Falecimento do caetanista Silvio Pilon.

Mensagem enviada pela nossa colega Ceres Almeida.

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4 de julho de 2017 – Se você for a Santos…

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José Horta Manzano

Cela especial

José Horta Manzano

(caetanista, jornalista do Correio Braziliense e animador do BrasilDeLonge)

Sabe aquela aberração gritante, mas tão gritante, que ninguém mais vê? Pois é, nossas leis e nossos costumes estão recheados de incongruências. São incoerências que, de tão antigas e habituais, passam batido.

Outro dia eu lhes falei do poder conferido ao presidente da República ‒ chefe do poder Executivo ‒ de anular sentença proferida pelo poder Judiciário. De fato, seguindo o que lhe dita a vontade pessoal, o presidente pode comutar penas, indo até o perdão de condenados. É a desarmonia entre Poderes, sacramentada pela Constituição. Todos acham perfeitamente normal. Eu, não.

prison-6Tem muita coisa a mais. Hoje me ocorre mais uma esquisitice nacional. É a instituição de condições de «prisão especial» para diplomados em curso dito «superior». Num país onde se instituem quotas para desafortunados ‒ pretos, pardos, deficientes, pobres, índios ‒ a tradição da «prisão especial» soa fora de esquadro. Não é possível, por um lado, apregoar que todos são iguais e têm direito às mesmas oportunidades e, por outro, tratar alguns como mais iguais que outros. Não combina.

Levando o raciocínio mais ao fundo, chego a conclusão contrastada. Suponho que quem tiver tido melhor formação escolar tenha visão mais abrangente do certo e do errado. Portanto, sua responsabilidade é mais grave que a do bugre que nada aprendeu. Nessa visão, alguém que se tiver valido dos próprios estudos para delinquir merece castigo mais pesado. Cela especial deveria ser reservada aos ignaros, enquanto doutores delinquentes ficariam mais bem instalados junto com a bandidagem.

Sabe por que nenhum sinal de mudança na legislação aparece no horizonte? Porque as leis são feitas justamente por indivíduos protegidos pela imunidade e pelo insituto do ‘foro privilegiado’. Mais uma vez, está dada a prova de que legislam, em primeiríssimo lugar, em causa própria.

Mas deixe estar. A Lava a Jato vem mostrando que as coisas podem mudar. Aliás, estão mudando.

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Clarinda ligou do Brasil !

Queridos leitores;

a felicidade nunca chega sozinha; hoje (dona) Clarinda  telefonou para mim, mas acho que era “por e para” todos os alunos e alunas que ela teve no IE Caetano de Campos, da época em que lecionava Ciências.

Conversamos alguns bons minutos, meio-dia no Brasil, 17 horas aqui na França; conversa boa, não para ser jogada fora; conversa para recordar e cimentar a nossa amizade.

Em seguida chegaram estas duas fotos onde tive a impressão de ter reconhecido  Roseli Carmona, Vera L. Emidio, Ana Maria Lera;  estou em tratamento por causa de uma baixa acuidade visual… por isso a “impressão”.

Quem sabe vocês poderiam me ajudar? Não dando nome aos bois, mas aos  boys  and girls; reconheci a Clarinda e a Maria L. Mistrorigo, mas desconheço o nome da orientadora da classe.

Ajudem-me, por favor, que a curiosidade é bem grande.

Assim que o problema visual for corrigido, poderei usufruir melhor destas imagens.

Aguardo retorno.

Abraços desfocados,

wilma.

20/06/2017.

 

 

Clarinda Mercadante de Lima Pifaia
mercadante.cla@gmail.com
177.215.65.172
Querida Wilma
A felicidade foi minha de falar com você. É voltar um pouco no tempo. Lembro sempre.com muito carinho, de todos os meus alunos. Recordo bem dos alunos, das fotos que lhe enviei, mas esqueci seus nomes, a série e o ano que estudavam. Vai ser muito bom saber algo sobre eles. Na Caetano eu lecionava Ciências e Biologia. Abraços a você e a todos os meus ex-alunos.
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1891 -a) 1° trimestre; Caetano de Campos perto da morte.

Janeiro de 1891

Concedida permissão aos professores de certos bairros para frequentarem a Escola Normal:

13/01/1891 (OESP) – Antonio Branco Rodrigues;

22/01/1891 (OESP) – João Henrique de França;

27/01/1891 (OESP) – Quintino Wolfango de Lima

 

11/03/1891 (OESP)

Visita do sr. Governador (imagem) à Escola Normal e à Escola Modelo.(dois dias antes de deixar o Governo – nota minha)

(Jorge Tybiriça)

12/03/1891 (OESP)

‘caetano de campos)

 

Dr. Caetano de Campos

Alguns jornais de ontem dizem constar que o dr. Antonio Caetano de Campos, acompanhado de seus chefes políticos, acaba de resignar o cargo de diretor da Escola Normal.
Podemos asseverar que essas notícias não tem o menor fundamento.
Sabemos, de boa fonte, que o dr. Campos, no dia em que tomou posse o atual governador, com excessiva delicadeza que caracteriza todos os seus atos ofereceu a sua exoneração daquele cargo.

O dr. Governador, porém, respondeu-lhe que nem queria que falasse nisso, pois nele depositava absoluta confiança, reconhecendo que os seus serviços eram indispensáveis àquela instituição de ensino.

Louvamos o dr. Governador pela sua corretíssima atitude.

Seria lastimável que o dr. Campos se retirasse da direção da Escola Normal, depois de ali ter iniciado os melhoramentos que o público conhece, e que infalivelmente  hão de elevar aquele estabelecimento a uma altura digna da invejável prosperidade deste estado.

Finalizando, felicitamos o dr. Caetano de Campos pelo assombro patriótico com que soube por acima de tudo a santa causa da instrução, à qual já há muito tempo está sacrificando valiosísssimos interesses de clínico conceituadíssimo.

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A Trilha do Defunto do Renato Castanhari Jr.

Renato Castanhari Jr. (caetanista também)

Mochila nas costas, dei uma gingada no corpo pra testar o peso… pesada, não ia ser nada fácil vencer os quase trinta quilômetros até Piranguçu. Olhei pro Ademir, que tinha inventado toda aquela história, ele piscou o olho daquele jeito dele.
Bora, Henrique, a trilha é pra ser trilhada…
Balancei a cabeça, já ciente que o meu programa Xavante de final de semana ia render muita conversa e suor.
Cinco horas da manhã. Não conseguia entender porque não podia ser um passeio normal, mais tarde, de carro, cacete! Nessa hora, até os galos estavam dormindo. Até o dono da pousada estava dormindo. Ainda bem que ele tinha deixado uma garrafa de café e uns biscoitos pra dar uma levantada. Olhei de novo para o Ademir e ele estava todo elétrico, esfregando as mãos, pronto pra pegar estrada. E lá fomos nós.
O ar frio da madrugada, cheiro de terra molhada, lua cheia iluminando parcialmente o caminho, davam para o desafio um clima de aventura da terceira idade. Comecei a entrar no espírito em meio a alguns tropeços e longos suspiros e puxadas de ar, a subida era brava.
Andamos por algumas horas, o dia já amanhecia, o visual era realmente deslumbrante, bem diferente da subida da Consolação com avenida Paulista, quando levava minha filha para a escola.
Mais alguns quilômetros e chegamos à nossa primeira parada prevista, Chalé da Paz, onde tivemos nossa credencial de peregrino carimbada pelo Pelezinho, o Luiz Paulo, proprietário do lugar. Eram quase dez da manhã e a necessidade de um líquido produzido da cevada já se fez presente.
O Ademir parecia que tinha feito uma caminhada à padaria perto da casa dele. Eu estava exausto, a mochila já pesava uma tonelada, mas a beleza do lugar, o som da cachoeira e o gole da cerveja gelada revigora todo cansaço.
Foi quando o seu José chegou. Um senhor de 70 anos com uma agilidade maior que a minha.
– Estão indo para Piranguçu, pela Trilha do defunto?
Trilha do defunto??? Olhei para o Ademir e ele, todo simpático confirmou.
– Isso mesmo. Rio Sapucaí, Bairro São Bernardo, descendo para Piranguçu.
– Ô Ademir, que raio de trilha do defunto é essa? Perguntei, sem entender.
– Ahh… Henrique, como eu sei que você não curte essas coisas de morte, defunto, velório, pulei essa parte.
Seu José entrou na conversa, rindo.
Ihhh, já carreguei muito defunto nessa trilha.
– Como é??? Perguntei olhando sem entender nada, para ele.
– É que aqui, em São Bernardo, não tinha cemitério. Então a gente era obrigado a subir o morro e descer para Piranguçu para enterrar os falecido. E não tinha como ir de carro. Então a gente levava. Pegava uma rede, colocava o caixão nela, amarrava no bambu e a gente ia de pé, com o pau no ombro. Fiz muito isso.
– Quantos quilômetros??
– Uns dezessete, respondeu seu José sorrindo. E completou.
Teve uma vez que nóis tava subindo e ouvimo um arroto. Eu senti de onde tinha vindo, mais num creditei. Perguntei: foi você Tonho? Não. Você Zé? Não. Foi ocê, Firmino?? Não. Nóis sortemo a rede e saimo correndo. O caixão foi deslizando pela terra, deu um trupicão e o falecido pulou pra fora.
– E aí????
– Aí que os que vinha atrás pegaro ele, uai. Nóis corremo, hehehe… Agora os defunto tão tudo enjoado, só andam de carro.

 

Renato Castanhari Jr. | 16/06/2017 às 7:35 am | Categorias: CRÔNICAS/CONTOS | URL: http://wp.me/p1GYYg-tz

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Mais imagens das festas juninas do IECC

£ hora de pular a  fogueira;
é noite de são João.
O céu fica todo iluminado,
fica o céu todo estrelado
pintadinho de balão.
Pensando na cabocla
a noite inteira
também fica uma fogueira
dentro do meu coração.

Quando eu era pequenino,
de pé no chão,
eu cortava papel fino
pra fazer balão;
e o balão ia subindo
para o azul da imensidão
hoje em dia meu destino
não vive em paz
o balão de papel fino
já não soube mais;
o balão da ilusão
levou pedra e foi ao chão


 

Ontem fiz uma oração

ao meu querido S. João

que me leve ao matrimônio ;

S João disse que “não” (bis)-

Que isso é lá com Santo Antônio…

Cai cai balão (bis)

Aqui na minha mão.

Não cai, não (tris) ;

Cai na rua do Sabão !

Pula a fogueira ioiô,

Pula a fogueira iaiá ;

Cuidado para não se queimar

Que ela já queimou o meu amor…

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