1889 – b) “Chicana administrativa na Educação”!

16/04/1889 (APSP)

Sobre a anulação do concurso para o magistério aceitando apenas normalistas no páreo, critica-se tanto o  o senhor Pedro Vicente de Azevedo, presidente provincial,(imagem) quanto à “incúria” do diretor da Escola Normal, o cônego Manoel Vicente (2a imagem).

wikipédia             

23/04/1889 (APSP)

Em Belém de Descalvado , em apoio ao banco precatório das escolas, normalistas distribuíram um jornalzinho de sua autoria e de autoria de seus professores.

17/04/1889 (APSP)

O jornal coloca em questão a lei de 16 de Fevereiro, que prejudicou o bom andamento da Escola Normal.


MAIO

05/05/1889 (APSP)

Manifestação  –   os alunos da Escola Normal fizeram ontem uma manifestação de pesar ao dr. Constantino Affonso Coelho, por não ter sido aquele cidadão nomeado professor efetivo da cadeira que regia interinamente, apesar de classificado em 1° lugar no concurso recentemente realizado.

11/05/1889 (APSP)

Por ato de ontem, o presidente da Província resolveu declarar de nenhum efeito o  concurso realizado em setembro do ano passado para o provimento de 53 cadeiras públicas de instrução primária”.

Conclusão: apenas aqueles diplomados pela Escola Normal terão direito aos cargos, mas em outra coluna, o jornal afirma que a mesma Escola anda péssima do ponto de vista geral.

14/05/1889 (APSP)

Chicana  da Administração.

(Trecho de um artigo sobre a Lei de 16 de Fevereiro, que revogou  o concurso para o magistério em São Paulo)

“Era de equidade fazer-se o provimento das cadeiras nomeando-se os concorrentes  habilitados.”

O projeto de lei que exprimia uma trama e apanhava de surpresa a Assembleia, era o resultado de um plano com o fim de monopolizar as cadeiras da Escola Normal,”hoje instituição de ensino quase tão ruim como os concursos de outros tempos”. (excluindo os professores efetivados)

17/ e 21/05/1889 (APSP)

A Livraria Moderna (Coelho&Cabral) anuncia seus livros didáticos, inclusive os pedidos na Escola Normal.

Rua de São Bento, 56.

22/05/1889 (APSP)

Os concursos (extratos)

“A imprestabilidade do que aconteceu em setembro do ano passado não proveio da lei de 6 de Abril de 1887, nem da sua regulamentação.

(…) pois ambos ofereciam garantias ao julgamento e à verificação das provas.

Meio de prover as cadeira enquanto a Escola Normal não desse alunos em números suficiente para a necessidade das escolas, o concurso era conveniente e deveria ser conservado.”

O Governo observou que a nova lei de 16 de Fevereiro teve em mira corrigir o vício da Assembleia  que não tem mãos a medir no legislador criando cadeiras (…)”

“E estranhou o contemporâneo que tivéssemos qualificado a nova lei de produto da insídia administrativa. Se o intuito do legislador foi esse,  é força confessar que a Lei de 16 de Fevereiro é o resultado de uma chicana legislativa que tem apenas um efeito: a iniquidade de tornar nulo um concurso realizado, julgado e, que dava aos concorrentes o direito de  serem nomeados , competindo ao presidente da Província fazer a escolha apreciando a idoneidade, no caso de haver mais de um pretendente à cadeira. Fora deste caso, a nomeação devia recair no único concorrete habiltado.

(…)

Os concursos serão estabelecidos dentro de dois anos, porque a Escola Normal não dará número suficiente de professores para as escolas já criadas e que hão de sê-lo.

(…)

JUNHO

1°/06/1889 (APSP)

Escola Normal – acham-se inscrtos para a cadeira de Francês desta Escola, os seguintes senhores:

Dr. Manoel Corrêa Dias

José Feliciano de Oliveira (vai ser aprovado!)

Dr. Ildefonso Archer de Castilho

Francisco G. De Moura Lacerda

Canuto Christovão Thorman

Dr. Brazilio Alves Corrêa do Amaral  e

José de Paula Bomfim Soares.

Os trabalhos do concurso terão começo a 7 do corrente, no edifício em que funciona a Escola.

13/06/1889 (APSP°

PADRE FORA

“O célebre cônego Manoel Vicente está deslocado da Escola Normal.

Esta boa nova deve ser recebida por todos os pais de família paulistas com júbilo.”

16/06/1889 (APSP)

Foi ontem cumprimentado pelo corpo docente da Escola Normal o sr. Presidente, general Couto de Magalhães.

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