1888 -dezembro – O cônego Manoel Vicente não poderia continuar a dirigir a Escola Normal!

Dezembro

1°/12/1888 (APSP)

O professor José Estácio Correia de Sá e Benevides assumiu a direção interina da Escola Normal.

13/12/1888 (APSP)

Retorno do cônego Manoel Vicente à direção da Escola Normal.

O jornal acha que esse retorno é um erro do administrador provincial, Pedro Vicente, correligionário conservador, amigo do cônego, e que o dr. Benevides, que o substituiu interinalmente deveria continuar no cargo.

O editorial enumera as razões pelas quais o cônego Manoel Vicente não poderia continuar a dirigir a Escola Normal:

“despreparado como pedagogo, despreparado de caráter e com defeitos de educação e temperamento, incompatíveis com aquela função, além de prevaricador e vingativo.”

20/12/1888 (APSP)

Escola Normal – sob este título foi distribuído na cidade um folheto, contendo um abaixo-assinado dirigido ao cônego Manoel Vicente pelos alunos da Escola Normal. (…)”

21/12/1888 (APSP)

Escola Normal

(ontem)

Cerimônia de entrega de cartas (diplomas-nota minha) aos normalistas que terminaram o curso.

O edifício se encontrava todo adornado de arbustos, folhagens e galhardetes e numa das salas tocava a banda do corpo de permanentes.

Muita gente esteve presente entre os alunos, professores e o diretor da Escola Normal, cônego manoel Vicente, que discursou uma “palinodia” contra aqueles detratores que ele detesta e , depois alongou-se sobre “O homem, desde a pré-história até aquela data, “passando como gato por brasas”, ao falar de filosofia e grandes pensadores modernos.

Luiz Galvão de Moura Lacerda, aluno recém-formado, falou em nome dos professores.

O Hymno Normalista, composição de José Ivo, aluno que ali se diplomava, encerrou a cerimônia.

19/12/1888

A Escola da Neutralidade publica os resultados dos seus alunos; ali encontramos filhos de Antonio Caetano de Campos, Bernardino de Campos, Américo de Campos, Rangel Pestana, João de Barros, Peixoto Gomide, Amaral Gourge…

Nota minha: quando Caetano de Campos e Gabriel Prestes conceberam a reforma da Nova Escola Normal que, em 1994 vai se instalar na Praça da República, levaram em consideração a pedagogia utilizada na Escola da Neutralidade, assim como na Escola Americana e nas melhores escolas europeias.

 

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