1890 e) Discurso de Caetano de Campos

18/12/1890 (OESP) – resumo

Escola Normal

Realizou-se ontem, às 11 horas a soleniade da entrega de cartas aos normalistas que completaram o curso neste ano.

O edifício achava-se completamente ornamentado, sobressaindo ao fundo do salão de honra  o busto que representava a república.

Logo depois de haver chegado o sr dr. Governador do Estado, presente grande número de senhoras e cavalheiros, foram entregues as cartas, fazendo depois o dr. Caetano de Campos um brilhnantíssimo discurso que damos hoje em nossas colunas. Por perto dos professores recém-formados orou um distinto moço, que leu um bem elaborado discurso sobre os progressos do ensino moderno.

Findo o ato, o dr. Governador retirou-se, sendo acompanhado à porta do edifício por uma comissão de moços normalistas e por todo corpo docente que se apresentou à bela festa da instruçéao pública.

Discurso do dr. Caetano de Campos

“Sr. Governador – Senhoras – Senhores – Nem o vento do deserto, nem a face da terra poderiam, até bem pouco, dizer ao viajante que percorre os areiais, que d’antes chamarem-se Assíria, o lugar onde existiu a famosa Babilônia – Nada, nada, senão a desolação e a morte nessas paragens outrora cobertas de verdes palmares, de cidades opulentíssimas, de palácios  e jardins, que a tradição humana ainda hoje cita com assombro.

Entretanto ai viveu um povo que encheiu a antiguidade com seu nome: que possuiu uma arte aprimorada de que nos falam seus  touros de cabeça humana e seus ladrilhos de terracota; que avassalou outros povos e conquistou países; que chamava os seus reis de filhos dos deuses, porque julgava talvez que a raça tão forte e tão grande não acabaria nunca.

Mas acabou no entanto! Acabou como  desapareceram a soberba Ninive e os jardins de Semiramis, como desmoronaram-se as torres dos régios palácios, como ruíram no pó as muralhas que haviam resistido a Ciro. Sumiu-se a raça e a obra de sua vaidade; mas perdura na história um vestígio imorredouro de sua vida psicológica, um atestado grandioso do esforço de sua mente.

E foi na vastidão do firmamento, compondo com as estrelas a figura dos seus heróis, medtando durante as límpidas noites de seu clima privilegiado sobre o curso dos astros, que os pastores e os sacerdotes caldeus escreveram a primeira  página da mais pura ciência humana- a Astronomia.

De Nabucodonosor só resta uma memória tão fútil como suas ridículas grandezas; do esforço mental de seu povo permanecerá, porém, o documento das verdades que acharam, e essas hão de durar tanto quanto os próprios astros!

Prossigamos ainda com o viajante. Subamos o curso do Nilo celebrado, em cujas margens existem ainda as colossais ruínas, que nem a desídia humana face  a crueldade das intempéries conseguiram destruir de todo. Aqui outro povo viveu também no gozo das riquezas incalculáveis.

Teve arte- teve força – teve poderio. Conquistou, venceu, dominou; – e seu domínio, seu valor, sua indústria foram tão gigantescos, que ainda hoje fazem o orgulho de nossa espécie, pois demonstram que a força humana pode produzir obras tão grandes como montanhas, tão perduráveis como a própria terra.

Ele arrancava um colosso de uma rocha e, à força de braço, o colosso era transportado para bem longe; – erguia florestas de colunas, cujo tamanho não foi ainda imitado, e sobre elas arquitetava um templo, que de uma vez recebia um exército; cavava no granito para os seus reis hipogeus formados de vastas salas adornadas, e que podiam servir de necrópole aos habitantes de uma cidade inteira; – talhava na pedra com cíclopes a efígie monstruosa que era havistada desde muitas léguas ao longe; – levantavam enfim pilones , esfinges, pirâmides que figuram entre os mais altos monumentos humanos e que os séculos acumulados ainda não puderam aniquilar.

Bem grande foi por certo  um povo tal.

– Tão grande foi que não pôde conter-se dentro do seu território e, como o seu legendário Nilo, transbordou para além conquistando a Núbia, a Arábia, a Palestina. O respeito humano corteja sem dúvida sua magneficiência, admira suas obras, relembra as façanhas de Toutmes e de Sesostris, e lamenta a queda de Menfis e de Tebas.

Mas desse povo que passou, dessa opulência que nasceu do solo e no solo se fundiu – tudo era perecível. Sobre nada, porém,  no mar da tradição insubmerso e altivo o batel que guarda as suas descobertas científicas.

O fenomenal esforço que recomendará às últimas famílias que respirarem na terra o nomme dos Egípcios, pode parecer entretanto um brinquedo de criança. Faz esforço análogo o amante que, depois deuma onda escreve na areia da praia o nome de sua amada, que outra onda vai apagar.

Insiste o amante, mas a onda insiste também. – Novo nome e nova onda – Ela volta porque sabe teimar e le teima porque sabe escrever.

Isso fez o Egípcio – Era ele o amante que lavrava a terra para dela  tirar a sementeira; era o Nilo a onda que se avolumava anualmente alagando as planícies . – Cessando a enchente ficava a terra mais nivelada e unida, como nivelada e unida ficava a propriedade. Tornou-se preciso  saber escrever no solo o limite do que pertencia a vários donos, a forma e as dimensões do que era de cada um. – A terra foi medida: – a Geometria nasceu!

E foi mais uma verdade ensinada aos homens  por esses outros homens que construíram as pirâmides. Elas não se aniquilarão nunca  porque tem a figura de um sólido geométrico!

Mas é porventura preciso, para ser uma grande nação, possuir um vasto território e cobri-lo de monumentos imperecíveis? Não será possível conquistar no coração da humanidade um lugar distinto e nobre sem ter derramado o sangue dos vencidos, ou ter derrocado cidades ao som das trombetas triunfantes?

Responda-nos o povo fenício, esse pequeno Portugal da antiguidade. Sentado à beira-mar, em uma nesga de terra, que a pressão assíria não deixava dilatar para o lado do continente, esse punhado de homens intemeratos fez de Tiro e de Sidonia apenas o ninho em que desabrochou uma geração de heróis. Foi pelo mar fora, com os olhos fitos na estrela polar – que outra bússula não tinham – que eles expandiram o voo – Por asas as velas do navio, por corpo o lenho flutuante, por pensamento a conquista da imensidade, ei-los sulcando aquele azul do Mediterrâneo que deviam ultrapassar nas colunas de Hércules, como um bando de gaivotas que mergulham no infinito dos céus em busca de outros mundos.

E foram – E plantaram colônias em toda a parte; e ensinaram os outros povos a escrever; e gravaram seu nome ao longo das costas, onde hoje é Marselha, onde é Tunis, mais longe ainda, através do imenso Atlântico, em toda a costa do norte e do sul de Gibraltar!

Como outros povos desapareceram os fenícios; mas não o fizeram sem honra, pois deixaram o segredo da linguagem escrita e o benefício das longas navegações.

Veio depois a Grécia famosa, a verdadeira mãe das gerações modernas. Para falar dela seria precisos fazer a mais bela das hsitórias, a mais bela das nações! – Tudo lhe devemos – O heroismo de Epaminondas e de Temístocles, a sabedoria de Sócrates e de Hipócrates, o gênio artístico de Fídias e de Praxiteles, a elevação imaginosa de Homero e de Sófocles, o civismo de Solon e de Licurgo, e (maior que todos esses) a erudição do portento humano chamado Aristóteles, não são apanágio exclusivo dos helenos. A “Humanidade” os conquistou para o grêmio universal como exemplo e ensinamento de todas as idades e de todos os homens.

A Grécia antiga atufou-se por fim no ocaso. Rio caudaloso que obedece às leis universais, por afundir-se no oceano, não morreu de todo, nem morrerá nunca.

Às correntezas que o formavam, confundidas no complexo da comunhão imensa de todas as águas, pertencem ao mundo inteiro. Grécia imortal! Tu vives  ainda, por tuas lições e tuas glórias no sangue de teus filhos, no coração de tua progenia, no cérebro do universo!

Bem longo fora, senhores, esmirilhar daqui por diante o lugar preciso da História donde emanam as fontes do saber humano. A civilização precipita seus passos como que ansiosa por alcançar mais cedo a semente fecundante do saber.

Nesse afã desesperador que tudo abarca, nessa aspiração incessante  para adquirir o incogniscível, o homem sonda todos os mistérios da natureza.

A sede dos gozos materiais fá-lo encontrar tudo o que ameniza a vida e redobra a sensualidade plástica; a consciência de sua força intelectual arremessa-o no pelago intérmino das especulações do espírito, e na imaginosa criação de tudo que é metafísico. – Os Romanos, de artistas fazem-se poetas, quando concretizam seu vasto pensamento na grandiosidade dos circos, dos arcos triunfais, dos vastos teatros e das festas inigualáveis; – os Árabes, de poetas tornaram-se em artistas quando inventaram uma arquitetura única, sublime, inimitável, – quando ergueram mesquitas como as do Cairo e de Córdoba, e alcazares como os de Sevilha e Alhambra.

No meio desse evoluir exuberante, as ciências, a poesia, as artes, a indústria, são ensinamentos a tudo. – O ferro usado a princípio só nas armas, para a guerra, é em breve utilizado nas máquinas; o navio, veículo do comércio, será depois o meio indispensável para as descobertas; a bússola, enfim, será logo acompanhada pela invenção da imprensa. –Todos ensinam e todos aprendem!

Desse fervilhar operoso em que as faculdades humanas se aprimoram; desse labor incessante em que todos cooperam – desde o monge, que medita no claustro, até o lavrador que amanha a terra;  – desde o palácio de D. Manoel de Portugal a Afonso X de Espanha, e desde o Vaticano de Júlio II e Leão X até as oficinas de Guttemberg ou de Bevenuto Cellini, e até as forjas de Toledo, – o pensamento sabe aprimorado, vigoroso e rico!

Sim! Rico dessa riqueza que não tem par no ouro nem nas pedrarias; rico dessa riqueza que não é apanágio do fausto, que não é privilégio da força, e que não tem limite no tempo; rico, enfim, dessa riqueza que o faz lutar e vencer, que  o faz subjugar a miséria, dissipar a enfermidade, anular o espaço e vencer o próprio raio.

Essa riqueza chama-se ciência.  Alcançaram-na todos os que nos precederam na perigrinação da vida. Nações inteiras sucumbiram deixando-nos apenas como espólio de sua existência um punhado de verdades realizadas por sua experiência.

Os erros do passado, disse um pensador, são a sabedoria do futuro. – Benditos, sejam pois; os que erraram  sofreram para ensinar-nos.

Dentre tantos seres que nos precederam no túmulo alguns foram, sem dúvida, privilegiados pelo influxo do gênio. As verdades que descobriram formam ao redor de seu nome uma auréola de glória imarcecível(?), desta que faz empalidecer de inveja a vitória dos Alexandres, Césares e Aníbales.

Esse foram os verdadeiros mestres, os inventores, os aristocratas do pensamento, os gênios. Esses foram no passado,os guias,  os modelos que devemos imitar nós todos, e vós particularmente.

-Vedes que vos coloco em honrosa companhia. Vossos antepassados chamaram-se Cadmo, Aristóteles, Kepler, Newton! – Nossa genelogia é formidável de grandeza, ofuscante de luz, resplandescente de imortalidade! Sóis, para os quais não há ocaso, iluminam a estrada da vida com uma irradiação tão potente que a sua claridade fecunda há de acompanhar o último homem no último passo da existência.

E essa força, esse poder, esse milagre, demam dos problemas que resolveram. Feliz o homem, repete Cuvier, que pode morrer dizendo que ensinou aos semelhantes ao menos uma verdade!

-Pensem bem nisto: ao compulsar a história veem-se lutas gigantescas travadas por interesse de monarcas conquistadores ou por motivos religiosos.

A vida do povo desaparece sob as garras dos potentados. Só mui gradualmente consegue o proletariado adquirir um pouco de ar e de luz, e isso dá-se quando ele vai-se apoderando dos princípios científicos.

Começam as reivindicações com a Magna carta, na Inglaterra. Em breve rolam no cadafalso as cabeças de Carlos I e de Luís XVI. O homem fala de seus direitos, e para apoiá-los invoca o resultado do estudo, trazendo em seu apoio as descobertas científicas. – Estas acolhem de tropel. Tão rápido é o desenvolvimento intelectual da sociedade desde o século XVI, tão seguro critério de julgamento, tão garantida a força da consciência, que o poder absoluto e as fogueiras da inquisição recuam para o nada, espavoridos diante do rugido popular.   É o leão que desperta, – e a força do leão está na certeza de seus golpes- e quem lhe dá essa energia é a posse do saber.

No século em que vivemos, todas as liberdades foram conquistadas pela ciência.  Só esta desvenda a realidade das caisas,  só esta separa o joio do trigo, só esta nobiliza o homem, só esta combale, resiste e vence. Na retorta do tempo dizeram-se as soluções  químicas de todos os princípios, de todas as crenças, de todas as utopias, e delas resultou esse límpido cristal, de formas puríssimas que realiza o sonho de Minerva mitológica; forte porque infalível.

Permanece então  como dogma da constituição dos povos modernos conhecer para vencer. É preciso afastar o sofisma, rechaçar o preconceito, fustigar o obscurantismo seja qual for a sua procedência. Nem os europeus, nem o pó dos séculos, nem o terror das ameaças, podem fazer emudecer uma convicção, quando ela penetra funda e positiva no cérebro do homem atual. Como Galileu, está ele sempre pronto a bater com o pé na terra, a a bradar com segurança: E puy se muore.

-Assim (?) basta ensinar; é preciso saber ensinar – Fröebel e Pestalozzi alcançam estatinas, que o reconhecimento de seus contemporâneos lhes levanta por entre as aclamações de todos os povos. É  que se a antiguidade teve como tipo ideal o guerreiro façanhudo, – se a idade medieval preconizou o monge que pregava a cruzada, o homem moderno concretisa sua fé no modesto pedagogo.

Vede a revolução prodigiosa que o nosso século está realizando – Em toda parte – em todos os países, uma aspiração uníssimo levanta-se de todos os corações: educar a criança. – As escolas multiplicam-se com inacreditável rapidez; os métodos são aperfeiçoam-se com afinco que inunda a alma de inapreciável delícia. E qunado um país  quer dar a medida de seu progresso,  do alcance de suas instituições, do valor de sua raça, aponta o número de suas casas de ensino e abre-lhes as portas como que dizendo: Vede como se aprende.

Sim; como se aprende!  É  o título de benemerência do mestre-escola hodierno. A cultura intensiva do espírito, o aproveitamento de todos os detalhes, cada coisa em cada hora, o alimento intelectual o mais completo dado na proporção da receptividade psicológica, – eis o mérito indiscutível do ensino moderno.

Ai daquele que incute no cérebro  da criança ideais inverossíveis, que só a razão poderá mais tarde combater, -se chagar talvez a dissipar jamais. – Esse é um imbecil! –  Ai daquele que tortura o espírito infantil com uma tarefa penosa, com esforços de memória que bem cedo se perderão sem proveito. Esse é um verdugo! – Ai daquele , enfim, que ao tomar sob a sua proteção umas cabecinhas loiras, uns olhos luminosos e indagadores, uma boca sorridente de inocência e de candura, transforma tudo isso em breve tempo no bestial cretinismo de seres inúteis, – morrões apagados de uma chama que era divina. A esses eu cuspiria na face o label de infames!

Tarda soou a hora para o Brasil à hora de sua redenção. A Monarquia pensou iludir a História quando concentrou sobre o trono a projeção de toda uma luz que dimanava da vida nacional. O povo, como as figuras secundárias dos quadros de Rembrandt, ficou sempre na penumbra. Ao tocarem-no, porém, os primeiros raios da aurora libertadora, a estátua de Memnon disfere sons harmoniosos.

Seu quase vagido é já um cântico de esperança. O cego pede luz, – o povo pede instrução.

Tal foi por toda a parte o primeiro pensamento, o primeiro anseio do povo brasileiro, inda mesmo antes de legalmente constituído, antes de votada a lei fundamental, que deve consagrar a autonomia da vontade popular,  já as novas escolas começam de erguer-se em várias partes como se isso significasse que a verdadeira revolução está no renascimento da mentalidade!

Cabe ao Estado de S. Paulo inegavelmente a honrosa precedência de haver criado a primeira escola pública do ensino reformador.  É  fato histórico de nossa restauração mental que deste fertil torrão partiu o grito de alarme para a reforma dos velhos tipos do ensino. Nem é por vaidosa pretensão que lembro esta circunstância, mas sim para prestar uma justa homenagem ao governo paulista, que hoje apresenta o fruto do seu primeiro ensaio, e para felicitar a paulistana gente pela colheita das premissas felizes que convosco faz, senhores professores.

Se alguma vez foi verdadeiro o preceito de – res, non verba – é esta a ocasião de demonstrá-lo. Uma pequena lei e uma grande aplicação. Enquanto outros cogitam de traçar  no papel uns detalhes talvez muito sábios, mas muito provavelmente inexequíveis, S. Paulo pôs mãos delibradas na formação de moldes, e em poucos meses apresenta o resultado do seu esforço.

É este o momento de relembrar ainda uma vez a memorável administração do dr. Prudente de Moraes, o reformador desta Escola e o introdutor dos novos métodos que haveis aprendido, senhores professores, e que continuareis a aprender e a divulgar para a glória de vossa terra e benefício da humanidade. Nunca uma semente tão fecunda foi colocada no solo como a transformação do ensino normal.  Nunca, o ato único, pacífico, refletido e decisivo de um homem efetuou mais prodigiosa soma de favores.  Comunicou-se com um gesto essa corrente elétrica que vai iluminar todos os focos  de todo um Estado, e esses focos sãoi numeráveis, porque são os cérebros de todas as crianças.

Mais que meus sinceros e fervorosos elogios hão de as consequências perduráveis do seu feito engrandecer o nome do dr. Prudente de Moraes.  É preciso, porém, não deixar perecer a sua obra. A plantuja ainda está tenra e apenas agora emite o seu  primeiro gomo fora da terra. Toda solicitude é pouca para avigorá-la, para premuni-la contra as intempéries, para dar-lhe a pujança  e a seiva que lhes são indispensáveis.

-Pois bem! Folgo  declarar(?) a solenidade desta festa, tendo encontrado na pessoa de nosso governador, o exmo sr. Dr. Jorge Tybiriçá, o mais decidido apelo  ao que sustentamos (?) Coração pátrio são os que melhor o sejam.  (ininteligível até o final porque a coluna está apagada na sua extremidade direita)

Novembro e começo de dezembro de 1890 (publicações colocadas posteriormente para que imperasse o discurso de caetano de Campos)

19/11/1890 (OESP)

Reunião da congregação da Escola Normal para a formulação dos pontos para os próximos exames. Segue a data.

26/11/1890 (OESP)

Rescindido o contrato do professor de música da Escola Normal , cidadão Antonio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva Jr.

30/11/1890 (OESP)

Resultado dos exames do 1° ano da Escola Normal:

Sexo feminino:
Português:
Distinção = 1
Plenamente= 17
Simplesmente= 13
Não compareceram=4
Aritmética:
Distinção = 2
Plenamente=3
Simplesmente=13
Reprovadas=10
Retiraram-se=2
Não compareceram=4
Geografia:
Distinção=9
Plenamente=8
Simplesmente=4
Reprovadas=12
Retiraram-se=2
Não compareceram=6
Tiveram prova escrita nula=2
Caligrafia e Desenho:
Distinção=4
Plenamente=9
Simplesmente=21
Não compareceu=1
Prendas e exercícios escolares:
Distinção=4
Plenamente=22
Simplesmente=8
Não compareceu=1
Curso masculino
Português:
Distinção=1
Plenamente=12
Simplesmente=2
Não compareceu=1
Aritmética:
Distinção=2
Plenamente=2
Simplesmente=4
Reprovados=3
Não compareceram=5
Geografia:
Distinção=1
Plenamente=5
Simplesmente=14
Reprovados=4
Não compareceram=2
Caligrafia e desenho:
Plenamente=3
Simplesmente=11
Não compareceram=2
Resultados de ontem, provavelmente do 3° ano, pois os nomes séao citados,para ambos os sexos
Português:
Plenamente
Eles 4; Elas 5
Simplesmente
Eles 3; Elas 5
Não compareceu=1
Química:
Distinção: 1 aluna
Plenamente: 8 alunas
Simplesmente: 6 alunos e 5 alunas
Geometria:
Distinção= 4 alunos
Plenamente=4 alunos
Simplesmente=8
Reprovados=8
13/12/1890 (OESP)

E

Amarga carta ao jornal, de um professor preterido pelo ensino público, condenado o ex-governador do Estado.

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