Parte II – Caetano de Campos – 1983

1983

 

Março, abril, maio, junho, julho, setembro e dezembro: nada publicado sobre o IECC e nem sobre a EE Caetano de Campos no jornal OESP.

Janeiro

08/01/1983 (oesp)

Educação convoca candidatos a professor de 24 ao 31 deste mes.

Fevereiro

25/02/1983 (oesp)

Habilitação profissional

A partir do 21 de março até 26 de abril, estarão abertas as inscrições aos exames supletivos proficionalizantes, relativos a 1983, nível de 2° grau.

Habilitações: Técnico em mecânica, Eletrotécnica e Eletrônica. Local EEPG Prudente de Moraes.

Laboratório de Prótese Dentária e Ótica; EEPSG Caetano de Campos, Praça Roosevelt, 111, Consolação.

 

Agosto

12/08/1983 (oesp)

Ministra, indignada, não aceita acusações de São Paulo.

A ministra (da Educação, antiga caetanista; nota minha) Esther de Figueiredo Ferraz, reagiu indignada às  acusações feitas por intermédio da imprensa, em São Paulo, de que teria influenciado o Conselho da Fundação Padre Anchieta no veto a que Francisco Pacheco Jordão(ao centro, na foto) integrasse a TV Cultura de São Paulo.

Résultat de recherche d'images pour "Francisco Pacheco Jordão"Fernando Pacheco Jordão (1937-2017):Folha – Uol

Outubro

1° de outubro de 1983 (oesp)

Feira cultural abre comemorações de escola

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São Paulo no início do século, cidade provinciana onde as moças pouco mais aprendiam do que a ler, tendo como aspiração máxima ingressar na Escola Normal, a dedicação de uma senhora fez com que surgisse uma classe que fazia as vezes dos cursinhos atuais. Hoje, 80 anos depois que a professora Elvira Brandão começou a reunir em sua própria casa da rua do Arouche as alunas que se preparavam para o exame de ingresso na Escola Normal Caetano de Campos, os 600 alunos do tradicional colégio que nasceu de sua iniciativa, vão comemorar o aniversário de sua fundação.

A Feira Cultural do Externato Elvira Brandão, a ser aberta às 15 horas de hoje, na rua Luiz Seraphico Jr, Granja Julieta, terá como tema “No tempo das nossas avós”, justamente para relmembrar a professora, que em 1904 deu início ao estabelecimento, ainda hoje dirigido por seus descendentes, pois três de suas bisnetas continuam na direção do colégio.

O início

É a diretora Camila Caiuby Nardy Rocha quem conta que sua bisavó era uma professora particular muito solicitada na preparação de moças para esse vestibular de antigamente. E, quando o número de alunas começou a aumentar, Elvira Brandão pediu o concurso da professora Beatriz Seraphico de Assis e de sua própria filha, Aída Brandão, conseguindo atender a 60 alunos.

https://i0.wp.com/www.hagopgaragem.com/imagens_antigas/fotografo_Guilherme_Gaensly/Gaensly_37_GR.jpgruas Maria Antonia e Major Sertório-Hagop Garagem

Ainda na sua residência particular, mas já então na rua Major Sertório, passam a funcionar várias classes, sempre de curso preparatório, até que a professora Aída criou, em 1916, um curso regular que permitia o ingresso das moças no primário e garantia nove anos ininterruptos de estudos. A escola, já como tal, incluindo o primário e o secundário, foi registrada no Ministério da Educação em 1919 e, transferindo-se para a rua Augusta, esquina com Alameda Santos, passou a ganhar nome e a ser um dos melhores colégios da cidade.

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Evoluindo sempre de acordo com a demanda da sociedade, em 1936 o Elvira Brandão fechou o então chamado secundário, uma espécie de curso completo para moças, que ali encerravam seus estudos, abrindo o ginásio, como degrau necessário para as meninas que desejavam fazer faculdade.

É que àquela época, com a criação da Faculdade de Filosofia, que dava início à Universidade de São Paulo, a mulher paulistana deixava de ter como única opção, o Curso Normal.

MUDANÇA DE NOME

Em 1954, a razão social do colégio mudou, passando a chamar-se “Professores Associados Ltda”. O Elvira Brandão já funcionava, então, na Alameda Jaú, onde ficou de 1930 a 1972 e se mudou para o endereç atual, em Granja Julieta, onde mantém o curso de maternal, com alunos de até três anos de idade, indo até o final do 2° grau.

De acordo com os diretores do estabelecimento, a grande dificuldade atual é manter a eficiência do ensino numa escola particular em momento de crise, adaptar-se permanentemente à demanda da sociedade. Hoje, Camila Caiuby, diz  que mais de 40% das mães dos alunos do Elvira Brandão trabalham fora, e, por isso, a partir do próximo ano o colégio passa a ter um semi-internato optativo; Há também um crescente interesse  por esportes, tanto que, não dispondo de mais terreno, o Elvira Brandão teve de alugar quatro quadras a uma empresa que funciona num prédio vizinho ao colégio (Condomínio “Champs Elysées” – nota minha).

E apesar de seus 80 anos de existência, O Elvira Brandão faz questão de ter um ensino que evolui junto à cidade e, de atrair, com frequência seus antigos alunos, que como Dilson Funaro, Luiz Eulálio Bueno Vidigal, Olavo Setúbal, Paulo Autran e outros.

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