Parabéns Paulo Cardim

25/06/2022 – Em Artigos

Blog da Reitoria nº 541, 27 de junho de 2022

Por Prof. Paulo Cardim

Nesta segunda-feira, 27, estarei recebendo da Câmara Municipal de São Paulo o prêmio Colar Guilherme de Almeida, por indicação do Centro de Memória Eleitoral (CEMEL) do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

O Colar Guilherme de Almeida – O Poeta de São Paulo e da Epopeia de 32 – é concedido anualmente a, no máximo, nove pessoas físicas e jurídicas, nacionais ou estrangeiras, “que tenham prestado valiosa colaboração à literatura, ao cinema, ao teatro, à música, às artes plásticas e a outras formas artístico-culturais de manifestação, bem como à preservação e à divulgação da história da cidade de São Paulo”, nos termos da Resolução nº 5, de 17 de dezembro de 2015, da Câmara Municipal de São Paulo.

Tal premiação se reveste do maior significado, sobretudo tendo em vista que a Belas Artes completa, em setembro, 97 anos de compromisso com a educação, economia criativa, arte, beleza e bom gosto.  Fico muito satisfeito com a aprovação da indicação do CEMEL pela Comissão do Colar Guilherme de Almeida, formada por entidades tão relevantes para a vida de São Paulo e do país.

Estou convencido de que estamos irmanados dos mesmos valores e ideias que inspiraram e animaram Pedro Augusto Gomes Cardim, fundador da “Academia de Bellas Artes de São Paulo”, embrião da nossa instituição. Entre esses valores e ideais está a valorização da Literatura e da Cultura, de que o patrono da condecoração, o grande poeta Guilherme de Almeida, é expoente maior. Tal conjunção de ideais torna-se ainda mais significativa uma vez que estamos no ano do Centenário da Semana de Arte Moderna de 22, cujas figuras principais tiveram laços com a “Academia de Bellas Artes de São Paulo” e tiveram franco incentivo por parte do nosso fundador.

Ao receber a notícia da indicação para ser condecorado com o honroso Colar Guilherme de Almeida, lembrei-me desse poeta invulgar, paulista de Campinas, onde nasceu em 24 de julho de 1890. Filho de Estevam de Almeida, jurista e professor de Direito, e de Angelina de Andrade. Cursou Direito na Faculdade de Direito de São Paulo. Formou-se em 1912. Guilherme de Almeida (1890-1969) foi poeta, advogado, jornalista e tradutor. Era membro da Academia Paulista de Letras, onde ocupou a cadeira n.º 15. Integrou ainda o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, o Instituto de Coimbra e o Seminário de Estudos Galegos de Santiago de Compostela. Foi redator dos jornais O Estado de São Paulo e Diário de São Paulo, além de diretor da Folha da Manhã e da Folha da Noite. Autor de versos como estes:

Diamante. Vidraça.
Arisca, áspera asa risca
o ar. E brilha. E passa.

Ao pensar na relevância do Colar Guilherme de Almeida, um filme passou ante os meus olhos, que traduzia uma emoção profunda, poucas vezes vivida e sentida.

Faço uma viagem no tempo, chego ao longínquo 23 de setembro de 1925, quando foi oficialmente fundada a “Academia de Bellas Artes de São Paulo” por Pedro Augusto Gomes Cardim, um visionário, filho do artista português João Pedro Gomes Cardim, que participou ativamente da vida artístico-cultural de São Paulo.

Continuo essa viagem. Estou em 1964, quando ingressei na Belas Artes como Auxiliar de Secretaria. Repasso as conquistas, obtidas com apoio de equipes de competência comprovada que me ajudaram a impulsionar a Belas Artes para, finalmente, ser reconhecida pelo MEC, com a nota 5, que significa excelência em ensino, pesquisa e extensão. O Centro Universitário Belas Artes de São Paulo tem por missão produzir e difundir conhecimento por meio das artes, da cultura e das ciências humanas, sociais e tecnologia, formando pessoas comprometidas profissional e socialmente estimuladas pelo desejo permanente de aperfeiçoamento pessoal, cultural e profissional.

Como Reitor e Diretor Presidente da nossa Belas Artes, que está prestes a completar seu centenário, assisti, em grande parte, ao funcionamento ininterrupto desta instituição, exclusivamente no ensino superior de livre iniciativa.

Ao viajar no tempo, vimos uma história de lutas, derrotas, mas muito mais vitórias e conquistas!  Portanto, não há riqueza no mundo que possa substituir ou concorrer com a nossa felicidade pessoal e emocional ao rememorar esses momentos gloriosos!

Vejo-me atuando na CONFENEN – Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino, desde os dias 26, 27 e 28 de junho de 1983, representando o ensino superior do estado de São Paulo, ou seja, o SEMESP – Sindicato das Entidades Mantenedoras de Ensino Superior do Estado de São Paulo, quando assinei a minha primeira lista de presença, de uma participação efetiva que já dura 39 anos ininterruptos vinculados à CONFENEN.

No SEMESP – Sindicato das Entidades Mantenedoras do Estado de São Paulo, no período de 1981 a 1984 fui 1º tesoureiro do mesmo e, de 1990 a 1996, presidente por dois mandatos e, atualmente, como membro nato do Conselho da Presidência.

Na ABMES – Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior -, fui um dos seus fundadores, em 1982, e membro do Conselho da Presidência, no período de 2007 à 2013.

Na ANACEU – Associação Nacional dos Centros Universitários -, no período de 2008 à 2016, exerci dois mandatos como presidente.

No Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior de livre iniciativa fui um de seus idealizadores e fundadores em 2008 e, no período de 5/2016 a 8/2016, Secretário Executivo.  Atualmente continuo como representante da CONFENEN no Fórum, como fui desde a sua criação até a presente data.

Chego, finalmente, a este 27 de junho de 2022, com avaliações de qualidade de nossos programas e cursos de educação superior em torno da nota 5, pelo Ministério da Educação. E a emoção é refletida nos meus olhos, que não posso esconder, por se tratar de uma láurea que engradece o #timebelasartes, muito mais do que a mim pessoalmente. Nada podemos construir sem uma equipe de valor, competente e sintonizada com a nossa missão e os nossos objetivos institucionais.

Obrigado amigos e irmãos do Centro de Memória Eleitoral (CEMEL) do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e aos nobres vereadores da Câmara Municipal de São Paulo.  O prêmio Colar Guilherme de Almeida é um reconhecimento que ficará para a eternidade na história da Belas Artes.

“O POVO PRECISA DE DUAS COISAS: LIBERDADE E EDUCAÇÃO.

LIBERDADE PARA PODER VOTAR. EDUCAÇÃO PARA SABER

VOTAR”.

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