Feliz 12 de junho!

(Klint, Gustave)

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Antonio Aurélio do Amaral nos fez uma declaração de amor…

Wilma Schiesari e Vera Lucia Rositto (perdão por alguma letrinha a mais ou a menos) eram as duas lindas bonequinhas primeiras da fila dupla de alunas que se formava no pátio, antes de subirmos para as salas de aula.


A Wilma tinha um olhar muito vivo e sorridente. Era tranquila, educada e inteligente, tirava notas altas.

Eu, menino de dez anos, não comentava com ninguém, mas via nela uma pequena “musa”, uma gracinha mágica. Digamos, uma namorada imaginária e secreta, coisa que eu não conseguiria por em palavras.

As professoras eram, se não me falha a memória, Dona Mariana no terceiro ano primário (mais reservada e um pouco distante) e Dona Deolinda (uma senhora mais bonita que gostava de se apresentar bem, cabelo bem feito, brincos bonitos, etc).


Algumas vezes vi ou cruzei ou seguia meu caminho pela Rua do Arouche com a Wilma Schiesari à frente . Tímido, não me aproximava para acompanhá-la durante um ou dois quarteirões pois não tinha nenhum assunto importante, claro e lógico que justificasse a abordagem. Além disso, minha companhia poderia ser inconveniente ou desagradável. E os meus olhos já estavam “premiados” à distância. 


Depois eu virava à direita atravessando a rua e passando a floricultura à minha esquerda. Morava na Avenida São João. O Largo do Arouche era o “quintal da minha casa” desde bebê. Como era bonito o Largo do Arouche
!


Muitas vezes eu já entrava pela galeria do Arouche, ganhando uns pouquíssimos metros ao “cortar caminho”. Passava embaixo do prédio em que morava a Gisela B.T. amiga da minha irmã Genoveva, ambas alunas da Dona Deolinda no ano anterior ao meu. Algumas vezes poucas voltei da escola junto com as duas. Elas paravam para mais um minuto de conversa, antes da minha irmã prosseguir junto comigo. 

A Gisela era uma menina mais alta e muito graciosa, cabelos castanho claro. Uma judia linda que também habitou minha galeria de musas. E nem falei da Renata L.F. por que ma apaixonei aos 8 anos de idade.


Sim, fui volúvel, mas saboreei com os olhos e o coração a beleza ao meu redor. (Fui?).

Meu “paladar” visual não captava apenas a beleza física exterior e natural. Captava também uma beleza que aflorava pelo olhar e pela voz.

E, perdão e com licença, me orgulho da minha sensibilidade: o tempo mostrou que todas eram tenros projetos de mulheres especiais, superiores, belas em todos os sentidos. Inclusive minha saudosa Helena.


Beijos, Wilma. Obrigado. Cuide-se.   

Antonio Aurélio do Amaral

Classe de Mariana Oliveira Carneiro – 1960

Classe de dona Deolinda Loureiro – 1961

Na Faculdade de Engenharia – Amaral bonitão, sempre volúvel

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CRE M. COVAS

Peut être une image de texte qui dit ’DESENVOLVIMENTO ይቆይ PROFISSIONAL 1 Dia 15/06 14h às 15h30 TEMA: Clube de Leitura na Prática: Toda Criança Lê? Kiara Terra Atriz, narradora escritora Genésio Manoel Silva Gerente de Programação Produção da Biblioteca Parque Villa-Lobos Maria Cristina Noguerol Catalan Diretora do CRE Mario Covas/EFAPE Carlos Artur Aguena Equipe Técnica CRE Mario Covas/EFAPE Canal Desenvolvimento Profissional Público-alvo: QM, QAE e QSE SÃO PAULO GOVERNO ESTADO Secretaria da Educação’
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Limpando as gavetas…

Meu escudeiro, nosso colega José Horta Manzano, começa aquele trabalho que eu também preciso começar a fazer.

Septuagenários, vivemos há décadas fora do Brasil, mas mesmo assim não cortamos os laços com a instituição de educação que nos berçaram, o nosso IECC.

Agora, com as facilidades de computação, podemos ter nossos museus fantásticos alojados em “gavetas cibernéticas” e cada um de vocês tem a liberdade de abri-las à vontade.

Segue o selo comemorativo dos 25 anos no jornal “Nosso esfôrço” (com acento circunflexo, depois da reforma ortográfica, para que seus antigos redatores e leitores tenham uma emoção forte; mas cuidado com as peças que o coração nos prega: estarão todos limpando suas gavetas?

Outra coisa: IECC significa “Instituto de Educação Caetano de Campos.”

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Edel Elliott

Edel Elliott estudou no Instituto de Educação Caetano de Campos, desde o Jardim de Infância.

Essa nossa colega completou seus estudos superiores e é uma peça fundamental no seio da Educação do Estado de São Paulo.

Felizmente ela existe ainda como militante do grupo afrodescendente, e age muito dignamente e orgulhosamente em favor desse grupo considerado minoritário pelo governo excludente do Brasil; no entanto ele soma 56,​10% da nossa população!

O Brasil deveria levar esse fato em consideração, aumentando a participação desses nossos concidadãos no sistema político e social; afinal eles são numericamente majoritários e sabem melhor que aqueles que se encontram no Poder o que é necessário para a sua completa integração.

Sabemos que em termos de país, pouco se fez para ajudar esses brasileiros que fizeram a riqueza do Brasil durante o Período Colonial; sem a preciosa mão-de-obra de origem africana, o ouro, o café e a cana-de-açúcar não teriam existido no topo da escala do comércio mundial e nem teriam circulado pelos caminhos terrestres, depois pelas ferrovias, até os portos, criados com o suor do seu trabalho.

Em meados dos anos 70, Wilma Bozzo fez uma exposição de fotografias escolares no IECC, aberta ao público, localizada perto da sala da Diretoria do Primário, no térreo do edifício do IECC.

Num domingo de manhã, acompanhada pelo meu marido, que é francês, vi Pierre contemplando conscienciosamente cada retrato; no final ele me perguntou:

“Por que praticamente vemos apenas alunos brancos na sua Escola?”

Trata-se de uma pergunta com muitas respostas.

Respondam!

Acima, Edel e o menino James Akel, que foi o “Bebeto” na “Turma dos 7“(anos 60)

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Grupos caetanistas no Facebook excluem arbitrariamente os seus membros

Caros colegas, caros leitores

FUI ERRADICADA DOS GRUPOS CAETANISTAS NO FACEBOOK e gostaria de saber a razão; são eles:

a) Turma da Caetano de Campos

b) Caetano de Campos, ambos com centenas de participantes dos quais recebi apenas 3 ou 4 mensagens durante meses.

Se um membro desejar se comunicar comigo, recebe a seguinte indicação:

La session de Wilma sera fermée, et vous pourrez vous connecter en tant que ….

(A sessão Wilma vai ser fechada, e você(s) poderá (poderão) ser conectado (s) como…. (colocar o nome do interessado!)

Tratam-se de grupos de comunicação entre os caetanistas.

Houve um voto democrático entre todos os membros, com 50% + 1 pedindo minha exclusão?

Meu trabalho deve incomodar alguns ex-alunos, mas lhes garanto que tudo o que fiz desde a criação do 1° blog sobre nossa escola (que já leva 11 anos) e a publicação de meus livros, foi contando apenas com os meus meios financeiros pessoais e jamais nenhuma autoridade política, nenhum advogado famoso, nenhum funcionário – seja da SEESP ou de um jornal qualquer – foi molestado para me incluir nos seus programas ou nas suas páginas.

Se muitos caetanistas podem se conectar hoje em dia, devem esse privilégio ao jornal OESP que publicou um enorme artigo sobre o meu primeiro livro – “Memórias de uma aluna bem (e mal) comportada”, no dia 6 de dezembro de 2010, data do seu lançamento no Bardo Batata que, com a colaboração do meu corretor, Jéthero Cardoso, caetanista e igualmente jornalista daquele órgão, pôde reunir quase três centenas de colegas no local, deixando seus nomes e endereços num caderno especial.

O resto veio depois…

Também gostaria de acrescentar que publico matérias de diversos colaboradores no blog ieccmemorias.wordpress.com sem colocar em causa a ideologia de cada um; ele se encontra aberto àqueles que quiserem participar, sem nenhuma discriminação.

E TUDO AQUILO QUE SE ENCONTRA PUBLICADO não me pertence; cada leitor pode usar os arquivos da maneira que melhor lhe parecer.

Atenciosamente

wilma schiesari-legris

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Foto esquecida na gaveta

1968 – Normalistas do IE Caetano de Campos, com algumas alunas que conheci:

-Elenice Ferreira (à esquerda na imagem)

-Verinha Rosito, Maria Luiza Krempel e Vera Bussab, na outra extremidade.

Entre elas: Rosalina Gracia ferreira da Silva, Silvia Puccinelli Glingani e Myriam ( ou seria Kimya?)

Prometo que ainda nesta semana completarei as identificações.

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Marta Ramos

Marta Ramos recebeu o texto que segue.

br.pinterest.com

Nasci e cresci no Brasil; ia para a escola a pé e às vezes com um monte de amigos, e íamos rindo e papeando.

Não tínhamos bolsa família e nem vale gás. Não tinha google nem celular…

As pesquisas de escola eram feitas em bibliotecas (usávamos a Barsa, Tesouro da juventude, Delta Larousse, o Google da nossa época; escritas a mão (se estivesse igual ao livro, estávamos ferrados).

Na escola tinha o “Gordo”, o “Leitão”, Quatrolhos”, a “Branquela”, o “Neguinho”; tinha “Canela fina”, “Anão”, o “Narigudo”, a “Olivia Palito”, o “Cabeção”, a “Sukita”, “Porco da Índia”, “Chiclete” e por aí vai…

Todo mundo era zoado, às vezes até brigávamos, mas logo estava tudo resolvido e seguia a amizade… Era brincadeira e ninguém se queixava de bullying.

Existia o valentão, mas também existia quem defendesse; tinha o dia do flúor, dia da vacina…

Nossas férias começavam 1° de dezembro e retornávamos em (PASMEM) 1° de Março.

Tinhamos férias de 1° a 31 de julho.

Toda a semana, antes de iniciar as aulas, cantávamos o Hino Nacional com a mão no peito e com orgulho, e ai de quem cantasse errado, cruzasse os braços ou aplaudisse após cantar o hino. Cantávamos também o Hino da Independência e Hino à Bandeira.

Tinha o desfile de 7 de Setembro e a gente sempre querendo ser destaque…

O famoso “ki suko”, que com $0,10 centavos comprávamos ,era o único pó que conhecíamos. Fazíamos 2 litros com um pacotinho e, a língua ficava colorida por uns dois dias…

Tinha tbm o chiclete Ping pong.

Época em que ser gordinho(a) era sinal de saúde e se fosse magro, tínhamos que tomar o Biotônico Fontoura.

A frase “peraí mãe” era para ficar mais tempo brincando na rua e não no celular ou computador…

Colecionávamos figurinhas, papel de carta, boneca de papel.

As brincadeiras eram saudáveis, brincávamos de bater em figurinhas e não nos nossos professores. Jogávamos vôlei na rua e nossa aventura era tocar campainha e sair correndo…

Na rua jogar bola, pique esconde, queimada, namoricos, pega pega, andar de bicicleta, pular corda, elástico, bolinha de gude, finca, bet; todo mundo brincava junto e como era bom; bom não, era maravilhoso!

Que saudades dessa época em que a chuva tinha cheiro de terra molhada!

Época em que nossa única dor era quando usávamos merthiolate nos machucados.

Nossos pais eram presentes e a educação era em casa; nada de chegar ao lar com algo que não era nosso, desrespeitar alguém mais velho ou se meter em alguma encrenca (somente um olhar bastava ), e lá vinha o famoso e terrível EM CASA A GENTE CONVERSA.

E tinhamos hora pra chegar : entre 18 horas e 19 horas para tomar banho, com tolerância e NEM UM MINUTO A MAIS.

Tínhamos que levantar para os mais velhos se sentarem; almoçávamos e jantávamos à mesa, com todo respeito e educação.

Fico me perguntando, quando foi que tudo mudou e os valores se perderam e se inverteram dessa forma?_

apac94.fr

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Yara Camillo, escritora, que participou do TIMOL (Teatro Infantil Monteiro Lobato)

Muitos caetanistas fizeram parte do TIMOL: Sylvana e Marisa Martinez, Cissa Censoni, Rosa Maria Maciel, Luiz Esteves Vieira, Valéria Luand, Cyntia, eu e, assim vai.

Pessoas interessantes foram até o TIMOL e deixaram ali a sua contribuição; as conhemos, pelo menos de ouvir falar: Iacov Hillel (fundador e 1° diretor), Marcos Caruso (ator e diretor), Eugênio Kusnet (diretor, ator e professor de teatro) Sábato Magaldi (crítico de teatro do Jornal da Tarde), Naum Alves de Souza, Silney Siqueira e Affonso Gentil (diretores de teatro), José de Anchieta( cenógrafo), Maranhão e Dino Galvão Bueno (compositores), Renée de Vielmond (atriz).

A YARA CAMILLO também fez parte do grupo; todos os leitores do blog estão convidados à pausa literária que se encontra no vídeo que precede este texto.

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Grupo “Caetano de Campos”

O caetanista Eddye Eddye publicou as imagens que se encontram aqui reproduzidas na página do Facebook “Grupo Caetano de Campos”.

Eddye conta que para participar do FESTIVAL DE MÚSICA, (IEECC), sua vizinha RITA LEE , que fazia seus ensaios na garagem da casa dela no bairro do Paraíso, lhe emprestou toda a indumentária necessária para que ele pudesse se apresentar publicamente; velhos bons tempos…

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