José Renato Nalini; positivo!

 

O Brasil quer mudar

Além disso, tem que mudar, e a mudança se faz mediante boa educação. O melhor investimento que se pode fazer numa Nação é na educação de suas crianças e jovens. Esse o verdadeiro patrimô­nio. A matéria, o tempo leva. A obsolescência con­some. O capital é intelectual. O verdadeiro progres­so é moral. Sem ele, não há desenvolvimento.

O imediatismo da matéria não comove a to­dos. Há uma saudável resistência daqueles que en­xergam mais longe. Que querem plantar jequitibás, em lugar de couve, embora a couve seja tão boa para nos nutrir de substâncias sem as quais a saúde física também não alcança a higidez.

Para a minoria que não perdeu de vista os valo­res reais, vale a pena investir na criança e no jovem. Inúmeras propostas seguem seu curso, no pluralismo que caracteriza a nossa sociedade. Mas é interessante verificar que faz sucesso entre os mais novos, o con­curso, a concorrência, a competição que os impulsio­na à consecução do melhor resultado.

Uma experiência que a Secretaria de Estado da Educação leva a efeito e já se encontra na sua 5ª edição é a Feira de Ciências. Nela, descobrem se ta­lentos de jovens cientistas, exatamente na área mais necessitada de exemplares de excelência. Em Ma­temática e Ciência, andamos mal. Tanto na escola particular, como na pública. É aí que reside o nosso desafio: fazer com que as crianças e jovens gostem de Matemática e Ciências.

Este ano vimos com satisfação que uma estu­dante, orientada por sua professora, elaborou uma prótese para a perna dianteira de um cavalo. Sem isso, o animal seria sacrificado. Foi um problema concreto, que mexeu com a emoção da aluna, que a fez buscar e encontrar a solução. Inseticida natural, sem veneno químico, à base de gengibre, é eficiente para afastar saúvas. Inven­ção de outra estudante. Aplicativo para impedir que o sonambulismo cause até ferimentos físicos para o sonâmbulo, a ideia bem aproveitada de outra aluna.

Impressionante como a nova geração é mais sensível aos apelos da natureza maltratada. Este ambiente que minha geração não respeitou e que está destruindo de forma célere, merece o carinho e a consideração dos mais novos. Há projetos de escolas sustentáveis, casas sustentáveis, costumes sustentáveis. Tudo a mostrar que a mocidade sabe que, se não assumir com vontade e garra o controle da situação, os que erraram em tantas coisas conti­nuarão a errar.

Mas o que vale é fazer com que o alunado da enorme rede pública de Educação de São Paulo, su­perior à população de vários países, como o Uru­guai, por exemplo, se interesse por Ciências.

O convite está lançado: a 5ª Feira de Ciên­cias das Escolas Estaduais de São Paulo tem suas inscrições abertas. Podem inscrever seus projetos os estudantes do 6º, 7º, 8º e 9º ano do Ensino Fun­damental e das duas primeiras séries do Ensino Médio. Os projetos submetidos à seleção precisam ter professores orientadores, conforme o regula­mento disponível no site da secretaria: http://www.edu­cacao.sp.gov.br.

Os partícipes devem ter no máximo 18 anos completos em 2018, ou seja, até 18 anos em 2018. Não podem completar 19 anos ao longo do ano de 2018, isso para atender os padrões de Feiras de Ci­ências Nacionais ou Internacionais.

Nesta edição há duas categorias de concorren­tes: a “Júnior” e a ‘Master”. A primeira categoria para os estudantes do Ensino Fundamental e a ca­tegoria “Master” para os alunos do Ensino Médio.

Quando houver equipes mistas, com alunos de ambos os níveis de ensino, a inscrição se fará na­quele de maior escolaridade, ou seja, na categoria “Master”. Há muitos prêmios e em várias escalas. Garantida a participação dos vencedores nas etapas nacional e internacional.

Foi também muito bom verificar que as me­ninas estão competindo em igualdade de condições com os rapazes. A mulher cientista é outra neces­sidade brasileira e mundial. Ela tem condições de explorar pesquisas que precisam de paciência, fir­meza, serenidade e controle, o que nem sempre é característica masculina.

É com essa geração que o Brasil vai mudar. Já está mudando. Para nosso conforto e para reacender a esperança no coração de cada brasileiro.

Fonte: Correio Popular| Data: 02/06/2016

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