Antonio Aurélio do Amaral nos fez uma declaração de amor…

Wilma Schiesari e Vera Lucia Rositto (perdão por alguma letrinha a mais ou a menos) eram as duas lindas bonequinhas primeiras da fila dupla de alunas que se formava no pátio, antes de subirmos para as salas de aula.


A Wilma tinha um olhar muito vivo e sorridente. Era tranquila, educada e inteligente, tirava notas altas.

Eu, menino de dez anos, não comentava com ninguém, mas via nela uma pequena “musa”, uma gracinha mágica. Digamos, uma namorada imaginária e secreta, coisa que eu não conseguiria por em palavras.

As professoras eram, se não me falha a memória, Dona Mariana no terceiro ano primário (mais reservada e um pouco distante) e Dona Deolinda (uma senhora mais bonita que gostava de se apresentar bem, cabelo bem feito, brincos bonitos, etc).


Algumas vezes vi ou cruzei ou seguia meu caminho pela Rua do Arouche com a Wilma Schiesari à frente . Tímido, não me aproximava para acompanhá-la durante um ou dois quarteirões pois não tinha nenhum assunto importante, claro e lógico que justificasse a abordagem. Além disso, minha companhia poderia ser inconveniente ou desagradável. E os meus olhos já estavam “premiados” à distância. 


Depois eu virava à direita atravessando a rua e passando a floricultura à minha esquerda. Morava na Avenida São João. O Largo do Arouche era o “quintal da minha casa” desde bebê. Como era bonito o Largo do Arouche
!


Muitas vezes eu já entrava pela galeria do Arouche, ganhando uns pouquíssimos metros ao “cortar caminho”. Passava embaixo do prédio em que morava a Gisela B.T. amiga da minha irmã Genoveva, ambas alunas da Dona Deolinda no ano anterior ao meu. Algumas vezes poucas voltei da escola junto com as duas. Elas paravam para mais um minuto de conversa, antes da minha irmã prosseguir junto comigo. 

A Gisela era uma menina mais alta e muito graciosa, cabelos castanho claro. Uma judia linda que também habitou minha galeria de musas. E nem falei da Renata L.F. por que ma apaixonei aos 8 anos de idade.


Sim, fui volúvel, mas saboreei com os olhos e o coração a beleza ao meu redor. (Fui?).

Meu “paladar” visual não captava apenas a beleza física exterior e natural. Captava também uma beleza que aflorava pelo olhar e pela voz.

E, perdão e com licença, me orgulho da minha sensibilidade: o tempo mostrou que todas eram tenros projetos de mulheres especiais, superiores, belas em todos os sentidos. Inclusive minha saudosa Helena.


Beijos, Wilma. Obrigado. Cuide-se.   

Antonio Aurélio do Amaral

Classe de Mariana Oliveira Carneiro – 1960

Classe de dona Deolinda Loureiro – 1961

Na Faculdade de Engenharia – Amaral bonitão, sempre volúvel

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