Parte II – Caetano de Campos – 1984: apenas um artigo do jornal OESP, mencionando indiretamente a Escola Normal de São Paulo.

1984

 

Nada encontrado no Acervo do jornal OESP sobre o IE Caetano de Campos ou a Escola Estadual do mesmo nome em janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho setembro, outubro, novembro e dezembro de 1984.

Agosto

30/08/1984 (OESP)

Colégio Rio Branco terá outra unidade de ensino

Resumo da introdução: para atender uma demanda suplementar de mais de 2.500 alunos, o Colégio Rio Branco vai erguer uma unidade na Raposo Tavares.

 

Há 60 anos

 

O atual Colégio Rio Branco nasceu no início da década de 20, como iniciativa de um interiorano analfabeto. Depois de vir para São Paulo, ele aprendeu a ler, já adulto, como autodidata. Graças ao seu esforço extraordinário, conseguiu cursar a Escola Normal Caetano de Campos.

Em seguida abriu um pequeno curso de admissão ao ginásio, num velho prédio alugado. Esse curso – montado em 1921 pelo professor Savero Christopharo – era tão pobre que, quando precisou ser mudado para outro local, na rua da Consolação, os próprios alunos transportaram as mesas, carteiras e todos os livros.

O curso cresceu, mudou-se para a rua aria Antonia e, em 1924, já era uma escola, incluindo o ginásio, e passou a chamar-se Rio Branco.

http://www.crb.g12.br/site/colegio/historia.aspx

Quando foi transferido para a rua Doutor Vila Nova, Christopharo já estva associado a dois professores da Faculdade de Direito, Almeida Júnior e Sampaio Dória.

Résultat de recherche d'images pour "antonio ferreira de almeida junior"ieccmemorias-antonio ferreira de almeida junior
                                    Résultat de recherche d'images pour "sampaio doria" Academia de Cultura de Colônia Leopoldina –Sampaio Dória

Com a morte do fundador do estabelecimento aos 38 anos de idade, Sampaio Dória passou a manter a escola em funcionamento e com alto nível de ensino até junho de 1945, quando de repente resolveu fechá-la, no meio do ano letivo. É que Getúlio Vargas havia concedido um importante aumento salarial ao magistério, mas estava impedindo que ele fosse repassado para o valor das anuidades escolares.

 

A compra do Colégio

 

O professor Norton (diretor do Colégio Rio Branco em 1984 – nota minha) foi testemunha da chegada de José Ermínio de Moraes ao Colégio. Ainda na portaria, ele já discutiu com o professor Sampaio Dória, afirmando que o estabelecimento, onde seus filhos estão matriculados, não poderia ser fechado. Entretanto, Dória foi trredutível. Por isso, Ermínio de Moraes reuniu um grupo de professores para pedir conselhos e acabou usando o seu próprio dinheiro para comprar todo o material escolar necessário, de carteiras a quadro negro. Não podendo comprar o prédio, que Dória se recusou de vender, alugou-o.

Image associée.folha.uol.com.br

Para que o Rio Branco pudesse funcionar sem interrupção, alguns amigos saíram em busca de um colégio para comprar. E encontraram, em Vila Maria, o “Pedro de Toledo”, que foi imediatamente adquirido por Ermínio de Moraes, que transferiu o nome, a administração e praticamente o restante desse colégio para o prédio de Higienópolis. Tempos depois, descobriu-se que o nome “ Colégio Rio Branco” não estava registrado. O nome foi então reivindicado e adotado de novo pelo estabelecimento.

Em 1946, ao ser criada a Fundação dos Rotarianos de São Paulo (imagem), destinada a trabalhar pela infância e juventude desvalida, foram feitas duas grandes doações à entidade: Niso Viana doou uma área de 100 mil metros quadrados em Cotia, exatamente onde agora será construída a segunda unidade do Rio Branco; e José Ermínio de Moraes simplesmente doou o colégio inteiro.

Résultat de recherche d'images pour "josé ermínio de moraes ao colégio rio branco"Untitled

O atual presidente do conselho deliberativo da Fundação, Oscar Pereira Machado, conta que, quando o prédio em que funcionava o Rio Branco foi vendido, Ermínio de Moraes liderou um grupo de rotarianos que comprou o terreno da avenida Higienópolis. Ali, com dificuldades financeiras, foi construído o novo colégio. Suas obras se prolongaram de 1954 a 1960. Hoje, em seus cinco mil metros quadrados de área construída, o colégio abriga 3.500 estudantes.

 

Na Raposo Tavares

O terreno doado por Niso Viana foi em parte utilizada para a construção de um lar-escola. E, em 1981, nele foi construída a praça de esportes do Colégio Rio Branco, porque em Higienópolis não havia espaço suficiente para quadras esportivas.

Justamente para aproveitar algumas salas ociosas nessa praça de esportes, explica o professor Norton, “sugeri, quase como uma brincadeira, que abríssemos 30 vagas no local para uma classe de pré-escola”. Uma faixa na frente do terreno foi a única publicidade, mas, surpreendentemente, no início de 1982, o Rio Branco viu-se com 180 crianças matriculadas, e foi levado a um esforço excepcional para montar às pressas a infraestrutura necessária para atender o sextuplo dos alunos que esperava conseguir.

Hoje são 400 alunos estudando na unidade da rodovia Raposo Tavares. Quando se projetou a construção do prédio que será a segunda unidade do Rio Branco, todos os filhos e o genro de José Ermínio de Moraes se ofereceram para doar o edifício, que, por isso mesmo, terá seu nome. A pedra fundamental da Unidade II do Colégio Rio Branco foi lançada há poucos dias.

Résultat de recherche d'images pour "colegio rio branco sp"

Pinterest – Colégio Rio Branco, 1971 a 1977.

 

Esse post foi publicado em Parte II- Caetano de Campos - O QUE FOI PUBLICADO SOBRE A ESCOLA NORMAL A PARTIR DE 1920. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s