a sua declaração de fé como republicano.

16/11/1888 (APSP)

Escola Normal

O cônego Manoel Vicente (imagem), diretor da Escola Normal, acusa tres professores  em “comunicado” ao governo da província.

Dois deles demitiram-se.

O cônego, acusado de mal dirigir a Escola Normal, reivindica a culpabilidade dos tres mestres pelo estado em que encontrou a, mesma, responsabilizando-os por “estragarem a inteligência dos alunos nas consciências e crescendo o espírito de discussão e de anarquia.”

Eram positivistas em luta contra o catolicismo imposto pelo cônego na Escola, homem mal notado nos exames de capacitação e que recebeu “ajeitamentos” por fora… para poder dirigir a EN.

Pergunta o articulista: “Não fôra o jesuitismo colocado ao pé da Escola Normal que afastara o professor Silva Jardim para Santos onde criou sua própria  escola?

Não apareceram denúncias improcedentes contra o dr. Lessa?”

Lessa ajuntou-se aos outros dois mestres e corre o risco de ser julgado pelos cônegos e pelo presidente do conselho, que assegurarão o seu afastamento, agora que se encontra suspenso!

17/11/18888(APSP)

 Editorial criticando o diretor da Escola Normal.

 O cônego Manoel Vicente apresentou os nomes dos membros do Conselho Superior da Instrução Pública, que o editorialista crê como uma “coletividade deixando-se influenciar  pelo espírito do coleguismo, com a mesma educação de confraria ou de congregação “; muito severo ao julgar o dr Lessa.

18/11/1888 (APSP)

(resumo)

“O diretor da Escola Normal engana-se no rumo que leva na imprensa oficial: as insolências, que nos atira por conta dos cofres públicos com a rubrica do administrador da província, não nos  pertubam e nem mesmo tiram a calma para tratar do grave assunto, que merece sério e detido exame público.”

O jornalista responde ao cônego condenando o mercado obrigatório de livros escolares, abuso, no julgamento dos alunos, que séao obrigados a lerem obras com compilações não citadas que lhes serve de evangélio.

(Um exemplo é a condenável “Grammatica Franceza”, as “Postillas e a “A pedagogia e Methodologia, considerados livros inúteis…)

Percebe-se que o cônego deniunciou ao administrador da província aqueles mestres que discordaram da adoção obrigatória de obras sem valor.

Parece também, que o professor da 6ª cadeira considerado “imoral” teve as bênesses do diretor da EN.

 

21/11/1888 (APSP)

Carta do jornalista Alberoto Souza criticando o cônego Manoel Vicente por torpitudes endereçadas ao jornalista que escreveu sobre casos escabrosos tanto ocorridas no seu Seminário* quanto  no processo escandalososo da Penha.

*local para encontros marcados, libidinosos, com algumas nosrmalistas… (nota minha)

21/11/1888 (APSP)

O cônego Manoel Vicente criou provas falsas das quais não nada materializado para incriminar o Dr. Carlos Lessa, escrevendo inclusive uma carta comprometedora num papel timbrado com as letras C.L. que não pertencem ao professor da 6ª cadeira da Escola Normal (Francês-nota minha).

O cura diz que na  falta das ditas provas , JURA!

Enquanto isso, o dr. Carlos Lessa é acusado de sedutor, imoral no trato com as alunas e outras calúnias mais, fabricadas pelo “digno“ diretor da Escola Normal.(pelo fato de propor certos  autores franceses-nota minha)

Entre os difamadores que apresentaram cartas forjadas, a um deles caberia a cadeira vaga… do professor Lessa.

Enquanto isso,  parece que o próprio cônego abusava de normalistas nos jardins do seu Seminário, segundo outros informantes!

Manoel Vicente também acusa Lessa de ter feito comércio pessoal com livros que ele havia adquirido para a Biblioteca da Escola Normal.

 

22/11/1888(APSP)

Demissão do dr. Carlos Lessa da 6ª cadeira da Escola Normal; o artigo questiona sobre a pena e a sua conformidade com a lei da instrução pública e o Regulamento da Escola, jesuiticamente modificado às pressas, que bate contra o seguinte artigo do regulamento:

“Os professores da Escola Normal serão vitalícios e só poderão ser demitidos nos casos e nos termos da legislação em vigor para professores em geral”. (Art. 9°)

23/11/1888 (APSP)

resumo

Editorial criticando a Instrução Pública, cuja reforma deveria limpar a Educação de certos vícios que vão contra aos interesses do povo. Deveria ela ser decentralizada, obedecer uma rigorosa fiscalização com a criação de conselhos municipais e superior, eletivos, propondo melhores salários aos professores, dividindo as escolas por categorias e criando taxas escolares, que foram suspensas pela saída de liberais e a entrada de conservadores no governo provincial.

Esses homens conservadores pediram mudanças da Reforma por considerar que ela eram anticonstitucionais que resultou na criação de conselhos diretores subordinados aos interesses de partidos ou de seitas.

Esse mar de incongruências não melhorou a Escola Normal, visto que a Instrução páblica atende aos interesses dos políticos, inclusive com a direção teológica da Escola Normal do cônego Manoel Vicente.

24/11/1888(APSP)

Escola Normal

“O cônego Manoel Vicente fez um comunicado ontem que saiu no “Correio Paulistano” contendo alusões malígnas e caluniosas ao professor Silva Jardim.

 Lê-se: Medonho, esse reverendo!(…)”

27/11/1888 (APSP)

O Mazzarino … de Antonina

… assim chamado o diretor da Escola Normal, o cônego Manoel Vicente, que se diz vítima e fazendo declarações que são reproduzidas no artigo, num dos quais o padre se diz perseguido pelos replicanos que desejam sumir com ele, expulsando-o ou assassinado-o!

O Partido Republicano é criticadíssimo pelo cônego, que pretende afastar-se por uns dias e… que não volte à Escola Normal, como desejaram os jornalistas.

30/11/1888 (APSP)

O dedo de Deus

Carta de desaprovação ao cônego Manoel Vicente que, com os escândalos que edificou e com a infâmia de desmoralizar e demitir da Escola Normal o professor Carlos Lessa,  além de tentar desmerecer o dr. Rangel Pestana, continua dirigindo a Escola Normal?

Carta assinada pelo professor João Kopke, do Rio de Janeiro.

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