Parte II – Caetano de Campos de junho a setembro de 1955.

JUNHO 55

 

19/06/1955 (OESP)

Hospital do Câncer

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Em benefício do Hospital do Câncer e da Associação de Assistência às Crianças Defeituosas, realizar-se-á amanhã, terça, quarta e quinta-feira às 21 horas no auditório do Instituto de Educação Caetano de Campos, quatro exibições de “Gay Ninetics Revue”, desempenhado por um grupo de amadores brasileiros, norteamericanos e ingleses. Os ingressos podem ser procurados no Instituto de Educação Caetano de Campos e nos  supermercados Peg-Pag.

(ieccmemorias)

JULHO NADA

AGOSTO NADA

SETEMBRO

03/e 04/09/1955 (OESP)

Festa lusobrasileira

No próximo dia 06, às 16 horas, no auditório do Instituto de Educação Caetano de Campos.

Objetivo: prosseguimento de seu programa de comemorações cívicas para desenvolver sadio nacionalismo na juventude.

Orestes Rosolia falará na ocasião.

Exposição de sonetos escritos pelas alunas e de números de arte, pelas alunas do 3° ginasial e 1° Normal, sob a direção de Raul Schweenden, com a colaboração das orientadoras Aurora Verissimo Du Plessis, Guiomar Silva Santos e Antonina Falcone Minhoto.

07/09/1955 (OESP)

Conselho de Orientação Escolar

A sra. Carolina Ribeiro, secretária da Educação, convoca os srs. Rafael Grisi, Arnaldo Laurindo, Aristides Ricardo, Marina Cintra, Noemi da Silveira Rudolfer, Osvaldo de Barros Santos, Ewaldo de Almeida Pinto, Marcos Pontual, Enzo Azzi, Maria de Lurdes Viegas e Sergio Muniz, membros do Conselho de Orientação Educacional, para uma reunião a realizar-se no salão nobre da Secretaria da Educação, depois-de-amanhã, dia 9, às 10 horas e 30.

E

Curso de Caligrafia muscular para professores primários.

(resumo)

Oferecido pelo Departamento de Educação, o Curso seguirá o método C.C. Lister, difundido no Brasil pelo professor A. Anderson e ministrado pela professora Cymodocéa Camargo Becker, num mínimo de 30  aulas, tres vezes por semana em sala do Instituto de Educação Caetano de Campos.

(…)

20/09/1955 (OESP)

As comemorações do “Dia do Professor”

Realiza-se hoje, às 11 horas, no Salão Nobre da Secretaria da Educação, mais uma reunião da comissão organizadora das comemorações do “Dia do Professor”, sob a presidência de Carolina Ribeiro.

Dia 15 de outubro, às 8 horas, missa solene na Catedral de São Paulo, celebrada pelo Cardeal-arcebispo D. Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota; às 9 horas e 30, festa esportiva, no Estádio Municipal do Pacaembu; às 20 horas e 30, Festa da Saudade, no Instituto de Educação Caetano de Campos, com homenagem prestada aos mestres que completaram 50 anos de magistério.

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Caligrafia Muscular

(Dois extratos do trabalho publicado pela

Revista da Faculdade de Educação

Print version ISSN 0102-2555

Rev. Fac. Educ. vol.24 n.1 São Paulo Jan./Jun. 1998

  in: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid

Da caligrafia à escrita: experiências escolanovistas com caligrafia muscular nos anos 30

Profa. Dra. Diana Gonçalves VIDAL*

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No início do século XX, em vários estados brasileiros, discursos pedagógicos, apoiados em preceitos higienistas, preocuparam-se em normatizar a escrita. A caligrafia inclinada, utilizada durante o século XIX, apesar de “elegante, graciosa e pessoal”, era criticada, porque percebida como a causa para os problemas de miopia e escoliose encontrados nos/as escolares.

Para manter a saúde das crianças, indicava-se a caligrafia vertical como a mais adequada ao trabalho escolar. “papel direito, corpo direito, escrita direita” pareciam resumir as prescrições da higiene.

Permitindo ao aluno a posição normal do tronco, evita-lhe o estilo vertical as deformidades do corpo que é obrigado naturalmente no executar letras inclinadas ou oblíquas. (Moraes, 191?, contracapa)

Ressaltavam-se, ainda, a clareza e a paridade dos elementos constitutivos da letra vertical. A nova escrita, homogênea e impessoal, trazia para o universo escolar, a legibilidade e a simplicidade do texto produzido em máquina de escrever. Adaptado aos signos da modernidade, o tipo vertical era aquele indicado como o único capaz de preparar o/a aluno/a para o exercício da escrita eficiente necessária ao trabalho no comércio e na indústria.

De acordo com Luciano M. de Faria Filho (1998), ao exigir o ensino da letra vertical na escola primária mineira, estavam os reformadores realizando para além de uma alteração do formato da letra, uma racionalização da escola. Uma série de prescrições corporais acompanhava o ensino da escrita: sentar-se corretamente, as meninas repartindo igualmente as pregas das saias na lateral dos quadris; manter a posição simétrica do corpo; segurar a caneta de maneira apropriada; posicionar o papel paralelamente à carteira; observar uma inclinação de 45 graus entre o papel e a pena.

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Visando aperfeiçoar a escrita, Lister elaborara uma seriação de exercícios, composta de cinco traçados:

a) linhas inclinadas, muito juntas, tomando duas pautas do papel comum, contando-se 1.2, 1.2, …;

b) ovais, na mesma inclinação do exercício anterior, primeiramente da esquerda para a direita, depois da direita para a esquerda;

c) ovais, em série de seis ou oito;

d) curvas;

e) alças.

Os exercícios tinham por finalidade desenvolver inclinação, espessura e leveza das linhas. Depois de otimizada a técnica motriz, aprendiam os alunos e alunas a fazer letras isoladas e, finalmente, ligações.

Os cuidados com a posição do corpo do/a escolar, do papel e do lápis ou pena, eram apontados como fundamentais.

Que o aluno se mantenha em frente da carteira, estando o assento desta numa altura suficiente para que os pés pousem no soalho, naturalmente. Os braços devem ficar sobre o tampo da carteira, mantendo-se os cotovelos a dez ou doze centímetros do corpo. Devem manter quase eretos o corpo e a cabeça, com ligeira inclinação para a frente. Os antebraços, sobre a carteira devem estar voltados um para o outro; a mão esquerda manterá o papel e movê-lo-á quando o ajustamento da posição exigir. O papel colocado diante da criança deve estar inclinado para a esquerda, de modo que a linha inferior faça um ângulo de cerca de 30° com o bordo da carteira. Os antebraços devem ficar sobre a carteira em cerca de _ do seu comprimento.

Relativamente ao aluno canhestro, Freeman aconselha a colocação do papel inclinado não para a esquerda, mas para a direita. A mão direita guiará o papel, e o moverá quando o ajustamento da posição o exigir. (Marques, 1936b, p.59)

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Praça da República

Queridos leitores;

Não é impertinência minha, mas o tema do filme que vocês vão assistir merecia um pouco mais de conteúdo; a começar pelo momento em que se descreve a “nossa” praça como tendo sido o Largo dos Curros, onde se faziam feiras de muares, touradas e, no seu entorno, com portentosos matadouros  na rua Araújo e talvez Aurora ,a mesma que,  meio-século depois,  ficou famosa por  abrigar as garçonnières dos herdeiros dos barões do café… antes de se tornar famosa pela baixa prostitição.

A Praça da República foi endereço privilegiado da cidade de São Paulo, tanto que nos anos 50 ela contava com a Floricultura Rinaldi, a primeira a vender orquídeas enormes, ainda desconhecidas do grande público e devidamente anunciada no Canal 3, patrocinando o programa “Almoço com as Estrelas”, aos sábados.

Quase ao lado da “Rinaldi”, a joalheria H.Stern ainda era um atelier de concepção e fabricação de jóias de alta joalheria e até o Dener teve ali sua casa de alta costura.

Quando assistimos ao filme “São Paulo Sociedade Anônima” ( Luiz sérgio Person; 1965) podemos ver os atores Walmor Chagas e Eva Wilma filmados na Praça, antes que fossem ao curso de inglês da Berlitz; aquela escola recebia jovens ambiciosos nas suas salas de aula.

Os cursos de dactilografia, indispensáveis às moças que queriam se emancipar, também funcionavam lá na Praça.

Pouco destaque é dado ao prédio da Secretaria da Educação, antigo Instituto de Educação Caetano de Campos, estabelecimento de educação da elite cafeeira e das demais elites que se formaram em seguida, abrindo-se aos descendentes de imigrantes e aos refugiados da II guerra mundial. Não foi mostrada a imagem  do conjunto de anexos da Escola que o prefeito Prestes Maia destruiu sem piedade para prolongar a avenida São Luiz; também não se falou do Village Suisse ali ao lado, nem das mansões paulistanas dos nossos diplomatas mais famosos. Idém para mansão que se assentava onde hoje vemos o edifício Itália, onde funcionou a  antiga sede do Circolo Italiano.

O “entorno” da Praça também deveria ter tido um tratamento mais  caprichado; a citada Avenida São Luiz substituiu os belos palacetes pela arquitetura modernista, erguida pelos arquitetos europeus refugiados em São Paulo. –  aproveito para lhes aconselhar o livro “São Paulo nas alturas” (Juste Lores, Raul; Edit. Três Estrelas; 2017; SP).

Quando se fala do Largo do Arouche do século XIX, vemos o palacete dos Macedo Soares, mas nada é dito ou explicado sobre o casarão.

E onde se encontram as imagens do Largo do Arouche, rememorando as atividades das lavadeiras, as chácaras do “coronel” Arouche, de Bento Freitas, de Rego Freitas?

O enorme cine-teatro “Coliseu”, que se justapunha ao Largo na rua Duque de Caxias, nem sequer foi mostrado, assim como os velhos cinemas que desapareceram quando foi construído o conjunto de altos prédios, justamente na mesma quadra.

A Academia Paulista de Letras para ali mudada nos anos 40? Nem  mencionada!

Teriam os conceptores encontrado dificuldade de consultar os arquivos públicos? Assim mesmo ainda vale a pena ver o filme.

Abraços paulistanos,

wilma.

13/02/2018.

 

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Parte II – Caetano de Campos – Abril e maio de 1955.

ABRIL

05/04/1955 (OESP)

Concurso de Ingresso ao Magistério

Seguem-se as datas com as povas e os locais dos exames.

As provas das cadeiras de História Geral e do Brasil serão feitas no I. E. Caetano de Campos.

07/04/1955 (OESP)

Concurso de Ingresso ao Magistério

Seguem-se as datas com as povas e os locais dos exames.

As provas das cadeiras de Especialização do I. E. Caetano de Campos serão feitas no Instituto.

20/04/1955 (OESP)

Comemoração do Dia 21 de Abril no I. E. Caetano de Campos.

Hoje às 16 horas, no auditório do I. E. Caetano de Campos, haverá uma solenidade cívica com o seguinte programa:

Hino Nacional; distribuição de prêmios pela Editora Brasil, Livraria Francisco Alves, Globo e Saraiva para os vencedores dos trabalhos premiados na Exposição de Trabalhos Escolares referentes ao IV Centenário”, realizada em outubro e novembro de 1954; alocuções sobre o 21 de Abril.

13/e 15/04/1955 (OESP)

Concurso de Ingresso ao Magistério

Leitura das provas de Desenho e de Educação Física no I. E. Caetano de Campos. (seguem-se as datas, horários  e salas no IECC)

Sorteio dos pontos para a prova de Trabalhos Manuais, a ser feita no porão do IECC.

 

MAIO

05/05 ( anunciando para o 06/05/1955) e 06/05/1955 (OESP)

No Instituto de Educação Caetano de Campos

O Instituto de Educação Caetano de Campos realizará hoje, às 14h20’, com a presença da sra Carolina Ribeiro, secretária da Educação, uma exposição de sonetos.de autoria de alunas do ginasial e do Curso de Formação de Professores Primários, sob orientação do professor Raul Schwinden (foto, com Maria Libânia), catedrático de Português.

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Os sonetos, com ilustrações, são dedicados às mães das alunas.

Falará sobre a data o professor Orestes Rosolia (foto), vice-diretor do estabelecimento.

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Na segunda parte do programa, haveráuma sessão literária e musical organizada pelo maestro Frederico De Chiara, com a colaboração das educadoras Aurora De Plesis, Paula Cecilia Dias Camargo, Guiomar da Silva Santos e Antonina Minhoto.

13/05/1955 (OESP)

Realiza-se hoje, às 20h30’, no auditório do Instituto de Educação Caetano de Campos, a primeira reunião da Campanha de Inscrições do XXXVI Congresso Eucarístico Internacional.

(segue longo artigo)

 

14/05/1955 (OESP)

Com a presença de numeroso público, realizou-se ontem, às 20 horas no auditório do Instituto de Educação Caetano de Campos, a primeira reunião (?) da Campanha de Inscrição ao XXXVI Congresso eucarístico Internacional.

18/05/1955 (OESP)

Representantes do Magistério recebidos ontem pelo chefe do Executivo

(resumo)

Na reunião do último dia 15, a assembleia geral extraordinária da ADEIA e da APESNOEST tratou da situação criada para o magistério, com o voto do projeto de lei (?) de 1954, onde foi exposta a situação dos professores comissionados nos Cursos de Especialização do Instituto de Educação Caetano de Campos.

Declarações do Governador do Estado

Ontem, o sr. Clemente Segundo Pinho, presidente da Associação dos Docentes do Ensino Industrial e Agrícola e Rosalvo Florentino, presidente da Associação dos Professores do Ensino Secundário e Normal Oficial do Estado de São Paulo, estiveram no Palácio dos Campos Elíseos.

O governador Jânio Quadros, informou que tomara a decisão extrema de descomissionamento dos professores dos cursos de Especialização do Instituto de Educação Caetano de Campos, por haverem sido aquelas medidas adotadas sem obsevância das formalidades legais, admitindo a possibilidade de reestruturação dos aludidos cursos.

25/05/1955 (OESP)

A próxima reunião-relatório (do XXXVI Congresso Eucarístico Internacional)realizar-se-á dia 27, às 10h30’ no Instituto de Educação Caetano de Campos.

E

Rejeitada no Plenário o projeto de lei garantindo para todos os efeitos (?)   sobre o tempo de serviço dos professores do  Instituto de Educação Caetano de Campos, para realizarem o Curso de Administradores Escolares no período anterior à lei  (?)

31/05/1955 (OESP)

Transferência de pontos iniciais de ônibus na Capital

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O ônibus 37 “Perdizes” passou a ter o seu ponto inicial na Praça Ramos de Azevedo e o 35, 36 e 210, “Lapa”, na Praça da República, defronte do Instituto de Educação Caetano de Campos.

 

E

Inaugura-se hoje a campanha de adesões ao Cong. Eucarístico

(…) com mais de 150 Grupos de Ação

As primeiras instruções a esses Grupos de Ação serão dadas na grande solenidade de hoje. Cada 8 dia deverão os Chefes dos Grupos se reunir no auditório do Instituto de Educação Caetano de Campos, a fim de apresentarem os resultados de suas atividades, que será anotado num grande painel da marcha das inscrições.

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Stefano Antonio Valentini, aluno do IECC; vocês o conhecem?

Queridos leitores;

Ontem recebi uma mensagem do Stefano Antonio, que estudou no I.E. Caetano de Campos durante os anos 50.

Stefano guarda uma triste lembrança daquela época, pois foi testemunha ocular do desenlace do professor Ênio Voss, quando às 7 horas da manhã nosso mestre caiu no recreio da Escola, atingido por um infarto fulminante.

Aguardo outras correspondências do nosso colega para que vocês também tenham novas informações sobre ele; percorrendo as origens das consultas de ontem e de hoje do blog, creio que ele, como eu, também mora fora do Brasil… Somos muitos!

Até breve, Stefano e Beth.

Abraços iniciais,

wilma.

11/02/2018.

 

(Stefano e sua esposa, Beth)

 

Na foto, o Stefano se encontra atrás do professor Biral.

Recado do Stefano: ( depois que o Manzano lhe enviou a foto com as carinhas numeradas)

Meu Deus !!! Após 60 anos, o Manzano me arruma essa ! Vamos lá: Dos que eu me lembro bem:

3- Ulisses Alves Jr. 5- Raulzinho 6- Lembro-me muito bem que ele era o melhor da Fanfarra em instrumentos de sopro (qualquer um, ele era bom mesmo). 7- Igor Dimitri 9- José Cimino  12- Santoro 19- Fácil: Eu 23- Leão (sobrenome) 24- Meu querido Quarentinha (Walter KOMATSU)- 26 Wilson Russo 29- Dona Dalva (Orientadora do ginásio) 30- Grande Biral (literalmente tb 1,90m aprox.) 31- Ademir Beneplácido… 34- Seria o Walter Bedran/Betran (?).

Se algum ex-colega/amigo quiser corrigir ou ampliar, eu agradeço. Abraços a todos !!!

 

 

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Parte II – Caetano de Campos -1955 – 1° Trimestre.

1955

Janeiro

07/01/1955 (OESP)

Criação do Curso Colegial I. E. Caetano de Campos

Ontem à noite esteve na redação desta folha um grupo de alunos do curso secundário do I. E. Caetano de Campos, os quais iniciaram uma campanha em prol da criação do curso colegial (Clássico e Científico) naquele estabelecimento de ensino. Os estudantes, que afirmaram contar com o apoio de numerosos professores do Instiuto, pretendem dirigir-se  às autoridades a fim de verem realizada sua aspiração.  (duas notas)

E

Audição de piano, pelos alunos da professora Letitia Pagano, do Conservatório Lafayete, no I. E. Caetano de Campos, às 20 horas e 30 minutos.

11/01/1955 (OESP)

A extinção dos cargos de professor de Educação

Comunicado da APESNOESP sobre a reunião feita ontem nas suas dependências, a fim de tratar de sua situação face a Lei n° 2943 de 20/12/1954, sobre o afastamento de professores de Educação, nomeados por concursos, títulos e provas.

Ratificando o que fora deliberado nas reuniões anteriores , inclusive a do dia 7 do corrente no I. E. Caetano de Campos, a casa conferiu credenciais aos srs Solon Borges dos Reis (foto), Nicanor Alcantara de Oliveira, Nelda Thais Defilipi e Zenaide  Vilalva de Araujo para constituição de uma comissão para estudar a questão.

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13 e 14/01/1955 (OESP)

Colação de grau da Escola Técnica de Comércio Saldanha Marinho, amanhã às 20 horas, no I. E. Caetano de Campos.

E

Marinha

Provas de admissão ao Colégio Naval no I. E. Caetano de Campos.

29/01/1955 (OESP)

Curso de férias

Sessão solene, hoje às 9 horas no I. E. Caetano de Campos em colaboração com a FFCLUSP, presidida pelo titular da Educação, Romeiro Pereira ( foto; nota minha)

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E

28 e 29/01/1955(OESP)

Depois-de-amanhã

Colaçãode grau do Colégio Fernão Dias –Turma do IV Centenário no Salão Nobre do I. E. Caetano de Campos.

 

FEVEREIRO

01/02/1955 (OESP)

Novo Governo do Estado de São Paulo

Transmissão das Secretarias

Carolina Ribeiro recebe hoje a pasta da Secretaria da Educação, das mãos do seu predecessor, Romeiro Pereira(segue a biografia da agraciada)

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01/02/ e 03/02/1955 (OESP)

Colação de grau da Escola de Comércio Saldanha Marinho.

Hoje às 20 horas, no Salão Nobre do I. E. Caetano de Campos.

Março

04/03/1955 (OESP)

Curso de aperfeiçoamento no I. E. Caetano de Campos.

Acham-se afixados na portaria do I. E. Caetano de Campos, os resultados dos exames de admissão aos cursos  de Aperfeiçoamento, Administradores Escolares, Especialização em Educação Pré-primária, Especialização do Ensino dos Cegos, Especialização em Trabalhos Manuais e Economia Doméstica, Especialização em Desenho Geral e Pedagógico.

19/03/1955 (OESP)

Falecimento, ontem do ex-prefeito de São Paulo, o engenheiro Armando de Arruda Pereira, antigo aluno do Curso primário  do I. E. Caetano de Campos.

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in: Wikipédia:

Armando de Arruda Pereira (São Paulo, 18 de setembro de 1889São Paulo, 18 de março de 1955) foi um engenheiro e político brasileiro.

Frequentou o Centro Universitário da Fei em São Bernardo do Campo e diplomou-se em 1910 na Universidade de Nova Iorque em ciência aplicada. Como engenheiro mecânico ocupou cargos em grandes companhias.

Foi membro da Comissão de Planejamento Econômico do Conselho Técnico de Economia e Finanças do Ministério da Fazenda; diretor-secretário da Associação Comercial de São Paulo e diretor do Instituto de Engenharia de São Paulo.

Exerceu funções de vereador da Câmara Municipal de São Bernardo do Campo e de Prefeito de Santo André. Foi nomeado Prefeito de São Paulo, no exercício de 1 de fevereiro de 1951 a 7 de abril de 1953. Iniciou sua carreira ainda como Diretor-Geral da Companhia Cerâmica São Caetano, na cidade de mesmo nome, onde iniciou a campanha pela autonomia daquele município.

26/ e 27/03/1955 (OESP)

AVISO

Reunião do M.A.F.

A Comissão Central do Movimento de Arregimentação Feminina convida todas as componentes do M.A.F., bem como as donas de casa em geral, para uma reunião a realizar-se às 20h30’ do dia 28 de março, no auditório do I. E. Caetano de Campos.

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Parte II – 1954 – I.E. Caetano de Campos e o IV Centenário de São Paulo

Queridos leitores;

O I.E. Caetano de Campos comemorou  o IV Centenário de São Paulo com desfiles da fanfarra e dos alunos do ginasial carregando bandeiras e estandartes, sob a batuta de Ênio Voss (foto), professor de Educação Física.

(No primeiro plano podemos dsitinguir Américo Salvato, empunhando o cartaz com o nome da nossa Escola)

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A meninada do Curso Primário também participou das comemorações, inclusive com apresentação no palco da Escola, de quadros ligados às cenas da fundação da cidade.

Meninas com roupas inspiradas na bandeira paulista e guris com calças curtas e Gumex segurando o topete, mostraram-se diante da porta principal do prédio da Escola, segurando uma bandeirinha de papel.

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As crianças fizeram uma exposição alusiva à data, com bonecas devidamente caracterizadas; apesar do gosto duvidoso que se via durante a mostra, vale dizer que houve um engajamento assaz importante por parte dos professores.

Alunos maiores encenaram “As Quatro Clarinadas”, peça criada para a ocasião pelo professor Orestes Rosolia.

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O professor Ruy Cartolano, dirigiu o orfeão, e dele participou nossa colega Eloísa Salvato, a “miss Vitamina”, que há 9 anos atrás enviou a foto ao nosso blog.

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A “cereja do bolo” , no encerramento da festa, foi encontrada em três deles, enormes doces confeitados que foram servidos aos professores, funcionários e convivas que estiveram na escola.

Jornais da capital reservaram algumas colunas para mostrar como a Escola se destacou, no pleonasmo insistente auferido à data.

Abaixo vocês poderão ver um filme e ler o documento criado por “São Paulo in foco” para reportar grande parte das comemorações oficiais.

Abraços festivos,

wilma.

10/02/2018.

 

A Festa de Três Dias – A Comemoração do IV Centenário

in  http://www.saopauloinfoco.com.br/iv-centenario/

Uma das maiores festas da cidade de São Paulo foi a realizada para a comemoração dos 400 anos da nossa cidade. As comemorações foram imensas e grandes eventos marcaram essas festividades.

E, ao contrário do que todos imaginam, as comemorações aconteceram nos dias 9, 10 e 11 de julho do ano de 1954 e não no dia 25 de janeiro, como era o esperado. As pessoas que viveram esse momento único dizem que a cidade inteira, independente da classe social, raça ou cor, comemoraram juntos essa data importantíssima.

As comemorações foram iniciadas no dia 9 de julho,  uma data mais do que simbólica para a nossa cidade. Na época, era comemorado o 22° aniversário do começo da Revolução Constitucionalista de 1932.  Além de comemorar e lembrar os heróis daquela data, o dia 9 de julho também marcava, em São Paulo, a celebração do 4° Congresso Eucarístico Nacional.

O Começo Das Comemorações

As festividades foram iniciadas em frente à Catedral da Sé, que havia sido concluída para essas comemorações. As festividades começaram quando os padres e bispos subiram na torre e badalaram os sinos da catedral, às 00:00:03h. A festa podia começar!

A cidade começou a comemorar e podia-se ouvir carros buzinando pelas ruas, bailes e festas em vários lugares fechados e, não era incomum, ver brindes em todo lugar. Os combatentes da Revolução de 32 estavam presentes com suas fardas e os armamentos da época. As orquestras invadiram o silêncio das ruas e São Paulo começava a se integrar com o espírito da festa. Vale dizer que até um DOCE foi feito para as comemorações, o famoso Dadinho!

Na manhã daquele dia, as pessoas que passaram a madrugada toda acordadas, se reuniram em torno do Páteo do Colégio, onde militares, políticos e várias autoridades já estavam lá esperando as cerimônias.

Nessa ocasião, o corneteiro da revolução de 32, Elias do Santos (foto), tocou a Alvorada e fez com que gradativamente, as pessoas se ajoelhassem no chão, em homenagem à cidade. O próximo passo foi o toque dos clarins, dando início ao hasteamento da bandeira nacional.

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Aos poucos, chegava a próxima atração da festa: a Banda Marcial dos Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro, fazendo suas famosas evoluções. E assim contornavam o marco do Páteo do Colégio.

E a Associação das Emissoras de São Paulo (AESP), uma das organizadoras da festa, foi a próxima a aparecer nos festejos. A AESP convocava os principais locutores das rádios para fazer suas homenagens à São Paulo. Entre eles Murilo Antunes Alves, da Rádio Tupi.

Comemoração do IV Centenário da Fundação da Cidade, no Anhangabaú, em 1954.
Comemoração do IV Centenário da Fundação da Cidade, no Anhangabaú, em 1954.

Saindo dali, era a hora da missa campal da Praça da Sé. Conforme os dados obtidos pela AESP, aquele foi o ponto mais forte do evento, comparecendo à missa 200 mil pessoas. Este terceiro acontecimento foi o mais empolgante. Os heróis de 32 receberam suas homenagens no contexto da missa.

Foi quando veio a Banda Miami Jackson High Scholl, que com números de piruetas e evoluções conquistou a admiração do povo. A Rádio Bandeirantes pediu a esta banda que tocassem o “Hino do IV Centenário” .

Vale o destaque, para a comemoração desse grande evento, Oscar Niemeyer criou  a famosa Voluta Ascendente, símbolo que representava o crescimento da cidade, já que o slogan da metrópole na época era: São Paulo, a cidade que mais cresce no mundo.

Obra de Niemeyer: a Voluta Ascendente.
Obra de Niemeyer: a Voluta Ascendente.

Entretanto, há uma polêmica ao redor do símbolo das comemorações. Ele deveria estar no Parque do Ibirapuera, inaugurado em agosto de 54, e que fez parte do pacote de monumentos entregue para o IV Centenário.

Niemeyer afirmava que  fez o desenho, mas que, em concreto, ele nunca foi erguido. A espiral foi erguida sim, mas ao desafiar as leis da física não conseguiu se manter em pé e se desfez poucos dias depois. A obra foi erguida pelo engenheiro Zenon Lotufo, mas não teve base de sustentação forte o bastante.

A Famosa Chuva de Prata

Outra grande festividade da época foi a famosa chuva de prata, organizada pelas Indústrias Pignatari com a colaboração da AESP e da 4ª Zona Aérea da FAB (Força Aérea Brasileira).

Foram feitos vários treinos de vôos noturnos antes da festa, sem que as pessoas entendessem o porquê. A idéia era jogar triângulos prateados ao povo. Para colocar os sacos, com estes triângulos nos aviões, tiveram que tirar todos os bancos de passageiros e colocaram carretilhas, para que eles deslizassem até a porta de cada avião, jogando os triângulos aos céus.

IV-CNETENÁRIO-01

No dia Randal Juliano, pela Rádio Record dizia sobre o espetáculo: “O sentimento do paulista faz com que a cidade se locomova até o Viaduto do Chá. E aqui a multidão ergue os olhos para o céu, de onde caem lâminas metalizadas. Lâminas coloridas metalizadas sobre o viaduto do chá. Iluminadas por holofotes do exército, com o esplendor e luminosidade bonita. Traduzindo a alegria do povo paulista neste nove de julho, que comemorava uma derrota. Talvez tenha sido o único povo a comemorar uma derrota”.

Chuva de Prata em comemoração do IV Centenário.
Chuva de Prata em comemoração do IV Centenário.

Dizem que eram mais de um milhão de pessoas nas ruas, satisfeitas e estupefatas com tudo aquilo.

Inezita Barroso-caetanista e Randal Juliano: Baú do MagaRésultat de recherche d'images pour "Randal Juliano"

Corrida de Revezamento e o Fim da Primeira Noite de Festa

No fim da festa, ainda naquele fim de noite, fizeram a corrida de revezamento, com os principais esportistas do Brasil. A tocha percorreu a cidade de São Paulo inteira. E sua pira estava localizada no Pátio do Colégio.

Entre os esportistas estava Adhemar Ferreira da Silva, que percorreu o último trecho da corrida até acender a pira olímpica da celebração.

Logo após a corrida, um novo desfile aconteceu. E os civis e militares (até os revolucionários de 32) se uniram para organizar a Marcha Aux Flanbeau (marcha com tochas na mão). Em seguida bandas passaram, depois grupos esportivos (entre eles o Corinthians), o contingente da Força Aérea (os que não estavam na organização da Chuva de Prata) e a banda da Força Pública.

O fim do Estado Novo era recente. Mesmo assim, Getúlio Vargas não perdeu tempo e incentivou a festa, homenageando os trabalhadores paulistas, que sempre foram contra o seu governo. E o encerramento do desfile foi feito pelo Corpo de Bombeiros, que colocou seus carros na rua de sirenes ligadas. Motos e cavalos do Batalhão de Guardas compareceram. E a montaria dos Dragões da Independência finalizou o espetáculo.

Comemoração do IV Centenário de fundação da cidade de São Paulo.
Comemoração do IV Centenário de fundação da cidade de São Paulo.

O dia 10 de julho foi composto, prioritariamente, com festas infantis. Na frente da TV Tupi, que ficava no Sumaré, as crianças podiam se divertir com brincadeiras e várias atividades organizadas para o público infantil.

Nesse dia, também, foi recitado o hino do IV Centenário. Na Rádio Bandeirantes, o Coro do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (RJ), sendo maestro o Comandante (e coronel) Sadoff de Sá, o mesmo que fez a regência do hino da festa, no desfile do Anhangabaú, regeu esta mesma canção, o “Hino do IV Centenário”, do sanfoneiro Mário Zan, enquanto as pessoas batiam palmas e cantavam juntas.

Letra do Hino:

1º parte:

São Paulo, terra amada

Cidade imensa

De grandezas mil!

És tu, terra dourada,

Progresso e glória

Do meu Brasil!

Ó terra bandeirante

De quem se orgulha nossa nação,

Deste Brasil gigante

Tu és a alma e o coração!

Refrão:

Salve o grito do Ipiranga

Que a história consagrou

Foi em ti, ó meu São Paulo,

Que o Brasil se libertou!

O teu quarto centenário

Festejamos com amor!

Teu trabalho fecundo

Mostra ao mundo inteiro

O teu valor!

2º parte:

Ó linda terra de Anchieta,

Do bandeirante destemido.

Um mundo de arte e de grandeza

Em ti tem sido construído!

Tens tu as noites adornadas

Pela garoa em denso véu,

Sobre seus edifícios

Que mais parece chegarem aos céus!

(Refrão)

A festa do IV Centenário seria encerrada no dia seguinte, 11 de julho, com várias apresentações circenses e uma grande queima de fogos.

Cerca de 200 mil pessoas compareceram ao Alto da Lapa para prestigiar a festa e o céu incendiado de fogos de artifício, uma das últimas homenagens à cidade. O auge do espetáculo foi a recriação, em fogos, da baiana Cachoeira de Paulo Afonso. E ao lado dela, desenrolaram-se rapidamente duas grandiosas faixas. Aparecendo nestas as bandeiras da cidade e a do Estado de São Paulo.

Publicado em Parte II- Caetano de Campos - O QUE FOI PUBLICADO SOBRE A ESCOLA NORMAL A PARTIR DE 1920 | Deixe um comentário